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Qual o verdadeiro dia de repouso?

por Pr. Natanael Rinaldi - sáb jul 19, 10:37 am

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Mandaram-me pelo correio o livrete com o título acima. Este está sendo distribuído pelo curso Está Escrito. Tem como autor o pastor adventista Alejandro Bullón. Entendo que tal livrete deve ter sido remetido por alguém que conhece a minha posição com relação aos ensinos adventistas sobre a guarda do sábado. Desenvolve-se no livrete um diálogo entre dois pastores adventistas indicados pelos nomes de Pr. Williams Costa Jr e Pr.

Alejandro Bullón, o primeiro perguntando e o segundo respondendo.

Deve-se dizer, em primeiro lugar, que os argumentos apresentados para justificar nos dias atuais a guarda do sábado são aqueles argumentos conhecedíssimos e já amplamente refutados nos meios evangélicos. De época em época, porém, os adventistas trazem à baila os mesmos cediços argumentos, alguns deles até infantis como se vê à pagina 12:

Williams, você fala inglês, como se diz domingo em inglês?

Pr. Costa Júnior – ‘ Sunday.’

Pr Bullón – E o que quer dizer ‘Sunday “?

Pr. Costa Júnior – ‘O dia do sol.’ E não é somente em inglês, em alemão também. Eu não falo alemão, mas em algumas línguas o domingo significa o dia do sol.

Qualquer criança que estuda inglês sabe que o dia de sábado é escrito Saturday em inglês. Se perguntarmos a essa criança e o que significa Saturday? Ele responderá: dia de Saturno. Quem era Saturno? O deus pagão de onde vem o vocábulo saturnais indicando festa realizada com licenciosidade e baixeza morais.

Mas para o adventista tem valor o argumento sobre sunday, mesmo sabendo eles que todos os dias da semana eram conhecidos por nomes de deuses ou planetas: o Sol (o Domingo) a Lua(segunda feira), Marte(terça feira), Mercúrio(quarta feira) , Júpiter(quinta feira) Vênus(sexta feira) e Saturno(Sábado).

Para um líder espiritual de uma igreja que se ufana de conhecer profundamente a Bíblia, o que não é verdade, pois baseiam seus ensinos nas visões e revelações de Ellen Gould White, esse argumento infantil tem validade.

Embora os adventistas queiram ser reconhecidos como evangélicos, na verdade são sabatólatras. São os sucessores dos fariseus dos dias de Jesus que o levaram à morte por apenas duas acusações: a primeira era que não guardava o sábado e a segunda era que se declarava Filho de Deus, e de natureza igual a Deus. Isso era caso gravíssimo para os judeus.

Imperdoável mesmo! “Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só quebrantava o sábado, mas também dizia que deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (Jo. 5.17-18).

Ainda no exame superficial do “Qual o Verdadeiro dia de Repouso?” Faltou honestidade intelectual ao seu autor. Não é possível que alguém se ponha a defender o sábado como verdadeiro dia de repouso e, propositadamente, ao fazer uma citação fundamental das Escrituras como prova da sua validade, omita a palavra sábados de Cl 2.16. Pois é assim que o sr. Bullón age.

Exposto pelo Pr. Costa Júnior que os crentes costumam dizer: “eu sou cristão, sou seguidor de Jesus e guardo o Domingo. E uma das razões pelas quais eu guardo o Domingo é porque Jesus foi perfeito. Ele cumpriu a Lei e Ele pregou a Lei na cruz. Pastor Bullón, há necessidade de continuar guardando a Lei, apensar de Jesus ter feito Seu sacrifício na cruz?

Pr. Bullón – Muitos cristãos acham que depois da morte de Cristo já não se deve guardar mais o Sábado, porque Cristo cravou na cruz os mandamentos de Deus. Em primeiro lugar, não há base bíblica dizendo que Jesus cravou os mandamentos de Deus. Jesus cravou na cruz todas as festas do povo de Israel, que apontavam para a Sua vinda, como o sacrifício do cordeiro e a circuncisão. Muitas das festas, cerimônias e leis cerimoniais do povo de Israel tinha como objetivo anunciar que Jesus viria para morrer na cruz do Calvário, pelos nossos pecados. Agora, uma vez que Jesus veio, para que sair sacrificando cordeirinhos se o Cordeiro de Deus já fora sacrificado? A circuncisão, as festas, as luas novas, as festas religiosas de Israel, tudo isto chegou ao fim porque, isto sim, Jesus cravou na cruz do Calvário” (p. 4).

Sr. Bullón honestidade é fundamental quando se quer refutar doutrinas. Pergunto: por que foi omitida propositadamente a palavra sábados de Cl 2.16. O Sr. faiou das festas, falou de luas novas, mas omitiu a palavra sábados. Por quê o fez?

Leiamos o que foi Cravado na Cruz, reconhecido isso pelos próprios adventistas: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo (Cl.2.16-17). Como se vê, não eram apenas os dias de festas, as luas novas que foram cravadas na cruz, mas também são citados os sábados. E tenha-se presente que não são os sábados tidos como sábados anuais, porque os chamados sábados anuais ou cerimoniais já foram identificados pela expressão dias de festas.

1 – RAZÕES QUE INDICAM SEREM SEMANAIS OS SÁBADOS DE CL 2.16

Diante da clareza do texto de Cl 2.16-17, costumam os adventistas do sétimo dia refutar essa posição, alegando que a palavra sábados não se refere ao sábado semanal mas aos sábados cerimoniais ou anuais, mencionados em Lv 23.1-39.

Não é correta esta interpretação e damos três razões para refutá-la:
a) Os chamados sábados anuais ou sábados cerimoniais eram chamados festas e já estão incluídos na frase dias de festa de Cl 2.16. Estes dias de festa ou sábados anuais eram designados dias de festas como segue:

1. Festa da Páscoa – Lv 23.5,7;
2. Festa dos Asmos – Lv 23.8;t
3. Festa de Pentecostes – Lv 23.15-16;
4. Festa das Trombetas – Lv 23.23-25;
5. Festa da Expiação-Lv 23.26,32;
6. Festa dos Tabernáculos – 1º dia de festa;
7. Festa dos Tabernáculos – último dia de festa – Lv 23.34,36.

Em Lv. 23.37 lemos: “Estas são as solenidades do SENHOR, que apregoareis para santas convocações…” Excluem-se propositadamente, os sábados, ao declarar o v. 38: “Além dos sábados do SENHOR, e além dos vossos dons, e além de todos os vossos votos, e além de todas as vossas ofertas voluntárias, que dareis ao SENHOR”.

Então os chamados sábados anuais que estão incluídos nos dias de festas, mostrando distintamente que os sábados semanais estão fora e indicados por Paulo em Cl 2.16: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo”. Tudo isso deveria ser citado pelo Sr. Bullón que, porém, omitiu, como dissemos, os sábados semanais.

b) A fórmula dias de festa, luas novas e sábados é a formula para indicar os dias sagrados anuais, mensais e semanais:

Exemplo nº 1: Em Números 28 encontramos os holocaustos para os sábados (semanais), para as luas novas (mensais) e dias de festa (anuais) nos seguintes versículos: “…no dia de sábado dois cordeiros de um ano, sem mancha… Holocausto é do sábado em cada semana” (v.9,10). “E as suas libações serão a metade dum him de vinho para um bezerro… este é o holocausto da lua nova de cada mês, segundo os meses do ano” (v. 14). “Porém no mês primeiro, aos catorze dias do mês, é a páscoa do Senhor; e aos quinze dias do mesmo mês haverá festa; sete dias se comerão pães asmos” (v. 16,17).

Exemplo nº 2, 1Cr. 23.31: “E para cada oferecimento dos holocautos do Senhos, nos sábados (cada semana), nas luas novas (cada mês) e nas solenidades (cada ano) por conta, segundo o seu costume, continuamente” – o parêntese é nosso.

Exemplo nº 3, 2Cr. 2.4: “Eis que estou para edificar uma casa ao nome do Senhor meu Deus, para lhe consagrar, para queimar perante ele incenso aromático, e para o pão contínuo da proposição, e para os holocaustos da manhã e da tarde a (cada dia), nos sábados (cada semana) e nas luas novas (cada mês) e nas festividades do Senhor nosso Deus…” (cada ano) – o parêntese é nosso.

Exemplo nº 4, 2Cr. 8.13: “E isto segundo o dever de cada dia, oferecendo segundo o preceito de Moisés, nos sábados (cada semana,) e nas luas novas (cada mês), e nas solenidades (cada ano), três vezes no ano…” (o parêntese é nosso).

Exemplo nº 5, 2Cr. 31.3: “Também estabeleceu a parte da fazenda do rei para os holocaustos, para os holocaustos da manhã e da tarde, (cada diaj e para os holocaustos dos sábados (cada semana), e das luas novas (cada mês), e das solenidades (cada ano), como está escrito na lei do Senhor” – o parêntese é nosso.

Exemplo nº 6, Ez 45.17: “E estarão a cargo do príncipe os holocaustos, e as ofertas de manjares, e as libações, nas festas (cada ano), e nas luas novas (cada mês), e nos sábados (cada semana), em todas as solenidades da casa de Israel” – o parêntese é nosso.

Exemplo nº 7, Os. 2.11: “E farei cessar todo o seu gozo, a suas festas, ( cada ano) as suas luas novas, (cada mês) e os seus sábados, (cada semana) e todas as suas festividades”.

Finalmente, temos Cl 2.16-17: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, (cada ano) ou da luz nova, (cada mês) ou dos sábados, (cada semana) que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo”.

c) As palavras sábado, sábados e dia de sábado (singular) ou (plural) ocorrem sessenta vezes no Novo Testamento. Em cinquenta e nove casos os adventistas do sétimo dia reconhecem tratar-se do sábado semanal e em apenas um caso eles negam, justamente o de Cl.2.16. Dizem: “Os termos sábado, sábados e dia de sábado ocorrem sessenta vezes Novo Testamento, e em cada caso exceto um, refere-se ao sétimo dia. Em CoL 2.16 e 17, faz-se referência aos sábados anuais relacionados com as três festas anuais observadas por Israel antes do primeiro advento de Cristo” (ESTUDOS BÍBLICOS, p. 378, CPB).

Se perguntarmos aos adventistas qual o sentido da palavra sábados em qualquer passagem do Novo Testamento onde essa palavra apareça, a resposta será sempre a mesma: sábado semanal. Única exceção: Cl. 2.16. E por quê? Porque os adventistas teriam que reconhecer a procedência da nossa declaração, segundo a qual o sábado semanal deixou de ser obrigatório para os cristãos.

Repetindo: se dermos à palavra sábados o sentido de semanal em Cl 2.16, teremos em apoio da nossa interpretação 59 referências reconhecidas por eles. Ao darem a Cl. 2.16 o sentido de sábados anuais ou cerimoniais, não encontram nenhuma referência que apoie sua interpretação. E por que assim argumentam? Porque teriam de reconhecer que o sábado foi abolido na cruz: “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê” (Rm.10.4).

2 – MEUS SÁBADOS E SEUS SÁBADOS

Ainda dizem os Adventistas do Sétimo Dia que a expressão meus sábados indicam a distinção entre sábados semanais e sábados cerimoniais, o que não é bíblico. Ambas as expressões são utilizadas para indicar os mesmos sábados – sábados semanais. São de Deus – meus sábados – porque foram dados por Ele, e são dos judeus – seus sábados – porque foram dados para eles.

Vejamos ‘meus’ e ‘seus’ aplicados na Bíblia:

a) O Templo – Is. 56.7 comparado com Mt. 23.38 (minha casa, vossa casa);
b) O mesmo Deus indicado por meu Deus e vosso Deus – Jo 20.17;
c) Os mesmos sacrifícios e holocaustos são chamados de meus e vossos de Nm 28.2, comparado com Dt 12.6.

3 – RESPOSTA A OUTRAS CITAÇÕES BÍBLICAS

Pr. Williams Costa Jr. – Pastor, qual é o fundamento bíblico, que nós temos, para o verdadeiro dia de guarda? Qual o verdadeiro dia de repouso?

Pr. Alejandro Bullón – Teríamos que ir, para esta resposta, ao início da criação deste mundo. No capítulo 2 do livro de Gênesis, versículos de 1 a 3, diz assim: “Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera”.

Resposta 1: Se o sábado semanal deve ser o dia de repouso, pergunta-se: por quê Deus trabalhou nele? O texto é claro “E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que tinha feito”. Deus não terminou sua obra da criação no sexto dia e descansou no sétimo. Ele trabalhou no sétimo dia, terminando a obra da criação e ainda nesse mesmo dia ele descansou. Ora, se se invoca o descanso de Deus para impingir-se a guarda desse dia como dia de repouso, como admitir-se que Deus tivesse trabalhado nesse dia? E se ele trabalhou para concluir a obra da criação, então não é pecado trabalhar nesse dia, seguindo o exemplo de Deus! O Sr. Bullón declara: “Você sabe que Deus não se cansa, nem se fadiga. Portanto, se Ele descansou no sábado não era porque estava cansado”. Então o registro bíblico merece correção porque está declarando algo que não é verdade. Agora, se ele queria apenas indicar, com isso, que o sétimo dia deveria ser de descanso universal, surge uma pergunta: Todos os homens da face da terra tem o dia sétimo ao mesmo tempo como dia de repouso, inclusive o próprio Deus? Diz a Bíblia que o sábado deveria ser guardado do pôr do sol de sexta-feira até o pôr do sol do sábado (Lv. 23.32). Os habitantes de toda terra, logo, teriam de guardar o mesmo período. Mas quando são 6 horas da manhã de sábado aqui no Brasil, no Japão são 6 horas da tarde; isto significa que, quando os guardadores do sábado aqui se levantam para guardá-lo, os seus irmãos japoneses o acabaram de guardar; e, quando aqui no Brasil começarem a guardá-lo, os seus irmãos na Califórnia, USA, trabalharão ainda durante cinco horas, antes de começarem também a guardá-lo. Qual dos grupos de guardadores do sábado estará guardando o mesmo período tempo que Deus descansou na criação? Tudo isso considerando que Deus trabalhou no sábado quando então terminou sua obra de criação.

4 – GUARDAM REALMENTE O SÁBADO OS ADVENTISTAS?

Dentro das exigências da lei estava a proibição de acender fogo no dia do sábado: “Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do sábado” (Ex 35.3). Proíbe-se acender qualquer tipo de fogo, seja mesmo um fósforo ou acender fogão a gás. Implica também na proibição de andar de carro movido a combustão no dia de sábado. Os judeus radicados no Brasil, notadamente os de São Paulo, onde se localiza a maioria deles, vão à sinagoga a pé no dia de sábado e não de carro, respeitando as observâncias com relação ao sábado.

Pergunte ao primeiro adventista que lhe falar sobre a obrigatoriedade da guarda do sábado se ele acende fogo nesse dia? Observe como ele titubeia e não sabe como responder a pergunta! Falta-lhe coragem para admitir que sim.

Como exemplo de que os adventistas têm problemas com a guarda do sábado e, às vezes, ficam em cima do muro, expressão usada no livro SONHOS E VISÕES de Jeanine Sautron, onde nas páginas 340/341, se lê o seguinte:

“Novembro de 1986 – A Direção da IASD no Brasil fica “em cima do muro” quanto a ir votar no dia de sábado, se era ou não do 4º mandamento da Lei de Deus. O Pr. Neal Wilson na ocasião estava visitando o Brasil, e quando perguntado, reservadamente, sobre o assunto disse não ver nenhum problema em cumprir esse dever cívico no sábado…

Em 03 de outubro de 1992, ocorreu a mesma coisa, a liderança da Igreja no Brasil trocou o princípio pela consciência. Ou seja, quem quisesse votar poderia. Transgredir o sábado não é mais problema de princípio ou doutrina é problema de consciência de cada um…”

Paulo declarou: “Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé” (Gl 3.10-11). Então estão eles sob a maldição da própria lei que pretendem guardar. Pior, agem como os fariseus, que punham fardos pesados sobre os ombros do povo e eles mesmos não tocavam nem com a mão. Jesus os denunciou: “Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los” (Mt 23.4). O mesmo disse Pedro: “Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo quem nem nossos pais nem nós pudemos suportar? Mas cremos que seremos salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo, como eles também” (Mt. 15.10,11). E Paulo reitera a impossibilidade da guarda da lei que não era completa apenas com dez mandamentos, mas referiu-se ele ao que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. O que abrangia o livro da lei? Nada menos do que o Pentateuco com 613 mandamentos. Imposibilitados de guardar os 613, os adventistas resolveram criar duas leis, denominando uma como Lei Moral, com dez mandamentos e o restante como Lei de Moisés, esta abrangendo os cinco livros de Moisés, cancelada na cruz. Fácil não? Baseado em quê fizeram essa distinção de leis? Tem apoio bíblico? Onde aparece na Bíblia expressões como Lei Morai e Lei cerimoniai? Por isso confessam: “Seria útil classificarmos as leis do Velho testamento em várias categorias: 1. Lei moral; 2. Lei Cerimonial; 3. Lei Civil, 4. Estatutos e Juízos; 5. Leis de saúde. Esta classificação é em parte artificial” (Lições da Escola Sabatina, Lição n. 2, p. 18, de 8-1-1980 -o grifo é nosso).

Pr. Bullón – Então, como eu posso saber, pela Bíblia, que depois da morte de Cristo, os Seus discípulos ainda continuaram guardando o sábado? Muito simples: em S. Lucas, capítulo 23, a partir do versículo 50, está relatado como José de Arimatéia foi reclamar o corpo de Cristo. Cristo já estava morto. Dentre as pessoas havia algumas mulheres: “Era o dia da preparação, e começava o sábado. As mulheres que tinham vindo da Galileia com Jesus, seguindo, viram o túmulo e como o corpo fora ali depositado. Então, se retiraram para preparar aromas e bálsamos. E, no sábado, descansaram, segundo os mandamentos (Lucas 23.54-56). Ou seja, Jesus já havia morrido, e no sábado, o primeiro sábado após a morte de Cristo, as mulheres ainda continuaram guardando o mandamento do sábado”.

Resposta 2: Ora, se os próprios sabatistas reconhecem que nosso argumento para a guarda do primeiro dia da semana, como Dia do Senhor (Ap 1.10), é decorrente da ressurreição de Jesus, ocorrida no primeiro dia da semana (Lc. 24.1-3) e o texto de Lc. 23.54-55 se refere ao descanso das mulheres no sábado antes da ressurreição, que valor tem o exemplo dessas piedosas mulheres judias para nós, cristãos?

Pr. Bullón – A Bíblia está cheia de referências de que Jesus guardou o sábado quando viveu nesta Terra. E quem quer ser cristão, quer seguir a Jesus. Porque cristão é aquele que faz o que Jesus fez.

Resposta 3: Jesus guardou o sábado porque era judeu de nascimento e nasceu sob a lei (Gl 4.4) e portanto obedeceu a todas as leis do Antigo Concerto. Como exemplo de ser cidadão judeu foi circuncidado, ordenou a entrega de oferendas ao sacerdote pela purificação, guardou a festa da Páscoa etc. (Lc. 2.21-24; 5.12-14; Mt. 26.18,19). Mas quando morreu, Ele inaugurou uma nova aliança e revogou a velha (Jo. 19.30; Mt. 27.51): “Mas, antes que a fé viesse estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar. De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados. Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo do aio” (Gl. 3. 23-25). Se o fato de Jesus guardar a Páscoa não prova que nós também devamos guardá-la; como também quando se circuncidou não recomenda que devamos circuncidar-nos; da mesma forma, quando Jesus guardou o sábado, não implica que devamos guardá-lo.

5 – A NATUREZA DOS MANDAMENTOS DE JESUS

A que Jesus se referia quando falava de seus mandamentos? Os adventistas logo que encontram a palavra ‘mandamentos’ no Novo Testamento associam a palavra aos dez mandamentos. Não é, porém, correto esse modo de pensar. Jesus foi bem específico quando falou de seus mandamentos.

Vejamos a que Jesus se referia quando falava de mandamentos:
“Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis” (Jo. 13.34);
“O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo.15.12);

“O seu mandamento é este: que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo seu mandamento” (1Jo. 3.23);
“E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também seu irmão” (1Jo.4.21);

“E agora, senhora, rogo-te, não como escrevendo-te um novo mandamento, mas aquele mesmo que desde o princípio tivemos: que nos amemos uns aos outros” (2Jo. 5) – o grifo é nosso. Notou o leitor que nada se fala de guardar o sábado?

6 – O NOVO TESTAMENTO NÃO REPETE OS DEZ MANDAMENTOS

Não há dúvida de que o Novo Testamento cita mandamentos do Velho Testamento. Cita mandamentos indistintamente de toda a Lei de Moisés, mas não repete o quarto mandamento em nenhum lugar. Façamos uma comparação dos dez mandamentos dentro do Novo Testamento:

VELHO TESTAMENTO NOVO TESTAMENTO
1. mandamento – Ex 20.2,3 1 At. 14.15
2. mandamento – Ex 20.4-6 2 1Jo. 5.21
3. mandamento – Ex20.7 3 Tg. 5.12
4. mandamento – Ex 20.8-11 4 Não existe
5. mandamento – Ex 20.12 5 Ef. 6.1-3
6. mandamento – Ex 20.13 6 Rm. 13.9
7. mandamento -Ex20.14 7 1Co. 6.9,10
8. mandamento Ex 20.15 8 Ef. 4.28
9. mandamento – Ex 20.16 9 Cl. 3.9
10. mandamento – Ex 20.17 10 Ef. 5.3

Pr. Bullón – Mesmo São Paulo, que não foi discípulo de Jesus, pois São Paulo se converteu depois, ou seja, já se havia passado anos e São Paulo disse que quando chegou a Corinto, foi aos sábados, à sinagoga: “E todos os sábados discorria na sinagoga, persuadindo tanto judeus como gregos…. O texto bíblico diz: “Todos os sábados discorria na sinagoga, persuadindo tanto judeus como gregos” (a citação correta é Atos 18.4 e não Lucas 18.4, como indicado no livrete) “E os gregos não guardavam o Sábado, portanto, Paulo não ia por causa dos judeus, ele ia porque reconhecia que o Sábado era o dia do Senhor”.

Resposta 4: O sábado era o dia quando pessoas se juntavam na sinagoga para adoração dentro do culto judaico: a maioria de judeus e gregos em menor número. Paulo aproveitou-se dessas oportunidades para ensinar que Jesus era o Cristo prometido nas Escrituras do Velho Testamento, procurando ganhá-las para Jesus Cristo. Explicou sua forma de agir fazendo tudo para ganhá-los: “Fiz-me como judeu para com os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (Não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. E eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele” (1Co. 9:19-23). Assim, circuncidou Timóteo (At. 16.3) e declara que a circuncisão nada vale (Gl 5.2; 6.15); observou o Pentecostes (At. 20.16); tosquiou a cabeça guardando voto (At. 18.18); fez ofertas segundo a lei (At. 21.20-26). Sua explicação para a observância de todas essas práticas judaicas está no desejo de ganhar os judeus e gregos para Cristo. Será que os adventistas circuncidam pessoas como Paulo o fazia? Observam o Pentecostes? Tosquiam suas cabeças? Fazem ofertas segundo a lei? Que parcialidade a dos adventistas: só se lembram do sábado! É muito sectarismo dos adventistas!

Outra declaração absurda é que Paulo “não ia por causa dos judeus, ele ia porque reconhecia que o sábado era o dia do Senhor”. Interessante! Paulo escreveu treze cartas e se considerarmos Hebreus como de sua autoria, teremos quatorze epístolas. Será que Paulo se esqueceu de dizer isso em suas epístolas: que o sábado era o dia do Senhor? Sabemos que Paulo declarou sobre a guarda do sábado: “Guardais dias (sábados) e meses, luas novas e tempos, e anos (festas anuais). Receio de vós, que não haja trabalho em vão para convosco” (Gl. 4.10-11). Paulo estava preocupado em ver que os gálatas estavam se voltando para o judaísmo.

Pr. Costa Júnior – Existe um fundamento bíblico para nós guardarmos outro dia que não o Sábado, seja qual for a razão?

Pr. Bullón – Existe aqui uma declaração, que eu vou ler, no livro de Hebreus, capítulo 4, versículos 4,5 e 9 que diz assim: “Porque, em certo lugar, assim disse, no tocante ao sétimo dia: E descansou Deus, no sétimo dia, de todas as obras que fizera. E novamente, no mesmo lugar: Não entrarão no meu descanso… Portanto, resta um repouso para o povo de Deus” (Hebreus 4.4,5 e 9) Isto quer dizer que, para a Igreja de Deus dos nossos dias, continua um dia de repouso, (p. 7).

Resposta 5: É evidente que o repouso de que se trata aqui nada tem a ver com o repouso do sétimo dia indicado no quarto mandamento, senão o repouso de uma de fé em Deus. A ideia central do texto é:

a) Deus repousou depois de haver criado o mundo;

b) Os profetas falaram de antemão de um outro dia (SI. 118.24), em vez do sétimo, para comemorar o repouso maior que se seguiria a uma obra maior do que a criação;

c) A este repouso maior, Josué nunca pode guiar o seu povo;
d) Jesus, havendo terminado sua obra de redenção na cruz (Jo 19.30), repousou ele mesmo no primeiro dia da semana (Mc. 16.9), como Deus havia repousado da sua;
e) Na cruz foi abolido o sábado (Os. 2.11 comparado com Cl 2.14-17);
f) Portanto, em comemoração ao glorioso repouso que se seguiu a uma obra maior de redenção, resta guardar um descanso para o povo de Deus. Esse descanso encontramos em Jesus (Mt. 11.28-30);

g) Foi necessário esse argumento para mostrar ao judeu, que se gloriava no seu sábado, que o cristão tem um descanso melhor e superior ao sábado povo (Ap. 1.10, SI. 118.22-24).

Pr. Bullón – Porém, na História, descobrimos que houve um imperador romano, chamado Constantino, que no ano 331 DC definitivamente tornou-se cristão, mas com uma condição: “Ele disse: eu vou me tornar cristão, mas junto comigo, eu quero trazer muitas coisas nas quais acredito. E ele guardava o Domingo, e oficialmente, a partir do ano 331 passou-se a guardar o Domingo como dia santo. Mas, este é um legado que vem do paganismo, de Constantino, (p.10).

Resposta 6: Se lêssemos essa infantilidade de um adventista do povo, perdoaríamos a falta de conhecimento histórico, relativo ao imperador Constantino, desse anônimo adventista. Mas alguém que se intitula escritor e líder de uma igreja, que se ufana de conhecer a Bíblia, vir através de um curso bíblico, jogar essa mentira sobre a mente do povo em geral, através de uma emissora de rádio e TV, e ainda se dá ao luxo de publicá-la em livrete e espalhá-la por todo o Brasil, é imperdoável. É desonesto. Quando foi que o imperador Constantino condicionou sua adesão ao cristianismo com a condição de trazer para o cristianismo aquilo que pertencia ao paganismo? Em que parte da história isso é mencionado? Se o paganismo já guardava o domingo – como afirma o Pr. Bullón – por que então o decreto de Constantino em 331 DC feito nesse sentido?

Os adventistas raciocinam do mesmo modo que as Testemunhas de Jeová no que concerne à deidade absoluta de Jesus, pois as Testemunhas de Jeová ensinam, em seus livros, que a Doutrina da Trindade foi firmada no Concílio de Nicéia em 325 DC. Este concílio foi presidido por Constantino. Se o Sr. Bullón admite que a instituição do primeiro dia da semana como dia do Senhor em memória da ressurreição de Cristo é de origem pagã, por que Constantino decretou esse dia de guarda? Porque se tornara cristão. Admitem os adventistas serem chamados de pagãos por adotarem a doutrina da Trindade, em cujo Concílio de Nicéia, no ano 325, foi instituída essa doutrina? Concordam os adventistas com as Testemunhas de Jeová, que nos acusam de paganismo por crermos na deidade de Jesus e na doutrina da Trindade?

7 – A INSTITUIÇÃO DO PRIMEIRO DIA DA SEMANA COMO DIA DO SENHOR

Nos Salmos 118:22-24 lemos: “A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se cabeça de esquina. Da parte do Senhor se fez isto: maravilhoso é aos nossos olhos. Este é o dia que fez o Senhor; regozijemo-nos, e alegremo-nos nele”. Essa passagem foi aplicada por Jesus a si mesmo em Mt. 21.42: Diz-lhes Jesus: “Nunca lestes nas Escrituras: A pedra, que os edificadores rejeitaram, essa foi posta por cabeça do ângulo; pelo Senhor foi feito isto, e é maravilhoso aos nossos olhos?” Não é algo difícil darmos a interpretação correta dessa referência bíblica. A pedra rejeitada é Jesus Cristo (At. 4.11,12). Iniciou seu ministério reivindicando ser Filho de Deus, igual a Deus (Jo. 10.30-33); e sendo acusado de quebrar o sábado (Jo. 5.16-18), foi rejeitado e crucificado (Jo. 19.1-7). Isto se deu numa sexta-feira (Mc. 15.42-47). A morte não pode retê-lo e ao terceiro dia ressurgiu dos mortos. Isso se deu no primeiro dia da semana: “E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios” (Mc 16.9). Outras referências são Jo.20.1,19,20; Mt. 28.18. Diz a Bíblia do dia da ressurreição de Jesus: “Este é o dia que fez o Senhor; regozijemo-nos e alegremo-nos nele”. Ao levantar seu Filho dentre os mortos, fez Deus essa coisa maravilhosa. E essa “coisa maravilhosa” se deu no primeiro dia da semana.

8 – A EXPRESSÃO ‘DIA DO SENHOR’ DE AP 1.10

O significado da expressão ‘dia do Senhor’ de Ap 1.10 é encontrada em algumas traduções da Bíblia, como segue:

“Eu fui arrebatado em espírito num dia de Domingo…” (Tradução de Antônio Pereira de Figueiredo).

“Num Domingo, caindo em êxtase, ouvi atrás de mim uma voz…” (Edições Paulinas).
“Um dia de Domingo, fui arrebatado em espírito” (tradução de Mattos Soares).

“No dia do Senhor: No Domingo,” (anotação no rodapé da HM).
Dizem os líderes da Igreja Adventista do Sétimo Dia, o Remanescente, no seu livro Sonhos e Visões de Jeanine Sautron, p. 384/85, que “Samuel Bacchiocchi (líder adventista) realiza seminários no ‘Dia do Senhor” referindo-se ao Domingo. Em seu livro FROM SABBATH TO SUNDAY (Do Sábado Para o Domingo) o dia do Senhor’ é mencionado como sendo o domingo 51 vezes somente nas primeiras 160 páginas do livro”.

9 – PROVAS ADICIONAIS DOS PAIS DA IGREJA

1) “Aqueles que estavam presos as velhas coisas vieram a uma novidade de confiança, não mais guardando o sábado, porém vivendo de acordo com o ‘dia do Senhor’ “ (Inácio, 100 AD).

2) “No dia chamado domingo há uma reunião num certo lugar de todos os que habitam nas cidades ou nos campos, e as memórias dos apóstolos e os escritos dos profetas são lidos.” (Justino Mártir 140 AD.)

3) “Nós guardamos o dia oitavo com alegria, no qual também ressurgiu dos mortos e tendo aparecido ascendeu ao céu” (Barnabé 120 AD).
4) “Num dia, o primeiro da semana, nós nos reunimos” (Bardesanes, 180 AD).

Como vemos pelos testemunhos dos pais da igreja primitiva, e diferentemente do que afirma o Pr. Bullón (p. 9), a igreja cristã não guardava o sábado, mas o dia glorioso da ressurreição de Jesus.
É como disse o Pr. Bullón (p. 8): “Eu acredito que muitos cristãos sinceros acreditam que porque Jesus ressuscitou no Domingo, eles têm que guardar o Domingo. É uma maneira bonita de homenagear a ressurreição de Cristo, e eu também fico feliz porque Jesus ressuscitou num Domingo, mas já pensou se Jesus tivesse morrido e nunca tivesse ressuscitado, o que seria da cristandade?”

Exatamente isso, Pr. Bullón! O que seria da cristandade se Jesus não tivesse ressuscitado? Paulo responde essa pergunta, dizendo simplesmente que não haveria cristianismo: “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a vossa fé… E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé e ainda permaneceis nos vossos pecados” (1Co. 15.14,17). Está aí a importância da ressurreição e devemos então ter presente que os dias são iguais entre si e existem dias mais importantes uns dos que outros, por causa dos fatos que eles registram. Para um cristão é mais importante o dia em que Deus terminou a criação do mundo ou o dia da ressurreição gloriosa de Jesus? A resposta só pode ser uma para um cristão genuíno, o dia da ressurreição de Jesus. Dele diz o salmista: “Este é o dia que fez o Senhor; regozijemo-nos e alegremo-nos nele”.

Pr. Costa Júnior – Em primeiro lugar, eu gostaria de dizer uma coisa, que precisa ficar bem clara, na nossa mente: ninguém guarda o Sábado para salvar-se. Se você acha que tem que guardar o Sábado para se salvar, você está perdido, (p. 13).

Resposta 7: Pr. Costa Jr., ou V. Sª. está perdido, ou a Sra. White está perdida. Ela declarou que a guarda do sábado é fundamental para a salvação. Textualmente ela escreveu: “Santificar o sábado ao Senhor importa em salvação eterna” (Testemunhos Seletos, vol.III, p.22, 2ª edição, 1956). E agora, Pr. Costa Jr.? Sendo V.Sª. um pastor que sai a público fazendo declarações sobre as crenças adventistas, porventura ignorava esse ensino de Ellen Gould White? Ou conhecia e quis encobrir do público para dar a ideia que não é bem assim como os opositores declaram dos adventistas, que eles ensinam que a guarda do sábado é fundamental para a salvação?

Pergunto mais, Pr. Costa Jr., como nos podem ser aplicados os benefícios da morte de Cristo? Segundo EGW, no livro O Grande Conflito, declara ela: “Todos os que verdadeiramente se tenham arrependido do pecado, e que pela fé hajam reclamado o sangue de Cristo, como seu sacrifício expiatório, tiveram o perdão aposto ao seu nome, nos livros do Céu; tornando-se eles participantes da justiça de Cristo, e verificando-se estar o seu caráter em harmonia com a lei de Deus, seus pecados serão riscados e eles próprios havidos por dignos da vida eterna” (p. 487). Logo, os crentes adventistas têm pecados perdoados, mas não têm pecados cancelados. O cancelamento só se dará se o ‘seu caráter estiver em harmonia com a lei de Deus’, para que sejam dignos da vida eterna. Salvação por fé (Rm. 5.1) ou salvação por obras? “Ora, àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida. Mas àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça” (Rm 4.4-5). Porventura isso significa alguém ser julgado digno da vida eterna por estar vivendo em harmonia com a lei de Deus? Ainda EGW declara: “Nunca se deve ensinar aos que aceitam o Salvador, conquanto sincera sua conversão, que digam ou sintam que estão salvos. Isto é enganoso” (Parábolas de Jesus, p. 55, citado em 95 Teses, p.133).


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