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Por que me sinto tão vazio?

por Artigo compilado - qua fev 05, 12:03 am

sindrome tristeza

Quando o satélite Viking aterrissou em Marte, o mundo exclamou: “Inacreditável! Maravilhoso!” O misterioso planeta vermelho fora devassado. Um robô engenhosamente projetado e que custara bilhões de dólares, e saíra das mentes inquisitivas de centenas de cientistas, realizara uma tarefa com que o homem sonhava havia muitas gerações.

Explorar os grandes mistérios do universo, tentar prever as variações súbitas da natureza, ou as tendências da sociedade ou da política – tudo isso são interesses do homem moderno.

No mundo dos negócios, por exemplo, os homens procuram meios de melhorar sua eficiência. Em paredes de escritórios ou quadros de aviso de companhias de vendas, vemos cartazes com slogans assim: “Planeje com antecedência!” ou “Planeje seu trabalho, e depois ‘trabalhe’ em seu plano!” Algumas empresas contratam firmas administrativas, pagando-lhes somas fabulosas, para que descubram como essas empresas podem melhorar seu planejamento. Os negócios, a política mundial e a economia são coisas que mudam tão bruscamente, que em questão de dias o destino de todo o país pode modificar-se. Companhias denominadas “Fábricas de pensamento” projetam o pensamento para daí a uma década ou mais, a fim de se manterem em dia com as variações dos tempos.

Em nossa vida, procuramos manter uma agenda, onde anotamos nossos compromissos e programamos nossas atividades. Se não houvesse este planejamento, as crianças nunca iriam ao dentista, as mulheres nunca conseguiriam chegar às suas reuniões comunitárias, e os sindicatos e federações fracassariam. Estamos sempre procurando maneiras de facilitar a vida e simplificar nosso viver diário.

Mas, e quanto às questões maiores da vida e da morte? Nós as planejamos? Será que precisamos entender as profundas questões morais e espirituais para que nossa vida transcorra mais em ordem? O homem sempre pensou que sim, e é por isso que existem filósofos, psicólogos, teólogos. Hoje em dia, porém, grande parte da busca que o mundo empreende em direção ao saber e á felicidade, ignora a pessoa de Deus.

Conheci um brilhante jovem advogado que parecera não enxergar a sua necessidade de Deus durante os anos em que se concentrara nos estudos. Mais tarde, começou a escrever um livro a respeito de um homem famoso. Enquanto trabalhava em sua obra, tivemos uma conversa através da qual pude perceber que ele vivia um período de indagação espiritual. Esperava encontrar, em algum aspecto da vida de seu biografado, uma realização espiritual que ele próprio desejava. Ele sabia que essa pessoa cria em Deus e aceitara a Cristo em seu coração. Parecia também estar seguro de que aquele indivíduo acerca de quem escrevia, vez por outra, tinha dúvidas.

Aquele jovem que havia tanto tempo empreendia sua busca pessoal, agora tomava interesse pelas coisas espirituais. Em meus primeiros contatos com ele, pensei que fosse agnóstico, interessado apenas em obter conhecimentos na universidade, e depois na faculdade de direito. Agora creio que durante sua adolescência e juventude – ele sempre esteve buscando a Deus, sem o saber.

O Homem Independente

Somos instruídos a nos tornarmos independentes. É possível que olhemos para um indivíduo e pensemos: “Ah, ali está uma pessoa que venceu na vida.” Nós o admiramos e respeitamos sua habilidade de “vencer sozinho”.

Nós até já vimos um comercial de televisão que dizia: “Por favor, mãe, prefiro fazer isso sozinho.” Creio que fui criado para fazer algo melhor; deve haver coisa melhor nessa vida. “Por que me sinto tão vazio?”

Tais sentimentos, que muitas vezes são subconscientes, levam-nos a lutar para atingir um alvo desconhecido. Podemos até tentar fugir a esta realidade, podemos nos desviar para um mundo de fantasia, ou até regredir para uma existência nos níveis inferiores, procurando uma evasão. Podemos arrancar os cabelos em desespero, e dizer: “De que adianta tudo isso? Se eu estiver trabalhando e me mantendo longe dos problemas, então tudo está bem.” Mas, bem no fundo de nosso ser, existe um impulso que sempre nos leva a empreender esta busca novamente.

Esta é uma das razões por que a nação se deixou fascinar pelo livro Roots (Raízes), que resultou de uma busca de dez anos pela própria identidade, empreendida pelo autor, Alex Haley. Outro escritor, Rod MacKuen, sentiu-se desenraizado e com um estranho vácuo no coração, ao encetar a procura de seu pai verdadeiro. O mais antigo livro que possui a rapa humana é o livro de Jó, e Jó certa vez exclamou: “Ah! se eu soubesse onde o poderia achar!” (Jó 23.23.)

Esta busca não é limitada por raça, idade, situação econômica, sexo ou grau de instrução. Ou o homem começou do nada e procura um lugar para onde se dirigir, ou partiu de algum ponto, e perdeu seu rumo. Em nenhum destes casos, está realmente na busca. Nenhum de nós jamais encontrará a “satisfação plena” enquanto não descobrirmos que nossas raízes encontram-se na eternidade.

Um famoso cientista de uma Universidade oriental pediu-me para vê-lo certa vez. Um pouco surpreso, encontrei-me com ele numa sala tranqüila do centro estudantil. E de repente, aquele homem inteligente, admirado por muitos, respeitado como um dos principais de seu campo científico, descontrolou-se e rompeu em choro. Quando conseguiu se acalmar, confessou:

“Estou a ponto de acabar com a vida… Meu lar está destruído; eu sou alcoólatra, embora ninguém o saiba; meus filhos não me respeitam; nunca tive um princípio orientador em minha vida, a não ser a idéia de tornar-me reconhecido no campo da física. Cheguei à conclusão de que realmente não conheço os verdadeiros valores da vida. Já o vi pela televisão, e embora não compreenda tudo que o senhor procura ensinar, estou certo de que sabe qual é o verdadeiro propósito da vida.”

A esta altura ele hesitou antes de prosseguir, e estou certo de que o que aquele homem famoso, que venceu sozinho, disse, foi-lhe muito penoso. Ele falou: “Vim procurá-lo para pedir-lhe ajuda.” Era um grito de desespero.

Em todas as culturas, em todos os países – desde os analfabetos até os ganhadores de Prêmio Nobel – ocorre esse fenômeno secular, o mistério do antropos (“aquele que olha para o alto”), aquele que busca, que procura o propósito mais profundo, e muitas vezes oculto, da vida.

Nos aeroportos, aviões, em saguões de hotéis, de todo o mundo, pessoas têm me abordado com problemas sérios, acerca de famílias desfeitas, enfermidades, ou desastres financeiros. Mas muitas vezes, elas revelam almas vazias. Viajando de avião certa vez, um homem abriu-me o coração e contou-me sua história. Era uma longa saga de sonhos desfeitos, esperanças frustradas, e vazio interior. Antes de nos separar-nos ele disse “Sim” a Cristo. E uma expressão de imenso alívio espelhou-se em seu resto, quando sussurrou-me: “Obrigado!”

Ao desembarcarmos, vi-o abraçar a esposa e conversar animadamente com ela. Não sei qual era o teor de sua palestra, mas pelas suas feições, calculei que estava a falar-lhe de seu novo relacionamento com o Senhor. Posso imaginar como a mulher deve ter ficado surpresa com a transformação dele, pois ele me dissera que por causa de seu temperamento difícil e de suas infidelidades, seu casamento estava para ser desfeito.

Não ser se o casamento deles foi acertado, porque nunca mais o vi, mas a verdade é que a direção de sua vida mudou completamente durante aquela viagem de avião.

Fama e Fortuna

Unia de nossas mais conhecidas personalidades da TV convidou-me, após um programa seu no qual eu me apresentara, para ir ao seu camarim por uns instantes. Pediu-me que me aproximasse dele, e disse: “Eu faço as pessoas rirem… mas interiormente vivo num inferno. Já me casei duas vezes, e os dois casamentos foram desfeitos. A maior parte da culpa cabe a mim, acho, mas não creio que me arrisque a um terceiro casamento a não ser que encontre a realização pessoal que não sei como conquistar.”

Fez uma pausa e fitou-me: “Você crê que aquilo que estou procurando realmente pode ser resumido na palavra Deus?”

Nem toda a fama e dinheiro que ganhara haviam satisfeito o anseio do seu coração.

Uma pessoa que iria ter grande influência na vida de Charles Colson – que esteve ligado ao “caso Watergate” foi Tom Phillips. Em seu livro Born Again (Nascido de Novo), Colson escreve que Tom Phillips lhe disse o seguinte: “Pode ser difícil de entender… mas eu não parecia ter nada de realmente importante. Tudo era superficial. Todas as coisas materiais da vida são totalmente sem sentido, se a pessoa não descobre o que há por trás delas…

“Certo dia, eu estava em Nova York a negócios e vim a saber que Billy Graham realizava uma cruzada no Madison Square Garden”, continuou Tom. “Fui – por curiosidade, creio – esperando talvez aprender alguma corsa. E o que Billy Graham disse naquela noite, colocou todas as coisas em sua perspectiva correta para mim. Vi o que me faltava – um relacionamento pessoal com Jesus Cristo, e compreendi que eu nunca o convidara para entrar em minha vida, e nem a dedicara a ele. Então, eu o fiz – naquela mesma noite, na Cruzada.” Mais uma vez, uma pessoa era induzida a examinar sua alma.

“Certa vez, eu me encontrava em um país estrangeiro, e fui convidado a almoçar com um homem que, materialmente falando, possuía tudo o que o mundo pode oferecer. E aliás, ele me falou que poderia comprar qualquer coisa que desejasse. Ele viajara bastante a negócios, e tudo que tocava parecia transformar-se em ouro. Ele era proeminente em seu grupo social, e, entretanto, disse-me textualmente: “Sou um velho infeliz, fadado a morrer. E se existe mesmo um inferno, é para lá que me destino.”

Contemplei, através de belíssimas janelas, a neve que caía lá fora, mansamente, sobre o gramado bem cuidado. Pensei em muitos outros que haviam expressado idéias semelhantes acerca do vazio de uma vida sem Deus – a ausência de um objetivo para a vida em um homem que tinha tudo, mas nada por que viver. Minha atenção voltou-se para ele com um sobressalto, ao ouvi-lo dizer: “Pedi-lhe que viesse aqui hoje para ler a Bíblia para mim, e falar-me acerca de Deus. Será que já é tarde demais? Meu pai e minha mãe eram crentes em Deus e muitas vezes oravam por mim.”

Passou-me pela mente o verso de Mateus 4.4: “Não só de pão viverá o homem.” E o texto de Lucas 12.15 diz: “Porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui.”

Todos os dias estamos ouvindo falar de pessoas ricas, famosas e talentosas que estão desiludidas. Multas delas estão recorrendo ao ocultismo ou à meditação transcendental, ou às religiões orientais. Outras se voltam para o crime. Mas as perguntas que elas pensaram que iriam ser respondidas continuam ressoando: O que é o homem? De onde veio ele? Qual é o propósito de sua presença neste planeta? Para onde vai ele? Existe um Deus que nos ama? E se existe um Deus, revelou-se ele ao homem?

Os Intelectuais Estão Procurando?

Os homens e mulheres que são considerados parte da elite intelectual, estão à procura do mesmo sentido para a vida, do mesmo senso de realização, mas muitos deles são detidos nessa busca pelo orgulho pessoal. Eles gostariam de salvar-se a si mesmos, pois o orgulho alimenta a auto-estima, levando-nos a crer que podemos passar sem Deus.

O famoso escritor e filósofo inglês, Bertrand Russell, produziu, com abundância, obras acerca da ética, moral e da sociedade humana, tentando provar o que ele acreditava serem os erros da Bíblia. A respeito desse orgulho intelectual, Russell escreveu o seguinte: “Todos os homens gostariam de ser Deus, se lhes fosse possível; e alguns têm dificuldade em reconhecer esta impossibilidade.”

Desde o começo dos tempos, o homem tem dito como Lúcifer: “Serei semelhante ao Altíssimo” (Isa. 14:14).

E a busca continua. O coração precisa ser satisfeito, e a maioria dos intelectuais chega a um ponto de sua existência quando a vida acadêmica, a comunidade científica, as atividades políticas ou econômicas não satisfazem mais.

Um excelente crítico do cenário cultural escreveu: “O homem, apesar de ser humano, procura sempre e sempre escapar à lógica de sua própria realidade, e deseja encontrar seu verdadeiro eu, seu humanismo, sua liberdade, mesmo que somente possa fazê-lo através de uma total irracionalidade ou de um misticismo completamente infundado.”

Estamos presenciando as conseqüências de o homem buscar seu verdadeiro eu em experiências místicas e novos cultos, e naquilo que denominam “nova consciência”. “O homem hoje deseja experimentar a Deus. Nem fé, nem conhecimento são a palavra-chave, mas experiência.”

E à medida que se intensifica este anseio pela experiência, as falsas filosofias e os falsos deuses se tornam aceitáveis. Um intelectual europeu afirmou:

“Há séculos que empreendemos a busca daquele ideal que os gregos denominaram ataraxia, a idéia de uma calma tranqüila, de profunda satisfação interior, que transcende as inquietações, frustrações e tensões do viver diário. Muitos a procuraram através da filosofia e religião, mas sempre tem havido uma busca paralela de atalhos.”

Certo escritor americano afirma: “À medida que aumenta de intensidade a busca do homem por novas experiências, novos líderes, novas esperanças, existe também aquele anseio contínuo de encontrar-se outra alternativa para um futuro que parece ser tão negro.”

Os homens estão desesperadamente desejosos de paz, mas a paz de Deus não é a ausência de tensões e tumultos, mas, sim, uma paz, que, mesmo em meio a tensões e tumultos, continua a existir.

Em Calcutá, na Índia, desejei visitar uma grande serva de Deus que é conhecida no mundo como Mãe Teresa. Eu chegara bem cedo, e as irmãs não queriam perturbar Mãe Teresa, pois três pessoas haviam morrido em seus braços naquele dia, e ela acabara de recolher-se a seu quarto para descansar um pouco. No entanto, o oficial que me levara até lá enviou um recado a ela, e daí a alguns instantes ela apareceu. Imediatamente, aquela santa mulher deu-me a impressão de uma pessoa que goza de paz interior em meio à tormenta. É a paz que ultrapassa todo entendimento, e todos os desentendimentos também.

Como precisamos deste tipo de paz, nesta geração que está senda despedaçada por inquietude interior e desespero! Os jornais diários são exemplos clássicos de um quadro negativo. Terrorismo, bombardeios, suicídios, divórcios e um pessimismo geral são as doenças do dia atual, pois o homem, em seu orgulho, recusa-se a voltar-se para Deus.

Entretanto, o intelectual sincero, aquele que cultiva uma mente aberta juntamente com a busca do coração, faz uma descoberta maravilhosa. Diz o Dr. Rookmaaker:

“Não podemos entender a Deus perfeitamente, nem conhecer sua obra completamente. Mas ele não nos pede que o aceitemos com uma fé cega. Pelo contrário, ele nos pede que olhemos ao redor, e reconheçamos que as coisas que ele nos ensina através de seu Filho, seus profetas, e seus apóstolos são verdadeiras, são reais e são relativas a este mundo, o cosmo que ele criou.

Portanto, nossa fé nunca pode ser considerada como irracional, nem como algo pré-fabricado. A fé não significa o holocausto do intelecto para quem crê na versão bíblica da História.”

Quem Precisa de Socorro?

Na epidemia de filmes sobre catástrofes que grassou nos meados dessa década de 70, houve um que se chamou Terremoto. Quando o devastador tremor de terra ocorre, duas das personagens principais do filme procuram abrigo sob um carro forte, para esconderem-se dos destroços que caíam, e do terror da natureza desenfreada. Naquele momento, eles não pararam para raciocinar sobre o que estava acontecendo, e nem procuraram analisar o que iriam fazer; só sabiam que precisavam de socorro, e correram a abrigar-se.

A pessoa que se encontra nas mais precárias circunstâncias da vida deseja socorro imediato. Ela não precisa analisar o socorro, nem examinar a forma sob a qual ele lhe chega; ela só sabe que precisa ser salva.

Quando nos referimos ao desastre de nossos terremotos interiores, alguns intelectuais desejam saber qual é a fonte de auxílio e conhecer todos os detalhes que se relacionam com esta fonte. O intelectual tem um cerro conjunto de crenças auto-suficientes, e acredita que seu sistema está completo. Outros intelectuais aceitam cegamente as falsificações que lhes são apresentadas em linguagem e linha de pensamento tão complexas, que quem quiser negar suas premissas correrá o risco de parecer ignorante. Para algumas pessoas é muito difícil dizer: “Isto não faz muito sentido; eu não entendo o que quer dizer.”

Contudo, vários intelectuais abriram o coração e a mente para a verdade das boas-novas, e encontraram uma nova vida.

Uma jovem hindu que fazia um curso de pós-graduação em medicina nuclear na Universidade de Los Angeles, iniciava seu segundo ano de estudos, quando assistiu a uma de nossas cruzadas. Ao término do culto, ela aceitou Jesus como seu Salvador, e nasceu de novo.

Um brilhante cirurgião que assistiu a uma cruzada ouviu-me afirmar que, se para chegar aos céus cada pessoa dependesse de boas obras, eu não tinha esperanças de chegar lá. Ele dedicara sua vida a socorrer a humanidade, mas naquele momento compreendeu que seus estudos e todos aqueles anos de dedicação e esforço, suas noites de vigília com os pacientes, e seu amor pela profissão não lhe conquistariam um lugar junto a Deus. E esse homem, que vira muitos nascimentos nessa vida, aprendeu o que significava nascer de novo.

Muitas pessoas pensam que Cristo só conversava com pessoas desclassificadas ou com crianças. Mas um de seus grandes encontros, durante seu ministério, foi com um intelectual. Esse homem, cujo nome era Nicodemos, tinha uma ideologia e filosofia teológica muito rígida, e que aliás era excelente, pois tinha Deus como centro. Entretanto, esse intelectual estruturara seu sistema religioso-filosófico sem o nova nascimento, que somente é encontrado em Jesus Cristo.

E o que foi que Jesus, um carpinteiro de Nazaré, disse àquele homem culto? Ele disse mais ou menos o seguinte: Sinto muito, Nicodemos, mas não posso explicar-lhe isso. Você está diante de um fato que o perturba, porque não se ajusta ao sen sistema. Você reconhece que não sou um homem comum, e que eu opero no poder de Deus. Isto não faz muito sentido para você, mas não posso explicar-lhe, porque suas suposições não me concedem um ponto de partida. Nicodemos, para você isto é ilógico. Não há nada em suas idéias que o aceite. Mas você não terá visão espiritual, enquanto não nascer espiritualmente. Você terá que nascer de novo.”

Nicodemos estava confuso. “E como é que um homem que já está envelhecendo pode nascer de novo?” indagou ele. “Como pode ele retornar ao ventre de sua mãe e nascer pela segunda vez?”

Os intelectuais perguntam: “Como é que um homem pode nascer duas veles? “

Quem quiser encontrar respostas para suas indagações tem que se dispor a rejeitar muita coisa de seu antigo sistema de pensamento e mergulhar no novo. Então enxergará a possibilidade de algo que pensou ser impossível.

“É por isso que somente esta fé singularmente ‘impossível’ – em um Deus que existe, em uma encarnação que é terrena e é histórica, em uma salvação que vai de encontro à natureza humana, em uma ressurreição que aniquila o caráter decisivo da morte – é capaz de oferecer uma alternativa para o vacilante pó da terra, e, através de um novo nascimento, abrir-lhe caminho para uma nova vida.”

Nas montanhas próximas ao lugar onde moramos, certa vez, um pequeno avião se perdeu com quatro pessoas a bordo. Mais ou menos por essa mesma época, uma jovem de quinze anos perdeu-se na mesma área. Foi uma ocasião de muita tristeza para nossa comunidade, pois as quatro pessoas morreram e a jovem nunca foi encontrada.

Certo dia, quando minha esposa comentava com um senhor que trabalha para nós acerca dos trágicos acontecimentos que sucederam àquelas pessoas, ele contou-lhe um fato de sua própria experiência. Ele nascera e se criara nessas montanhas, disse-lhe, e pensou que nunca iria perder-se nelas. Quando criança, aquela região fora área de lazer, e depois de adulto, era ali que ele caçava. Em certa ocasião, porém, ele ficou a vaguear pelo mato, subindo penhascos, terrivelmente confuso. Ele ia de um lado para outro, até que, de repente, para seu alívio, chegou a um barraco onde morava um velho. E ele disse a Ruth que nunca esqueceria o conselho que o homem lhe deu: “Quando você se perder nestas montanhas, nunca desça – procure sempre subir. Do alto do morro, você avista o lugar e fica sabendo onde está, e pode orientar-se de novo.”

É possível que venhamos a perder-nos nas montanhas da vida. Temos duas escolhas: ou podemos descer e nos deixar dominar por drogas, depressões, vazio e confusão de mente, ou podemos continuar a subir. A direção que seguirmos determinará se encontraremos a nós mesmos ou não.

Nessa época de indagações e buscas, a mais importante delas é a nossa busca de um conhecimento acerca da vida, e acerca de Deus. Esta busca nos lançará na única direção certa, no único caminho certo, e então estaremos encetando aquela jornada, quando nascemos de novo.

 Extraído do livro “COMO  NASCER  DE  NOVO”, BILLY GRAHAM


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