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Reencarnação: A mentira cativante

por Artigo compilado - sex out 23, 10:19 am

A reencarnação é um dos pilares da doutrina espírita. Ela é a lei segundo a qual a alma, ou espíri­to, volta à vida corporal, mas em outro corpo novamente formado o qual nada tem de comum com o antigo. A reencarnação, afirmam os espíritas, é o meio pelo qual todas as criaturas se envolvem nos planos intelectual e moral, a me­dida em que expiam os erros cometidos nas encarnações passadas. No seu Evangelho se­gundo o espiritismo, Kardec pretende que a reencarnação faça parte dos dogmas judaicos sob o nome de ressurreição.

Começando pelo diálogo com Nicodemos, querem os espíritas que as palavras de Jesus: “É necessário nascer de novo” se refiram à reen­carnação. Note-se, porém, que ali mesmo Jesus explica que estava se referindo ao nascimento espiritual, e não ao car­nal. Não é voltar ao ven­tre          e reencarnar-se, mas, sim, nascer de novo pela se­mente incorruptí­vel da Palavra de Deus, conforme ex­plica o apóstolo Pedro (1 Pd 1.23).

Para destruir a doutrina da reencarna­ção, temos na Bíblia o ba­tismo como símbolo da re­generação ou novo nasci­mento, bem como os escritos dos apóstolos, mas nada disso basta para convencer os espíritas. Eles dizem: “Isso foi escrito para o povo daquela época” ou “Havia ain­da muita coisa para ser ensinada pelo Espírito de Verdade, e por isso o espiritismo tem iluminado todos esses casos”.

Entretanto, nas próprias supos­tas reencarnações de Leon Hippolyte Rivail, que mudou de nome para Allan Kerdec, percebe­mos quanta incoerência há no es­piritismo.

Rivail afirma que em uma de suas encarnações anteriores havia sido um sacerdote católi­co romano nas Gálias antigas, cha­mado Allan Kardec, razão pela qual assinou suas obras com esse nome. Depois, afirma também que os es­píritas lhe revelaram que, numa encarnação posterior a de Kardec, foi ele mesmo João Huss, famoso pregador e reformador tcheco, martirizado em 6 de fevereiro de 1415. Comparando a fé desses três, per­cebemos que, enquanto Rivail não acredita na Bíblia, no Inferno, no Céu, na Igreja e nem na ressurrei­ção, João Huss acredita em todas estas coisas, e o suposto Kardec, na condição de sacerdote católico romano, certamente cria no Purga­tório e negava a reencarnação com todas as outras crenças espíritas.

São profundas as diferenças entre esses três, como representan­tes de três religiões distintas. Rivail diz que fora da caridade não há sal­vação; Kardec, como padre católi­co romano, ensina que fora da igre­ja não há salvação; e João Huss, protestante, enfatiza que fora de Cristo não há salvação.

A ideia da reencarnação, que Kardec anunciou como novidade, é, na verdade, velha e pagã. “A reli­gião dos hindus é o sistema da ema­nação segundo a qual todo o mun­do visível e invisível sai da divinda­de e para ele volta depois de gran­des intervalos. A base desta religião é a doutrina de transmissão das al­mas (metempsicose), segundo a qual a alma humana não se associa com um corpo terrestre senão como pu­nição de faltas cometidas em uma existência anterior (preexistência). Encarnada num corpo como casti­go, ela tem por tendência e por fim reunir-se de novo à alma divina do universo. Esse é o motivo porque o hindu considera a vida como uma expiação, expiação que só poderá ser abreviada por meio de uma exis­tência santificada por orações e sa­crifícios; ou por uma vida ascética, comprazendo-se na adoração da di­vindade e procurando sempre pre­servar-se contra o contágio das im­purezas do mundo. Quando o ho­mem se descuida de purificar-se por estes meios e se afasta de Deus, en­terra-se cada vez mais no mal, e sua alma, depois de haver deixado o ves­tido usado da carne, passa, em vir­tude de uma sentença de juízo dos mortos, a um outro corpo quase sempre mais inferior, um corpo de animal, e começa uma nova migra­ção. Pelo contrário, a alma do sá­bio, do herói, do penitente, começa depois da morte a sua ascensão através das constelações brilhan­tes e acaba por se reunir ao eterno espírito do que o ema­nou” (História Universal, J. Weber, vol. 1, pág.21).

Jesus não deixa a menor dúvida sobre a falsidade da reencar­nação e a veracidade da ressurreição, quando diz: “Os fi­lhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento; mas os que são havidos por dignos de alcançar a era vindoura e a res­surreição dentre os mortos, não ca­sam nem se dão em casamento [logo, ressurreição não pode ser re­encarnação], pois não podem mais morrer [o que não acontece na aprendida reencarnação], porque são iguais aos anjos, e aos filhos de Deus, sendo filhos da ressurrei­ção”, Lc 20.34-36.

O JESUS DA BÍBLIA É DIFERENTE DO PREGADO NO ESPIRITISMO

A compreensão que o espiritismo tem de Jesus é absolutamente equivocada. Diz Kardec que Jesus “veio completar as profecias que lhe anunciavam a vinda. A autoridade provinha-lhe da natureza excepci­onal do seu espírito e da sua divi­na missão; veio ensinar aos homens que a verdadeira vida não existe na Terra, mas no reino dos céus: veio mostrar-lhes o caminho que conduz aos meios de se reconciliarem com Deus e fazê-los pressentir a mar­cha das coisas futuras para cumprin­do dos destinos humanos” (O Evan­gelho segundo o espiritismo, pág.41).

Analisemos essas palavras de Kardec. Cristo era de uma “nature­za excepcional”. E porque não na­tureza divina? A autoridade provi­nha-lhe da sua “divina missão”. A divina missão de Jesus foi salvar os pecadores e morrer por eles. “Ele veio ensinar que a verdadeira vida não existe na Terra, mas no reino dos Céus”. Por que, então, os espí­ritas não creem nos Céus, esse Rei­no feliz e glorioso onde todos os salvos vivem a verdadeira vida? Veio “mostrar-lhes o caminho”. Por que, então, o espiritismo não aceita esse caminho, que é, sem dúvida, o caminho que conduz ao Céu, ao Rei­no dos Céus?

A Bíblia diz que Jesus é o Sal­vador, o médico divino, que veio buscar e salvar o que havia se per­dido. O espiritismo esforça-se por ignorar completamente a obra re­dentora de Cristo, apresentando-o ao mundo como um grande filóso­fo, um grande sábio, um grande mártir. Nunca o chamam de Senhor, mas sempre de mestre. Esquecem- se, entretanto, que, com esse cruel procedimento, arrancam de todas as missões de Jesus a maior delas, a mais elevada, a principal, que é o Evangelho que Ele próprio mandou pregar, “para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

De fato, quando Kardec pro­cura descrever a missão de Jesus, nada fala da missão de Cristo de salvar a humanidade pelo seu san­gue, e não menciona ali o nome principal de Jesus, que é “o Salva­dor”. Não diz que ele veio para ser levantado, nos braços da cruz, como a maior de todas as esperan­ças do cristão. Não diz que Ele é a única tábua da salvação que nos resta. Satanás, procurando ocultar- se no espiritismo, investe violenta­mente contra o Salvador Jesus, des­virtuando o poder infinito do seu precioso sangue, que nos purifica de todo o pecado.

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ABRAÃO DE ALMEIDA – FONTE: REVISTA: “RESPOSTA FIEL” ANO 4 – N°16


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