Esqueceu a senha?

Religiões afro: um desafio à fé cristã

por Prof. Paulo Cristiano da Silva - sex nov 03, 5:13 pm

Os cultos afro-brasileiros tiveram sua origem no Brasil com a chegada dos escravos africanos. Cresceram tanto, que hoje calcula-se que há no Brasil mais de 70 milhões de pessoas envolvidas em alguma forma de espiritismo. Quem ainda não ouviu expressões como “macumba”, “axé”, “pomba-gira” ou “meu santo é forte”? O Brasil é um país obcecado com o sobrenatural — um país místico. Diante deste fato, seria uma negligência muito grande, por parte dos cristãos, cruzar os braços e não fazer algo a fim de alcançar os espíritas para Cristo. Para fazê-lo é preciso ter pelo menos algumas informações básicas.

 

1 – O QUE É CULTO AFRO?

Os cultos afro-brasileiros são antes de tudo uma cultura religiosa oral, de caráter mágico, que se manifesta por meio da crença em seres mitológicos, danças, músicas, rituais e símbolos.

A Região Sul é a que apresenta a maior população relativa (0,6%), enquanto as regiões Norte e Centro-Oeste apresentaram as menores (0,1%).

Os cinco estados com a maior proporção de afro-religiosos são o Rio de Janeiro (1,61% ), Rio Grande do Sul (0,94%), São Paulo (0,42%), Bahia (0,33%) e Mato Grosso do Sul (0,26%).

 

  1. HISTÓRIA

Os cultos-afro tiveram origem com a escravidão africana no Brasil. A produção de açúcar fez com que, na primeira metade do século XVI, os portugueses importassem da África mulheres e homens para utilizar como mão-de-obra escrava nos engenhos de açúcar do Nordeste. Juntamente com eles vieram sua cultura e religião de cunho animista.

“Em quatro séculos de tráfico negreiro, cerca de 3,5 milhões de africanos aportaram no Brasil na condição de escravos, o equivalente a 37% do total do continente americano”.

 

  1. CRENÇAS

As crenças das religiões afro-brasileiras podem ser resumidas, grosso modo, nos seguintes aspectos: adoração aos espíritos ancestrais; manipulação e divinização das forças da natureza; fetichismo; reencarnação e mediunidade; imagens, talismãs e amuletos; mitologias; superstições; xamãs, feiticeiros ou pais-de-santo; adivinhação; necromancia etc.

3.1 Os Orixás e as Outras Entidades nos Cultos Afros. Quem São os Orixás?

De acordo com o Dicionário de Cultos Afro-Brasileiros, de Olga Cacciatore, os orixás são divindades intermediárias entre Olorum (o deus supremo) e os homens. Na África eram cerca de 600 — para o Brasil vieram talvez uns 50, que estão reduzidos aproximadamente a 16 no Candomblé, dos quais só 8 passaram à Umbanda. Muitos deles são antigos reis, rainhas ou heróis divinizados, os quais representam.

Também presentes nos cultos afro-brasileiros estão espíritos que representam diversos tipos de humanos falecidos, tais como: caboclos (índios), pretos-velhos (escravos), crianças, marinheiros, boiadeiros, ciganos etc.

 

  1. CULTURA AFRO

Cultura afro-brasileira é o conjunto de manifestações culturais do Brasil, que sofreram algum grau de influência da cultura africana, desde os tempos do Brasil colônia até a atualidade. Dentre elas: festas como o carnaval; danças e música como o samba; esporte como a capoeira; vocabulário; culinária e o sincretismo religioso.

 

  1. TIPOS DE RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS

São inúmeras as religiões aqui no Brasil que tem origem africana. Dentre elas podemos citar o Candomblé, dividido em várias tradições, a Quimbanda, a Umbanda em suas diversas vertentes, o Tambor de Mina, o Jurema e outros menores e menos conhecidos.

 

  1. SINCRETISMO AFRO GOSPEL E SUAS CONSEQUÊNCIAS

Sincretismo é a fusão ou mistura de religiões ou filosofias estranhas, ou seja, é o processo pelo qual aspectos de uma religião são assimilados ou misturados com outra, levando a mudanças fundamentais em ambas.

Muitas igrejas neopentecostais, de forma sincrética, têm usado em seus cultos sal grosso para espantar mal olhado, fazem a terapia do amor que traz a pessoa amada em sete dias, acreditam em videntes espirituais, distribuem balas consagradas para “abençoar” crianças, frequentam reuniões do descarrego, elaboram despachos gospel, bebem a garrafada do tempo dos apóstolos, ungem com óleo objetos inanimados, quebram maldições hereditárias, expulsam encostos.

A consequência é que muitos ditos “evangélicos” estão aderindo parcialmente ou até se convertendo a esse tipo de religião, devido ao baixo nível de ensinamento doutrinário nas igrejas e o alto índice de superstições e emocionalismo que são praticados nas igrejas evangélicas Brasil à fora.

 

CONCLUSÃO

O cristão deve estar informado. Veja o exemplo do apóstolo Paulo no Areópago (Atos 17.22-31), citando o “Hino a Zeus”, do poeta Cleanthes (versículo 28). Com isto Paulo pôde comunicar-se melhor com os atenienses. Ao familiarizar-se um pouco com os cultos afros, você poderá evitar a acusação de seus adeptos de estar atacando aquilo que não conhece. Seu receio será também muito menor ao tratar com eles, uma vez conhecendo algumas de suas terminologias, crenças e práticas.

O desafio dos cultos afro em geral está diante da Igreja de Jesus Cristo no Brasil, que até hoje não se despertou suficientemente para reconhecê-los e considerar e calcular o preço envolvido em aceitar o desafio. Os praticantes destas religiões de alguma forma entram em compromisso direto com demônios, pactuando-se com Satanás que se transforma em “anjo de luz”. Para piorar, o movimento gospel dos neopentecostais está imitando práticas e costumes destes cultos e causando confusão entre o povo. Esperamos que esta palestra possa ter sido útil e esclarecedora a você e a todos os que estão empenhados em ganhar almas para Cristo.


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

Deixe seu comentário

Advertisement