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Questões sobre o Budismo

por Pr. Natanael Rinaldi - ter jan 12, 9:47 pm

O que significa a palavra BUDA?

Resposta: O Iluminado.Quem é a verdadeira luz que alumia a todo o homem que vem ao mundo?

Resposta: Jesus. “Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo ” (Jo 1.9). “Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida ” (Jo. 8.12).

Qual o verdadeiro nome de Buda?

Resposta: Sidarta Gautama, que foi um personagem histórico. Entretanto, a história de sua vida está cercada de lendas. Comparar com a vida de Jesus, que não é firmada em lendas (Lc. 1.1-4). É quase impossível discernir entre a realidade e os mitos. Sidarta Gautama nasceu 560 aC, em Kapilavastu, na parte noroeste da índia, no atual Nepal. Seu pai era o rajá (governador) de um pequeno principado. Sidarta foi levado logo que nasceu a um templo para ser apresentado aos sacerdotes, nesta ocasião um velho sábio, chamado Ansita, que havia se retirado à uma vida de meditação longe da cidade, aparece e toma o menino nas mãos e profetiza: este menino será grande entre os grandes. Será um poderoso rei ou um mestre espiritual que ajudará a humanidade a se libertar de seus sofrimentos. O pai, preferindo a primeira opção, para evitar qualquer coisa que lhe pudesse influenciar contrariamente, pois queria que seu filho o sucedesse, passa a criar o menino longe da miséria e do sofrimento. Para isso seu pai fez com que vivesse cercado dos mais sofisticados luxos e riquezas. Ele possuía um harém de belas dançarinas. Aos 16 anos casou-se com sua prima, a bela Yasodhara, que lhe deu seu único filho, Rahula, e continuava confinado ao palácio e aos prazeres desenvolvendo-se intelectual e fisicamente, alheio ao convívio dos problemas da população de seu país. Um dia, estimulado por comentários que ouvia sobre a dura vida fora dos portões do palácio, comunicou a seu pai que desejava ver o mundo, apesar da proibição do pai. Ajudado por um de seus servos ele escapou e cruzou altos muros do colossal palácio. Ali encontrou-se de supetão com a velhice, a enfermidade e a morte. Quando lhe informaram que estes eram o destino comum a todos os homens, Sidarta ficou profundamente perturbado. Algum tempo depois, numa quarta viagem que empreendeu, Sidarta encontrou um mendicante, contente e alegre. Isto o convenceu de que os prazeres e atrações desta vida eram todos vãos e inúteis. Ansioso por alcançar o verdadeiro conhecimento, Sidarta aos 29 anos deixa sua esposa e filho, passando a dedicar-se à ioga e depois ao ascetismo, sem sucesso. Em desespero, resolveu empregar suas energias em alcançar a santidade através da meditação. Aos 39 anos, imerso em contemplação, permanecendo sete dias debaixo de uma figueira, ele finalmente atingiu o mais alto nível da consciência de Deus, conhecido como nirvana, tornando-se o Buda iluminado ou despertado. A figueira sob cujas sombras Sidarta teve esta experiência, veio a ser conhecida como árvore Bodhi ou Bo (árvore da iluminação).

O que ensina o budismo para se chegar à iluminação?

Resposta: Os ensinos de Sidarta encontram-se resumidos nas Quatro Verdades Nobres:

A nobre verdade é a realidade do sofrimento – Todo sofrimento humano é resultado do carma passado. As ações de uma pessoa determinarão o ciclo de reencarnações pela qual ela terá de passar até chegar ao nirvana.

A nobre verdade a causa do sofrimento – A causa do sofrimento é o desejo: gratificação, o desejo da existência e também o da não existência.

A nobre verdade o fim do sofrimento – O sofrimento pode e deve ser totalmente eliminado. O objetivo central do Budismo é dar ao homem a eterna libertação do sofrimento através da libertação de todo o desejo, o que equivale ser liberto de ciclo interminável de reencarnações e entrar no bem-aventurado estado do nirvana.

A nobre verdade do caminho para a eliminação do sofrimento – Trata-se de oito passos básicos destinados a suprimir o desejo e, desta maneira, abrir o caminho para a iluminação, conhecidos como Os Oito Caminhos Nobres. Estes são divididos em três categorias:

Moralidade: palavras corretas, ações corretas, vida correta;

Concentração: esforço correto, pensamento correto;

Sabedoria correta: visão ou compreensão correta e aspirações corretas. Por compreensão correta entende-se o conhecimento das Quatro Verdades Nobres.

Percebe-se claramente que o budismo ensina que o homem efetua sua salvação, fazendo tudo que é correto pelo esforço próprio. No final da sua vida Buda disse a seus discípulos: “Buscai a salvação apenas na verdade; não procureis ajuda de ninguém, exceto de vós mesmos. Assim, segundo o Buda, a iluminação vem, não de Deus, mas sim do empenho pessoal em desenvolver raciocínio correto e boas ações. Contrariamente, a Bíblia ensina que o homem natural não pode agradara Deus (1 Co. 2.14; Jo. 1.9; 8.12; 1 Co.1.17-29).

Quais são as mais destacadas diferenças entre o Budismo e o Cristianismo?

Resposta: Há diferenças radicais entre o Budismo e o Cristianismo, que impossibilitam qualquer tentativa de conciliação entre as duas crenças. O ponto de vista budista da realidade é basicamente monista, ou seja, é negada a existência de um Criador e Senhor Pessoal. “O budismo ensina o caminho à bondade e à sabedoria perfeitas sem um Deus pessoal; o mais elevado conhecimento sem uma ‘revelação’… a possibilidade de redenção sem um redentor vicário, uma salvação na qual cada um é seu próprio salvador” (A Mensagem do Budismo, conforme citado em O que é o Budismo?). O mundo operaria através de poder e lei naturais, e não por comando divino. Há aqueles que deificam Buda, mas juntamente com ele adoram outros deuses. Qualquer preceito de Deus está acima da apreensão humana, e visto que o budismo é uma abordagem prática da vida, por que não tratar com coisas práticas? Na índia, onde o budismo nasceu, havia tantas divindades hindus que ninguém podia enumerá-las. Geralmente, eram feitas à imagem do homem, mas o budismo gira em torno da imagem de conceitos, grandes conceitos sobre a vida e como deve ser vivida. Quando essa verdade é reconhecida, com frequência dizemos a nós mesmos que o budismo não tem Deus num sentido hindu ou cristão, e nem conta com um Salvador ou Messias. Mas tem Buda. E ele foi o Iluminado, Aquele que mostra o caminho. Eles se ajoelham diante da estátua de Buda, o que é uma adoração. O cristão recebe da parte de Deus seu poder infinito para sustentá-lo no mundo de dureza e sofrimento. Jesus sabia que seria impossível seus discípulos se separarem do sofrimento do mundo, conforme os budistas procuram fazer. O que Ele sugeriu, então? Que Deus preserva seu povo do mal dentro do mundo, é a coexistência pacífica. Deus existe, e é galardoador dos que o buscam. (Hb 11.6); desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor. (2 Co. 5.8); Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal (Jo. 17.15). A Bíblia deixa claro que não somente existe um Deus pessoal, mas também que Ele é o legítimo ser que merece adoração: para que saibais e me creiais e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá (Is. 43.10b). Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e além de mim não há Deus (Is. 44.6). Eu sou o Senhor teu Deus que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. (Ex 20.2,3). Então Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás (Mt. 4.10).

Como se consegue a salvação no budismo?

Resposta: No budismo a salvação é uma libertação, que a pessoa consegue por conta própria, de toda a infelicidade. Por meio da meditação, a pessoa consegue melhor karma e transmigração. O Nirvana é Uma condição de perfeito repouso onde fica suprimida toda mudança, uma ausência de desejo, de ilusão e de pena; uma abolição total de tudo o que constitui o homem físico Antes de chegar ao Nirvana, o homem reencarna sem cessar; depois de ter atingido o Nirvana, não mais renasce. No cristianismo, O pecado, e não o desejo, é a base da infelicidade, da desgraça (Lm. 3.39-40; Rm. 6.23). A salvação consiste em aceitar Jesus pela fé, sem haver nada a ser acrescentado. Ele é o único Salvador e Mediador entre Deus e o homem. Por que era necessária a crucificação? O calvário revela que Deus tomou sobre si a carne e o sangue, a fim de que pudesse entrar nas profundezas do mal. Aceitou a existência do mal. Não fingiu que o mal existia, nem o evitou. Viu a crucificação como preço a ser pago pela salvação. Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos os pecados pudéssemos viver para justiça; e pelas suas feridas fostes sarados (1 Pe.2.24). E nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há pelo qual devamos ser salvos (At 4.12). Amados, amemo-nos uns aos outros, porque a caridade é de Deus… Aquele que não ama na conhece a Deus; porque Deus é caridade. Nisto se manifestou a caridade de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos (1 Jo. 4.7-9).

Qual o valor do homem no ensino cristianismo?

Resposta: No cristianismo o homem tem valor infinito, pois foi criado à imagem e semelhança de Deus. Em consonância com as crenças budistas, o homem nada vale, pois teria existência meramente temporária. E o corpo físico é um empecilho. No Deus: Façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança (Gn. 1.26). O corpo para o crente é um instrumento que glorifica a Deus. Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? (1 Co. 6.19).

Quais são os livros que contém a sabedoria mais excelsa dos ensinamentos de Buda?

Resposta: As três coleções de livros denominados Tripitakas ou Três Cestos. Os nomes dos três Pitakas ou três cestos são: O Vinaya Pitaka que contém tudo que trata da moral e das regras disciplinares para o a manutenção da ordem; o Suta Pitaka que contém discursos instrutivos sob questões éticas; e o terceiro chamado Abhidamma Pitaka, que explica os ensinamentos psicológicos do Buda.


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

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