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Refutando alguns ensinos das TJs

por Enviado por email - sex set 24, 8:59 am

A seita das Testemunhas de Jeová foi fundada por Charles Taze Russell em 1872. Ele tinha grande dificuldade de aceitar a doutrina da condenação eterna ao inferno, e em seus estudos veio a anular não apenas a punição eterna, mas também a Trindade, a deidade de Cristo e o Espírito Santo.

Russell alegava que a Bíblia só seria corretamente entendida de acordo com as suas interpretações. Era um perigoso arranjo, já que era ele quem controlava o que era escrito na revista Sentinela.

Depois da morte de Russel, em 31 outubro de 1916, Joseph Franklin Rutherford recebeu o controle da Sociedade Torre de Vigia, que era conhecida, então, como Associação Bíblica Dawn. Em 1931, ele mudou o nome da organização para “As Testemunhas de Jeová.”

Depois da morte de Rutherford, controlaram a Sociedade Nathan Knorr e Frederick William Frank, como presidentes.

As TJ´s têm diversos ‘livros de estudos’ semanais. Os membros não são obrigados a participar, mas existe um nível de expectativa que suavemente leva os convertidos a participarem. É durante estes ‘livros de estudos’ que a TJ é constantemente exposta aos ensinos anticristãos. Uma TJ mediana, com a sua constante doutrinação pela Torre de Vigia, pode facilmente ‘surrar’ um cristão mediano quando este vem defender suas crenças.

As TJ´s afirmam veementemente que a doutrina da Trindade é de origem pagã e que a cristandade, com um todo, está envolvida na mentira do diabo. Concomitantemente com a anulação da Trindade, é da mesma maneira ferrenhamente combatida a deidade de Cristo, a deidade do Espírito Santo, a realidade do inferno e a punição eterna.

 

REFUTANDO O LIVRO “RACIOCÍNIOS À BASE DAS ESCRITURAS” SOBRE JESUS CRISTO

Uma das publicações mais estimadas pelas TJ’s é o livro “Raciocínios à Base das Escrituras, uma coleção de argumentos para as TJ’s usarem sobre diversos temas.

Vamos nos concentrar, neste Seminário Apologético, na pessoa de Jesus Cristo, pois quando o livro aborda a divindade de Cristo, começam então uma série de argumentos facciosos para apoiar suas ideias heréticas, que veemente procuram negar a divindade de Jesus (todo este texto da publicação TJ está nas páginas 212-213).

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I – É JESUS CRISTO NA REALIDADE DEUS?

Com base nos ensinos da Sociedade Torre de Vigia, pautados no livro “Raciocínios à Base das Escrituras”, as testemunhas de Jeová responderão enfaticamente: “não”. E para nos convencer de tal heresia, nos conduzirão para o evangelho de João 17 v. 3, onde lerão: “Isto significa vida eterna: que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e àquele que tu enviaste, Jesus Cristo” (TNM).

Após isso, de maneira bem gentil e delicada, irão explicar o texto da seguinte maneira: ”Jesus orou a seu Pai: A vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro”, observe que é o próprio Jesus que está afirmando “tu que és o único Deus verdadeiro”, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. De modo bem educado e sutil lhe dirão: “Note que Jesus referiu-se, não a si mesmo, mas a seu Pai no céu como “o único Deus verdadeiro” (obra citada, página 213).

Assim começa o “raciocínio” TJ sobre a divindade de Cristo. Lamentavelmente, a Torre de Vigia lê a Bíblia sem exegese e profundidade, só ficando na forma literal isolada dos versículos. Mas, se não estivermos preparados, seremos conduzidos neste erro de negar a deidade de Jesus com base neste único versículo.

Então, como refutarmos tal raciocínio?

O modo mais rápido para ver o engano, na interpretação das Testemunhas de Jeová do texto exposto de João 17.3, está em Efésios 4.4-6: “Há um só corpo e um só espírito, assim como há uma só esperança a que foram chamados; 5 há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; 6 um só Deus e Pai de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos” (TNM). “Há um só Deus e um só Senhor. Usando o mesmo conceito das TJ’s (que é errado), podemos propor o seguinte: Se “único Deus” exclui Jesus de ser Deus, como eles aplicam em João 17 v. 3, então “um só (único) Senhor” exclui Deus de ser Senhor, com base no texto de Efésios 4 v. 4 a 6.

Logicamente isso não é verdade, pois todos sabemos e cremos que tanto Deus Pai, ou Jeová como as Tj’s aplicam, e também Jesus Cristo o Deus Filho, compartilham estas características idênticas “Deus e Senhor”. Ainda podemos mostrar na Bíblia que Jeová não só é chamado de Único verdadeiro Deus, mas também “Único Salvador”:

Isaías 43.11: Eu sou Jeová, e além de mim não há salvador” (TNM);

Isaías 45.21: “Façam a sua declaração, apresentem a sua causa. Que eles consultem uns aos outros. Quem predisse isso há muito tempo, e o declarou desde tempos passados? Não fui eu, Jeová? Não há outro Deus além de mim; um Deus justo e Salvador, não há outro além de mim” (TNM).

Oseias 13.4: Mas eu sou Jeová, seu Deus, desde a terra do Egito. Você não conheceu outro Deus além de mim, e não há outro salvador, a não ser eu” (TNM).

Judas 25: “Ao único Deus, nosso Salvador, por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor, seja a glória, a majestade, o poder e a autoridade desde toda a eternidade, agora e por toda a eternidade. Amém” (TNM).

Também é chamado “Único Rei”:

Zacarias 14.9: “E Jeová será Rei sobre toda a terra. Naquele dia Jeová será um só, e seu nome um só” (TNM).

Se João 17.3 exclui Jesus de ser “Deus Verdadeiro”, então Jesus também é excluído de ser Salvador ou Rei.

Reciprocamente, Jesus é chamado “Único Mestre:

Mateus 23.8-10: “Mas vocês não sejam chamados ‘Rabi’, pois um só é o seu Instrutor (Mestre) e todos vocês são irmãos. 9Além disso, não chamem a ninguém na terra de seu pai, pois um só é o seu Pai, o celestial. 10Nem sejam chamados de líderes, pois o seu Líder (mestre) é um só, o Cristo(TNM).

Mateus 10.24: “O aluno não está acima do seu instrutor (mestre), nem o escravo acima do seu senhor” (TNM).

Também é chamado “Único Senhor”:

João 13.13: “Vocês me chamam de ‘Instrutor’ e ‘Senhor’, e estão certos, pois eu sou mesmo” (TNM).

Judas 4: “A razão é que se infiltraram entre vocês certos homens, que há muito tempo foram designados pelas Escrituras para este julgamento; eles são homens ímpios, que transformam a bondade imerecida de nosso Deus numa desculpa para conduta insolente e que se mostram falsos para com o nosso único dono e Senhor, Jesus Cristo” (TNM).

IIPedro 2.1: “No entanto, houve também falsos profetas entre o povo, assim como haverá falsos instrutores entre vocês. Esses introduzirão sutilmente seitas destrutivas e negarão até mesmo o dono (Senhor) que os comprou, trazendo sobre si mesmos uma destruição rápida” (TNM).

Portanto, se João 17.3 exclui Jesus de ser “Deus Verdadeiro”, então o Pai (Jeová) também é excluído de ser nosso Mestre ou Senhor.

Ainda uma segunda maneira de refutar as TJ’s em João 17.3 é usando o mesmo modo deles. Vejamos:

Eles afirmam que o texto de João 17.3, ou seja, a Bíblia afirma que só Jeová é o único Deus, desta forma Jesus não pode ser Deus.

Muito bem. Partindo deste conceito (errado), então podemos perguntar-lhes o seguinte: Se a Bíblia disser que Jesus é o único Deus, então Jeová não pode ser Deus? Se forem TJ’s honestas e realmente convictas do texto exposto terão de dizer que “sim”.

Desta forma, peça para uma TJ abrir a Bíblia na carta de Judas, versículo 4: “A razão é que se infiltraram entre vocês certos homens, que há muito tempo foram designados pelas Escrituras para este julgamento; eles são homens ímpios, que transformam a bondade imerecida de nosso Deus numa desculpa para conduta insolente, e que se mostram falsos para com o nosso único dono e Senhor, Jesus Cristo”, texto que, mesmo na TNM, deixa claro que a referência a ‘’Único Senhor” é Jesus, então Jeová não é Senhor.

Ainda podemos prosseguir para IJoão 5.20: “E sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento, para podermos obter conhecimento daquele que é verdadeiro. E nós estamos em união com aquele que é verdadeiro, por meio do seu Filho, Jesus Cristo. Esse é o verdadeiro Deus e a vida eterna”. Da mesma, forma este texto deixa claro que Jesus é o Deus verdadeiro. Então seria Jeová um deus falso?

Ou ainda ITimóteo 5.14-16: “Que guardes este mandamento sem mácula e repreensão, até à aparição de nosso Senhor Jesus Cristo; 15a qual a seu tempo mostrará o bem-aventurado, e único poderoso Senhor, Rei dos reis e Senhor dos senhores; 16aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém” (TNM).

Outro texto muito usado por TJ’s para negar a Deidade de Jesus é

João 20.17: “Jesus lhe disse: “Pare de me segurar, porque ainda não subi para o Pai. Mas vá aos meus irmãos e diga-lhes: ‘Eu vou subir para o meu Pai e Pai de vocês, para o meu Deus e Deus de vocês” (TNM).

Portanto, alegam as TJ’s o seguinte

Que, para o ressuscitado Jesus, o Pai era Deus, assim como o Pai era Deus para Maria Madalena, e ainda que próprio Jesus afirma isso quando fala “o meu Deus e Deus de vocês”.

As TJ’s, ironicamente, alegam ainda que acham interessante que não encontramos nenhuma vez nas Escrituras o Pai dirigindo-se ao Filho como “meu Deus” (obra citada, página 213).

O que fazer diante desta exposição?

Muito bem, vamos convidar a TJ a ler Êxodo 4.16: “Ele falará por você ao povo; ele será seu porta-voz, e você lhe servirá de Deus” (TNM). O texto da TNM diz que Moisés “servirá de Deus para seu irmão Aarão. Mesmo Moisés servindo como Deus a Aarão, não mudou o fato que ambos eram iguais em sua humanidade. Da mesma maneira, o Pai e o Filho podem ser iguais em Divindade, com o Pai servindo como Cabeça ou Deus servindo ao Filho.

Agora, com relação a nunca o Pai dirigir-se ao Filho como “Meu Deus”, podemos por em dúvida se realmente as TJ’s leem a Bíblia ou apenas anunciam os ensinos da STV. Leiamos:

Hebreus 1.8-9: “Mas a respeito do Filho ele diz: “Deus é o seu trono para todo o sempre, e o cetro do seu Reino é o cetro da retidão. 9O senhor amou a justiça e odiou o que é contra a lei. É por isso que Deus, o seu Deus, o ungiu com óleo de alegria mais do que aos seus companheiros” (TNM).

Este texto da TNM é uma ofensa à sensatez. Vamos comparar o mesmo texto nas traduções Almeida:

Hebreus 1.8-9: “Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; cetro de equidade é o cetro do teu reino. 9Amaste a justiça e odiaste a iniquidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria mais do que a teus companheiros”.

A alegação das Tj’s, interpretando a TNM, é que Deus (Jeová) não está falando de Jesus como “O Deus” ou uma interjeição de “Ó Deus”, e sim falando de si mesmo. Ora, isso é um absurdo, pois se lermos o versículo com atenção, leremos no início do versículo 8, mesmo na TNM, o seguinte: “Mas a respeito do Filho ele diz”, onde fica bem claro que Deus está fazendo referências ao Filho e o chama de Deus. Essa interpretação é ratificada quando lemos (TNM): “Deus é o seu trono para todo o sempre”, se Deus Pai estivesse fazendo referência a si mesmo falaria: “O meu trono é para todo o sempre” não falaria “Deus é o seu trono”.

A interpretação correta nos mostra que o Pai chama o Filho de “Senhor”. Se o Pai pode chamar o Filho de “Senhor”, sem perder o estado de ser o próprio Senhor, o Filho também pode chamar o Pai de “Deus” sem perder o estado de ser o próprio Deus.

Com relação a não haver na Bíblia citação identificando Jesus como Deus

Tomé chamou Jesus de Deus em João 20.28: “Em resposta Tomé lhe disse: Meu Senhor e meu Deus!” Tomé disse a ele: “Meu Senhor e meu Deus” (TNM). Assim, Jesus também é chamado “meu Deus”. Mesmo se não pudermos entender completamente a relação de Cristo com o Pai, podemos entender o bastante para saber que estamos na mesma relação com Cristo que Tomé estava, e podemos chamá-lo também de nosso Deus.

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II – PARA AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ JESUS É APENAS O FILHO DE DEUS,

MAS NÃO É DEUS

Se perguntarmos a uma TJ: Quem é Jesus?

Ela responderá: Jesus é o filho de Deus (Jeová).

Se insistirmos e perguntarmos: Jesus Cristo é Deus?

Mais uma vez elas responderão: não, Jesus não é Deus!

Muito bem, não chegamos a um consenso, visto haver uma discordância entre nós e as Tj’s. Nós cremos que Jesus é Deus, mas as Tj’s não. Temos então um problema para continuar um diálogo, pois para haver um diálogo neste sentido há necessidade de estabelecermos um ponto de concordância em comum.

Como estabelecer esse ponto de concordância em comum?

Podemos propor o seguinte: Está bem claro que temos pontos de vista diferentes quanto a relação da deidade ou não de Jesus, mas eu posso lhe fazer uma pergunta? Cremos que a resposta da Tj. Será sim!

Jesus Cristo, durante o seu ministério na Terra, ou em qualquer tempo, mentiu? Logicamente que a resposta da Tj será “não”!

Podemos enfatizar, então, que tanto nós, como vocês Tj’s, cremos que Jesus sempre falou a verdade, desta forma estabelecemos um ponto de concordância em comum.

Muito bem, diante disto, podemos pedir à TJ que leia o texto da TNM de João 8.58: “Jesus lhes disse: “Digo-lhes com toda a certeza: Antes de Abraão vir à existência, eu já existia” (TNM versão 2015) e João 8.58 da TNM versão de 1986: “Jesus disse-lhes: “Digo-vos em toda a verdade: Antes de Abraão vir à existência, eu tenho sido” e ainda João 8.58 tradução Almeida: “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, Eu Sou”.

Podemos observar o quanto tendenciosas são estas traduções da TNM. Na versão de 1986 “Eu tenho sido e na versão 2015 “Eu já existia”, com a finalidade da STV negar a ligação das palavras de Jesus em João 8.58 com Êxodo 3.14: “E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós”. Pois é Jesus que está afirmando aos judeus daquela época que Ele era o “Eu Sou” que falou com Moisés em Êxodo 3.14. Portanto Jesus estava afirmando que Ele era Deus.

O que as TJ’s respondem a esta exposição?

Quando este texto de João 8.58 é exposto, as Tj’s alegam que a tradução correta é a deles: “Eu já existia“ ou “Eu tenho sido”, com a nítida intenção de negar a relação com Êxodo 3.14.

Muito bem, então vejamos o texto traduzido do grego EGO=EU – EIMI=SOU. Podemos apontar a eles que a sua própria TNM aceita essa tradução de “EGO EIMI” para “EU SOU” basta conferirmos na TNM:

João 10.7: “Por isso, Jesus disse de novo: “Digo-lhes com toda a certeza: (EGO EIMI) “Eu sou” a porta das ovelhas”.

João 10.9 “(EGO EIMI) Eu sou a porta. Quem entrar por mim será salvo; entrará e sairá, e achará pastagem”.

João 10.11 “(EGO EIMI) Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas”.

Através desses textos, onde sempre “EGO EIMI” é traduzido para “EU SOU”, fica bem claro QUE SOMENTE EM JOÃO 8.58, com intenção de negar a afirmativa de Jesus, a tradução é alterada.

Desta forma, podemos lembrá-los que, como no início concluímos de igual modo que Jesus nunca mentiu, então Jesus estava dizendo que era, e é, Deus. Caso ainda assim as TJ’s questionem, quem deve elucidar as dúvidas é a Bíblia. Basta lermos João 8.59: “Assim, apanharam pedras para atirar nele, mas Jesus se escondeu e saiu do templo” (TNM).

João 8.59 “Então pegaram em pedras para lhe atirarem; mas Jesus ocultou-se, e saiu do templo, passando pelo meio deles, e assim se retirou” (versão Almeida).

E perguntarmos: Por que os judeus quiseram apedrejar Jesus?

A resposta tem de ser: porque na concepção dos judeus, Jesus blasfemava dizendo que era Deus. Levítico 24.16: “E aquele que blasfemar o nome do Senhor, certamente morrerá; toda a congregação certamente o apedrejará; assim o estrangeiro como o natural, blasfemando o nome do Senhor, será morto”.

Agora observem os absurdos das traduções das Tj’s com o texto de Êxodo:

TNM de Êxodo 3.14: “Deus disse então a Moisés: “Eu Me Tornarei O Que Eu Decidir Me Tornar”. E acrescentou: “Isto é o que você deve dizer aos israelitas: “Eu Me Tornarei” me enviou a vocês”.

Isto é mais uma insana tentativa de negar a relação de um texto com outro, porém a própria Bíblia de Estudo das Testemunhas de Jeová prova que Jesus estava declarando ser o EU SOU. Sua grande edição da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas com Referências, de 1984, tem uma nota de rodapé em Êxodo 3.14, admitindo que o hebraico seria traduzido em grego como “Ego eimi” = “EU SOU. E a sua Tradução Interlinear do Reino das Escrituras Gregas de 1985 (Kingdom Interlinear Translation of the Greek Scriptures) revela que as palavras de Jesus em João 8.58 são as mesmas: “ego eimi” (nota de rodapé), “eu sou” (texto interlinear).

Na Bíblia não há registros de Jesus dizendo, palavra por palavra: “Eu sou Deus”. Entretanto, isto não significa que Ele não tenha afirmado ser Deus. Como exemplo, tome as palavras de Jesus em João 10.30: “Eu e o Pai somos um”. Em um primeiro olhar, isto pode não parecer uma afirmação de Jesus ser Deus. Entretanto, perceba a reação dos judeus à Sua afirmação: Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo” (João 10.33). Os judeus compreenderam a afirmação de Jesus como uma declaração de ser Deus. Nos versículos seguintes, Jesus não corrige os judeus dizendo: “Eu não afirmei ser Deus”. Isto indica que Jesus realmente estava dizendo que era Deus ao declarar: “Eu e o Pai somos um” (João 10.30). João 8.58 nos dá outro exemplo: “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou”. Mais uma vez, em resposta, os judeus tomaram pedras em uma tentativa de apedrejar Jesus (João 8.59). Por que os judeus iriam querer apedrejar Jesus se Ele não tivesse dito algo que criam ser uma blasfêmia, ou seja, uma afirmação de ser Deus?

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III – TRANSFUSÃO DE SANGUE É PROIBIDA PELA STV

Comumente as Tj’s utilizam-se dos textos de Atos 15.20: “Mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da fornicação, do que é sufocado e do sangue” e Atos 15.29: “Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá, cujos versículos são utilizados pelas Testemunhas de Jeová, quando declaram que a transfusão de sangue é biblicamente proibida, e que a sua utilização implica em aniquilamento, ou seja elimina qualquer possibilidade de ressurreição.

Refutação Apologética:

Por algum tempo, as TJ’s interpretavam esse texto como uma violação do pacto que Deus havia feito com Noé, e incluíam a vacinação, que também consideravam uma violação do pacto, baseando tal ideia em Gênesis 9.1-17. Posteriormente abandonaram essa ideia (vacinação, conforme consta na Revista Sentinela de dezembro de 1952 em inglês).

Mais tarde passaram a proibir o transplante de órgãos, com a argumentação que o transplante de órgãos equivalia a uma transfusão de sangue, e como justificativa indagavam: Deus permitiu que humanos comessem carne animal. Será que isso incluía comer carne humana? Logicamente que não, isso seria canibalismo. Segundo a STV (Sociedade Torre de Vigia), a transfusão de sangue é o mesmo que alimentação, logo, na transfusão o paciente estaria sendo alimentado nutricionalmente com sangue, argumento este completamente irracional.

Vejamos um exemplo prático, para melhor entendimento:

Dois pacientes chegam a um hospital, um deles totalmente desnutrido, o outro acidentado com grande perda de sangue. Perguntamos: O desnutrido poderia ser alimentado com sangue? O acidentado receberia uma transfusão de alimentos? Logicamente que não. Isso nos mostra que a transfusão intravenosa não é o mesmo que ingestão via oral, como querem nos convencer as TJ’s. O sangue, através do sistema circulatório, leva a todos os órgãos do corpo humano oxigênio e nutrientes vitais e indispensáveis à vida, mas não pode substituir os alimentos ingeridos e digeridos pelo nosso processo digestivo natural.

A STV, de uma forma sutil, passou a permitir o uso de algumas substâncias contidas no sangue, classificando-as de “maiores” e “menores” (Revista Despertai, 22 de outubro de 1990):

Proibido – Plasma – O plasma constitui 55% do sangue, evidentemente foi classificado nas substâncias maiores, proibidas. Mas do que é composto o plasma? Vejamos: 92% água, os outros 8% são Albumina, Globulina, Fibrinogênio e fatores de coagulação, estes 8% são exatamente o que é permitido pela STV para uso por seus membros. Veja o absurdo: como um todo, o plasma é proibido, mas os seus principais componentes são permitidos, desde que sejam introduzidos no corpo separadamente.

Os Leucócitos também são proibidos, porém a STV ao autorizar o transplante de órgãos, ignora que o paciente quando transplantado pode receber muito mais leucócitos (glóbulos brancos) do que em uma transfusão sanguínea, ou também que no leite materno, nos primeiros meses de amamentação, cada litro de leite contém cerca de 50 mil leucócitos por mililitro cúbico. Estaria a mãe adepta dos TJ’s, ao amamentar, contrariando a STV?

Outra contradição por parte da STV é utilizar a Lei de Moisés (Deuteronômio 12.16 – “Tão-somente o sangue não comereis; sobre a terra o derramareis como água”) como fundamento para proibir a reposição de sangue, usando o texto como base, afirmando que todo o sangue deve ser derramado no chão, desta forma proíbe o armazenamento de sangue. Ou seja, as TJ’s não praticam a doação de sangue.

Observe as contradições da STV:

Albumina – permitido pela STV, componente usado principalmente em casos de queimaduras e hemorragias. Uma pessoa com uma queimadura de terceiro grau (30% a 50%) necessita de 600 gramas de albumina. São necessários entre 10 a 15 litros de sangue para produzir esta quantidade de albumina. Se uma TJ sofrer uma queimadura, poderá receber albumina.

Ainda os demais componentes: Imunoglobina – usada na produção de vacinas necessárias, quando em viagem para o exterior e alguns estados nacionais. As vacinas que são permitidas pela STV aos seus membros, onde são necessários até 3 litros de sangue para sua obtenção, e também componentes utilizados em hemofílicos (hemodiálise), derivados do sangue que também são permitidos às TJ’s pela STV.

Todos esses recursos são obtidos através do sangue armazenado de pessoas que, por amor ao próximo, fazem doação de sangue junto aos Bancos de Sangue. Embora as TJ’s não façam doação de sangue, amparados pela STV usufruem deste sangue que é armazenado, sendo que a própria STV, de uma forma confusa e contraditória, proíbe esse armazenamento através da doação.

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IV –TESTEMUNHAS DE JEOVÁ AFIRMAM QUE JESUS É MIGUEL

Mateus 1.23: “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chama-lo-ão pelo nome de Emanuel, que traduzindo é Deus conosco”.

Tradução TNM: Eis que a virgem ficará grávida e dará a luz um filho, e dar-lhe-ão o nome de Emanuel, que traduzido que dizer conosco está Deus”.

TJ’s afirmam que Jesus foi criado por Jeová, mas como um dos principais anjos, Miguel, e que o fato de Jesus ser chamado de Emanuel significa apenas que Deus estava presente entre eles.

Desta forma, afirmam em seu livro “Raciocínios à Base das Escrituras”, na página 219: “Portanto, a evidência afirma que o filho de Deus, antes de vir a terra, era conhecido como Miguel, e também é conhecido por esse nome desde que retornou ao céu, onde reside como o Glorificado Filho espiritual de Deus”.

Refutação Apologética:

Em primeiro lugar, as TJ’s não consideram o contexto bíblico, pois nas Escrituras Jesus é identificado como aquele que é o “Resplendor da Glória” e “a expressa imagem da sua pessoa”, conforme Hebreus 1.3-6: “O qual, sendo resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas; feito tanto mais excelente do que anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles. Porque, a qual dos anjos disse: Tu és meu filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho? E quando outra vez introduz no mundo o primogênito diz: E todos os anjos de Deus o adorem”.

É portanto heresia aceitar Jesus como o Arcanjo Miguel. Em nenhuma parte da Bíblia encontramos respaldo para tal afirmação. Comumente as TJ’s costumam citar I Tessalonicenses 4.16: “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus. Ora, este versículo afirma que Jesus descerá, e com ele o acompanhará uma voz de arcanjo, e também não diz que o arcanjo é Miguel.

A Bíblia fala em Daniel 10.13: “Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia”. Fala que Miguel é um dos primeiros príncipes, se ele fosse Jesus entenderíamos haver outros, haja visto ser Miguel o primeiro e não único, então haveria outros Cristos. Porém, em primeiro lugar, Jesus é diferente de Miguel, ele é único, e não compartilha a sua glória com ninguém, seguem alguns textos bíblicos que comprovam:

I Coríntios 8.5-6: “Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores), todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele”.

I Timóteo 2.5: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem”.

João 6.14: “Vendo, pois, aqueles homens o milagre que Jesus tinha feito, diziam: Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo”.

Em segundo lugar, nenhum anjo recebe adoração de homens, mas todos os homens devem adorar a Jesus

Mateus 8.2: “E eis que veio um leproso, e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo”.

Mateus 9.18: “Dizendo-lhes ele estas coisas, eis que chegou um chefe, e o adorou, dizendo: Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem, impõe-lhe a tua mão, e ela viverá”.

Mateus 14.33: “Então aproximaram-se os que estavam no barco, e adoraram-no, dizendo: És verdadeiramente o Filho de Deus”.

Mateus 20.20: “Então se aproximou dele a mãe dos filhos de Zebedeu, com seus filhos, adorando-o, e fazendo-lhe um pedido”.

Mateus 28.16-17: “E os onze discípulos partiram para a Galileia, para o monte que Jesus lhes tinha designado. E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram”.

Em terceiro lugar, Jesus recebe adoração de todos os anjos, o que significa que Miguel o adora.

Hebreus 1.6: “E outra vez, quando introduz no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem”.

Apocalipse 5.14: “E os quatro animais diziam: Amém. E os vinte e quatro anciãos prostraram-se, e adoraram ao que vive para todo o sempre”.

Portanto, Jesus não é o arcanjo Miguel!

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Pr. Antonio Maximiano Rodrigues Pires


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

1 Comentário

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  1. Pastor Martinez, 
    Porque o senhor tem tanta preocupação e  gosta tanto de apresentar os erros dos TJ? Mas já sei o porque, ninguém chuta um cão morto.

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