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Profecias absurdas da Sociedade Torre de Vigia

por Artigo compilado - qua ago 03, 10:25 am

Livros TJs

Nenhum movimento da atualidade profetizou tão falsamente como a organização das Testemunhas de Jeová. Essa marca está presente ao longo de sua história. A Bíblia diz: “Quando tal profeta falar em nome do Senhor, e tal palavra se não cumprir, nem suceder assim, esta é palavra que o Senhor não falou; com soberba a falou o tal profeta; não tenhas temor dele” (Deuteronômio 18.22).

Charles Taze Russell, fundador do movimento, profetizou que a Batalha do Armagedom seria em 1914. Profetizou que até 1914 viria um tempo de tribulação tal qual nunca houve desde que há nação. Seria estabelecido o reino de Deus. Os judeus seriam restaurados, os reinos gentios seriam quebrados em pedaços como um vaso de oleiro, e os reinos deste mundo se tornariam os reinos de nosso Senhor e do seu Cristo. O ano de 1914 veio e foi-se e nada aconteceu. Depois ele mesmo refez o cálculo e estabeleceu o ano de 1915, a frustração foi a mesma. Ele morreu em 1916. Russell dizia em suas publicações que se tratava de data estabelecida por Jeová. Colocava-se como profeta com a mesma autoridade dos profetas da Bíblia e dos apóstolos. Falava em nome de Jeová e nada, absolutamente, se cumpriu.

Rutherford também refez o cálculo e estabeleceu o ano de 1925 como o início do milênio. Esta profecia se encontra no livro Milhões que Agora Vivem Jamais Morrerão, traduzido para 30 línguas, com tiragem de 3,5 milhões de exemplares. No livro O Mistério Consumado, publicado em 1917, logo após a morte de Russell, há profecias do Armagedom para 1918 e que as repúblicas desapareciam da terra até 1920. No livro Filhos, escrito também por Rutherford e publicado em 1941, está a profecia do Armagedom para o mesmo ano. Esse mesmo livro ensinava que os jovens não deveriam se casar, que esperassem para se casar só depois do Armagedom. No seu outro livro intitulado Salvação, publicado em 1939, proibiu o casamento e os casais de gerarem filhos, pois havia a profecia de que o Armagedom seria naqueles dias.

Em 1946 a organização lançou o livro A Verdade vos Tornará Livres, nele está a base da profecia do Armagedom para 1975. O sucessor de Knorr, Frederick W. Franz, na época vice-presidente, se encarregou de propagar tal profecia. O que se falou sobre 1975 foi muito mais do que se escreveu. Muitos venderam propriedades, outros abandonaram estudos e carreira profissional. Nada aconteceu. Depois profetizaram que o trabalho de pregação terminaria no século 20.

Raymond Franz, sobrinho de Frederick W. Franz, quarto presidente da organização, foi membro do Corpo Governante entre 1971 e 1980, hoje pastoreia um rebanho de ex-testemunhas de jeová, na cidade de Atlanta, Geórgia, EUA. Em sua obra Crise de Consciência responsabiliza seu tio por essa falsa inteligência humana e falta de consideração para com as testemunhas de jeová.

Russell, Rutherford e Frederick Franz inventaram todas as falsas profecias e criaram essas falsas expectativas entre as testemunhas de jeová. Escreveram muitos livros e muitos artigos foram publicados na revista A Sentinela, e outras publicações, sobre a data e sobre o evento. Marcaram o Armagedom para 1914, 1915, 1918, 1920, 1925, 1941, 1975. Eles foram os únicos responsáveis pelo desapontamento, tristeza e ruína de inúmeras testemunhas de jeová, que confiaram na organização e nos seus profetas. Agora a organização vem lançar a culpa sobre as testemunhas de jeová?

Essa é a técnica da organização. A outra é que quando ela faz menção desses fracassos, principalmente os de 1914 e de 1925, o faz de maneira sutil e descontextualizada, de modo que quem não conhece os fatos passa a admirar a organização. Ela não apresenta os fatos como aconteceram, mas apenas alguns flashes, adaptando-os à sua moda. Mas, de qualquer modo, falsas profecias não são “datas incorretas”.

A Sociedade Torre de Vigia é uma organização que surgiu sob a égide da falsa profecia e sua história foi edificada sob o engano. Não consegue sobreviver sem o sensacionalismo para atrair as pessoas. Russell só conquistou o número de adeptos que conquistou por causa do sensacionalismo.

William J. Schnell, em sua obra Trinta Anos Escravizados à Torre de Vigia diz que “na primavera de 1925, quando se esperava o fim do mundo e a aparição dos príncipes, foi Rutherford quem, afinal, apareceu trazendo consigo uma boa soma de dinheiro destinado a promover a nossa espansão”. A Sociedade Torre de Vigia nessa época aumentava cada vez mais o seu patrimônio.

Raymond Franz apresenta em sua obra o quadro estatístico do crescimento da organização na década de 70. Mostra o acentuado crescimento antes de 1975, chegando a 13,5%, em 1974. Nos anos seguintes os números despencaram para -1,0%, em 1977 e -1,4%, em 1978. A organização ainda não apresentou nenhuma nova data para o Armagedom, isso parece contribuir para a queda vertiginosa no crescimento da organização, segundo estatísticas dos últimos cinco anos.

Diante de tudo isso, a idoneidade espiritual da organização ficou arranhada, além de provar que Deus não está com eles, que não passa de uma organização humana. É uma fraqueza muito grande para quem se considera a única religião verdadeira do planeta, arrogando para si a mesma autoridade dos profetas e dos apóstolos dos tempos bíblicos, além de disparar sua metralhadora giratória contra todas as religiões. A Bíblia diz que falso profeta é aquele que prediz algo em nome de Jeová sem que tal palavra se cumpra (Deuteronômio 18.20-22).

É verdade que a Bíblia fala da Batalha do Armagedom (Apocalipse 16.16). Cremos na segunda vinda de Cristo, há inúmeras profecias na Bíblia sobre tal evento. Nós cremos nisso e sabemos que tudo isso mais cedo ou mais tarde vai acontecer. É verdade também que as Escrituras Sagradas ensinam “daquele dia e hora ninguém sabe” (Mateus 24.36; Marcos 13.32) e que “não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder” (Atos 1.7).

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Pr. Esequias Soares, Teólogo Apologista da CPAD, Assembleia de Deus Jundiaí/SP


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