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Perigos da Nova Era hoje

por Artigo compilado - qui mar 06, 12:03 am

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A maneira pela qual a seita Nova Era penetra nos vários setores da educação, política e religião precisa ser revista para que não nos esqueçamos da lição de Jonestown ou da influên­cia maciça da Nova Era sendo exercida nas várias frentes sociais.

Há perigos genuínos no movimento Nova Era em todos os níveis da sociedade. Muito poucas pessoas estão cientes de que o assassino de Robert Kennedy, Sirhan, estava profundamente en­volvido com o pensamento da Nova Era através da literatura da Sociedade Teosófíca. O primeiro livro que ele pediu ao ser preso após ter morto Robert Kennedy foi The Secret Doctrine (A Doutri­na Secreta), por Helena Blavatsky, fundadora da Teosofia.

Madame Blavatsky ensinou que o homem era essencialmente divino e tinha o direito de entender a verdade a partir de seu próprio ponto de observação, independente de todos os outros e de toda evidência em contrário! Sirhan havia sofrido influência muito profunda desse conceito filosófico. Visto o hinduísmo enxergar o mundo material como maya, ilusório, uma forma inferior de mente ou espírito, e visto a lei do carma prevalecer, remover Robert Kennedy era perfeitamente lógico. Um carma ruim, transgressões de vidas passadas, o matariam de uma forma ou de outra. Robert Kennedy estava morto, tão morto quanto as pessoas de Jonestown.

Um número não revelado dos seguidores da seita Nova Era não hesita em falar de um apocalipse vindouro que “purificará” a Terra de todos aqueles que têm necessidade de “purgação”. Essas nódoas na biosfera são tipicamente descritas como as almas “menos evoluídas” que não vêem que “tudo é um” ou “tudo é Deus”.

Há uma diferença substancial… entre esperar algum tipo de apocalipse — do qual apenas aqueles que tiverem alcançado uma consciência superior emergirão incólu­mes — e a própria pessoa reivindicar cometer o apoca­lipse. O primeiro é um tema importante no pensamento da Nova Era, o segundo aparece apenas em escritos cuidadosamente selecionados.

No mesmo artigo, Boren observa:

Quando você combina essa expectativa de destruição mundial com dependência de revelação direta dos espíritos-guias, e acrescenta uma filosofia que abraça “faça a sua própria coisa” como princípio diretor, está pedindo en­crenca.

O livro Dark Secrets ofíhe New Age (Segredos Sinistros da Nova Era) de Texe Marrs fornece mais de 30 páginas de material que trata desse tipo de “purificação”. A atitude da Nova Era nessa área não augura boa vontade alguma para com o cristianismo histórico.

Bem faríamos em observar eventos dessa natureza e analisar, dentro de seu contexto, precisamente quais são os motivos de pelo menos certos segmentos da seita Nova Era quando trabalham com vigor para penetrar todas as áreas da cultura mundial.

 

Os Perigos do Movimento Nova Era na Educação

 

A Importância Estratégica da Educação

Abraão Lincoln disse: “A filosofia da educação em uma geração será a filosofia de governo na próxima.”

Referindo-se à importância estratégica da educação, Brooks Alexander, co-fundador do Spiritual Counterfeits Project (Projeto Falsificações Espirituais), diz:

Na competição ideológica pela supremacia cultural, a educação pública é o alvo principal; ela influencia mais pessoas da maneira mais difusa na idade mais impressio­nável. Nenhuma outra instituição social tem qualquer coisa que se aproxime do mesmo potencial para doutrina­ção das massas.

Marilyn Ferguson relatou que dos muitos “conspiradores aquarianos” que ela estudou, “estavam mais envolvidos em educação do que em qualquer outra categoria de trabalho. Eram professores, administradores, planejadores de programas e psicólogos educacio­nais.”

 

A Nova Era e os Livros de Texto

1.  Segundo Mel e Norma Gabler em seu livro What Are They Teaching Our Children? (O Que Estão Ensinando aos Nossos Fi­lhos?):

É tolice subestimar o poder dos livros de texto sobre o que os alunos estudam. Setenta e cinco por cento do tempo que os alunos passam na sala de aula, e noventa por cento do tempo passado em lição de casa é gasto com materiais do livro de texto.

2.  Paul Vits conduziu em 1985 um estudo sistemático, finan­ciado pelo governo federal, do conteúdo dos livros de texto das escolas públicas através do Instituto Nacional da Educação. Sua conclusão foi inquietante:

A religião, os valores tradicionais da família, e posições políticas e econômicas conservadoras foram segura­mente excluídos dos livros de textos das crianças.

3. Omitir tais valores dos livros de texto ensina às crianças que esses valores não são importantes. Sir Walter Moberly disse:

É uma falácia supor que ao omitir um assunto você nada ensina a respeito dele. Ao contrário, ensina que ele deve ser omitido, e que é, portanto, uma questão de importância secundária. E ensina isso não aberta e explicitamente, o que provocaria críticas; apenas dá isso como certo, e assim o insinua de maneira silencio­sa, insidiosa, e praticamente irresistível.

 

A Nova Era na Sala de Aula

1. O livro Confluent Education (Educação Confluente) da edu­cadora da Nova Era, Beverly Galyean, é perigoso porque leva as crianças a crerem que são perfeitas e divinas. Visto o problema do pecado não existir no sistema filosófico de Galyean, obviamente não há necessidade de Jesus Cristo e o que ele realizou na cruz. O sistema dessa autora instila uma falsa confiança nas crianças porque lhes ensina que elas são divinas. Douglas Groothuis descreve um dos métodos didáticos de Galyean:

Na sala de aula de uma escola pública em Los Angeles, 25 alunos de primeira série permanecem quietos enquanto sua professora lhes diz que imaginem que são seres per­feitos cheios de luz, e que contêm toda a sabedoria do universo dentro de si. Esse exercício em “imaginação direcionada” faz parte do currículo de “educação confluente” da educadora Beverly Galyean e reflete sua crença de que “todos somos Deus”.

Os antigos de todas as culturas enchiam seus épicos fol­clóricos com contos de visões, sonhos, percepções intuiti­vas e diálogos interiores com seres superiores que se diziam as fontes da sabedoria e do conhecimento finais. Por aceitar como verdadeiras as narrativas dos explorado­res espirituais de todas as culturas, temos agora evidência de vários níveis de consciências possíveis aos seres huma­nos. Partindo do “Conhece a ti mesmo”, de Delfos, e passando pelo “Sereis como deuses!”, das Escrituras, fica­mos com a certeza de que somos, de fato, seres multidimensionais, capazes de realizar obras além do que pode­mos imaginar, e que nosso propósito fundamental na vida é descobrir quem somos e quem podemos nos tornar. Uma vez que comecemos a ver que todos somos Deus, que todos temos os atributos de Deus, acho então que o pro­pósito total da vida humana seja o de reconhecer a divin­dade dentro de nós; o amor perfeito, a sabedoria perfeita, a compreensão perfeita, a inteligência perfeita; e quando fazemos isso, criamos um retorno àquela unidade antiga, essencial, que é a consciência.

2. A imaginação direcionada na sala de aula é perigosa porque ensina às crianças uma maneira de enfrentar problemas que deixa Deus de fora.

Susan Pinkston, uma esposa de pastor em Winter, na Califórnia, escreveu sobre a professora de seu filho de dez anos, que o conduziu, bem como a outros alunos, por uma sessão de imaginação direcio­nada:

Ele falou que ela os fez deitar no chão, fechar os olhos, respirar profundamente e contar de trás para a frente a partir de dez. Então ela descreveu uma jornada na qual eles caminhavam através de um lindo prado. Subiram a encosta da colina e fizeram brotar asas de suas costas. Eles voaram a uma caverna; entraram na caverna e viram três portas. Abriram uma porta e o aposento estava cheio dos “desejos dos seus corações”. Aquele era o aposento para onde iriam sempre que estivessem sob pressão.

A imaginação direcionada pode também nos expor a falsos cristos, ou “anjos de luz” (cf. 2 Coríntios 11:14).

Douglas Groothuis comenta sobre a imaginação direcionada em seu livro Confronting The New Age (Confrontando a Nova Era):

Um complicado exercício de visualização pode induzir a um estado alterado de consciência muito receptivo a rebeldes demoníacos. Shakti Gawain, por exemplo, diz que a “visualização criativa” pode facilmente apresentar alguém aos “espíritos-guias” daqueles que ficariam en­cantados de nos conhecer.

Precisamos também nos lembrar de que a imaginação do homem está prejudicada pela queda. Gênesis 6:5 diz: “Viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra, e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era má continuamente.” Se não começar­mos desse ponto, é provável que acreditemos em qual­quer coisa que encontremos em nosso subconsciente. A visualização pode ser perigosa, especialmente da manei­ra ensinada por adeptos da Nova Era, que negam ter o homem um problema de pecado.

3. Os novos conceitos de valores na sala de aula são perigosos porque negam a existência dos valores morais absolutos da Palavra de Deus. Cada aluno é encorajado a inventar seus próprios valores morais.

A origem dos novos conceitos de valores se deve ao trabalho pioneiro de Louis E. Raths e Sidney B. Simon. A meta desses novos conceitos “é envolver os alunos em experiências práticas, tornando-os conscientes de seus próprios sentimentos, suas pró­prias idéias, suas próprias crenças, de modo que as escolhas e decisões que fizerem sejam conscientes e deliberadas, baseadas em seus próprios sistemas de valores”.

A premissa fundamental desses novos conceitos de valores é que não há verdades absolutas. Os valores são considerados como sendo essencialmente neutros. Cada aluno deve fazer a sua esco­lha.

Em resposta a essa idéia, escreve Richard A. Baer:

No nível mais profundo… a alegação de neutralidade é inteiramente enganosa. Nesse nível mais básico, os originadores da iluminação de valores simplesmente pre­sumem que sua própria teoria subjetiva de valores é correta… Se os pais fazem objeção a que os filhos usem maconha ou se envolvam com sexo pré-conjugal, a teo­ria por trás da iluminação de valores faz com que seja apropriado ao filho responder: “Mas esse é apenas o que você considera um valor. Não o impinja a mim.”

4. A meditação na sala de aula é perigosa. Na meditação oriental, aprende-se a esvaziar a mente com a finalidade de atingir a “consciência cósmica”, a união com todas as coisas. Ela é diferente da meditação bíblica, que sempre tem um enfoque objetivo (como o de encher a mente com a Palavra de Deus).

Um livro que conseguiu penetrar um distrito escolar da Cali­fórnia intitula-se Meditating With Children: The Art of Concentration and Centering (Meditando com Crianças: A Arte da Concen­tração e da Centralização), por Deborah Rozman. Seu subtítulo, “Um Manual de Instruções sobre os Métodos Educacionais da Nova Era Usando a Meditação”, nos diz tudo o que precisamos saber com relação ao livro.

5.  O globalismo ensinado na sala de aula é perigoso porque é baseado num conceito monístico do mundo, o qual adota não apenas a unidade de toda a humanidade, como também uma unidade de todas as crenças religiosas.

Dois educadores globais relatam:

A maioria dos educadores concorda que as crianças deveriam ser apresentadas às perspectivas globais o mais cedo possível, certamente antes do advento da puberdade quando o etnocentrismo e o pensamento estereotipado tendem a aumentar dramaticamente.

6.  A ioga na sala de aula é perigosa porque todas as formas de ioga envolvem premissas ocultistas, até mesmo a halha ioga, que é freqüentemente apresentada como sendo estritamente uma disci­plina física. O autor Douglas Groothuis escreve:

Mesmo os defensores da ioga relatam os perigos da energia kundalini que ela pode despertar. Isso pode envolver insanidade, ardor físico, aberrações sexuais, e assim por diante. Embora Paulo diga que a disciplina física é um tanto útil, devemos nos manter longe da ioga.

Robert Griffs testemunhou:

No semestre do outono do ano escolar 1980-81, na escola pública Hocker Grove Júnior High em Shawnee Mis-sion, houve uma classe de educação física que… usou um curso mandatório ou compulsório de ioga [inclusive a repetição vocal de palavras não identificadas, muito provavelmente mantras hindus] para ensinar as crian­ças a meditar.

Em resumo, com a educação confluente, imaginação direcionada, novos conceitos de valores, meditação, globalismo e ioga penetrando nas escolas, tona-se claro que o movimento Nova Era tem feito incursões significativas no sistema educacional. Isso tem profun­das implicações para os pais cristãos com filhos nas escolas públi­cas. Os pais precisam tornar-se informados a respeito das ativida­des de seus filhos na escola, e agir quando necessário.

 

A Nova Era em Currículo

1. Uma descrição da natureza e propósito da educação da Nova Era é fornecida por Jack Canfield e Paula Klimek:

A palavra “educação” vem da palavra latina educare (guiar para fora partindo de dentro). O que os professo­res estão agora interessados em guiar para fora partindo de dentro é a expressão do eu — as qualidades superiores da alma singular de cada aluno.

2. Marilyn Ferguson dá suas idéias sobre o novo currículo:

Os estados alterados da consciência são levados a sério: exercício de “centralização”, meditação, relaxamento e fantasia são usados para que se mantenham abertos os caminhos intuitivos e o aprendizado com todo o cére­bro. Os estudantes são estimulados a “entrar em sinto­nia”, imaginar, identificar a sensação especial de expe­riências excepcionais. Há técnicas para encorajar a per­cepção do corpo: respiração, relaxamento, ioga, movi­mento e biofeedback.

3.   Ferguson diz também que o currículo é voltado para a autonomia. Mas isso cobre não apenas a aceitação positiva da responsabilidade pessoal como também a independência rebelde:

Uma das principais ambições do currículo é a autono­mia. Isso está baseado na convicção de que, para que nossos filhos sejam livres, eles devem libertar-se até de nós mesmos — de nossas crenças limitadoras e de nos­sos gostos e hábitos adquiridos. Por vezes isso significa ensinar com vistas a uma rebelião saudável e apropriada, e não ao conformismo.

Ferguson cita um antigo provérbio hebraico em baseia a sua opinião de que devemos deixar que as crianças estejam livres para descobrir seu próprio caminho: “Não limite seus filhos aos ensi­namentos que vocês dão a eles, pois eles nasceram em outra época”.

4. A inocência da terminologia da Nova Era torna as idéias básicas da seita prontamente aceitáveis. Segundo o ativista Dick Sutphen, da Nova Era:

Uma das maiores vantagens que temos como adeptos da Nova Era é que, uma vez que a terminologia ocultista, metafísica e de Nova Era seja removida, temos conceitos e técnicas que são muito aceitáveis ao público em geral. Assim, podemos trocar os nomes que demonstram o poder. Ao fazer isso, abrimos a porta a milhões que normalmente não seriam receptivos.

Jack Canfield e Paula Klimek aconselham seus colegas educa­dores sobre como apresentar a meditação:

A centralização também pode ser estendida ao trabalho com a meditação na sala de aula. (Conselho: Se você estiver lecionando numa escola pública, não chame de meditação, chame de “centralização”. Todas as escolas querem que as crianças fiquem descontraídas, atentas e criativas, e isso é o que terão).

 

Perigos do Movimento Nova Era na Política

 

O Programa Político da Nova Era

1.  O programa político da Nova Era é perigoso porque consi­dera os atuais estrutura/metas/métodos políticos obsoletos e ine­ficazes para alcançar as necessidades da humanidade.

O sistema político precisa ser transformado, e não refor­mado. Nós precisamos de algo mais, e não apenas de algo a mais.

2. Os adeptos da Nova Era estão trabalhando na direção de uma centralização de poder a nível global. Escreve o físico Fritjof Capra:

Durante a segunda metade deste século tornou-se cada vez mais evidente que a nação-Estado já não é viável como unidade eficaz de governo. É grande demais para os problemas de suas populações locais e, ao mesmo tempo, confinada por conceitos excessivamente estrei­tos para os problemas de interdependência global. Os governos nacionais altamente centralizados de hoje não são capazes de atual localmente nem de pensar global­mente. Assim, a descentralização política e o desenvol­vimento regional tornaram-se necessidades urgentes de todos os grandes países. Essa descentralização do poder econômico e político terá de incluir a redistribuição da produção e da riqueza, para que haja um equilíbrio entre alimentos e populações dentro dos países e entre as nações industriais e o Terceiro Mundo.

A metodologia política da Nova Era deveria preocupar a todos nós, porque é tanto externamente agressiva quanto silenciosamente sutil em sua penetração da sociedade.

 

Grupos da Nova Era

Alguns exemplos da penetração externamente agressivas da sociedade por grupos da Nova Era são:

The Green Party (O Partido Verde) — O Partido Verde é um crescente poder político que procura desafiar a política tradicional enfatizando questões como a ecologia, o feminismo e o desarma­mento. “Há partidos verdes ativos em cada país na Europa Oci­dental, muitos países asiáticos, no Canadá, no México, na Costa Rica, na Argentina e no Brasil. Nos Estados Unidos, aproximada­mente uma centena de grupos verdes locais estão ligados através de uma rede e uma central de distribuição nacionais, a Comitês de Correspondência.

Greenpeace U.S.A. (Paz Verde E.U.A.) — O grupo Paz Verde é uma organização ambiental sem fins lucrativos com mais de 2,5 milhões de membros no mundo todo. O objetivo último do grupo é engendrar uma “consciência planetária” no mundo. Eles pro­movem ecologia marítima, desarmamento e a prevenção de polui­ção tóxica. Eles atingem seus objetivos de duas maneiras: educan­do as pessoas e defendendo seus interesses junto ao poder legisla­tivo. O Greenpeace é totalmente Nova Era e afirma que “nosso objetivo final… é ajudar a efetuar aquela mudança básica em nosso modo de pensar conhecida como ‘consciência planetária'”.

Planetary Citizens (Cidadãos Planetários) — Esse é um grupo ativista dedicado a engendrar a “consciência planetária” entre os grupos da Nova Era, o público em geral, os líderes mundiais. Diz Donald Keys dos Planetary Citizens:

Nosso alvo é em grande parte tentar orquestrar… um despertamento geral, um cruzamento do limiar da per­cepção global… para uma parte tão grande da população do mundo quanto pudermos… Tem de haver certa mas­sa crítica de percepção pública, de consciência planetá­ria antes que os políticos se movimentem, antes que os gabinetes estrangeiros se engrenem, antes que o ensino mude nas escolas.

The Vnity-in-Diversity Counsel (O Conselho Unidade-na-Diver-sidade) — Esse grupo é uma “mega-rede” da Nova Era com mais de 100 redes e grupos. O conselho promove cooperação e interde­pendência globais numa escala mundial. Comenta Elliot Miller:

Ao contrário do misticismo oriental tradicional, que ten­de a ser reclusivo, o movimento Nova Era é cada vez mais marcado por esforços de penetrar a sociedade. A força por trás disso é uma ética evolutiva que enfatiza um equilíbrio entre a “transformação” interna (pessoal) e externa (so­cial).

 

Métodos da Nova Era para Penetração Social

Os métodos que a Nova Era usa para penetrar cada nível da nossa estrutura social são sutis. Eles diferem drasticamente das ações dos grupos agressivos no fato de tenderem a ser muito aceitáveis socialmente.

Infiltração — Há muitos grupos como Sierra Club (Clube Sierra), Amnesty International (Anistia Internacional) e Zero Populational Growth (Crescimento Populacional Zero) que não são Nova Era. Contudo, adeptos da Nova Era podem estar em suas fileiras trabalhando em conquistar os colegas para a sua perspectiva planetária. Escreve Donald Keys:

Podemos ajudar a “planetizar” organizações e grupos existentes juntando-nos a eles em seus esforços de promover direitos humanos, paz e “caminhos suaves de energia”; enquanto trabalhamos com eles podemos con­tribuir a perspectiva mundial inclusiva.

Redes — “Então, por que não ouvimos mais sobre o ativismo da Nova Era? Uma resposta é que muito da força desse movimento repousa em suas redes informais, discretas.”

Relacionado ao que foi dito acima, a metodologia política da Nova Era traz grande preocupação devido ao seu uso eficaz de redes de pessoas e grupos. Essas redes, vastamente ignoradas pelo populacho geral, estão crescendo em poder e influência. Por isso, os cristãos podem estar cegos ao poder político do movimento Nova Era, mas o perigo é real. Como nos diz uma escritora da Nova Era:

A Conspiração Aquariana é… uma rede de muitas redes, destinada à transformação social. (Página 205.)

Essas redes são freqüentemente organizações despretensiosas. Jessica Lipnack e Jeffrey Stamps nos dizem que as redes são “criadas de modo espontâneo por pessoas para tratar de problemas e oferecer possibilidades basicamente fora das instituições estabe­lecidas.”

Mas ao sistema de redes exerce significativo poder político. Marilyn Ferguson escreve:

Gera poder suficiente para reformular a sociedade; ofe­rece ao indivíduo apoio emocional, intelectual, espiri­tual e econômico. É um lar invisível, um meio poderoso de alterar o curso das instituições, particularmente do governo.

Qualquer um que descubra a rápida proliferação de redes, e compreenda sua força, pode perceber o ímpeto para a transformação em todo o mundo. (Página 201.)

Embora os grupos da Nova Era sejam autônomos, seus esforços combinados fazem toda a diferença para atingir um alvo comum. Lipnack e Stamps escrevem:

As muitas perspectivas de uma rede derivam da autonomia de seus membros. Todos têm seu próprio território e programa, contudo cooperam na rede porque também têm alguns valores e visões em comum.

Donald Keys, que está envolvido na campanha da Nova Era pela paz mundial, diz:

Uma das coisas mais importantes que está ocorrendo é… o trabalho das redes… Uma porção de nós está na Peacenet (um correio eletrônico internacional, via compu­tador, de comunicação e informação para ativistas de “paz”) com nossos computadores. Há uma crescente conscientização de que nem todos teremos de fazer a mesma coisa, mas precisamos saber o que o outro está fazendo… Acredito que a conscientização finalmente atinge a realidade agora, e está tomando forma.

 

Resumo

Como observamos, o movimento Nova Era tem muitas faces; e perigos específicos acompanham cada uma dessas faces dentro dos campos da educação, da política e da religião. As palavras de Elliot Miller nos advertem eficazmente sobre o propósito do movimento Nova Era:

Os adeptos da Nova Era podem divergir sobre questões como quando a Nova Era começa, se ela será precedida por um cataclisma mundial, como será estruturada po­liticamente, se haverá uma figura de Cristo governando-a, ou quem são os verdadeiros avatares [deuses-homens] ou mensageiros do mundo dos espíritos. Não obstante, eles concordam que podem apressar a nova ordem que todos aguardam cooperando para influen­ciar os acontecimentos na vida política, econômica, social e espiritual da nossa cultura.

Extraído do livro “Como Entender a Nova Era” de Walter Martin


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