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Passagens bíblicas usadas pelos Adventistas

por Artigo compilado - seg mar 02, 8:43 am

IASD fachada

Exame das Principais Passagens Bíblicas Usadas pelos Adventistas do Sétimo Dia para Provar Suas Doutrinas

1 – Gn 26.5: Portanto Abraão obedeceu a minha voz e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis.

Dizem que Abraão guardou os preceitos de Deus, logo, guardou o sábado.

Resposta Apologética:

Não diz o texto que esses preceitos, estatutos e leis fossem os Dez Mandamentos (entre os quais se acham o sábado).

Vejamos alguns dos mandados, preceitos e estatutos que Deus deu a Abraão:

  • Que saísse da sua terra – Gn 12.1;
  • Que andasse na sua presença e fosse perfeito Gn 17.1-2
  • Que guardasse o concerto da circuncisão Gn 17.9-11;
  • Que ouvisse Sara, sua mulher, para deitar fora sua serva Gn 21.12;
  • Que sacrificasse seu filho Isaque – Gn 22.2;
  • Que permanecesse na terra que Deus lhe dissesse – Gn 26.2-3.

2 – Êx. 16.22, 30: E aconteceu que ao dia colheram pão em ombros, dois ômeres para cada um … Assim repousou o povo no sétimo dia.

Esta passagem relata que Israel foi ordenado a guardar o sétimo dia, não colhendo nele o maná, e isto antes que chegasse ao Sinai, onde o decálogo foi dado mais tarde. Dizem que o sábado foi dado antes do Sinai e assim sua obrigação de guardá-lo existe desde o princípio do mundo.

Resposta Apologética:

  • Deus, desde que tirou Israel do Egito, começou a educá-lo dando-lhe sua lei – Êx 16.4;
  • No versículo 5 revela como Deus dá instruções a Moisés para ordenar ao povo que colhesse o dobro do maná no 6 dia, para não colhê-lo no 7;
  • Êx 15.25 diz que Deus lhes deu estatutos e uma ordenação e não no princípio do mundo;
  • Êx 20.10-12, Deus diz que tirou Israel do Egito e lhe deu (não restaurou) os sábados como sinal entre Deus e Israel. Quando? Na ocasião os tirou do Egito (v. 10). Onde? No deserto (vv. 10-11). Aqui a data e o lugar da origem do sábado e também o povo a quem foi dado;
  • Em Dt 5.15, se diz que Deus ordenou aguarda do sábado em memória da libertação do povo do Egito. Isto mostra que a guarda do sábado é exclusivamente israelita – SI 147.19-20.

3 – Êx 20.1-17: Então falou Deus todas estas palavras, dizendo…

Dizem que o decálogo é perfeito e superior ao resto da Lei de Moisés.

Resposta Apologética:

Os Dez Mandamentos não foram escritos em pedras por serem superiores aos outros, mas para servirem de testemunha visível do concerto que Deus fez com Israel. Por isso as duas tábuas de pedras são chamadas de:

  • Tábuas do testemunho – Ex 31.18, 25;
  • A arca na qual foram postas – Arca do testemunho – Êx 40.5;
  • O tabernáculo onde a Arca era guardada é chamado de Tabernáculo do testemunho – Êx 38.21;

d.Era costume erigir-se naquele tempo uma testemunha visível para testemunhar qualquer acontecimento solene – Gn 28.18; 31.48; 21.27,30. Assim Deus com Israel. Seria impossível escrever todo o Pentateuco em tábuas de pedras e transportá-lo pelo deserto;

  1. O decálogo não é completo, pois não proíbe bebedice, a ingratidão, a ira, a depravação.

4- Êx 31.16-17: Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando-o nas suas gerações por aliança perpétua. Entre mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o senhor os céus e a terra, e ao sétimo dia descansou; e restaurou-se.

Esta passagem diz que o sábado é um concerto perpétuo e um sinal entre Deus e os filhos de Israel. Sendo, pois, perpétuo, logo ainda está em vigor – dizem eles.

Resposta Apologética:

Se somos obrigados a guardar o sábado por ser denominado um concerto perpétuo, então somos também obrigados e guardar:

  • A Páscoa – estatuto perpétuo – Êx 12.14;
  • Lavar as mãos e os pés – estatuto perpétuo – Êx 30.21;
  • Celebrar as festas – estatuto perpétuo – Lv 23.21.

Os próprios adventistas admitem que estas coisas foram abolidas.

5 – Dt 31.26: Tomai este livro da lei, e ponde-o ao lado da arca da aliança do Senhor vosso Deus, para que ali esteja por testemunha contra ti.

A lei escrita por Moisés, isto é, todo o Pentateuco, menos o decálogo que foi escrito por Deus, foi posta ao lado da Arca do concerto do Senhor nosso Deus. O arrazoado que fazem é que sendo esta lei posta ao lado da arca, difere da colocada dentro da arca, sendo a colocada dentro da arca moral e a posta ao lado da arca cerimonial.

Resposta Apologética:

A lei é uma só, mesmo aquela chamada cerimonial pelos adventistas contém preceitos morais e eternos. Basta ler: Êx 22.21-22; Lv 19.2,16; 18.13; Êx 23.2. Que parte da lei foi considerada mais importante por Jesus? Basta ler: Mt 22.36-40. O primeiro dos mandamentos pela importância é citado em Dt 6.5 e o segundo está em Lv 19.18. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei, inclusive o decálogo que é dependente. Se fosse válida a divisão da lei em duas leis feitas pelos adventistas, hoje estaríamos desobrigados a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós próprios, pois estes fazem parte da lei que Moisés escreveu e colocou ao lado da Arca.

6 – Sl 19.7: A Lei do Senhor é perfeita.

Dizem que isto se refere ao decálogo, que é perfeito que por isso não pode ser mudado.

Resposta Apologética:

A grande falácia em todos os argumentos que dão está no fato de afirmarem que lei significa só o decálogo e nada mais. Quando Davi fala da lei nos Salmos sempre se refere à lei de Moisés, porque ele como rei era obrigado a ter uma cópia dela e lê-la diariamente (Dt 17.15-19) a meditar nela de dia e de noite (Sl 1.2). Assim, o Sl 119, sempre citado pelos adventistas não se refere só ao decálogo, mas como diz o versículo 128, por isso estimo todos os teus preceitos acerca de tudo… A mesma explicação se deve dar com relação às citações de Pv 28.9; Ec 12.13-14, pois quem escreveu o livro de Provérbios e Eclesiastes foi Salomão que era rei e tinha a mesma obrigação do seu pai Davi.

7 – Is 56.1, 6: E os filhos dos estrangeiros, que se unirem ao Senhor, para o servirem, e para amarem o nome do Senhor, e para seus servos, todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem a minha aliança.

Esta passagem é citada para provar que os crentes gentílicos são obrigados a guardar o sábado, porque diz: E aos filhos dos estrangeiros que se unirem ao Senhor, para o servirem e para amarem o nome do Senhor, e para serem seus servos, todos os que guardarem o sábado, não o profanando…

Resposta Apologética:

Se esta passagem prova que os gentios devem guardar o sábado, da mesma maneira prova que devem guardar todo o concerto que Deus fez com Israel, oferecendo holocaustos e sacrifícios no altar, no santo monte em Jerusalém – At 8.21.

8 – Is 66.22-23: Porque, como os novos céus, e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante da minha face… e será que desde uma lua nova até a outra, e desde um sábado até o outro, virá toda carne adorar perante mim, diz o Senhor.

Aplicam os adventistas esta passagem a si mesmos e aos seus esforços para todos guardarem o sábado, pois esse será o dia de guarda no futuro.

Resposta Apologética:

Se isto prova que é perpétuo e que deve ser guardado agora, esta mesma passagem também prova que a festa judaica da lua nova é igualmente perpétua e deve ser guardada por todos. Guardam os adventistas a lua nova?

9 – Mt 5.17-19: Não cuideis que vim destruir as leis e os profetas…

Logo o sábado deve ser guardado por fazer parte do decálogo.

Resposta Apologética:

Esta passagem não diz que cada j ou cada til da lei vão permanecer até que o céu e a terra passem, mas diz que não passarão sem que tudo seja cumprido. E o que se lê em Lc 16.16-17: A lei e os profetas duraram até João… Ora, tanto esta passagem quanto a de Mt 5.17-19 ensinam justamente que nalgum tempo a lei passará, isto é, logo que for cumprida. E Jesus disse que Ele veio cumpri-la; logo, já passou. O que Jesus asseverou não é o tempo que a lei há de durar, mas a certeza do seu cumprimento: Lc 24.44; At 13.29; Cl 2.14-16; Rm 10.4. A lei de que fala Jesus não é só o decálogo, mas toda a lei, como vemos:

  1. Jesus fala em Mateus 5 de três mandamentos do decálogo: do sexto mandamento (v. 21); do sétimo mandamento (v. 27), e do terceiro mandamento (v. 33);
  2. Jesus fala de mandamentos fora do decálogo:
  3. olho por olho (Lv 24.20);
  4. amor ao próximo (Lv 19.18);
  5. Jesus, quando fala da Lei, referia-se a todo o Pentateuco (Gênesis ao Deuteronômio – Mt 7.12; 11.13; 22.40; Lc 16.29-31).

Jesus, pois, veio cumprir toda a lei, inclusive o decálogo; logo, já passou a deixa de ser obrigatória a sua observância.

10 – Mt 19.16-22: Guarda os meus mandamentos…

Manda Jesus ao moço rico. Dizem então os adventistas que aqui Jesus ensina que devemos guardar os Dez Mandamentos para termos a vida e como o sábado faz parte do decálogo, logo somos obrigados a guardá-lo.

Resposta Apologética:

É notável que Jesus omite o sábado;

Jesus citou outros mandamentos fora do decálogo;

Se somos obrigados a guardar todo o decálogo porque Jesus Cristo citou apenas cinco mandamentos dele, então somos obrigados a guardar toda a lei de Moisés porque Jesus também citou mandamentos fora do decálogo: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo, que não faz parte do decálogo (Lv 19.18) e Não defraudarás alguém (Mc 10.19) que se acha em Lv 19.13. Se uma parte abrange o todo, certamente os adventistas pecam contra a sua própria argumentação, porque não guardam a lei de Moisés onde se encontram os dois mandamentos fora do decálogo.

11 – Mc 2.28: Assim o Filho do homem até do Sábado é Senhor

Os adventistas empregam esse texto para provar que o sábado é o dia do Senhor.

Resposta Apologética:

Cristo não disse que o sábado era o seu dia, senão que Ele era o Senhor do sábado. Com isto quer dizer que o Filho do homem, como ser humano, era superior ao sábado. O sábado foi dado para satisfazer as necessidades dos homens, e não os homens para satisfazer os sábados. Sendo assim, é superior ao sábado. E sendo superior, pôde em outra ocasião inocentar os discípulos da acusação de transgressores do sábado por colher espigas neste dia (Mt 12.1-8).

12 – Jo 3.13: Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o filho do homem, que está no céu

Mencionam este texto como prova do sono da alma no intervalo entre a morte e a ressurreição.

Resposta Apologética:

Trata-se este texto da conversa entre Jesus e Nicodemos, na qual Jesus lhe faz ver a necessidade do novo nascimento para poder entrar no Reino de Deus no céu. Este ensino produz admiração em Nicodemos a ponto de não poder aceitá-lo (Jo 3.7, 9, 11). Então no versículo 12 Jesus diz: Se vos falei de coisas terrestres (novo nascimento), e, não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais? (coisas que o olho não viu – 1 Co 2.9). Ora, está claro que Jesus não estava tratando da morte das pessoas, nem do estado da pessoa após a morte; mas das coisas celestiais e maravilhosas do céu, dizendo que o conhecimento destas coisas não dependia de alguém fora dele, que tivesse subido ao céu e descido para no-las contar. Ninguém desceu do céu senão o Filho do Homem.

13 – At 13.14: E eles, saindo de Perge; chegaram a Antioquia, da Pisídia, e, entrando na sinagoga, num dia de sábado, assentaram-se.

Relata a passagem onde Paulo entrava nas sinagogas aos sábados e disputava com os fariseus (18.4). Os adventistas dizem então que Paulo guardava o sábado.

Resposta Apologética:

  • Paulo foi criado em todas as observâncias da lei (At 22.3);
  • O grande desejo de Paulo era ganhar os judeus (Rm 9.3-4, 1 Co 9.20-23);
  • Circuncidou a Timóteo (At 16.3) e disse que a circuncisão nada é (1 Co 7.19), observou o Pentecostes (At 20.16), tosquiou a cabeça (At 18.18), fez ofertas da lei (At 21.20-26);
  • Ensinou que todas estas coisas foram abolidas e que ninguém mais estava obrigado a guardá-las (Cl 2.16-17);
  • Paulo apenas aproveitava a reunião dos judeus para pregar-lhes a Jesus.

14 – Rm 3.31: Anulamos, pois, a lei pela fé?…

Dizem os adventistas que a lei são os Dez Mandamentos, e qual não é abolida pela fé, mas estabelecida. O sábado faz parte dos Dez Mandamentos, logo somos obrigados a guardá-lo.

Resposta Apologética:

  1. Nada há no texto ou no contexto que se refira ao decálogo;
  2. Paulo está argumentando nestes três últimos capítulos que ninguém pode ser justificado pela lei das obras, mas todos podem sê-lo pela lei da fé (Rm 3.27).

Então concluiu que o homem é justificado pela lei sem as obras da lei (v. 28). Assim antecipa que alguém o poderia tachar de homem sem lei (v. 31), o que ele nega. Ensina que a lei foi abolida (Rm 10.4; Cl 2.14-16; 2 Co 3.3-14), dizendo que ele para com Deus não estava sem lei, mas debaixo da lei de Cristo (1 Co 9.21). Em seguida, temos suas declarações em Rm 6.12-14; 7.4; 7.6.

15 – Rm 6.14: Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei e sim da graça.

Os adventistas dizem que estar debaixo da lei é transgredi-la e conseqüentemente estar sob a condenação da lei.

Resposta Apologética:

Se estar debaixo da lei significa tê-la transgredido, então estar debaixo da graça também significa violar a graça, porque a graça exige obediência a condena o desobediente (Tt 2.11-12; Hb 10.28-29). Se estar debaixo da lei significa violá-la, estar em pecado e sob condenação, então, Jesus nasceu em pecado e está sob condenação, pois nasceu debaixo da lei (Gl 4.4).

16 – Rm 7.12: E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom.

Argumentam que se refere ao decálogo (Rm 7.7). Paulo falou isto cerca de 60 a.D. achando-se ainda nesse tempo a lei santa, justa, boa e espiritual (v. 14) e teve prazer nela (v. 22); logo ela não foi abolida.

Resposta Apologética::

Paulo, pouco antes, tinha dito que já não estava debaixo da lei (Rm 6.14). Em Rm 7.1-6 fala da mulher ligada ao marido enquanto vivo, mas morto fica livre da lei do marido (v 7). Assim, os crentes estão livres da lei (vv. 4-6). Deixa a lei do marido para com a sua mulher de ser santa, justa, boa quando ele morre a ela deixa de estar sujeita a essa lei? Da mesma maneira, deixa de ser a lei de Deus, santa, justa e boa, por ter Cristo cumprido por nós e já não estarmos sujeitos a ela? De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados (Gl 3.25).

17 – Hb 4.3-11: É evidente de que o repouso de que se trata aqui não foi o do sétimo dia indicado no quarto mandamento, senão o repouso de uma fé em Deus. A idéia central do texto é:

  • Deus repousou depois de haver criado o mundo;
  • Os profetas falaram de antemão de um outro dia (Sl 118.24) em vez do sétimo, para comemorar o repouso maior que se seguiria a uma obra maior do que a criação;
  • A este repouso maior, Josué nunca parou de guiar o seu povo;
  • Jesus havendo terminado sua obra de redenção na cruz (Jo 19.30), repousou Ele mesmo no primeiro dia da semana (Mc 16.9), como Deus havia repousado da sua obra;
  • Na cruz foi abolido o sábado (Oséias 2.11 comparado com Colossenses 2.14-17);
  • Portanto, em comemoração ao glorioso repouso que se seguiu a uma obra maior de redenção, resta guardar um descanso para o povo de Deus. Esse descanso encontramos em Jesus (Mt 11.28-30);
  • Foi necessário esse argumento para mostrar ao judeu, que se gloriava no seu sábado, que o cristão tem um descanso melhor a superior ao sábado (Ap 1.10; Sl 118.22-24).

18 – Tg 2.10: Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos.

Dizem os adventistas que Tiago usa dois dos Dez Mandamentos, logo a lei de que fala é o decálogo, e diz que devemos guardá-la toda, da qual o sábado é uma parte.

Resposta Apologética:

Temos presente que a palavra lei quer dizer toda a lei, e não só o decálogo. Tiago está reprovando o pecado de fazer acepção de pessoas que é transgressão da lei real (Lv 19.18). Este mandamento não é do decálogo. Logo, Tiago referia-se a toda lei de Moisés e nesse caso os mais afetados são os adventistas, pois não sacrificam animais, não guardam as festas, não praticam a circuncisão (Gl 3.10-11).

19 -1 Jo 2.4: Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.

Dizem que quem não guarda o sábado, que está incluído entre os Dez Mandamentos, é um mentiroso.

Resposta Apologética:

Neste texto se diz que os mandamentos são o decálogo? Não. Apenas presumem os adventistas e por causa desta presunção eles chamam mentirosos a todos aqueles que não rezam pela sua cartilha. Nos vv.l-2 vemos que João fala de Jesus Cristo, e o pronome possessivo seus refere-se a Jesus e aos seus mandamentos e não ao decálogo (Jo 13.34; 15.12; 1 Jo 3.23; 4.21; 2 Jo 5). Encontramos no Novo Testamento uma porção de coisas que são chamadas mandamentos: os dois grandes mandamentos Mt 22.36-40, os preceitos de Cristo são chamados de mandamentos (Jo 14.15, 21; 15.10; 13.34; At 1.2). Os ensinos dos apóstolos são chamados mandamentos do Senhor (1 Co 14.37;1 Ts 4.2; 2 Pe 3.2). Logo não se refere à lei antiga que foi abolida por Jesus. E o próprio Jesus nunca mandou guardar o sábado, ao contrário, foi a atitude de indiferença de Jesus com relação ao sábado que o levou a ser perseguido pelos judeus Mt 12.1,13; Jo 5.16,19; 9.16).

20 – Citam o decreto de Constantino sobre o domingo: Ordena-se a todos os juízes, moradores de cidades e operários, repousarem no venerável dia do sol. Nem Jesus nem seus apóstolos cogitaram de tal coisa. Como escreveram inspirados, fizeram, também, alusões à atitude desonesta de Constantino e da igreja apostatada: At 20.29-30; Rm 8.7; 2 Co 2.17; 2 Tm 4.3-4.

Resposta Apologética:

Tem tanto valor esta citação insinuando que Constantino mudou a guarda do sábado para o domingo, quanto tem a jeovista de que a doutrina da trindade teve início com o mesmo Constantino no ano 325 a.D. no Concílio de Nicéia.

Aceitam os adventistas a doutrina da trindade? Sim!

Há muitos que procuram na Bíblia, o termo Trindade e por não encontrarem debatem cegamente o assunto. Mas, estejamos certos de que, para se conhecer a Trindade não se necessita de termos, pois a palavra é derivada de três. Se a Bíblia concorda em que a divindade é composta de três: Deus Pai, Deus Filho e o Espírito Santo, eis aí a forma da trindade divina (“Livro Doutrinal”).

A palavra não se encontra na Bíblia e foi criada para explicar a doutrina de um só Deus subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho, e o Espírito Santo.

Estão corretos os jeovistas quando assacam que a doutrina da trindade é de origem pagã porque havia tríade de Deus no paganismo? Concordam com isto os adventistas? E por que agem com parcialidade, assacando que a guarda do domingo como dia de adoração é de origem pagã porque os pagãos adoravam o sol? Tem tanto valor o livro dos adventistas quanto tem valor o argumento dos jeovistas.

O próprio decreto de Constantino no ano 321 a.D., portanto, quatro anos antes do Concílio de Nicéia realizado no ano de 325 a.D., demonstra que Constantino se dirigia aos pagãos para agir como os cristãos e não estes como aqueles, porque, afinal de contas, Constantino se tornara cristão e queria agradar aos cristãos. Até a forma como foi redigido o decreto comprova a nossa assertiva de que este se dirigia aos pagãos e não aos cristãos que já vinham observando o primeiro dia da semana em honra ao dia em que Jesus ressuscitou dos mortos. Vejamos o teor do decreto:

Ordena-se a todos os juízes, moradores de cidades e operários de repousarem no venerável dia do sol.

Constantino não fez só este decreto. Fez outros decretos, todos favorecendo aos cristãos, dado que se tornara cristão. Sincera ou hipócrita e sua conversão, o fato é que ele queria favorecer os cristãos.

Não bastasse isso, João, na ilha de Patmos, ao escrever o Livro de Apocalipse declara no capítulo 1 versículo 10:

Um dia de domingo fui arrebatado em espírito… (Bíblia, tradução de Mattos Soares);

Eu fui arrebatado em espírito um dia de domingo… (Bíblia, tradução Antônio Pereira de Figueiredo);

Num domingo, caindo em êxtase, ouvi atrás de mim uma voz forte… (Bíblia, Edições Paulinas).

Dizem os Adventistas do Sétimo Dia sobre a guarda do domingo pelos cristãos:

Que sucede com os homens citados que guardaram o domingo no passado e a maioria dos que guardam hoje? Guardam-no como uma instituição do papado? – Não (“Subtilezas do Erro”, p. 134 – CPB – 1a edição).

Extraído da Série Apologética do ICP


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