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Phoenix vive homem frágil em filme sobre seita

por Artigo compilado - qua jan 30, 12:31 am

Seis anos após tocar no delicado tema do fervor religioso por meio da figura do pastor carismático Eli Sunday (Paul Dano) no cultuado “Sangue Negro”, o cineasta Paul Thomas Anderson volta à questão em “O Mestre”, que estreou na sexta-feira (25).

Em clara referência à cientologia (seita que conquistou famosos hollywoodianos como Tom Cruise), o filme, ambientado no pós-Segunda Guerra, acompanha o surgimento da fictícia doutrina batizada de “A Causa” e seu criador, Lancaster Dodd (Philip Seymour Hoffman, no quinto longa com o diretor).

Com um quê de charlatão, ele, que se diz escritor, filósofo e físico nuclear, enxerga na figura frágil de Freddie Quell (Joaquin Phoenix), veterano da Marinha norte-americana, mais um bom fiel.

Alcoólatra, de comportamento explosivo e abalado pelos anos de luta, Quell toma Dodd como guru –ou como o mestre a que o título se refere– e adota para sua vida os preceitos do culto, como a hipnose.

Não demora muito e o protagonista passa a questionar algumas afirmações e práticas da religião.

Ajudado pela inquietante trilha sonora de Jonny Greenwood, guitarrista do Radiohead, que por vezes deixa o espectador ansioso, Anderson não julga nem escolhe lados –não existem mocinhos ou vilões–, apenas apresenta reflexões que vão do vazio existencial à intensidade das religiões.

Fonte: site da Folha.com.br consultado em 29/01/2013


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