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Por que as TJs não comemoram aniversários?

por Pr. Joaquim de Andrade - sex mar 13, 9:26 am

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As Testemunhas de Jeová não comemoram aniversárias porque acreditam que Deus considera essas celebrações como algo errado, apesar de afirmarem que a proibição não existe de uma forma direta na Bíblia, mas indiretamente sim.

A Sociedade Torre de Vigia proibiu a celebração de aniversário entre os seus membros, usando Gênesis 40.20‑22 como um ponto chave da sua “base bíblica” para esta determinação. Sua ideia (errada, mas enfim…) é que a palavra aniversário aparece na Bíblia apenas em referência a Faraó do Egito e ao rei Herodes da Galileia (Mateus 14:6 e Marcos 6:21). Ambos eram pagãos e decretaram a morte de alguém em conexão com as celebrações. Já que nenhum homem de fé foi mencionado na Bíblia como tendo celebrado o seu aniversário, mas apenas homens iníquos, as testemunhas de Jeová dos nossos dias não devem ter permissão para celebrar aniversários. Enfim… esta é a argumentação usada pela Torre de Vigia. Vale a pena notar que, como em outros ensinamentos, não se deixa que uma testemunha de Jeová leia individualmente a Bíblia e chegue a esta conclusão. Ao invés disso, a liderança da seita promulga esta interpretação oficial e usa procedimentos disciplinares para impor essa política a todas as testemunhas de Jeová.
As testemunhas de Jeová não conseguem ver, é que o Faraó e o rei Herodes eram “juízes” e homens violentos; tais monarcas estavam acostumados a executar as pessoas em qualquer ocasião e não apenas durante a celebração de seus aniversários. Além disso, uma pessoa que envia um cartão de aniversário ou, por exemplo, pais que fazem um bolo com velas para uma festa dos seus filhos, dificilmente podem ser acusados de seguir o exemplo daqueles homens assassinos. Embora a expressão aniversário natalício, propriamente dita, apareça apenas em conexão com Faraó e Herodes na maioria das traduções, a Palavra de Deus contém referência a tais celebrações em famílias devotas a Deus:

Em Jó 1.4, fala do patriarca da família: “E iam seus filhos e faziam banquetes em casa de cada um no seu dia; e enviavam e convidavam as suas três irmãs a comerem e beberem com eles”. Este “seu dia” refere-se ao aniversário de cada um, o que se torna claro quando lemos mais adiante: “Depois disto, abriu Jó a boca e amaldiçoou o seu dia. E Jó, falando, disse: Pereça o dia em que nasci, e a noite em que se disse: Foi concebido um homem!” (Jó 3:1-3). Até mesmo a tradução da Torre de Vigia revela que o nascimento de João Baptista foi celebrado, quando regista a sua anunciação feita por um anjo: “E terás alegria e grande regozijo, e muitos se alegrarão com o seu nascimento” (Luc. 1.14, Tradução do Novo Mundo). Se o nascimento de João Batista foi uma ocasião de regozijo e se os filhos do fiel Jó celebravam os seus aniversários, o fato no qual Faraó e Herodes também celebraram os seus aniversários não pode ser logicamente usado como base para proibir festas de aniversário entre aqueles que creem na Palavra hoje…


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