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Para onde vão os mortos?

por Artigo compilado - sáb out 10, 10:17 pm

Todos os seres humanos têm curiosidade sobre as coisas do futuro e especialmente no que diz respeito ao que vem após a morte. Há muitas respostas à pergunta acima nas religiões e seitas, mas muitas delas estão baseadas em filosofias, conceitos esotéricos e experiências pessoais, e em interpretações errôneas da Bíblia.

As Testemunhas de Jeová, por exemplo, negam o Céu e o Inferno, a alma e a sua sobrevivência à morte. Elas acreditam que a vida humana termina na morte, e se a pessoa tornou-se membro da Sociedade Torre de ; Vigia, a organização delas, Jeová tornará a trazer a vida depois do Armagedom. As religiões e seitas seculares e não cristãs, por sua vez, não têm a Bíblia. Com eles não há uma base comum para discussão, o que é diferente das seitas pseudocristãs, que afirmam crer na Bíblia.

A Torre de Vigia e os Adventistas do Sétimo dia não acreditam que a alma sobreviva à morte, por isso afirmam que a morte é o fim da vida. Charles Taze Russell trouxe essa crença dos adventistas, de onde veio antes de fundar seu movimento. Quanto à existência do inferno de fogo ardente, Russell também acreditava nisso, mas foi derrotado em um debate com um cético sobre o assunto, e por isso tornou-se também cético quanto a essa doutrina.

As Testemunhas de Jeová não acreditam que o destino dos salvos seja o Céu. O segundo presidente dessa organização, Joseph F. Rutherford, ensinou que o número dos que vão para o Céu se completou em 1935, como se Jeová colocasse uma placa no Céu com esses dizeres: “Não há vagas”. Por isso acreditam que no Céu há vagas apenas para 144 mil pessoas, as demais Testemunhas de Jeová têm de se conformar em herdar a Terra. Elas acreditam ainda que o destino dos incrédulos é a sepultura, e não o Inferno, isso porque receberam tal ensino de Russell, através dos periódicos e publicações da Torre de Vigia, e não porque exista base bíblica para tal doutrina, apesar de a organização delas afirmar que acredita na Bíblia. A Torre de Vigia ensina que o Inferno é um estado e não um lugar, e que é sepultura comum da humanidade.

O que acontece de fato é que sua organização pinça a Bíblia aqui e acolá para fundamentar uma crença muito antiga, que depois passou a ser defendida pelo fundador do movimento das Testemunhas de Jeová. Quando não conseguem, depois de tudo isso, moldar suas crenças à Bíblia, falsificam seu texto, como acontece na Tradução do Novo Mundo.

A Bíblia diz que há um lugar preparado para o diabo e seus anjos (Mateus 25.46). Há várias palavras na Bíblia para identificar esse lugar de tormento, de maldição eterna, como Sheol, Hades, Geenna, Tártaro, que são traduzidas por “inferno”. A palavra hebraica Sheol aparece 65 vezes no Velho Testamento, e segundo os dicionários de hebraico significa “o lugar invisível dos mortos, a habitação dos mortos”. Jacó não pensava numa sepultura quando desejou descer o seu filho José no Sheol, visto que para ele José teria sido devorado por uma fera (Gênesis 37.33-35).

Hades é a forma grega da palavra hebraica Sheol. É o estágio intermediário dos mortos. Lá eles estão aguardando o Dia do Juízo, quando todos os mortos, juntamente com o Hades, serão lançados no Lago de Fogo (Apocalipse 20.13-14) pois não é ainda o lago de fogo e enxofre, o inferno propriamente dito. O Hades, portanto, não é sepultura. Quando morre um justo, o homem interior, alma e espírito vão para a presença de Deus, enquanto o corpo é sepultado (Eclesiastes 12.7; Apocalipse 6.9). O incrédulo vai para o Hades.

Geena é uma referência ao Vale de Hinom (Josué 15.8; 18.16 e Jeremias 32,35).Era um lugar de prática pagã (Jeremias 7.31), onde alguns reis de Israel sacrificaram a ídolos, dentre eles o rei Salomão. O rei Josias fez uma devassa no local, fazendo dele um lugar de lixo (2Reis 23.10). Desde a era interbíblica, esse vale já tinha relação com o castigo dos ímpios. Os rabinos aplicaram Hinom ao inferno de fogo escatológico, que é identificado com o Lago de Fogo do Apocalipse. Geena é uma palavra grega, embora não apareça na Septuaginta. O Senhor Jesus empregou essa palavra como símbolo da condenação eterna (Mateus 5.29-30; 18.9 e Marcos 9.47-48).

Tártaro é uma palavra grega que só aparece uma vez no Novo Testamento (2Pedro 2.4) e etimologicamente significa “prisões eternas”. Pelo fato de aparecer só uma vez no Novo Testamento é necessário recorrer aos escritores clássicos para se saber seu significado. Na literatura latina, o Tártaro representa o mesmo que o Hades representava para os gregos. Virgílio, na Eneida, descreve a descida de Enéias ao Tártaro, de forma semelhante à de Ulysses descrita por Homero. Era crença na época dos apóstolos que o Tártaro estava debaixo do Hades.

A Bíblia diz que os salvos vão para a presença de Deus. O apóstolo Paulo cria que na sua morte estaria com o Senhor (2Coríntios 5.1-2,6,8 e Filipenses 1.23). Isso pode ainda ser visto em Apocalipse 6.9-11. O Senhor Jesus disse ao malfeitor que fora crucificado ao seu lado: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23.43). Esse texto foi adulterado na Tradução do Novo Mundo, que pôs uma vírgula depois da palavra “hoje”, mudando completamente o sentido da mensagem, simplesmente para adaptá-la às suas crenças peculiares.

O conhecido texto de Lucas 16.19-31, “O rico e Lázaro”, é uma prova indestrutível de que a vida não termina na morte, e que há um lugar preparado para os salvos e outro para os incrédulos. Os céticos procuram escapar dessa realidade afirmando que se trata de uma parábola. Ora, parábola é uma ilustração para extrair lições e verdades espirituais. É uma maneira figurada de se ensinar uma verdade, e não um passe de mágica com poderes para mudar o sentido da mensagem. Além disso, Jesus não disse e nem deu a entender que era parábola. Sua estrutura é diferente das parábolas. Não diz “o Reino dos Céus é semelhante” e nem “assemelha-lo-ei” ou algo desse tipo. Os títulos usados em cada texto da Bíblia vêm dos editores e não fazem parte do texto original.

O que acontece é que os sectários querem escapar do Inferno por meio de distorções, na tentativa de extinguí-lo da Bíblia por meio de traduções falsas e interpretações errôneas, recusando o Senhor Jesus e o plano de Deus para a Salvação (João 3.16-18).

Pr. Esequias Soares, Teólogo Apologista da CPAD, Assembleia de Deus Jundiaí/SP


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