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Respondendo ao Racionalismo Cristão

por Artigo compilado - qua mar 11, 12:05 am

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Racionalismo Cristão (RC) é um grupo religioso formado do espiritismo kardecista no Brasil. Enquanto no espiritismo kardecista se dá lugar ao curandeirismo, o RC se distingue dele pela não aceitação de qualquer tipo de manifestação sobrenatural no campo das chamadas curas psíquicas. Afirma que não admite o sobrenatural nem o misticismo. De certo modo, o RC não passa de um espiritismo com as práticas e ensinos fundamentais do kardecismo, apenas com nova nomenclatura.

Auto definindo-se, assim declara: Ao Racionalismo Cristão cabe uma grande e sublime missão, ainda que bem árdua e por muitos não compreendida: restabelecer a Verdade e reimplantar os magníficos ensinamentos de Jesus na Terra (“Racionalismo Cristão”. Centro Redentor, 30ª edição,1976).

Tentando justificar o título de cristão, freqüentemente se vale do nome de Cristo para dar consistência de se tratar de um grupo religioso autenticamente cristão. Então lemos mais: O Racionalismo Cristão explica que Cristo não foi um milagreiro; mas apenas utilizou as leis naturais e imutáveis que regem o Universo (“O Que É o Racionalismo Cristão”, folheto).

Justificando o título Racionalismo, assim explica a razão desse vocábulo ao lado da palavra Cristão, dizendo: Sempre ensinamos no Racionalismo Cristão que ninguém deve agir na vida sem antes raciocinar, mesmo nas coisas mais insignificantes, nem tomar resoluções, por menores que sejam, sem submeter o assunto e análise do raciocínio (“O Que É o Racionalismo Cristão”, folheto).

Diz mais: Ele assenta seus princípios não na fé; mas no raciocínio, no entendimento racional da vida, procurando emancipar a criatura humana do fanatismo, preconceitos e superstições (“O Que É o Racionalismo Cristão”, folheto).

No estudo do RC iremos verificar a procedência das palavras de Paulo, quando afirma: Ora o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendé-las, porque elas se discernem espiritualmente (1 Co 2.14). Quando o homem natural usa o seu raciocínio para entender as coisas espirituais, estas lhe parecem loucura e então os absurdos surgem como no seu ensino básico de serem Força e Matéria os dois únicos princípios de que se compõe o Universo. Dois únicos princípios – afirmam – Força e Matéria (espírito e corpo), excluindo de suas cogitações a idéia na existência de Deus como o Criador dessa força e matéria (Gn 1.1). A propósito diz o mesmo Paulo em Rm 1.22: Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.II – História

Em 1910, Luiz José de Mattos a Luiz Alves Thomaz, portugueses e comerciantes bem-sucedidos, radicados em Santos, verificando ser a doutrina espírita, praticada no Brasil, mal compreendida e deturpada, resolveram fundar um Centro para estudo e prática do espiritismo, alugando para tal fim, um sobrado à rua Amador Bueno, 190, em Santos.

Assim, em 26 de janeiro de 1910, na referida casa, realizou-se a primeira reunião para elaborar o Estatuto, eleger diretoria e escolher o nome que deveriam dar ao Centro, o qual ficou sendo Centro Espírita Amor e Caridade. Em virtude do crescimento da obra, Luiz de Mattos e Luiz Alves Thomaz resolveram construir uma sede própria e no dia 21 de junho de 1912 deu-se a inauguração. A data de 21 de junho fora escolhida adredemente para a inauguração por ser o dia da desencarnação do patrono São Luiz Gonzaga.

Em 1916, todos os Centros praticantes da Doutrina Racionalista Cristã se filiaram ao Centro Redentor do Rio de Janeiro, presidido por Luiz de Mattos. A palavra racional foi introduzida em 3 de fevereiro de 1946, por obra de Antônio do Nascimento Cottas, tomando a designação atual de Racionalismo Cristão. Como afirmam, o berço do Racionalismo Cristão se deu na cidade de Santos.Obras Básicas

Indicam como obras básicas para todos aqueles que quiserem familiarizar-se com as doutrinas do Racionalismo Cristão os livros:

“RACIONALISMO CRISTÃO”

“PRÁTICA DO RACIONALISMO CRISTÃO”

“A VIDA FORA DA MATÉRIA”

“CARTAS DOUTRINÁRIAS”

“ESCOLA ESPIRITUALIZADORA”

III – Conceitos Religiosos

Seguindo a mesma linha de raciocínio do espiritismo kardecista, nega sua condição de religião ou seita religiosa.

Por não ser religião, mas escola espiritualizadora, não possui esta doutrina deuses nem adoradores (“Racionalismo Cristão”. Centro Redentor, 30a edição, l976, p. 63).

A Doutrina Racionalista Cristã, portanto, é apenas uma filosofia de cunho espiritualista, sem nenhuma conotação de caráter religioso, místico e sobrenatural. Nela não há lugar para mistérios, nem dogmas, nem milagres, pois tudo no universo, tudo na vida, tem explicação racional e científica (“O Que É o Racionalismo Cristão”, folheto).

Para amenizar suas declarações atrevidas, entretanto, afirma que ensina a respeitar todas as religiões, bem como a maneira de pensar dos semelhantes.

Procura, porém, alertar que ter qualquer sentimento religioso, não passa de tolice.

Afirma que o RC ajuda as pessoas a se desfazer e libertar, à luz da razão, de seculares erros, preconceitos, crenças e crendices, fanatismos e sectarismos religiosos (“O Que É o Racionalismo Cristão”, folheto).

Quando vamos considerar os conceitos religiosos dos espíritas racionalistas, não devemos estranhar suas declarações absurdas e até blasfemas, sabendo de quem parte esses ensinos. Os espíritas racionalistas explicam a origem dos seus ensinos.

 

IV – Espíritos Enganosos

Falando sobre as 17 classes de espíritos que fazem sua evolução aqui na terra, considerada por eles um mundo escola, dizem: Milhões de outros, de igual categoria, embora não encarnando, se dedicam – principalmente por intermédio das Casas Racionalistas Cristãs – a auxiliar astralmente o progresso dos seus semelhantes menos evoluídos, encarnados neste planeta.(“Racionalismo Cristão”. Centro Redentor, 30ª edição,1976, p. 75). Se milhões desses espíritos se dedicam, por meio das casas racionalistas cristãs e auxiliar astralmente o progresso de seus semelhantes, o que podemos esperar desses milhões de espíritos? O que eles podem fazer em se tratando de quem são? Os racionalistas cristãos não ignoram a natureza desses milhões de espíritos. Dizem deles: A perversidade com que podem agir os espíritos do astral inferior, é quase ilimitada. (“Racionalismo Cristão”. Centro Redentor, 30ª edição, 1976, p. 122). Informam mais deles: Como os espíritos do astral inferior não ignoram que todos os seres possuem mediunidade intuitiva, dela se aproveitam para incutir no mental das mesmas idéias absurdas e disparatadas. (“Racionalismo Cristão”. Centro Redentor, 30ª edição,1976, p.123).

Ora, nós sabemos, à luz da Bíblia, que nossa luta espiritual não é contra o sangue e a carne, mas contra as hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais: Porque não temos de lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais (Ef 6.12). Na análise dos ensinos desse grupo religioso, verificaremos que se tratam de sutis ensinos de demônios apontados por Paulo em 1 Tm 4.1: Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios.

Considerando que o RC se propõe restabelecer os magníficos ensinamentos de Jesus na Terra é lógico admitir que precisamos examinar onde se encontram esses magnificos ensinamentos para confrontá-los com os ensinamentos do RC para sabermos se realmente procede essa afirmação. Nada melhor para isso do que examinarmos a Bíblia onde se acham, fidedignamente, os ensinamentos de Jesus. E, sem dúvida nenhuma, esses ensinamentos estão exarados nos evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João. O próprio Jesus se referiu a esses ensinos dizendo: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertard (Jo 8.31-32). Permanecer nos ensinos de Jesus, registrados na Bíblia, é conhecer a verdade que liberta. Enquanto falam dos magníficos ensinos de Jesus e, como dissemos, eles se encontram na Bíblia, na parte denominada Novo Testamento, os RC falam da Bíblia com desdém, com escárnio como se ela tivesse sido adulterada e não merecesse o menor crédito. Que incoerência! Falam dos magníficos ensinos de Jesus e ao mesmo tempo repelem o livro no qual esses ensinos se encontram. Jesus ordenou que ensinassemos o que Ele ensinou (Mt 28.19-20).

 

V – A Bíblia

Racionalismo Cristão

Na Bíblia, todos o sabem, foram alterados diversos textos originais, com o fim de favorecer a um vantajoso sistema capaz de propiciar fundos suficientes para o sustento da legião sacerdotal, mantenedora do sistema. Para provar a alteração de textos originais é citado o seguinte: Durante muitos séculos… as seitas religiosas que introduziram na Bíblia este versículo repleto de malícia: Bem-aventurados os pobres de espírito, porque dos tais é o reino dos céus (“Racionalismo Cristão”. Centro Redentor, 30a edição,1976, p. 59-60). Para provar que a Bíblia não é repelida simplesmente porque se alega textos originais alterados, fala-se da Bíblia nos seguintes termos: Veja-se como esta revelação da vida (os ensinos racionais), transmitida ao conhecimento humano, é diferente da que as seitas sectaristas apresentam, cheia de incoerências, absurdos e contradições, porque baseada nas sandices bíblicas… (“Racionalismo Cristão”. Centro Redentor, 30a edição, 1976, p. 163).

Resposta Apologética:

Quem diria, o texto de Mt 5.3 é espúrio! Alguém já leu algo de Mt 5.3 ser um texto espúrio? Qual o erudito no grego que apontou esse texto como espúrio? E uma afirmação própria de alguém que desconhece inteiramente do que está falando. É realmente um versículo repleto de malícia? Ser pobre de espírito significa ser cônscio de sua necessidade espiritual e não como interpretam os espíritas racionalistas. Enquanto afirmam que esse texto é espúrio, perguntam: Por que Jesus, o Cristo, ensinava: ‘Não as faças que as pagas?’ Alguém que conheça a Bíblia já leu isso alguma vez, Jesus dizendo: Não as faças que as pagas? Os racionalistas cristãos deviam pelo menos ler uma vez a Bíblia antes de começarem a falar dela. Falam do que não entendem. Deviam ser mais cristãos e menos racionalistas. Que incoerências registra a Bíblia? Quais são os absurdos e contradições? Sandices bíblicas onde na Bíblia? Ao contrário dessas afirmações absurdas e não provadas, devemos ter presente o que diz Hb 4.12: Porque a Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o ponto de dividir alma e espírito, e apta para discernir os pensamentos a propósitos do coração.

Da forma como Jesus se dirigiu aos seus contemporâneos dizendo: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus (Mt 22.29), nós podemos dizer para os racionalistas que eles falam da Bíblia sem conhecê-la. Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens (Mt 15.8-9). Se fosse preceito dos homens os ensinos dos racionalistas ainda não seriam tão perniciosos, mas podemos ir um pouco além a dizermos que se tratam de ensinos de demônios.

 

VI – Deus

Racionalismo Cristão

Na Bíblia, no Velho Testamento –  livro sagrado e intocável para tantos adoradores – existem várias referências ao deus de temperamento iracundo e vingativo da época. Esse vergonhoso sentimento, especialmente em um deus, nada mais é do que o reflexo do sentimento do próprio povo que o imaginou. (“Racionalismo Cristão”. Centro Redentor, 30a edição, 1976, p. 53).

Continuando nas suas afirmações arrogantes, atrevidas, blasfemas, entendem que manifestar crença na existência de um único Deus verdadeiro não passa de atraso espiritual: Os que hoje rendem culto a um deus abstrato, acharão – ao cabo de tantas encarnações quantas precisarem para atingir o necessário esclarecimento – tão tolo esse culto quanto ridículo os civilizados entendem, agora, ser a idéia, que também já alimentaram, de adorar deuses representados por elementos da natureza ou animais inferiores. E, por fim, chegam ao cúmulo da blasfêmia em falar de Deus como o hipotético deus pai. (“Racionalismo Cristão”. Centro Redentor, 30a edição, 1976, pp. 55, 75).

O Racionalismo Cristão substituiu a palavra deus por termos mais condizentes e adequados à realidade, tais como Força Universal, Força Criadora ou Grande Foco, do qual fazemos parte integrante como partículas em evolução, possuindo, em estado latente, todos os atributos, poderes e dons dessa Força, dessa Inteligência Universal. O Grande Foco ou Força Universal ocupa todo o Espaço infinito, não existindo um só ponto no Universo que não acuse a sua presença vital, inteligente e criadora. Assim, o Racionalismo Cristão, evidentemente, não admite a idéia de Deus como terceiro elemento no Universo, além de Força e Matéria. (“O Que É o Racionalismo Cristão”, folheto).

Resposta Apologética:

O racionalismo considera um atraso intelectual a crença na existência de um Deus pessoal. Cabem muito bem aqui as palavras bíblicas de Paulo: Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. Deveriam eles antes de escrever tais absurdos, ler Is 45.9: Ai aquele que contende com o seu Criador! O caco entre outros cacos de barro! Porventura dirá o barro ao que o formou: Que fazes? Ou a tua obra: Não tens mãos? Se não bastar tal texto bíblico pode ser lido Dn 4.35: Não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes? Se crer num Deus pessoal é atraso intelectual, por que lemos o contrário na Bíblia, que o ateísmo sim é um atraso mental? Lemos no Sl 14.1: Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Dizendo que O Racionalismo Cristão… assenta seus princípios não na ‘fé’ mas no raciocínio se coloca ele totalmente contra o modo pelo qual podemos declarar nossa crença na existência de Deus. Ora, sem fé é impossível agradar-lhe (a Deus); porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam (Hb 11.6). Pior do que os demônios é a crença dos espíritas racionalistas, porque, enquanto os demônios crêem que Deus existe a estremecem na sua presença (Tg 2.19), os adeptos desse grupo religioso zombam da crença na existência de um Deus pessoal e transcendente ao próprio universo criado por Ele. Paulo não era assim tão atrasado intelectualmente e, no entanto, cria que Deus é o Criador do Universo e que dependemos dele até para a nossa respiração (At 17.24-31).

Os racionalistas cristãos chegaram muito tarde para fazer afirmação tão absurda da inexistência de um Deus pessoal. Há uma crença universal na existência de Deus, que não pode ser desprezada. Paulo se refere a essa crença universal na existência de Deus em Rm 1.19-21,28.

A personalidade de Deus é contrária ao panteísmo ensinado pelo espiritismo racionalista que fala de Deus como o Grande Foco, Força Universal que ocupa o Espaço infinito. Esse conceito é também denominado monista panteísta. Ao contrário, Deus é um ser que revela autoconsciência ao dizer: EU SOU O QUE SOU. Em Êx 3.14 se lê: Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel. EU SOU me enviou a vós outros.

 

VII – Orar e Adorar

Racionalismo Cristão

Almas libertas da escravidão sectária, os estudiosos do Racionalismo Cristão aprenderam a confiar em si mesmos, na sua capacidade espiritual e no poder da vontade para lutar e vencer. Não são, por isso, adoradores, nem pedinchões, nem lamuriosos, nem farrapos mentais (“Racionalismo Cristão”, 30ª edição,1976, p. 63).

Resposta Apologética:

Quanta altivez religiosa: um homem, adorador do Deus vivo e verdadeiro e tido na linguagem de Jesus como aquele a quem Deus procura para adorá-lo em espírito e em verdade, é considerado pelos racionalistas como um farrapo mental. Diz o profeta Jeremias: Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor! Bendito o varão que confia no Senhor, e cuja confiança é o Senhor (Jr 17.5,7). Não se pode negar que essa altivez religiosa dos espíritas é resultante do engano do seu coração: Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? (Jr 17. 9).

Os racionalistas são, repetimos, mais racionalistas do que cristãos. Que tipo de cristianismo é esse que ensina a não adorar nem orar? Jesus ensinou sobre a necessidade de orar, sempre orar e nunca desanimar (Lc 18.1). Com isso contou várias parábolas, destacando por fim: E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á (Lc 11.9-10).

 

VIII – Perdão

Racionalismo Cristão

Não existem perdões no plano espiritual nem deuses para perdoar.

Dentre os maisgraves erros das religiões, ocupa lugar de destacado relevo o perdão para as faltas e, até mesmo, para os crimes cometidos por seus adeptos.

A mística do perdão para os crimes, falcatruas e prevaricações, não tem qualquer sentido na vida espiritual (“Racionalismo Cristão Responde”, pp. 174, 60, 136).

Resposta Apologética:

E conhecido de todos o episódio registrado em Jo 8.11-12 quando Jesus perguntou à mulher pecadora: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais. Como dizer que seguem os magníficos ensinos de Jesus e não ter lido na Bíblia esse perdão tão magnânimo de Jesus ao dizer à mulher, nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais. Será que os espíritas racionalistas não leram as palavras da Oração Dominical que ensina a pedir: E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores? (Mt 6.12). Será que o Racionalismo é mais racional do que cristão? Parece que sim. Estava Jesus errado, gravissimamente errado ao conceder perdão à mulher pecadora? Estava errado quando ensinou a orarmos e pedirmos perdão a Deus? Grave erro cometido por Jesus? E não foi essa a única ocasião em que Jesus outorgou perdão a alguém. Outra vez, sofreu até um protesto silencioso dos escribas a fariseus presentes, que julgaram, como os racionalistas, estar Jesus blasfemando ao declarar perdão a quem lhe procurara para apenas receber cura do corpo. E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados . …Ora para que saibais que o filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa (Mc 2.5,10-11).

 

IX – Reencarnação

RACIONALISMO CRISTÃO

Por que negar a reencarnação?

Por que as religiões ocidentais tanto se empenham, tanto se obstinam em negar a reencarnação?… A resposta é fácil: reencarnação e salvação são idéias que se atritam, que se agridem, que se chocam, porque antagônicas e irredutivelmente inconciliáveis. Ora, no conceito de salvação – intimamente ligado aos favores do perdão – está, precisamente, a base em que se apóiam essas religiões… Quando o indivíduo se convencer de que se praticar o mal, terá, inapelavelmente, de resgatá-lo; que numa encarnação se prepara para a encarnação seguinte… que não poderá contar com o auxílio de ninguém para libertá-lo das conseqüências das faltas que cometer e que terá de resgatar com ações elevadas – qualquer que seja o número de encarnações para isso necessárias – por certo pensará mais detidamente, antes de praticar um ato indigno.

O espírito, quando encarna, isola-se do seu passado, esquecendo-se, por completo, das anteriores encarnações (“Racionalismo Cristão”. Centro Redentor, 30ª edição, 1976, pp. 62, 64, 94).

Resposta Apologética:

Uma das assertivas da doutrina reencarnacionista é que, para haver justiça, deve o homem resgatar as suas próprias faltas da existência em que vive e das existências anteriores. Ora, como isso pode dar-se se como ponto principal deve ele esquecer-se do seu passado, ou melhor dizendo, das anteriores encarnações? Que tipo de melhora pode ele obter se todo o passado de erros está esquecido? Em que ele falhou para melhorar nesta vida? Quando Jesus perdoava aos pecadores, eles sabiam do que estavam se arrependendo e conseqüentemente abandonando seus erros passados. Paulo confessa seus erros do tempo da sua ignorância dizendo que tinha sido blasfemo, perseguidor e opressor, mas tinha alcançado misericórdia e afirmava então que não vivia mais para si, mas vivia para Cristo, chegando a ponto de recomendar que o imitassem porque por sua vez imitava a Cristo (1 Tm 1.13; Gl 2.20;1 Co 11.1). Pedro, quando negou Jesus, chorou amargamente (Mt 26.75). Como podem melhorar os tidos como reencarnados se não têm a mínima lembrança dos feitos da vida anterior ou anteriores? Melhorar no quê? Arrepender-se dos pecados da vida atual ou dos pecados das vidas anteriores? Quem rege a lei do carma para impor castigo ou recompensa se Deus não existe? Quem determina o que está certo ou errado desta vida e das vidas anteriores?

Até que enfim descobriram que, na verdade, reencarnação e salvação não se conciliam. Conceitos que se atritam, que se agridem. Concordamos plenamente com essa distinção entre reencarnação e salvação. Mas que soberba espiritual a dos espíritas racionalistas! Pensam em resgatar as próprias faltas! Com quê? Com dinheiro ou com obras virtuosas mais sofrimentos? Se for com dinheiro é inútil porque a riqueza de qualquer mortal acabaria antes, dado que o resgate de uma alma é caríssimo (Sl 49.6-8). Se for com obras meritórias, então o negócio complica, porque nossas obras de justiça são como trapos de menstruação (Is 64.6). O conceito de reencarnação fala de salvação por esforços pessoais, tais como: boas obras e sofrimentos. É salvação obtida pelo homem, se não numa encarnação, em várias encarnações, e pensam ser isso possível para se atingir o estado de espírito puro. Agora, salvação no conceito bíblico não é fruto de esforço próprio. É favor imerecido de Deus como se lê em Ef 2.8-10. E por quê? Porque o homem é incapaz de, por esforços próprios, conseguir a sua salvação (Tt 2.11-13). Jesus, explicando sua missão à terra, afirmou que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos (Mt 20.28). Afirmou na casa de Zaqueu que veio buscar e salvar o que estava perdido (Lc 19.10). Ao instituir a Ceia e distribuir o cálice mencionou que o cálice era o seu sangue derramado para remissão de pecados (Mt 26.26-28). Toda a pessoa que recebe o perdão de Deus, pela sua fé na pessoa de Jesus Cristo, não continua no pecado. Os conselhos bíblicos nesse sentido são muito freqüentes (2 Co 5.17; Ef 4.17-32; 5.3-16). Ora, a Bíblia fala de regeneração, que é a mudança das disposições íntimas da alma dentro de uma só existência (Jo 3.3,5) e não de reencarnação. Diz a Bíblia que o homem só passa por esta existência uma única vez e depois disso o juízo (Hb 9.27; Ec 12.7).

 

X – Jesus Cristo

Racionalismo Cristão

Grandes espíritos, movidos por ideais reformadores, baixaram à Terra, encarnando, com enorme sacrifício, para ver se conseguiam a desbrutalização da mente humana que se deixara empolgar pelo sentimento do gozo e dos prazeres apenas materiais. Esses valorosos espíritos, porém, além de não haverem sido compreendidos, acabaram divinizados pela massa ignara, como aconteceu com Jesus, Buda, Confúcio e Maomé.

Negar a Jesus o valor, o mérito de haver conquistado a sua evolução espiritual à custa de grandes lutas, de trabalhos, de sofrimentos, de desencarnações e reencarnações, atribuírem as qualidades, a nobreza, os altos atributos que possui esse grande espírito ao privilégio de uma suposta filiação divina, é erro grave que cometem, além de demonstração de lamentável ignorância relativamente à vida espiritual.

No Brasil, e em muitos outros países, adora-se a Jesus. Não há, entretanto, qualquer diferença, entre tais adoradores e os outros que se voltam para Buda, Confúcio e Maomé.

Nenhum adorador é capaz de dissociar a idéia de adorar da de pedir. A razão é óbvia: adorar e pedir são duas muletas iguais, para uma só invalidez mental (“Racionalismo Cristão”. Centro Redentor, 30ª edição, 1976, pp. 56-57, 74).

Resposta Apologética:

O que de cristão existe no racionalismo? Sem dúvida, de cristão só tem o nome, pois não é possível, à luz da Bíblia igualar fundadores de religião como Buda (budismo), Confúcio (confucionismo) Maomé (islamismo) com a pessoa augusta e divina de Jesus Cristo. O evangelho de João começa com estas palavras: No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade (Jo 1.1;1.14). É ignorância, segundo os espíritas racionalistas, admitir que Jesus tinha filiação divina. No entanto, por duas vezes o Pai, do céu, proferiu palavras de reconhecimento de Jesus como Seu Filho, sendo uma no batismo de Jesus, quando disse: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo (Mt 3.17) e outra no Monte da Transfiguração, quando repetiu as mesmas palavras (Mt 17.5). Como ousam os racionalistas afirmar que crer na filiação divina de Jesus não passa de demonstração de lamentável ignoráncia espiritual?

Termina João o seu evangelho e dá a razão de tê-lo escrito: Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome (Jo 20.31-32). Isso é ignorância? Como vemos, Jesus não era simplesmente um grande espírito que baixou à Terra. Ele existia na condição de Deus (Fp 2.6) e se humilhou tomando a forma de servo e achado na forma de servo foi até à morte e morte de cruz (Fp 2.7-8) para salvar a humanidade pela sua morte (Mt 20.28).

Suas reivindicações o tornaram distinto de todos os demais reformadores religiosos. Declarou ser o caminho, a verdade e a vida, fora de quem ninguém entrará no céu (Jo 14.6). Durante sua vida terrena recebeu adoração de certas pessoas na condição de Deus homem e não como homem simplesmente (Jo 20.28), inclusive dos seus discípulos sem que em qualquer ocasião os tivesse repreendido por tal atitude (Mt 14.33; 28.9,17; Jo 9.35-38). Como racionalmente alguém pode dizer que adorar e pedir são duas muletas iguais para uma só invalidez mental? Adorar e orar são duas práticas que todos os seres humanos devem prestar a Jesus Cristo (Fp 2.9-11). Uns hoje o fazem voluntariamente, outros, como os racionalistas, um dia terão de prostrar-se aos pés de Jesus para isso fazer, embora hoje entendam ser muletas por causa da invalidez mental de quem assim o faz.

 

XI – Milagres

Racionalismo Cristão

Os deuses mitológicos também fizeram milagres, na imaginação fantasiosa dos adoradores, e daí a autoridade e o prestígio que tiveram junto aos seus fiéis. Não há diferença sensível, por isso, entre os deuses milagreiros da mitologia, e os não menos milagreiros das variadas religiões atuais (“Racionalismo Cristão”. Centro Redentor, 30ª edição, 1976, p. 59).

Resposta Apologética:

Admitir a existência de instituições religiosas falsas que fabricam milagres por intermédio de vários médiuns, que, a um só tempo, encarnam o Dr. Fritz fazendo curas espirituais e iludindo os incautos, isso é bem notório entre os brasileiros. Não negamos que isso realmente dá muito prestígio aos espíritas, notadamente em Uberaba onde Chico Xavier tem uma grande clientela que vem receber suas mensagens psicografadas como se fossem de parentes mortos. Isso é um milagre falso. Isso – repetimos – não passa de imaginação fantasiosa dos adeptos do espiritismo kardecista. Paralelamente também se ouve muito falar dos milagres dos orixás dos cultos afro-brasileiros nos centros de terreiro. Como é a entidade mitológica conhecida como Iemanjá dos cultos de Umbanda, rivalizando no culto que se presta a ela, a Virgem Maria dos católicos. Isso traz um prestígio enorme para os pais-de-santo e mães-de-santo espalhados por todo esse Brasil. Concordamos plenamente com essa crítica racionalista. Mas admitir que só existam falsos milagres e não existam verdadeiros não concordamos. Jesus, durante o seu ministério, realizou curas milagrosas em coxos, cegos, mancos, leprosos e até ressuscitou mortos como a filha de Jairo, o filho da viúva de Naim, Lázaro, sepultado há quatro dias (Mt 11.3-6; 9.18,25; Lc 7.11-15; Jo 11.40-45). E não podemos esquecer-nos de que Jesus é eterno, sendo o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hb 13.8), podendo, pois, realizar por intermédio dos seus mensageiros milagres iguais (Mc 16.17; 1 Co 12.7-11).

 

XII – Classes de Espíritos

Racionalismo Cristão

Os mundos dividem-se, ainda, em duas grandes categorias: mundos de estágio e mundos-escolas. Distribuídos na série de 33 classes, de acordo com o grau de desenvolvimento de cada um, os espíritos fazem a sua evolução, partindo da seguinte ordem de mundos:

  • a) mundos materializados – espíritos da 1a à 5a classe
  • b) mundos opacos – espíritos da 6a à 11a classe
  • c) mundos brancos – espíritos da 12a à 17a classe
  • d) mundos diáfanos – espíritos da 18a à 25a classe
  • e) de luz puríssima – espíritos da 26a à 33a classe

ATerra é um mundo-escola em que as 17 primeiras classes, da série de trinta e três classes, promovem a sua evolução, partindo da primeira e chegando à décima sétima, em períodos que variam muito, de espírito para espírito, mas que se elevam, sempre, a milhares e milhares de anos (“Racionalismo Cristão”. Centro Redentor, 30a edição,1976, p. 76).

Resposta Apologética:

De onde tiraram esse ensino antibíblico os intitulados racionalistas cristãos? Simplesmente afirmam suas extravagantes teorias, sem qualquer prova da suposta existência de mundos materializados, opacos, brancos, diáfanos e de luz puríssima. Dizem que a terra é um mundo escola que abriga espíritos até a 17ª classe. Pura fantasia! O que na verdade existe é o mundo material e o mundo espiritual. O mundo espiritual é habitado por espíritos criados por Deus no momento da concepção do ser humano, que constitui o mundo material (Zc 12.1; 2 Co 4.16-18). Os espíritos humanos ao deixarem o corpo ou vão para o céu se forem cristãos (Fp 1.21-23) ou irão para o Hades se forem perdidos (Lc 16.22-25). Fora isso, existem outros espíritos que são os anjos. Uns permaneceram fiéis a Deus e são seus agentes secretos para ajudar aos que hão de herdar a salvação (Hb 1.14). Outros se tornaram desobedientes e acompanharam a Satanás na sua rebelião contra Deus e são habitantes das regiões atmosféricas e tentam os homens como espíritos demoníacos, contra os quais devemos ter cuidado (Is 14.12-14; Ap 12.3; 2 Co 11.11-14). Fora isso, é tagarelice dos espíritas racionalistas.

 

XIII – Céu e Inferno

Racionalismo Cristão

Se as organizações religiosas revelassem a verdade aos seus adeptos, no tocante à fantasia dos perdões, da salvação eterna, da mansão celeste, do divino pai, do inferno, do diabo… e de tantas outras invencionices, nenhuma delas se manteria de pé.

Inúmeros daqueles que iludiram o semelhante com promessas do céu e ameaças do inferno, ali também se acham presentes. E o paraíso de todos os materialões e gozadores (“Racionalismo Cristão”. Centro Redentor, 30a edição, 1976, pp. 62, 119).

Resposta Apologética:

Repetimos a pergunta: O que de cristão existe nesse tipo de espiritismo muito mal denominado de cristão? Deveriam sim, seus adeptos, antes de se desligarem do espiritismo Kardecista, tomar uma nova posição religiosa e não repetir os absurdos de Allan Kardec com o título pomposo de Racionalismo e de Cristão, porque esse tipo de espiritismo não é nem uma coisa e muito menos outra. Deveriam mudar de nome. Não é possível adotar o nome de cristão e ser tão antagonicamente anticristão. Tudo o que Jesus Cristo ensinou e que se acha exarado na Bíblia, é tido como fantasia como resultado de deboche religioso de Jesus.

Jesus falou do perdão? Sim. Ensinou na oração dominical a pedirmos perdão por nossas dívidas ao Pai celestial (Mt 6.12).

Jesus falou da salvação eterna? Sim. Em Jo 5.24, Ele declarou que quem ouve sua palavra e crê naquele que o enviou tem a vida eterna, não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.

Jesus falou do céu como lugar de felicidade eterna? Sim. Disse que na casa do Pai há muitos lugares e avisou que Ele mesmo é o caminho para lá (Jo 14.2‑3).

Jesus falou do seu Pai celestial? Sim. Logo na sua adolescência já se encontrava consciente da existência do Pai celestial, respondendo a Maria, sua mãe, que estava cuidando dos negócios dele (Lc 2.49).

Jesus fez ameaças sobre o inferno? Sim. Disse que era melhor entrar na vida aleijado do que ter corpo perfeito e ir para o inferno, onde o seu bicho não morre e o fogo nunca se apaga (Mc 9.43‑45).

Jesus falou do diabo? Sim. Falou do diabo como o pai da mentira (Jo 8.44). Parece até que os racionalistas cristãos falam inspirados por ele, pois todas as suas afirmações são de origem diabólica (Mt 5.37). Tudo isso é invencionice de Jesus? Que atrevimento esse dos racionalistas! E depois falam de materialistas e gozadores. Seria Jesus um deles? Como se dizer cristão e negar os ensinos de Jesus? Cristão é seguidor de Cristo (At 11.26). E podemos afirmar que os racionalistas cristãos não são nem uma coisa nem outra. Apenas espíritas repetindo as heresias bem conhecidas de Allan Kardec.

Extraído da Série Apologética do ICP


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