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Questões Sobre a Vida Cristã

por Pr. Natanael Rinaldi - ter nov 27, 8:32 am

1- Na igreja cristã pode haver uma quadrilha de festa Junina, jogos, brincadeiras etc.?

Resposta: É preciso haver distinções. 1. Com relação a Festas Juninas, é um erro a Igreja proceder com formações de quadrilhas, visto que as festas juninas são dedicadas a santos canonizados pela Igreja Católica, tais como Santo Antonio, São João e outros. A Bíblia deixa claro seu parecer com relação a adoração, que devemos prestar só a Deus. Nem mesmo um anjo pode receber adoração, e segundo Hb. 2.9 o anjo é superior ao homem. Em Ap. 22.8-9, quando João intentou adorar um anjo ele não aceitou a adoração de João mas, pediu-lhe que adorasse a Deus. Uma outra passagem é At. 10.24-26, onde Pedro ao chegar na casa de Comélio este se prostou a Pedro, que por sua vez recusou ser adorado por Comélio, dizendo ser homem como ele. Neste texto há uma explicação implícita de que o homem não deve ser adorado. Ainda um outro texto, no livro de At. 14.8-15, onde Paulo e Bamabé depois de terem feito um paralítico andar, foram tomados como deuses pelos habitantes de Listra, e indignados rasgaram suas vestes e não aceitaram a adoração. Sendo assim, as festas juninas, como as festas dedicadas a outros santos canonizados pela Igreja Católica, são um erro, um desvio da verdadeira adoração que deve ser dada a Deus. 2. Em segundo lugar, não devemos tomar isto para que não haja na Igreja atividade social. Pode haver brincadeiras, mas sem vínculo com os santos do passado; pode haver dias especiais, onde são promovidas maratonas bíblicas, concursos, brincadeiras de vários tipos. Só é preciso usar um pouco a imaginação para fazer de sua Igreja um lugar onde os jovens possam ter o seu espaço. Afinal, a ênfase da Igreja não é nas suas programações religiosas e sim na pessoa humana como um todo. Devemos adorar a Deus juntos, devemos orar juntos, devemos nos divertir juntos, nisto está a plenitude da comunhão (ICo. 10.31). Até no divertimento você pode trazer glória a Deus.

 

2- O cristão pode usar camisetas com dizeres cristãos estampados?

Resposta: O cristão pode sim usar camisetas com dizeres cristãos estampados, isto é até um meio de evangelização. Existem camisetas muito bonitas, com dizeres bíblicos, frases edificantes e outras mais. O único cuidado que se deve ter é com camisetas que trazem símbolos, símbolos da Nova Era, símbolos satanistas. Muitas vezes um jovem usa uma camiseta estampada porque está na moda, e não sabe que com isto está promovendo a Nova Era ou o satanismo. Por isso é até bom que o jovem use camiseta com dizeres bíblicos, assim ele estará promovendo o reino de Deus. Agora, compre camisetas com estampas de bom gosto, seja suscinto. Há certos tipos de camisetas evangélicas que mais agridem do que edificam os olhos de quem vê. Por exemplo, um dia desses fui com outros membros de minha comunidade evangelizar no Cemitério do Saboó no dia de finados. Muitas outras Igrejas estavam lá trabalhando na distribuição de panfletos e na abordagem pessoal, porém havia um grupo uniformizado, com camisetas com os seguintes dizeres “CAÇADORES DE ALMAS”. Imagine uma pessoa sendo abordada por alguém com uma camiseta dessas, ela se sente caçada e não evangelizada. Por isso, recomendamos que quem quiser usar camisetas com dizeres bíblicos, use uma camiseta bonita com dizeres edificantes, que a pessoa ao ler se sinta bem e não irritada. A Bíblia recomenda, em Pv. 15.1, que a palavra branda desvia o furor e é isso que devemos fazer (ICo. 10.32-33).

 

3- Sobre os santos citados no texto de Mateus 27.52-53, que ressucitaram, para onde foram?

Resposta: Nós não podemos ir além do que a Bíblia afirma. Existe um ditado entre os evangélicos que diz assim: “Não diga com firmeza o que a Bínlia não diz com clareza”. O que sabemos é que este é um registro particular de Mateus, e não se sabe bem o que aconteceu com esses santos que ressucitaram por ocasião da morte de Cristo. Isto dá a entender que os santos apareceram em Jerusalém na tarde do dia da crucificação, mas não explica o que aconteceu com eles depois. Não podemos ir além da Bíblia, e qualquer coisa que se afirme sobre este fato não passará de suposições, teses, ou algo parecido.

 

4- Explique sobre vestes, corte de cabelo e costumes.

Resposta: Costumes não podem ser confundidos com doutrina. Os costumes são passageiros e transitórios, enquanto a doutrina é permanente, não muda com o tempo. Os costumes são locais, enquanto a doutrina é geral, diz respeito a todos em todos os tempos. Os costumes tratam do que fazer, enquanto a doutrina cuida do ser. Vamos ao exemplo agora. Você acha que o escocês está pecando por usar saia. Isto é um costume que vem de décadas, e lá essa saia é roupa de homem, não afeta a sua masculinidade. Porém é pecado a idolatria, tanto lá como cá. Um é costume, o outro é doutrina. Na África as mulheres negras, por sua natureza, têm cabelo muito curto. Não estão pecando por não terem cabelos compridos, porém lá é pecado difamar o próximo como também aqui. O judeu, por tradição, usa barba; o japonês por natureza não tem barba, é claro que existem alguns japoneses com barba, mas no geral é assim. Agora deve ser do seu conhecimento que existem Igrejas que proíbem o uso de barba, estaria então Arão pecando usando barba, pois no Salmo 133 nos fala do óleo que desce pela barba de Arão. E isto se dá com as vestes e o cabelo. A Igreja deve se esmerar na doutrina e não nos costumes. Seremos conhecidos como discípulos de Jesus pela manifestação do amor que há entre nós (Jo. 13.35), não porque fazemos isto ou não fazemos aquilo. Vale lembrar o que Jesus disse em Mt. 23.23. Existe algo muito mais sublime que caracteriza o cristão, e pode estar certo que não são os costumes. Agora quero deixar claro que para uma pessoa que não conhece a Palavra de Deus, é fácil usar o púlpito de sua Igreja para dizer um monte de “pode e não pode”, porém o verdadeiro Pastor é aquele que usa do seu tempo diante do seu público para trazer a Palavra de Deus. Veja o exemplo de Jesus, no sermão da montanha trouxe palavras edificantes, consoladoras e não usou o seu tempo proibindo isto ou aquilo. Costumes são passageiros e a doutrina é permanente. Paulo aconselhou a Timóteo “tem cuidado da doutrina” e não tem cuidado do costume. Esta é uma bendita diferença.

 

5- Para se receber o batismo do Espírito Santo é preciso falar em línguas, como algumas Igrejas vem falando? Cite o texto bíblico.

Resposta: Esta pergunta é muito boa. Quero dizer que toda a argumentação com relação a isso deve ser embasada nas Escrituras como fazemos aqui. Muito bem, o Espírito Santo habita no coração de todos os crentes, e isto acontece quando você aceita a Jesus. Em Rm. 8.16, o homem se torna templo do Espírito Santo, tudo isso acontece quando se recebe a Cristo como Salvador e Senhor. Agora, o Batismo é um revestimento de poder para a obra de evangelização, para suportar provas e outras situações. Veja comigo em João 20.21-22. Eles receberam o Espírito Santo, isto ainda não era o batismo com o Espírito Santo. Continuando, em Atos 1.5 eles já haviam recebido o Espírito Santo, mas Jesus disse que eles ainda seriam batizados no Espírito Santo, e no verso 8 diz o porquê do batismo com o Espírito Santo. Em At. 2.2-4 está a evidência do falar em outras línguas. Vamos a um outro episódio. Em At. 8.4-8,12 Filipe desceu à Samaria, pregou o Evangelho com poder e muitos foram batizados, quer dizer estavam salvos pela pregação do Evangelho, tanto que até foram batizados nas águas. Pois bem, nos versos At. 8.14-20, vemos Pedro e João irem à Samaria após saberem que o povo de Samaria havia recebido a Palavra. Agora, a pergunta é: o que Simão viu? Não foi alegria, pois eles estavam alegres no verso. Aí está implícito o falar noutras línguas. Vamos agora ao texto de At. 10.44-48. Pedro foi pregar a Cornélio, e nem havia terminado de pregar, quando sobre eles desceu o Espírito Santo. Veja o texto. Ainda em At. 19.1-7, quando Paulo foi a Éfeso, ele encontrou um grupo de homens que haviam sido batizados nas águas, mas não no Espírito Santo, então orou sobre eles, para que O recebessem. Diante de tantas passagens, concluímos que a evidência do falar em línguas é o sinal pelo qual o crente se norteia para saber se recebeu o batismo ou não.

 

6- Se é verdade que quando se faz um voto, primeiro Deus dá para depois se pagar o voto, ou é o contrário?

Resposta: Você vota, se Deus lhe atender, você cumpre com a sua parte pagando o voto estipulado. Foi assim no caso de Jonas; foi assim no caso de Ana; foi assim no caso de Jefté e outros. Os regulamentos para com os votos estão em Lv. 27 e Nm. 6.2,30. Agora cuidado para votar e não cumprir, e ser considerado por Deus um tolo, como diz Ec. 5.4-5.

 

7- É válida a transformação de uma música do mundo para um louvor a Deus?

Resposta: Sobre a transformação de músicas do mundo num louvor a Deus, entendo que em nosso meio há pessoas com bastante habilidade para compor músicas de elevo espiritual, que em nada fica devendo aos compositores do mundo, por isso eu desaprovo esta prática. Devemos reconhecer os valores que existem entre nós. Quando o Senhor precisou construir o Tabernáculo, ele capacitou homens para o serviço e creio que hoje não é diferente. O mesmo Deus que inspirou Davi e outros cantores da época o faz ainda hoje, trazendo cânticos que nos fazem sentir num ambiente muito celeste, muito divino. Além disso, sendo o louvor um ministério que se perpetua, ou seja, a pregação da Palavra cessará, as profecias e muitos ministérios terão fim com a volta de Cristo, porém o ministério do louvor continuará, e eu creio que diante de Deus eu não cantarei um louvor com uma melodia tirada das músicas do Elvis Presey, por exemplo.

 

8- Por que Jesus pede para que as mulheres orem para que a tribulação não caia no dia de sábado ou no Inverno?

Resposta: O texto em questão é Mateus 24.20. Este texto, desde o verso 15-28, trata da queda de Jerusalém aconteceu no ano 69/70 d.C., quando Jerusalém caiu por ocasião da invasão das forças romanas. Jesus pediu que elas orassem, pois a guarda do sábado pelos judeus seria um transtorno à fuga, pois dentro da tradição eles não podiam andar mais que 1 milha, esta guarda então prejudicaria a sua fuga para um lugar de refúgio. Também o inverno por sua condição climática fria, prejudicaria a fuga no sentido de não terem onde se abrigar do frio, por isso então esta maneira de se expressar de Jesus. Tanto o sábado como o inverno seriam obstáculos à fuga dos judeus durante a queda de Jerusalém.

 

9- Quem batizou João Batista?

Resposta: João Batista foi percursor de Jesus Cristo, ou seja, quem veio na frente abrindo o caminho. O batismo que ele executava era um batismo de arrependimento, e este nome “João Batista” lhe foi dado justamente por ser ele um “batizador”. Veja em Lc. 1.13, que o anjo disse a Zacarias, pai de João Batista, que lhe colocasse o nome de João. “Batista” veio depois, como designação do seu serviço (veja ainda Lc. 1.60-63). João Batista foi o primeiro a sair batizando, ninguém o batizou, pelo menos a Bíblia não faz referência a isso. Ele estava mencionado nas profecias do Antigo Testamento, como aquele que abriria o caminho ao Messias e isto ele fez muito bem (Is. 40.3).

 

10- Uma pessoa batizada com o Espírito Santo, pecando diante de Deus, tem condições de ser perdoada e ter o seu batismo limpo?

Resposta: Sem a menor sombra de dúvida sim, não existe pecado que Deus não perdoe, e a própria contrição que se sente em direção ao pedido de perdão é um grande passo para isso. Deus pode restaurar por completo essa pessoa, não lhe dando outra vez o batismo, mas lhe renovando. Deus tem prazer em levantar o homem, colocá-lo de pé e lhe dar de novo as antigas bênçãos que foram suas no passado, como lemos em IICr. 7.14 e no Novo Testamento nas palavras do apóstolo João em IJo. 1.9 e 2.1-2.

 

11- Pedro era filho de João ou de Jonas?

Resposta: Uma pessoa na Bíblia aparece às vezes com vários nomes, veja por exemplo o próprio Pedro, ele é chamado de Pedro, de Cefas e também de Simão, porém é o mesmo Pedro. A Bíblia registra em Mt. 16.17 que seu pai é Jonas, usando a expressão “Bar-Jonas”, ou seja, filho de Jonas, e em Jo. 1.42 diz-se de Pedro que ele é filho de João. Agora, segundo algumas fontes teológicas, a expressão Simão Bar-yohanan, embora traduzido por Bar-Jonas a expressão em sua tradução quer dizer filho de João, então Bar-Jonas, seria uma forma reduzida da expressão filho de João.

 

12- O que o Pastor tem a dizer sobre a doutrina da prosperidade e de seus disseminadores, como Benny Hinn, Valnice Milhomens, T. L Osborn e outros?

Resposta: Nossa posição, com relação à prosperidade, é que muitos estão usando a Bíblia como um tipo de escudo para suas cobiças e ambições. Usam a Palavra de Deus para somente extrair dinheiro. Hoje em dia, muitos querem os privilégios do Reino e não querem os deveres. Querem o Reino mas não querem um Rei, é assim que enxergamos a doutrina da Prosperidade. A prosperidade é bíblica, mas não da maneira que se prega. O cristão é prospero no seu relacionamento com Deus na santificação, e a prosperidade tem servido de uma espécie de isca para atrair as pessoas de fora, que mediante a situação que o país atravessa, se aproveitam da fé alheia para enriquecer. Veja bem, quem está realmente próspero, Benny Hinn e sua turma, que pregam a prosperidade, eles estão ricos, às custas dos que seguem seu conselho, que compram seus livros. Jesus Cristo nunca nos ensinou a avaliarmos a fé da pessoa pelo que ela tem, mas sim pelo que ela é. Em Mc. 12.41-44 a viúva pobre não depositou grandes quantias, para Deus o que importa é a motivação que leva a contribuir. O que nos leva a contribuir é receber em dobro, esperando ser rico, ou será que a nossa intenção é contribuir para depois cobrar de Deus a prosperidade? Quando contribuímos, a nossa motivação deve ser de que o Reino de Deus possa crescer, com missões, ou mesmo com a manutenção de algum trabalho já estabelecido. Deus não precisa do nosso dinheiro, como muitos dizem acertadamente. Ele é dono do ouro e da prata, porém Deus nós dá o privilégio de cooperarmos com ele em sua obra. A contribuição não deve ter este sentimento de esperar de Deus ser rico. Jesus não prometeu um mar de rosas a quem o seguisse, pelo contrário, ele disse que teríamos aflições (Jo. 16.33). Vale ressaltar também o texto de Fp. 4.13, que diz “tudo posso naquele que me fortalece”, interpretando-o de maneira deturpada. Quem cita este texto, e geralmente são os pregadores da prosperidade, se esquecem do verso anterior, o verso 12. E os homens citados no texto de Hb. 11.35-38? Seriam homens prósperos, ricos, ou tinham algum problema com a sua fé? Creio que não, pois no verso 38 diz que o mundo não era digno deles. E fico pensando esses pregadores pregando em Moçambique, Guiné-Bissau, ou mesmo nos tempos de perseguição. Isso é um abuso e deve ser combatido.

Pensemos agora um pouco: seria a fé um tipo de moeda do céu, como se Deus estivesse do outro lado do balcão e você chegasse com uma quantidade de fé, e a fé que você apresenta não é o suficiente para se obter o milagre. Muitos têm transformado a fé em uma espécie de dinheiro do céu, onde o milagre depende da fé que se apresenta. Então vem a seguinte desculpa, se por acaso o milagre não acontece: “é irmão, você precisa de mais fé”. A Bíblia diz que muitos dos nossos pedidos não são atendidos por causa da nossa motivação ou cobiça (Tg. 4.1-5). Muitas vezes só pensamos em nosso próprio bem estar. As orações de intercessão estão cada vez mais raras, parece que o mundo gira em torno delas, não é bem assim que a Bíblia ensina. A nossa motivação sempre deve ser dar e não em receber nada por dar.

 

13- O que o Pastor diz a respeito das revelações extra-bíblicas que existem por aí em alguns arraiais evangélicos?

Resposta: A Bíblia não descarta a possibilidade de revelações e profecias. Se observarmos a Palavra de Deus em ICo. 12, veremos que Deus pode trazer à tona algum assunto que ele por bem resolveu revelar. Agora, em tudo existe o que chamamos de abuso, pois os dons são dados à Igreja para o que for útil. Veja bem, útil para Igreja. O que se vê por aí são pessoas que parecem estar em transe constante com Deus, e recebem todo tipo de revelações, como por exemplo sobre casamento, venda de imóveis, divórcio, chamada para o ministério, doações e outros assuntos. Nós, da Igreja Evangélica da Paz, entendemos que as revelações têm três objetivos, que estão descritos em ICo. 14.3: edificar, consolar e exortar. Agora, a Bíblia também diz que todas as revelações devem ser julgadas. A profecia é um tipo de revelação e deve ser julgada pela liderança local (ICo. 14.29). É evidente que existem certas decisões difíceis, que merecem a atenção de quem as toma, e muitas vezes a pessoa busca a Deus pedindo orientação e auxílio. O que eu digo nesses casos é que você peça uma resposta direta de Deus para você mesmo, pois se Deus fala para um irmão, ele também pode falar para você (Jr. 29.13). Nós entendemos que as profecias e revelações devem ser mais para uso na obra de Deus, e não para situações especiais. Muitos irmãos procuram pessoas que têm “revelações”, como se fossem consultar um médium, um mediador entre Deus e o homem.

 

14- É bíblico a pessoa nova convertida e ainda não batizada participar da Ceia do Senhor?

Resposta: Gostei muito da expressão que foi usada “participar da Ceia do Senhor”. A ceia não é nossa, é do Senhor. Se a Ceia fosse nossa convidaríamos quem quiséssemos, porém não é. O apóstolo Paulo descreve as condições para participar da Ceia, mostrando que a pessoa deve estar apta a participar, pois quem assim não procede está sujeito a uma repreensão do Senhor. A Ceia do Senhor é para aqueles que já assumiram o compromisso publicamente, batizando-se nas águas, quando o batizando declara publicamente que promete seguir a Jesus todos os dias da sua vida Existem outra Igrejas que abriram um precedente ainda maior, onde até o não cristão pode participar da Ceia. Isto é um abuso. A Ceia é para os que já assumiram um compromisso com Cristo. É certo que a pessoa ao aceitar a Jesus já se decidiu em segui-lo, porém o batismo é um ato público, evidenciando a fé assim professada, e o novo convertido, que tem este desejo, deve pedir ao seu Pastor que lhe propicie os meios para ser batizado, e assim participar da Ceia do Senhor.

 

15- É lícito uma pessoa crente casar com uma pessoa que não é crente?

Resposta: A Bíblia é clara sobre esse assunto, como se lê em IICo. 6.14-15. Não há nenhuma ligação entre o cristão e o incrédulo. O cristão não deve proceder assim, ou seja, escolher uma pessoa incrédula como parceiro conjugal, pois não há como saber se ela virá a se converter. A pessoa é dotada de livre arbítrio e pode nunca chegar a ser crente. Isso ocasionaria um transtorno muito grande para a irmã ou o irmão que assim procede. É claro que existem raras exceções, porém poderíamos contar dezenas de casos em que os que assim procederam trouxeram muitos problemas para si (Am. 3.3). Existem casos de casais em que o marido se converte e a mulher não, e vice-versa. Esse é um outro caso, eles já vieram assim do mundo, mas mesmo neste caso a Bíblia não assegura a salvação do cônjuge (ICo. 7.16). A união entre um cristão e um incrédulo é imprópria, e não deve proceder desta maneira os que se guiam pelas Escrituras.

 

16- É pecado o crente ir à ginástica e ao cinema?

Resposta: Tem sido muito comum as pessoas terem dúvidas sobre fazer ou não fazer isso ou aquilo. Seria muito fácil dizer simplesmente não ou sim, porém a situação exige sempre uma avaliação de quem o pratica, por exemplo no caso do cinema. Todos os filmes que passam no cinema, com o tempo passam na televisão, então tem aqueles que proíbem o cinema, mas veem o filme na televisão. Isso é pura hipocrisia. O cristão deve ponderar sobre o que vai assistir e como se divertir: Devemos selecionar o que vamos assistir e o cristão deve ter maturidade o suficiente para decidir se o que vai assistir é próprio ou não, pois mesmo na televisão existem muitos programas que não são próprios para o cristão. As coisas que temos devem ser bem usadas, usadas com sabedoria, portanto o cristão tem que avaliar o que vai ver. Com relação à ginastica, é uma coisa válida, e até os médicos recomendam exercícios diários como caminhada e outros, porém para muitos o tempo não permite e então recorrem as academias de ginastica. O exercício físico é importante até para a manutenção da vida saudável do corpo, e este sendo templo do Espírito Santo não deve ser desprezado, descuidado e relaxado, mas deve se apresentar apto para todo tipo de trabalho (ICo. 3.16-17). Muitos estão destruindo o santuário de Deus com o comodismo e a inanição. Faça exercícios, mantenha o seu corpo são e não dê a impressão para o mundo que ser crente é ser uma pessoa alienada na vida, como muitos fazem (IIIJo. 2). Muitos estão morrendo necessitando de tratamento físico, e não o fazem porque recebem o conselho de quem não conhece a Bíblia, e assim abreviam a sua vida pela inanição.

 

17- Foi Deus quem fez o inferno? É a primeira vez que o mundo vai acabar, ou isso acontece a cada 2000 anos?

Resposta: Foi Deus quem fez o inferno sim, porém quero ressaltar que ele não foi feito para o homem, mas sim para o Diabo e seus anjos, como afirma o texto de Mt. 25.41. Por outro lado, Deus não criou o Diabo. Deus criou um anjo de luz, que tinha por nome Lúcifer. Ele se tornou o Diabo por sua desobediência a Deus. Ele tentou usurpar o lugar que a Deus era devido. O homem, por sua vez, vai para o inferno com os seus próprios pés. O homem para se perder não precisa fazer nada. Veja o que diz Mc. 7.21-23. Do coração do homem naturalmente procede isso, sendo assim para se perder ele não precisa fazer nada, agora para se salvar ele precisa converter-se a Jesus. A palavra arrependimento significa uma mudança de atitude do homem com relação ao pecado, é uma meia volta, uma conversão. O homem caminhava para o inferno, mas quando se encontra com Jesus essa direção muda, ele caminha em direção a Deus. Deus fez o inferno, mas não para o homem.

Sobre a segunda questão, o mundo nunca acabou, o que acabou foi a humanidade, sendo preservada a família de Noé, e isso não acontece de 2000 em 2000 anos não, pois se fosse assim o mundo já teria acabado pelo menos duas vezes desde a existência do homem. O mundo não vai acabar, ele será renovado. A Bíblia ensina que Deus não criou o mundo para ser um caos (Is. 45.18. Esta Terra, segundo o relato bíblico, será renovada e não destruída (IIPe. 3.7). A terra será renovada pelo fogo. Agora a pergunta é: e as pessoas que estão aqui, como ficarão? Elas serão protegidas pela sombra da mão do Senhor, como diz Is. 51.16. Portanto, não é verdade que Deus irá destruir este mundo, isto é coisa de ficção científica. Esta terra será renovada.

 

18- A pessoa divorciada vai para o céu?

Resposta: Sim, desde que haja um motivo bíblico para o divórcio. A Bíblia mostra que dois são os motivos para o divórcio:

1) Adultério. Esse foi o ensino de Jesus em Mt. 19.3-9. O divórcio pode acontecer desde que por motivo de adultério.

2) Sendo o casal formado por um cristão e um não cristão, e o não cristão pede a separação. Este é o conselho do apóstolo Paulo em ICo. 7.14-15. Este texto diz, então, que se o incrédulo não quiser mais conviver com a irmã que é cristã, então que se aparte, pois muitas vezes o marido ou a mulher incrédula não aceita o modo de viver que seu parceiro agora vive quando tem Jesus, então este homem ou esta mulher incrédula deseja contrair um matrimônio que condiga com suas convicções, e sendo assim a mulher cristã ou o marido cristão deve consentir na separação, pois como diz Paulo, fomos chamados para a paz. A pessoa divorciada, pelos motivos bíblicos, é uma pessoa comum com todas as chances de ser uma pessoa feliz como uma que nunca se divorciou. O casamento é uma instituição sagrada, porém, por motivos de infidelidade e de convicções, podem tornar a convivência impossível.

 

19- A pessoa crente, quando morre, vai direto para o céu ou para o Paraíso ?

Resposta: Todo o crente que morre vai direto para o céu, para a presença de Deus. O que acontecia, antes de Cristo morrer, é que os crentes iam para o Seol/Hades, que significa: o lugar invisível dos mortos. Neste lugar – relembrando que isso era antes de Cristo morrer – tinha dois compartimentos: o lugar de tormentos e o paraíso, conforme lemos em Lucas 16.19-31. Quando Cristo, por ocasião de sua morte, ressuscitou, levou cativo o cativeiro (Ef. 4.8). Sendo assim, hoje todo o crente que parte desta vida vai para o céu, pois o paraíso está no céu. Céu e Paraíso são hoje sinônimos, assim como o Seol/Hades é sinônimo de inferno ou tormento.

 

20- Eva teve filhos antes de ser expulsa do paraíso?

Resposta: O que sabemos, pelo registro bíblico, é que Eva só teve filhos depois de expulsa do Jardim do Éden. Foi então que ela teve seu primogênito Caim. Veja os textos de Gn. 1.24 e 4.1. É válido também ressaltar que este texto de Gn. 4.1, na forma hebraica, está assim traduzido: “alcancei um filho, a saber o Senhor”. Eva imaginava que a semente da mulher, que pisaria a cabeça da serpente, viria de sua própria concepção. Então, ao nascer seu primeiro filho, ela acreditou ser este o Senhor. O que comprova o argumento de que Eva só teve filhos após a expulsão do Jardim do Éden.

 

21- É válida a salvação de uma pessoa que toda a vida viveu sem Jesus, mas no leito de morte se arrependeu?

Resposta: Sim, é válida essa salvação, desde que ela se arrependa sinceramente, creia e aceite Jesus como seu Salvador. Sua vida é salva, mas é claro que ela não terá o galardão que muitos terão por seu trabalho, mas isso não invalida a sua salvação. Um caso semelhante acontece em Lc. 23.43, quando um dos ladrões que foram crucificados ao lado de Jesus, reconheceu que Jesus era inocente na cruz e lhe pediu para que se lembra-se dele quando entrasse no seu reino. Esse homem era ladrão, vivia roubando, mas pouco antes de sua morte clamou por misericórdia e foi ouvido. O apóstolo Paulo também diz, em Rm. 10.13, que todo aquele que invocar o nome de Jesus será salvo. Foi o que aconteceu com aquele ladrão ao lado de Jesus: clamou e foi salvo. Perceba que não houve tempo para o batismo, ele não participou de nenhuma Ceia, porém foi salvo (Ez. 18.21-23). Para o crente a morte é um lucro, morrer é incomparavelmente melhor, pois o cristão que morre vai para a presença de Deus, porém se estamos vivos, trabalhemos em prol do Evangelho.

 

22- É possível uma pessoa estudar e praticar o Evangelho sem pertencer a nenhuma religião ou igreja?

Resposta: Essa pergunta é interessante, e nossa resposta é que a Igreja foi instituída por Jesus, por isso o cristão deve pertencer à igreja. A igreja é o corpo de Cristo, onde um dos principais objetivos é a comunhão. A Igreja é necessária, pois é lá que um encoraja o outro, a pessoa recebe orientação bíblica, aconselhamento, estímulo; e é onde se comemora a Ceia do Senhor. Um cristão sozinho não pode ter comunhão consigo mesmo, isto é um absurdo, a comunhão se dá com mais de um. A instituição da Ceia do Senhor é algo que deve ser feito em reunião, relembrando a morte de Cristo. João 6.53 diz que não se tem vida, se não há participação na Ceia do Senhor. A igreja não é uma organização, mas sim um organismo, o corpo de Cristo, onde o Espírito é dado a cada um para o que for útil. Não se pode negar que a igreja é uma instituição divina, e para isso foram separados ministros, como relata Ef. 4.11, para o aperfeiçoamento do corpo. Uma pessoa só não é pastor, não é membro do corpo, não é nada.

 

23- O Pastor poderia explicar o texto de Mateus 10.34-39?

Resposta: Nesse texto Jesus se refere à convicção que o novo crente tem, da qual poderão decorrer problemas, perseguições e até mesmo a morte, como aconteceu na igreja primitiva, quando os cristãos, por causa da sua fé, foram mortos no Coliseu e por decapitação na época dos imperadores romanos. Muitos desses cristãos foram entregues às autoridades por seus próprios familiares. Porém, o nosso amor por Deus deve suplantar o amor familiar ou qualquer outro tipo de amor. Mateus 22.34-40 diz que o grande mandamento é esse “amar a Deus de todo o coração, toda a alma, todo entendimento e toda força”, ou seja “amar a Deus acima de todas as coisas”.

 

24- Quando o pregador fala em língua estranha, durante a pregação, tem que haver intérprete? Alguns pregadores batem palma, pulam, é certo pregar assim?

A Bíblia é clara ao dizer, que quando as línguas estranhas são pronunciadas publicamente, deve haver intérprete. Então, a pessoa que fala línguas estranhas na igreja, ao perceber que não houve interpretação, deve calar-se e falar consigo mesmo. A ordem do culto é descrita em ICo. 14.26-40. O que eu vejo é que muitos pregadores, quando fazem uso do púlpito pregam 10 minutos em português e 30 minutos em línguas estranhas. Isso é um absurdo e não traz nenhuma edificação aos que ouvem. Paulo diz em ICo. 14.6,19,23-25. Sobre bater palmas e pular, isso é difícil de responder, pois uma pessoa no púlpito pode ser tomada pela emoção e assim “vibrar” quando prega, porém todo o exagero é prejudicial. Devemos ter cuidado para não tornar o culto num circo, onde a pessoa fica forçando uma situação de poder, tentando levar os outros a se sentirem constrangidos a glorificar a Deus. Isto não é certo. O louvor deve ser espontâneo, ninguém deve ser forçado a glorificar ou a fazer qualquer outra coisa seja qual for, como se tem visto muitos pregadores, fazendo o público pular, dizer aleluia, e outras coisas que não convém falar. A pregação não deve ser gritada, e deve ser intelegível, de modo a levar as pessoas a glorificarem a Deus pela Palavra pregada, pela demonstração do amor de Deus, compungindo o pecador ao arrependimento. Esse entusiasmo pode então ser bonito, ou pode ser feio, depende do exagero. Quando passa dos limites traz vergonha ao evangelho, passando o culto para um tipo de espetáculo, onde o pregador deixa de ser o mensageiro de Deus e se torna um palhaço, divertindo o público.

 

25- O Pastor poderia nos dar uma explicação sobre santidade?

Resposta: A Doutrina da Santificação, ou a santificação, vem tratar do nosso estado. A santificação é aquilo que Deus faz em nós. De fato, o ensino da santificação é tão simples, que eu não entendo como algumas religiões a deturpam em um monte de leis, onde o crente para ser santo precisa fazer isso ou aquilo. Isto é um erro em parte, pois a santificação tanto é uma doutrina como é uma maneira de viver Na verdade, a doutrina da santificação está intimamente ligada com a doutrina da justificação. Visto que estas duas doutrinas são confundidas, precisamos distinguir uma da outra. Este foi o erro da igreja em Roma no século XVI, pois naquela época ensinava que se nos tornarmos suficientemente santos, acabaremos sendo justificados por Deus. Entretanto, a Bíblia ensina que primeiramente somos justificados, e disso resulta a santificação. Em primeiro lugar, a justificação é um ato, e a santificação é um processo. A justificação ocorre uma única vez, ao passo que a santificação perdura por toda a vida, até o momento de morrermos. A justificação é algo que ocorre fora de nós; a santificação é algo que ocorre dentro de nós. A justificação é como um juiz que dá a sentença, pronunciando que você é inocente. Já a santificação é como uma cirurgia, em que o paciente deita na mesa de operação e o médico vai retirando tudo o que é podre e estragado. A justificação então trata da culpa, enquanto que a santificação trata da corrupção. Isto nada mais é que tratar dos dois aspectos do pecado. A culpa é fora de nós, e disso trata a justificação; e a corrupção trata do que está dentro da nossa natureza pecaminosa, nossa natureza corrompida. Vamos ilustrar isso. Você já comprou uma bonita maçã, que embora tivesse um bonito aspecto quando comprou, você percebeu que ao morder ela estava estragada por dentro? Aquela podridão com o tempo iria se disseminar por toda a maçã e torná-la totalmente podre, mau cheirosa. A Bíblia afirma que para Deus todos somos mau cheirosos, essa é a condição da humanidade, por isso precisamos da santidade de Cristo em nós, pois nada podemos fazer para nos tornar perfeitos, santos. No caso da maçã, ela pode pular e espernear, mas continuará apodrecendo, Nada podemos fazer por nós mesmos para impedir a corrupção que nos corrói. Logo, só ligados à videira verdadeira é que teremos vida. Não podemos fazer nada sem Jesus. A santidade é, portanto, um ato que depende exclusivamente de Deus. Por isso não se engane pensando que pela maneira de se vestir, pelo cabelo a pessoa fica mais santa. Isto é um erro, pois a natureza pecaminosa está no interior. Uma pessoa que se acha mais santa, por sua maneira de se vestir, ou outras coisa que citamos a pouco, nada mais é que um hipócrita, pois como vimos, nada se pode fazer para tornar podre numa maçã boa de novo. Muitas que só vestem saia, não cortam o cabelo e censuram os que fazem tais coisas, estão se enganando, pois por dentro estão podres, achando-se superiores aos outros. Segundo a Bíblia, qual é o nosso modo particular de corrupção? IJoão 2.16-17 demostra o seguinte: 1) concupiscência da carne: glutonaria, desejos carnais, sexo desenfreado; 2) concupiscência dos olhos: inveja, ódio, malícia, rancor; 3) a soberba da vida: olhar altivo, soberba, achar-se superior aos demais. Veja que tudo isso que foi citado pode acontecer sob um manto de santidade exterior, ou seja, a pessoa se veste só de vestido, não corta o cabelo, mas pode ter todos estes sentimentos e atitudes que descrevemos. Agora, isso não significa que devemos ser passivos na santificação. A Bíblia diz em Hb. 12.14 que devemos seguir a santificação, sem a qual ninguém verá a Deus. E como se segue a santificação? Jesus responde a essa pergunta em Jo 17.17 “santifica-os na verdade a tua palavra é a verdade”. O verdadeiro cristão, que caminha rumo à santidade, não julga aos outros, mas a si mesmo se julga dizendo: “sou santo?”.

 

26- Uma irmã pergunta ao Pastor, que não sendo batizada com o Espírito Santo teve uma visão, e quer saber se isso é normal.

Resposta: Bom, saiba que não é preciso ser batizada para se ter visões. A Bíblia registra que até incrédulos tiveram visões, como foi o caso de Belsazar em Daniel 5, que teve uma visão e não era crente, pelo contrário estava numa orgia. Nabucodonosor teve um sonho da parte de Deus no capítulo 2 de Daniel, e até Faraó, no tempo de José, teve um sonho da parte de Deus que viria fome sobre toda a terra, e José recebeu a interpretação. Sendo assim, nós vemos que ter uma visão nada tem a ver com santidade ou vínculo com o batismo com o Espírito Santo, mas trata-se de uma decisão de Deus, que achou por bem revelar. Veja que em Atos, na conversão de Paulo, ele perseguia os crentes e ia pelo caminho de Damasco quando viu a Luz. Ele não era crente, os outros que o acompanhavam ouviram a voz e também não eram crentes (At 9.3-7). Com todas as evidências que estamos dando, espero ter esclarecido a sua dúvida com relação a visão.

 

27- O Pastor pode mostrar na Bíblia que nós somos filhos de Deus quando aceitamos a Jesus, e se não aceitarmos nós somos apenas criaturas de Deus?

Resposta: A Bíblia afirma que Deus só tem um filho gerado por ele, que é Jesus. Todos os demais seres humanos são criaturas, ou seja, Deus nos criou e não nos gerou, como muitos afirmam. Por isso devemos entender que todos somos criaturas. Porém, pelo sacrifício de Jesus, abriu-se a condição de sermos aceitos como filhos adotivos de Deus, ou seja, ninguém nasce filho, mas é aceito como filho, veja o texto de João 1.12. Sendo assim, a todos os que aceitam a Jesus é lhe dado o poder de ser feito filhos de Deus. E como isso acontece? Recebendo a adoção de filho, conforme Gl. 4.4-6, veja também Rm. 8.14-17. Concluindo, todos nascemos criaturas, fomos formados por Deus, porém, quando aceitamos a Cristo, nos tornamos filhos de Deus por adoção, conforme os textos que citamos.

 

28- A igreja evangélica pode usar desenhos, como patinhos e outros, no trabalho com as crianças?

Resposta: É evidente que sim. Jesus mesmo usou de muitos fatos fictícios para trazer à tona uma verdade espiritual. Por exemplo, as parábolas de Jesus nada mais são que estórias fictícias, um tipo de ilustração, e nós vamos encontrar muito isso nos evangelhos. Agora, veja bem, toda parábola tem sua descrição no próprio texto. Nem tudo o que Cristo disse é parábola. Nas estórias infantis é muito apropriado o uso de uma linguagem figurada, para trazer à tona uma verdade espiritual, fazendo com que animais ou árvores falem. Isso nada mais é que uma figura de linguagem, muito utilizada nas atividades educacionais seculares nas escolas. Também não devemos confundir isso com o movimento Nova Era, que atribui vida a seres inanimados como pedras, árvores e outros, isso sim é um absurdo. Devemos usar as figuras de linguagem, mas não fazer com que a ficção se torne uma realidade.


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