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Padrões das seitas

por Artigo compilado - sex out 16, 1:11 pm

Ao usar o termo seitas, Watchman Fellowship não está, de modo algum, sugerindo que seus membros e líderes, sejam maus e imorais. Apenas quer dizer que tais grupos propagam doutrinas ou práticas que talvez não pertençam ao reino histórico do Cristianismo. Mais ainda, é verdade que embora muitos grupos se apresentem como cristãos, nem todos que usam este nome podem ser considerados parte do rebanho. Não só devemos examinar a posição doutrinária de cada seita, como também inspecionar, à luz da Palavra de Deus — a Bíblia —, suas práticas e comando autoritários.

Para ajudar nesta tarefa, Watchman Fellowship providenciou este breve resumo sobre Padrões das Seitas.

Acrescentando à Bíblia

“Abaixo a autoridade!” Este era o grito de guerra da geração da década de 60. Embora seu propósito fosse tornar o manifestante uma pessoa livre, mudava, na verdade, apenas sua referência de autoridade de uma fonte externa para uma interna. Em vez de apoiar-se na autoridade estabelecida, a geração da década de 60 apoiou-se em suas próprias regras individuais. A frase “Abaixo a autoridade” passou a significar “Posso fazer tudo o que quiser porque sou a autoridade maior em minha vida”. Do mesmo modo, as seitas mudaram sua fonte de autoridade teológica da suprema Palavra de Deus — a Bíblia — para as opiniões particulares e autopromocionais que fazem da Bíblia.

Fazem isto de três modos bem interessantes e diferentes.

Primeiro, algumas seitas dizem que a Bíblia, embora seja um bom livro, um livro cheio de ideias grandiosas e ensinos morais, nunca foi a Palavra de, Deus. Ao contrário, é um simples livro, igual a muitos outros livros bons que ensinam comportamentos morais. Esta visão da Bíblia é prescrevida por grupos como o Hare Krishina e a Igreja da Unificação, do reverendo Moon. Os grupos que acreditam nisto geralmente usam partes da Bíblia, mas têm suas, próprias bíblias, que consideram superiores à Bíblia. A seita Hare Krishina usa o Bhagavad-Gita, e a Igreja da Unificação entende que o Princípio Divino é superior à Palavra de Deus.

A segunda abordagem explica que mesmo sendo a Palavra de Deus, a Bíblia contém erros e, portanto, precisa ser explanada por outros livros, que lhe são superiores. Algumas seitas que apresentam esta interpretação: A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que usa o Livro de Mórmom, e a Primeira Igreja do Cristo Cientista (Ciência Cristã) que usa Saúde e Ciência, e Chaves para as Escritu­ras. Os membros destes dois grupos acredi­tam que suas bíblias modernas são superio­res à Bíblia. Explicam que esta contém erros, mal-entendidos e traduções incorretas.

A terceira variação é a mais sutil e peri­gosa. As seitas que fazem parte deste gru­po afirmam que a Bíblia é total e completa­mente correta. Não se orientam por nenhu­ma outra bíblia, e explicam que quem apre­senta outra escritura, é um falso profeta. Es­tas seitas declaram que a Bíblia é a Palavra de Deus; que é 100% correta e merece nos­sa confiança em qualquer situação. No en­tanto, se alguém realmente desejar entender o que ela diz, vai ter de seguir a interpreta­ção especial que o grupo faz da Palavra de Deus.

Esta é uma característica das Testemunhas de Jeová e da Escola Unida do Cristianismo. Embora nenhuma destas duas seitas usem outras escrituras, ambas explicam que se alguém desejar conhecer as verdades supremas de Deus precisa participar de suas reuniões. Dizem que somente em suas organizações é possível encontrar-se a interpretação correta da Bíblia.

Retirando a Divindade de Jesus

A Bíblia é bem explícita ao afirmar que Jesus era Deus encarnado. O primeiro versículo do evangelho de João estabelece esta posição ao dizer: “O Verbo era Deus”. Outros escritores neo-testamentários tam­bém afirmam, à sua maneira, que Jesus era totalmente Deus. Esses mesmos autores são ainda bem diretos ao falar sobre a humanidade de Jesus. Mais uma vez o evangelho de João declara que este mesmo “Verbo (Jesus) se fez carne e habitou entre nós”. Embora a Bíblia afirme claramente que Jesus era, em sua natureza única, completamente Deus e completamente homem, as seitas discordam disto.

Através da história, cada seita tem distorcido esta doutrina-chave, tratando Jesus como alguém menos que totalmente Deus ou menos que completamente homem. Não há exceções! As Testemunhas de Jeová ensinam que Jesus foi originariamente criado por Jeová. Explicam ainda que antes de vir à terra, ele era conhecido como Miguel, o Arcanjo. Victor Paul Wierwill, fundador de O Caminho Internacional, chegou ao ponto de escrever um livro intitulado “Jesus Cristo Não É Deus”. Tanto as Testemunhas de Jeová quanto O Caminho negam a divindade de Jesus, tornando-o alguém menos do que completamente Deus.

Os Mórmons ensinam que Jesus era Deus encarnado, mas todos os homens também o são, em potencial. De acordo com o Mormonismo, cada homem mórmom tem o poder de se tomar um deus e de governar seu próprio planeta, assim como o Pai celeste governa este planeta. Jesus é apenas um dos filhos de Deus, como é o caso de todos os seres humanos que vivem por aqui.

A Ciência Cristã, os muitos grupos que pertencem ao Movimento Nova Era e a Escola Unida do Cristianismo explicam (de seu jeito próprio e único) que Jesus não era humano, pois a matéria — carne e ossos — é uma ilusão. Assim, ele, que parecia humano, nada mais era do que um ser que possuía e demonstrava a consciência do Cristo. Mas estes grupos também afirmam que todos os seres humanos que chegam à compreensão de que o pecado, a doença, a matéria e a morte são ilusórios também podem exibir a consciência do Cristo.

Por último, os grupos que têm suas raízes históricas fincadas na índia, veem Jesus como um grande guru ou simplesmente como outro Avatar. E deste modo que a seita Hare Krishina nega a divindade de Jesus. Para ela, Jesus Cristo e Krishina são Avatares.

Multiplicando as Exigências para a Salvação

Há duas fórmulas para a salvação. Uma é a bíblica, a outra é a usada pelas seitas. Qual delas concede vida eterna, e qual resulta cm destruição eterna?

Fé = Salvação + Obras

Fé + Obras = Salvação

Os autores bíblicos usaram a primeira fórmula. Em Efésios 2.8-10, Paulo explica que a salvação é um dom de Deus baseado na fé. Mas até mesmo a fé vem de Deus. Portanto as boas obras seguem a salvação. Para que somos salvos pela graça imerecida de Deus? Segundo Paulo, é para praticarmos boas obras. A salvação leva a pessoa a tomar-se uma nova criatura em Cristo “para boas obras”. Os cristãos não praticam boas obras com o objetivo de serem salvos, mas porque esta prática é agora parte de sua nova natureza. Por terem sido feitos novas criaturas em Cristo, têm o desejo de fazer boas obras. Como vemos, a primeira fórmula é bíblica.

No entanto, as seitas usam a segunda fórmula, pois colocam as boas obras antes da salvação. Que obras? Cada grupo tem sua própria lista, que deve ser cumprida ao pé-da-letra; caso contrário, a salvação não é alcançada.

Para o Mormonismo, a salvação completa está ligada ao cerimonial do templo. Mas para poder entrar no templo, a pessoa tem que ser um dizimista fiel. Assim, para a referida seita, a salvação está diretamente ligada ao dinheiro.

Muitos grupos ligados ao Movimento Nova Era também ligam a salvação, o iluminamento ou a diminuição de problemas à obrigação monetária. Por meio de reuniões de possessões espirituais, retiros de finais de semana ou a compra obrigatória de fitas cassetes e livros, muitas seitas convencem as pessoas que a libertação completa dos karmas ruins, de fatos de vidas passadas ou problemas atuais podem ser eliminados sem a ajuda do grupo. Mas para conseguir o auxílio necessário, o custo é alto! Muitos grupos planejam seminários de finais de semanas, alardeando que esclarecerão antigas dúvidas, ou aliviarão problemas e dores. Porém, quando a semana termina, os lideres explicam que as verdadeiras respostas serão dadas no próximo encontro, que custará muito mais caro!

Algumas seitas combinaram a salvação com o esforço físico. Quem é Testemunha de Jeová tem a obrigação de ir de porta em porta distribuindo as revistas Torre de Vigia e Despertai! Fazem isto na esperança que suas atividades e devoção a organização os ajude a escapar do holocausto vindouro do Armagedom. Acreditam que se não distribuírem as revistas, serão destruídos por Deus. Os seguidores da Igreja da Unificação também acreditam que devem realizar alguns trabalhos específicos para que ve­nham a merecer os favores de Deus. É por isso que os ventos nas esquinas das gran­des cidades, vendendo flores e pedindo di­nheiro para um grande número de organiza­ções.

Um último jeito de as seitas ligarem as boas obras à salvação é por meio da obediência às leis do Antigo Testamento. Alguns grupos explicam que os cultos devem acontecer nos sábados (o dia sabático do Antigo Testamento) e que as festas cerimoniais precisam ser comemoradas. Também promovem a ideia de que o regime alimentar do Antigo Testamento deve ser seguido. Alguns grupos sabatistas pertencem a esta categoria, inclusive a Igreja Adventista é a mais barulhenta!

Dividindo a Lealdade dos Seguidores

Entre as quatro características, talvez esta seja a mais fácil de ser explicada, porém a mais difícil de ser entendida pelos cristãos. Falando de modo simples, esta ideia é compartilhada por todos os grupos, não importa a doutrina ensinada. Todas as seitas sofrem do que Watchman Fellowship chama de “A Síndrome da Única Igreja Verdadeira”.

Os membros de cada organização especifica aprendeu que sua igreja, comunidade ou movimento é o único verdadeiro e que todos os outros são falsos. Então quando o cristão tenta testemunhar para os membros das seitas, talvez se sinta um pouco frustrado, porque esses devotos seguidores não aceitam a interpretação cristã de algumas passagens bíblicas. (Lembrem-se do Padrão 1: Acrescentando à Palavra.)

Esta frustração é resultante, em larga escala, do quarto padrão. Os líderes das sei­tas explicam que é impossível servir a Deus sem ser membro de seu grupo em particular. Isto divide a lealdade do seguidor entre Deus e organização. De acordo com os líde­res, o grupo tornou-se o único veiculo pelo qual Deus ministra a verdade hoje.

Além do mais, se uma pessoa decide sair do grupo, é acusada de estar deixando não apenas a organização, mas abandonando a Deus e sua única e verdadeira igreja. Portanto, para alguém deixar uma seita — não importa o tempo que faça parte dela — é muito mais difícil do que os cristãos podem imaginar. Para o membro de uma seita, afastar-se do grupo é o mesmo que abandonar a Deus.

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Rick Branch – FONTE : AMIGÃO DO PASTOR – MAR/01

 

 


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