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Por que se ignora a onda de terror em Israel?

por Artigo compilado - qui out 15, 12:04 pm

Por que o mundo está ignorando a onda de terror em Israel?

De Arsen Ostrovsky para o The Telegraph:

Na última semana, meu país, Israel, inclusive sua capital, a Sagrada Cidade de Jerusalém, esteve sob uma onda sem precedentes de terror palestino. Uma semana atrás, Eitam e Na’ama Henking foram brutalmente executados à queima-roupa por terroristas palestinos dentro do carro em que estavam. Seus filhos, Matan, 9 anos, Nitzan, 7, Neta, 4, e Itamar de 9 meses, agora órfãos, estavam sentados no banco de trás e milagrosamente saíram sem nenhum ferimento.

Dias depois, mais dois israelenses foram esfaqueados até a morte em Jerusalém. Uma das vítimas segurava o filho de dois anos no colo na hora do crime. Mais vidas e famílias foram destruídas.

Duas semanas atrás, Alexander Levlovitz estava a caminho de casa depois do jantar de Rosh Hashanah (Ano Novo Judeu) e foi assassinado por jovens palestinos que arremessaram pedras em direção ao seu carro, fazendo-o perder o controle.

Nas últimas 48 horas, Jerusalém, Tel Aviv e praticamente todas as partes de Israel, sofreram mais de 150 ataques terroristas incluindo esfaqueamentos, tiros, apedrejamentos e ataques com carros. E mesmo assim, por alguma razão, a comunidade internacional permanece em silêncio face à este terror contra meu povo.

Nosso sangue é mais barato? As vidas dos judeus não importam?

Não se deixe enganar. Estamos sendo atacados por uma razão e uma razão apenas: somos judeus.

Entendo que a Europa tem um número enorme de assuntos urgentes, incluindo o Estado Islâmico e a onda de refugiados Sírios. Mas e quanto a nós? Não contamos?

Muitos líderes, especialmente na Europa, são rápidos em condenar os nossos assentamentos, mas são lentos para condenar — ainda que de forma turva e equívoca — estes atentados terroristas. Igualmente agem os grupos de direitos humanos como o Rights Watch e Amnesty.

Então, quando vejo algumas das reportagens sobre estes ataques, como as da BBC, pergunto-me como é possível que distorçam totalmente os fatos e a lógica no intuito de culpar Israel pelo que está acontecendo.

Mais absurdo ainda é quando certos líderes internacionais — que só noticiam a situação quando Israel decide se defender — nos advertem, de maneira previsível, a exercitar “moderação”. Com é que é? Moderação?

Imagine por um momento se pessoas fossem atacadas com carros, armas de fogo ou facas por terroristas islâmicos nas principais ruas de Londres, Paris, Washington ou Moscou. De que maneira reagiriam os líderes destes países? Onde estão os chamados  liberais iluminados que constantemente demandam o Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) para o Estado de Israel, mas estão em silêncio face ao terror palestino contra os judeus?

Israelenses, assim como todos os demais, têm o direito de viver em paz a e segurança, livres do terror. E nosso governo e as forças de segurança têm a obrigação de tomar quaisquer medidas necessárias para garantir isto.

A tensão em Israel, especialmente em Jerusalém, está crescendo visivelmente. De alguma forma esta onda de terror parece diferente da bateria de mísseis do Hamas, no verão passado. Naquela ocasião, ao menos tínhamos o Iron Dome (Sistema de Defesa Aéreo) e tempo (pelo menos 15 segundos) para encontrar abrigo. Mas torna-se muito mais íntimo e pessoal quando um terrorista escolhe matá-lo à sangue frio.

Muito comentaristas e especialistas têm classificado estas ações como “ataques de lobos solitários”. Mas quantos ataques de lobos solitários são necessários para constituir uma onda coordenada de terror?

A verdade é que ataques como estes não surgem do nada. Assassinatos crueis como estes são o resultado direto da estrutura de infiltração palestina liderada pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, que doutrina o ódio, incita violência e propaga uma visão mundial que justifique estes atos de terror.

Menos de uma semana atrás, Abbas deu um discurso incendiário antes do plenário da Assembleia Geral das Nações Unidas, dando luz verde a esta onda de terror. Em discurso na rede de televisão palestina no dia 16 de setembro, Abbas disse orgulhosamente: “Abençoamos toda gota de sangue derramada em Jerusalém. Com a ajuda de Alá, todo shaheed (mártir) estará no céu.” Ele ainda disse, “Al-Aksa é nossa e também é a Igreja da Santa Sepultura. Eles (os judeus) não têm o direito de profaná-la com seus pés imundos.”

E as pessoas ainda se perguntam de onde estes terroristas obtém motivação.

A Autoridade Palestina não falhou somente em condenar esses ataques bárbaros de terror; eles agora, inacreditavelmente, buscam condenar Israel por defender seus cidadãos. Abbas sem dúvidas está dando significado ao termo “chutzpah” [1]. Seria esta a marca de um líder que clama pela paz?

Apenas quando a liderança palestina renunciar definitivamente ao terrorismo —  condenando e punindo todos os que pregam violência contra Israel e ódio ao povo judeu — poderá haver esperança de paz.

Enquanto a Autoridade Palestina insiste que o mundo reconheça um Estado Palestino, é preciso perguntar exatamente qual tipo de Estado ele deseja: um que ensine as virtudes da paz, ou incite a violência e glorifique o terror?

Em julho, num discurso cheio de novas ideias sobre o extremismo islâmico, o Primeiro Ministro britânico, David Cameron, deixou claro, se você disser que “violência em Londres não é justificável, mas bombas suicidas em Israel são um problema diferente”, então você também faz parte do problema.

Para todos aqueles que falham ao condenar este terror palestino, ou encontram maneiras de justificá-lo, distorcê-lo ou minimizá-lo, digo o mesmo : “Então vocês também fazem parte do problema.”

Arsen Ostrovsky, é advogado internacional do direitos humanos morando em Israel.

Tradução: Hélio Costa Jr.
Revisão: Hugo Silver

Fonte: http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/middleeast/israel/11921994/Why-is-the-world-ignoring-a-wave-of-terror-in-Israel.html

Nota do Revisor: [1] chutzpah: expressão de origem aramaica que significa “pessoa insolente”.

Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

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