CENTRO
APOLOGÉTICO
CRISTÃO
DE
PESQUISAS
- CACP RESPOSTA ÀS 10 PERGUNTAS
Tudo começou com um
desafio. UMA CARTA NÃO RESPONDIDA foi endereçada aos internautas pelo eminente
professor Azenilto, fazendo um desafio a todos os listeiros para tentar
responder sua carta. Um certo alo de soberba constitui a característica pessoal
desse cidadão. Considera-se o imbatível. Quando escreve o faz em tom de desafio
como se ninguém fosse capaz de atingir as culminâncias da sua lógica. Encontrou
resistência como o fiz respondendo sua carta acima, é de ver-se as xingações
destacando-se uma que me feriu profundamente. Com todas as letras e entre
espaços se dignou chamar-me de C*A*N*A*L*H*A. Tente escrever espaçosamente essa
palavra, intercalada com um asterisco, como o eminente Azenilto o fez e sinta
como é trabalhoso. Pois é: ele teve toda a paciência de assim proceder. Exímio
xingador!
Agora começa seu novo desafio com as seguintes
palavras, “Eu acho que, até por uma questão de educação, primeiro se respondem
as perguntas que nos são dirigidas antes de dirigir perguntas a um
interlocutor.” Até parece que o nosso amigo não lê a Bíblia, pois se a lesse
teria considerado Jesus como sem educação. Quantas vezes respondeu as perguntas
dos seus acusadores com outras perguntas? Mt 21.23-25; 22.17-20
Mas, não é o caso. É apenas evasiva do amigo
Azenilto porque sabe ele que sua primeira pergunta, das 10 a serem consideradas,
é resultado de uma série de perguntas que foram por mim formuladas apontando
biblicamente que o sábado semanal é um preceito cerimonial dentro dos 10
mandamentos como também fora dos 10 mandamentos há preceitos morais embora os
adventistas apontem que fora 10 mandamentos, todos os demais são preceitos
cerimoniais por constarem do livro da lei, escrito por Moisés e colocado ao lado
da arca. Ele se ateve apenas a primeira sem responder às demais. Agora, lança
ele 10 perguntas. Exige a resposta e começa com a lenga-lenga de que devo
primeiro responder o que ele pergunta. E as demais que anteriormente eu fizera e
que não mereceram respostas até agora?
E, como lhe é característico, parte para a
ofensa dizendo que me é próprio adotar “ táticas despistadoras”. Essa expressão
agressiva é como que me chamando de covarde que foge ao debate.
Entretanto, quero agradecer ao Azenilto a
elevada consideração de iniciar suas perguntas com um elogio que me fez vaidoso.
Diz ele que suas perguntas foram motivadas por um artigo publicado no TIME,
semanário internacional, que costuma entrevistar uma personalidade ilustre e
fazer-lhe sempre 10 perguntas. Ora, ora, Azenilto, quem sou eu para ser guindado
ao êxtase de ser considerado por V. S. como personalidade conhecida no mundo das
seitas? Como disse, agradeço o subido elogio.
1o.
Se Deus
abominou o sábado em Isaías 1:13 [como alega num de seus sofismas anti-sabáticos], como pôde depois requerer a sua fiel observância em Isa. 58:13
e 14 e recomendá-lo até aos "filhos dos estrangeiros" em Isa. 56:6 e 7, e ainda
definir o mesmo sábado como o "sinal" particular entre Ele e Seu povo em
Ezequiel 20:12 e 20, e ainda indicando que prosseguirá pela eternidade (Isa.
66:22, 23)? Se não sabe, Ezequiel foi escrito DEPOIS de Isaías.
Resposta:
Muito fácil mesmo de responder sua objeção. É só você se lembrar que a
circuncisão era um preceito instituído por Deus com o seu povo de Israel e nem
por isso deixou de ser abandonada como sem valor para o cristianismo.
(GN 17:10) "Esta é a minha aliança, que
guardareis entre mim e vós, e a tua descendência depois de ti: Que todo o homem
entre vós será circuncidado."
(GN 17:11) "E circuncidareis a carne do vosso
prepúcio; e isto será por sinal da aliança entre mim e vós."
(GN 17:12) "O filho de oito dias, pois, será
circuncidado, todo o homem nas vossas gerações; o nascido na casa, e o comprado
por dinheiro a qualquer estrangeiro, que não for da tua descendência."
(GN 17:13) "Com efeito será circuncidado o
nascido em tua casa, e o comprado por teu dinheiro; e estará a minha aliança na
vossa carne por aliança perpétua."
(GN 17:14) "E o homem incircunciso, cuja carne
do prepúcio não estiver circuncidada, aquela alma será extirpada do seu povo;
quebrou a minha aliança."
(GN 17:15) "Disse Deus mais a Abraão: A Sarai
tua mulher não chamarás mais pelo nome de Sarai, mas Sara será o seu nome."
(GN 17:16) "Porque eu a hei de abençoar, e te
darei dela um filho; e a abençoarei, e será mãe das nações; reis de povos sairão
dela."
(GN 17:17) "Então caiu Abraão sobre o seu
rosto, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um
filho? E dará à luz Sara da idade de noventa anos?"
(GN 17:18) "E disse Abraão a Deus: Quem dera
que viva Ismael diante de teu rosto!"
Entretanto, lendo os escritos de Paulo vamos
notar o que ele escreveu sobre essa prática que assinalava um sinal entre Deus e
o povo de Israel estar sem valor.
(RM 3:1) "QUAL é, pois, a vantagem do judeu?
Ou qual a utilidade da circuncisão?" (RM 4:10) "Como lhe foi,
pois, imputada? Estando na circuncisão ou na incircuncisão? Não na circuncisão,
mas na incircuncisão." (1CO 7:19) "A
circuncisão é nada e a incircuncisão nada é, mas, sim, a observância dos
mandamentos de Deus."
(GL 5:6) "Porque em Jesus Cristo nem a
circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo
amor."
(FP 3:2) "Guardai-vos dos cães, guardai-vos
dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão;"
Ora, o sábado era também um sinal entre Deus e
o povo de Israel (Ex 31.15-17). Mas, não deixou de ser um preceito cerimonial,
que, ao lado de outros preceitos cerimoniais apontados por Is 1.13 causava
abominação a Deus.
(IS 1:13) "Não continueis a trazer ofertas vãs;
o incenso é para mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e
a convocação das assembléias; não posso suportar iniqüidade, nem mesmo a reunião
solene." (IS 1:14) "As vossas
luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já me são pesadas;
já estou cansado de as sofrer."
Jesus considerou que a circuncisão era mais
valiosa para o povo judeu do que propriamente a guarda do sábado. É só ler
(JO 7:22) "Pelo motivo de que Moisés vos deu a
circuncisão (não que fosse de Moisés, mas dos pais), no sábado circuncidais um
homem."
(JO 7:23) "Se o homem recebe a circuncisão no
sábado, para que a lei de Moisés não seja quebrantada, indignais-vos contra mim,
porque no sábado curei de todo um homem?"
Se o sábado fosse um preceito moral, como
poderia estar subordinado a um preceito cerimonial? A circuncisão não era um
preceito cerimonial que, também, constituía o selo ou sinal entre Deus e o povo
de Israel? Tanto um como o outro estão no mesmo patamar de preceitos cerimoniais
e abolidos (Cl 2.16)
Quanto a Is 56.6-7 devo dizer que se essa
passagem prova que os gentios devem guardar o sábado, da mesma maneira prova que
devem guardar todo o “concerto”que Deus fez com Israel, oferecendo
“holocaustos”e “sacrifícios”no altar, no “santo monte” em Jerusalém. É isso que
devo entender, Azenilto? É assim que você faz como gentio ou “estrangeiro”? Ou
usa de parcialidade e, sem raciocinar, apenas adotando o ponto de vista de EGW,
engole sem mastigar o que lhe ensinam? Onde está a lógica do seu raciocínio que
só enxerga o sábado? Por que essa falta de coerência?
Quanto ao sábado ser guardado na eternidade,
repito a pergunta que lhe tenho feito: e as luas novas de que fala o texto de Is
66.23? Por que, de novo, essa parcialidade de enxergar só o sábado quando o
texto é abrangente falando do sábado e da lua nova? Se um vai ser guardado o
outro também. Fora disso, é sofisma.
2o.
Já que se vale do "argumento do
silêncio" para "provar" que o sábado era desconhecido por Adão, tem meios de
demonstrar biblicamente que ele trabalhava na sua profissão de hortelão do
jardim (Gên. 2:15) todos os sétimos dias?
Resposta: Não me valho do “argumento do silêncio” para provar coisa alguma.
Essa de que Adão descansava nos sétimos dias é a opinião de EGW. Contrária a sua
declaração está a literatura da IASD que aponta que Adão nem tinha conhecimento
do sábado. A Lição da Escola Sabatina da IASD, primeiro trimestre de
1980, edição para professores, p. 7 declara: “É certo que antes do Sinai a raça
humana não tinha mais que uma limitada revelação de Deus. Sem dúvida, Abraão e
seus descendentes tinham conhecimento muito maior, mas este conhecimento
representava apenas fração diminuta do mundo anterior ao Sinai. Contudo, as
pessoas nesse período também morriam, como Paulo salientou. A morte passou a
todos os homens. Embora eles não tivessem pecado contra uma ordem expressamente
dada, como no caso de Adão,haviam pecado também. Tiveram a revelação de Deus
na Natureza, mas não responderam a esta revelação, sendo deste modo tidos
como culpados.” Essa declaração está de acordo com o que Paulo escreveu em
(RM 1:18) "Porque do céu se manifesta a ira de
Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em
injustiça."
(RM 1:19) "Porquanto o que de Deus se pode
conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou."
(RM 1:20) "Porque as suas coisas invisíveis,
desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se
entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles
fiquem inescusáveis;"
(RM 1:21) "Porquanto, tendo conhecido a Deus,
não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se
desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu."
Entretanto, o que Paulo afirmou e foi
confirmado pela revista indicada está em desacordo com o que EGW escreveu: Ela
escreveu:
“Adão e Eva, ao serem criados, tinham
conhecimento da lei de Deus... Adão ensinou a seus descendentes a lei de Deus, e
esta foi transmitida de pai a filho através de gerações sucessivas.” (Patriarcas
e Profetas, p. 32, 3a. edição)
Você não ignora que quando ela fala em lei de
Deus ela se refere aos dez mandamentos. Sua pergunta está baseada nos ensinos de
EGW e não na Bíblia.Ora, se V. S. alega que me valho de ‘argumentos do silêncio’
e se não posso provar que Adão trabalhava na sua profissão de hortelão todos os
sétimos dias, que prova V.S tem de que ele não trabalhava nos sétimos dias,
considerando que a IASD ensina que Adão não tinha conhecimento do sábado? Fico
assombrado com tal pergunta especulativa, partida de quem partiu, de um
professor de Bíblia! Isso já é sabatolatria admitir que Adão, como hortelão, não
trabalhava nos sétimos dias.
3o. Afinal, qual foi a atitude de
Cristo para com o sábado? Ele o transgredia voluntariamente (mas nesse caso
seria um violador de uma lei que ainda não havia sido abolida), ou apenas
deixava uma "pista" a Seus seguidores para o desprezarem (mas nesse caso não
convenceu nem Sua mãe e as demais santas mulheres que "no sábado repousaram
segundo o mandamento" [Luc. 23:56--nem Lucas. . .]).
Resposta:
Sua afirmação é gratuita ao afirmar que Jesus transgredia voluntariamente o
sábado. O que temos dito, e você não conseguiu provar ao contrário, é que Jesus
considerou o sábado um preceito cerimonial. Ensinou que a circuncisão era
observada de preferência à guarda do sábado
(JO 7:22) "Pelo motivo de que Moisés vos deu a
circuncisão (não que fosse de Moisés, mas dos pais), no sábado circuncidais um
homem."
(JO 7:23) "Se o homem recebe a circuncisão no
sábado, para que a lei de Moisés não seja quebrantada, indignais-vos contra mim,
porque no sábado curei de todo um homem?"
Enquanto os adventistas se esforçam para provar
que o sábado deve ser observado, embora não se encontre um só adventista que o
guarde como ordena a lei inclusive V. S.,
Pois acendem fogo no dia de sábado em suas
casas, proibido por
(ÊX 35:3) "Não acendereis fogo em nenhuma
das vossas moradas no dia do sábado.", procuram provar que as mulheres que
acompanhavam Jesus guardaram o sábado.
Ora, com relação às mulheres que guardaram o
sábado, na verdade, elas o fizeram antes da ressurreição de Jesus e Paulo
declara que o sábado semanal foi abolido na cruz (Cl 2.16-17) e Jesus só
ressuscitou no primeiro dia da semana (Mc 16.9). Elas guardaram o sábado antes
da ressurreição e não depois (Ap 1.10)
4o.
Por que exatamente Deus
proclamou solenemente aos ouvidos do povo o "mandamento cerimonial" do sábado,
antes de escrever o Decálogo em tábuas de pedra (e duas vezes), misturando-o com
os demais, de caráter moral, em vez de deixar para ditá-lo a Moisés para
registrá-lo no livro, junto com as demais cerimônias?
Resposta:
Pela mesma razão que Deus deu o mandamento da
circuncisão conforme o registro de Gn 17.10-14 antes de escrever o decálogo em
duas tábuas de pedra. . Ora, V. S. declara que Moisés escreveu um livro onde se
encontravam as leis cerimoniais. Está aí bem claro.
Textualmente escreve: “em vez de deixar para
ditá-lo a Moisés para registrá-lo no livro, junto com as demais cerimônias?”
Pode negar que os dez mandamentos se encontram duas vezes registrados no livro
da lei, colocado ao lado da arca e que V. S. reconhece como leis cerimoniais?
Ninguém que conhece a Bíblia pode ignorar que Ex 20.1-17 e Dt 5.6-21 repetem os
dez mandamentos. Afinal, a importância está nas tábuas de pedra ou no próprio
mandamento? Com a sua pergunta você coloca os dez mandamentos no nível de leis
cerimoniais por estarem escritos duas vezes no livro que Moisés escreveu.
Jesus definiu como mandamentos de maior
importância não os que estavam no decálogo, mas os que estavam no livro da lei
que Moisés escreveu e colocou ao lado da arca.
Eles são apontados em Dt 6.5 e Lv 19.18.
(DT 6:5) "Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de
todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças."
(LV 19:18) "Não te vingarás nem guardarás ira
contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o
SENHOR."
Parece que, para os adventistas, as tábuas de
pedras são mais importantes. Será que as pedras estão ocasionando a mesma
idolatria que causou a serpente de metal que passou a ser objeto de adoração?
Mas confesso: quase que se precisa ser onisciente para entender o que você tem
em mente e depois procura escrever. Nunca li perguntas tão mal redigidas e
enigmáticas!
5o.
Por que no livro de Hebreus, que
detalha o sentido do cerimonial judaico nos caps. 7 a 10, o sábado (que seria
cerimonial na sua interpretação) não está incluído em tais capítulos, mas recebe
tratamento muito especial nos caps. 3 e 4 onde de modo algum é dito ser
cerimonial e que findou com a dispensação cristã?
Resposta:
Como não? Só no seu entendimento é que isso não ocorreu. Se V. S. entender bem o
que está escrito em Hb 3 e 4 não poderá chegar a outra conclusão. É evidente que
o repouso de que se trata em Hb 4. não foi o do sétimo dia indicado no quarto
mandamento, senão o repouso de uma de fé em Deus. A idéia central do texto é
“(HB 4:9) "Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus." Literalmente,
esta frase quer dizer “resta ainda um repouso para o povo de Deus” e para
entender o significado completo da passagem inteira, vamos considerar o
seguinte. Na primeira parte o escritor está falando dos judeus e sua experiência
no deserto e na terra prometida depois de saírem da escravidão do Egito.
Escrevendo aos cristãos hebreus, o autor lhes adverte que seus pais (os
israelitas dos tempos de Josué e Calebe) deixaram de entrar no repouso de Deus
(Canaã) por causa da desobediência. É evidente que o descanso de que aqui se
fala não foi o sétimo dia da semana , mas o descanso de que goza uma vida de fé
em Deus. Debaixo do Antigo Concerto os israelitas não puderam entrar na terra
prometida, em decorrência da desobediência.
a. v. 4: Deus repousou depois de haver criado
o mundo;
6o.
Por que no
Concílio de Jerusalém, nas decisões tomadas a respeito das coisas que NÃO deviam
preocupar os cristãos, nada é dito sobre o sábado ser evitado (como as demais
coisas alistadas em Atos 15:29)? Isso não prova que os cristãos NÃO tinham tal
tipo de preocupação quanto a dever ou não observar o sábado como tinham quanto à
circuncisão, por exemplo (todos o guardavam, especialmente por serem os
primeiros crentes originariamente judeus "zelosos da lei"--Atos 21:20)?
Resposta:
Ora, ora, amigão: quanta incoerência! Você
mesmo reconhece que o sábado não está incluído entre as obrigações dos cristãos,
na decisão do concílio de Jerusalém. (At 15.29) Ora, se V. S. reconhece essa
falta de apoio para a sua guarda, por não ser mencionado entre os deveres dos
cristãos sob a nova aliança, por que então você reivindica sua guarda?
Simplesmente pela omissão? Não entendo como V. S. aponta que não consta apoio na
decisão do concílio a favor do sábado e por que então não abandona essa
preocupação de procurar que outros guardem, já que, na prática, não o guarda
mesmo???
7o.
Seria Paulo tão contraditório,
dizendo aos romanos que tanto fazia observar certos dias ou não (Rom. 14:5, 6),
mas aos gálatas não abriu mão quanto a observar "dias, e meses, e tempos, e
anos" (Gál. 4:9, 10)?
Resposta:
Paulo não era contraditório sobre o seu ensino em Rm 14.5-6 e V. S. reconhece,
com propriedade, que, para ele, a guarda de dias era assunto secundário, apenas
ritual. Parabéns por esse reconhecimento que lhe não passou despercebido. Agora,
com relação a Gl 4.9-10, sem ser ele contraditório, segue coerentemente sua
linha de raciocínio considerando que cristãos que viviam observando os “dias, e
meses, e tempos, e anos” que não passavam de “rudimentos fracos e pobres”
e, com isso, estar pondo em xeque a própria salvação.Não vemos nenhuma
incoerência nas suas palavras de
(GL 4:9) "Mas agora, conhecendo a Deus, ou,
antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos
fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir?"
(GL 4:10) " dias, e meses, e tempos, e anos
(GL 4:11) "Receio de vós, que não haja
trabalhado em vão para convosco."
Para entender Gl 4.9-11, corretamente, é
preciso ler o contexto. A questão central do livro de Gálatas é o Antigo
Concerto e sua ligação com os cristãos. Existiam alguns azeniltos na igreja da
Galácia que estavam ensinando que os cristãos precisavam andar conforme a lei.
Paulo responde a esses falsos professores claramente o seguinte:
(GL 4:21) "Dizei-me, os que quereis estar
debaixo da lei, não ouvis vós a lei?"
Faz Paulo uma comparação da lei com a figura do
tutor e deixa claro que os cristãos não estavam sob tutor.
(GL 4:1) "DIGO, pois, que todo o tempo que o
herdeiro é menino em nada difere do servo, ainda que seja senhor de tudo;"
(GL 4:2) "Mas está debaixo de tutores e
curadores até ao tempo determinado pelo pai."
Com isso em mente leiamos de novo:
(GL 4:9) "Mas agora, conhecendo a Deus, ou,
antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos
fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir?"
(GL 4:10) " Guardais dias, e meses, e tempos, e
anos
(GL 4:11) "Receio de vós, que não haja
trabalhado em vão para convosco."
Note que Paulo usa uma expressão muito
significativa, “rudimentos fracos e pobres...” Essa expressão se refere
ao Antigo Concerto. O que eram “dias, e meses, e tempos, e anos”? Os azeniltos
da Galácia estavam procurando persuadir os gálatas a observar a lei. Paulo está
lutando contra esse ensino. Ele está argumentando que a observância de preceitos
como sábados semanais, luas novas e festividades anuais colocavam os cristãos
sob maldição e que sua salvação estava periclitando. Isso o que estava
acontecendo na Galácia era o mesmo que estava ocorrendo em Colossos e isto é
claro em (CL 2:16) "Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou
por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados,".
Torna-se claro que os judaizantes
tinham persuadido alguns cristãos a observarem dias sagrados do Antigo Concerto
e Paulo temia em ter trabalhado em vão com eles. “Mas agora, conhecendo a Deus,
ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses
rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir?" (Gl 4.9)
8o. Qual era exatamente a situação
em Colossos, com os hereges locais julgando os cristãos quanto a suas práticas
religiosas, guarda do sábado, etc? Quem eram esses hereges colossenses, o que
exatamente ensinavam, em que maneira perturbavam a comunidade cristã,
especialmente em vista de que na epístola inteira a palavra "lei" nem aparece
(sinal que não Paulo não está discutindo validade ou não da lei, em qualquer de
seus aspectos)?
Resposta:
Francamente, Professor Azenilto. Você dá cada
fora que me deixa boquiaberto. Como, pergunto a mim mesmo, pode alguém que se
intitula professor de Bíblia chegar a tamanha ignorância de assuntos ligados à
Bíblia e questionar sobre a situação religiosa dos Colossenses e indagar, “Quem
era esses hereges colossenses, o que exatamente ensinavam, em que maneira
perturbavam a comunidade cristã, especialmente em vista que na epístola inteira
a palavra “lei” nem aparece (sinal que Paulo não está discutindo validade ou não
da lei, em qualquer de seus aspectos). Reitero minha pergunta: Onde é que V. S.
obteve tal informação sobre os colossenses? Vamos considerar juntos o pano de
fundo da epístola em tela.
Em Cl 2.16 Paulo estabelece, "Portanto, ninguém
vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua
nova, ou dos sábados,"
Quais são os “rudimentos do mundo” a que se
refere Paulo em Cl 2.8,20?
(CL 2:8) "Tende cuidado, para que ninguém vos
faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos
homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo;"
(CL 2:20) "Se, pois, estais mortos com Cristo
quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças,
como se vivêsseis no mundo, tais como:"
Porventura se refere ele,como V. S. declara,
a alguma heresia de sincretista em Colossos ou está se referindo ao Antigo
Concerto?
Como entender “Portanto, ninguém vos julgue
pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou
dos sábados," de Cl 2.16?
Vamos estudar o contexto e então definir o que
Paulo quer dizer com “rudimentos do mundo”.
Vamos ler juntos Cl 2.8-23
(CL 2:8) "Tende cuidado, para que ninguém vos
faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos
homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo;"
(CL 2:9) "Porque nele habita corporalmente toda
a plenitude da divindade;"
(CL 2:10) "E estais perfeitos nele, que é a
cabeça de todo o principado e potestade;"
(CL 2:11) "No qual também estais circuncidados
com a circuncisão não feita por mão no despojo do corpo dos pecados da carne, a
circuncisão de Cristo;"
(CL 2:12) "Sepultados com ele no batismo, nele
também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os
mortos."
(CL 2:13) "E, quando vós estáveis mortos nos
pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele,
perdoando-vos todas as ofensas,"
(CL 2:14) "Havendo riscado a cédula que era
contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a
tirou do meio de nós, cravando-a na cruz."
(CL 2:15) "E, despojando os principados e
potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo."
(CL 2:16) "Portanto, ninguém vos julgue pelo
comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos
sábados,"
(CL 2:17) "Que são sombras das coisas futuras,
mas o corpo é de Cristo."
(CL 2:18) "Ninguém vos domine a seu bel-prazer
com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não
viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão,"
(CL 2:19) "E não ligado à cabeça, da qual todo
o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento
de Deus."
(CL 2:20) "Se, pois, estais mortos com Cristo
quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como
se vivêsseis no mundo, tais como:"
(CL 2:21) "Não toques, não proves, não
manuseies?"
(CL 2:22) "As quais coisas todas perecem pelo
uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens;"
(CL 2:23) "As quais têm, na verdade, alguma
aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do
corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne."
No v. 8 Paulo começa a prevenir contra várias
coisas que serviriam para completar a obra da redenção realizada por Jesus e que
poderiam torna-los cativos e desencoraja-los na fé.
"Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa
sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens,
segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo;"
“rudimentos do mundo”
O que significa a expressão de Paulo “rudimentos
do mundo?
Leiamos Gl 4.1-5
(GL 4:1) "DIGO, pois, que todo o tempo que o
herdeiro é menino em nada difere do servo, ainda que seja senhor de tudo;"
(GL 4:2) "Mas está debaixo de tutores e
curadores até ao tempo determinado pelo pai."
(GL 4:3) "Assim também nós, quando éramos
meninos, estávamos reduzidos à servidão debaixo dos primeiros rudimentos do
mundo."
(GL 4:4) "Mas, vindo a plenitude dos tempos,
Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,"
(GL 4:5) "Para remir os que estavam debaixo
da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos."
Paulo mostra que antes da vinda de Cristo os
judeus estavam presos aos elementares “rudimentos do mundo”. Explana que
essa expressão se aplica aqueles que andavam sob a lei”Aqui então ele define que
“rudimentos do mundo” como sendo o Antigo Concerto.
Em Hb 5 a expressão é identificada como os
oráculos de Deus – o Antigo Concerto. Mostrando como Cristo é superior ao Sumo
Sacerdote do Antigo concerto o escritor afirma, (HB 5:12) "Porque, devendo já
ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais
sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito
tais que necessitais de leite, e não de sólido mantimento."
Em CL 2:20-22 Paulo declara: "Se, pois, estais
mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam
ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como:
Não toques, não proves, não manuseies?
As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo
os preceitos e doutrinas dos homens;" Ele fala de morrer para aos princípios
elementares do mundo”
Em Rm 7.4 ele repete "Assim, meus irmãos,
também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais
de outro, daquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que demos fruto
para Deus."
Em Cl 2.20-22 Paulo fala de morrer com Cristo a
esses “rudimentos do mundo” ainda em Romanos em morrer para a lei para
Cristo. Usa de novo, a expressão “rudimentos do mundo”em conexão com o
Antigo Concerto. Considerando que a expressão “rudimentos do mundo” é
aplicada com relação ao Antigo Concerto em outras ocasiões,
(CL 2:9) "Porque nele habita corporalmente toda
a plenitude da divindade;"
(CL 2:10) "E estais perfeitos nele, que
é a cabeça de todo o principado e potestade;"
Este é o argumento central de Paulo. Ele
corajosamente defende a posição segundo a qual em Jesus o cristão está
“perfeito” em Cristo. Esta é a verdade que Paulo está defendendo contra aqueles
que falavam, Sim, Paulo, Jesus é a verdade, mas é necessário circuncidar-se e
observar a lei de Moisés. "Alguns, porém, da seita dos fariseus, que tinham
crido, se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que
guardassem a lei de Moisés." (At 15.5)
(CL 2:14) "Havendo riscado
a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos
era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz." (CL 2:15) "E, despojando
os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si
mesmo." (CL 2:16) "Portanto,
ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou
da lua nova, ou dos sábados," (CL 2:17) "Que são sombras
das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo." Cl 2.14-15
O que significava a expressão “cédula que
era contra nós “ cravada na cruz? No contexto, Paulo mostra estar falando do
Antigo Concerto. Era o Antigo Concerto de alguma forma contra nós? (DT 31:26)
"Tomai este livro da lei, e ponde-o ao lado da arca da aliança do SENHOR vosso
Deus, para que ali esteja por testemunha contra ti."
A maldição da lei (Dt 28.15-68) pela violação
de qualquer dos 613 mandamentos foi removida ou cravada na cruz.
"PORTANTO, agora nenhuma condenação há para
os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o
Espírito." (Rm 8.1)
De acordo ainda com Paulo os cristãos de
Colossos tinham perdido a preciosa liberdade completa em Cristo e estavam a si
mesmos se colocando debaixo do Antigo Concerto. Lamentável como a história se
repita e encontremos na pessoa do Azenilto aquele fariseu que percorre céus e
terra para tornar alguém um suposto guardador do sábado.
(MT 23:13) "Mas ai de vós, escribas e fariseus,
hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem
deixais entrar aos que estão entrando."
(MT 23:14) "Ai de vós, escribas e fariseus,
hipócritas! pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas
orações; por isso sofrereis mais rigoroso juízo." (MT 23:15) "Ai de vós,
escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer
um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes
mais do que vós."
Para que grupo de pessoas escreveu Paulo,
“Ninguém vos julgue...”? Do contexto de Colossenses se entende que se tratava de
pessoas que estavam praticando preceitos do Antigo Concerto como os rituais dos
“dias de festa, lua nova e sábados”. Portanto, Paulo declara para essas pessoas
“ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa,
ou da lua nova, ou dos sábados,"
(CL 2:17) "Que são sombras das coisas futuras,
mas o corpo é de Cristo."
(CL 2:18) "Ninguém vos domine a seu
bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas
que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão,"
Porventura,
lembra-se dos sonhos e visões de EGW sobre o 4o. mandamento como o
principal mandamento do decálogo?
“Outra vez deve o anjo o
anjo destruidor passar pela Terra. Deve haver um sinal sobre o povo de Deus, e
êsse sinal é a observância de Seu santo Sábado.”(Testemunhos Seletos, vol. II,
p. 183)
“Santificar
o sábado ao Senhor importa em salvação eterna”
(Testemunhos Seletos, vol. III, p. 22 – 2ª edição, 1956)
Diz, mais, acerca do sábado: “
“E, se alguém cresse e guardasse
o sábado, e recebesse a bênção que o acompanha, e depois o abandonasse e
transgredisse o santo mandamento, fecharia a porta da Santa Cidade a si próprio,
tão certo como haver um Deus que governa em cima no Céu.”
(Mensagens Escolhidas, vol. 1, p.66, CASA)
"Todos quantos guardarem os mandamentos de
Deus, entrarão na cidade pelas portas" e
"Alí (no céu) fomos bem vindos pois havíamos
guardado os mandamentos de Deus".
[Vida e Ensinos págs. 95,107]
“.... verificando-se
estar o seu caráter em harmonia com a Lei de Deus, seus pecados serão riscados,
e eles próprios havidos por dignos de vida eterna” (O Grande Conflito pág. 487,
CPB-1971). 9o.
Se em Apoc.
1:10 o "dia do Senhor" refere-se ao domingo, por que o mesmo autor do
Apocalipse, escrevendo o seu evangelho em tempo não muito distante do livro das
profecias e símbolos, refere-se ao dia da Ressurreição como 1o. dia da semana,
segundo a contagem judaica (mían ton sabaton--o primeiro relativo ao sábado),
aliás segundo o padrão de TODOS os demais evangelistas, que escreveram seus
evangelhos em torno de três décadas após o evento da Ressurreição? Resposta:
Por que “Se”? Sem qualquer dúvida, a expressão de Ap 1.10 “dia do Senhor”
refere-se ao domingo. Várias traduções da Bíblia apontam para o domingo:
“Eu fui
arrebatado em espírito num dia de Domingo...(Tradução de Antônio Pereira de
Figueiredo)
“Num
Domingo, caindo em êxtase, ouvi atrás de mim uma voz...”(Edições Paulinas)
“Um dia
de Domingo, fui arrebatado em espírito.”(tradução
de Mattos Soares)
“No
dia do Senhor: No Domingo.”(anotação no rodapé da TLH)
Dizem os
adeptos da Igreja Adventista do Sétimo Dia, o Remanescente, no seu livro
Sonhos e Visões de Jeanine Sautron p. 384/85, que “Samuel Bacchiocchi
(líder adventista) realiza seminários no ‘Dia do Senhor” referindo-se ao Domingo.
Em seu livro FROM
SABBATH TO SUNDAY
(Do Sábado Para o Domingo) o
‘dia
do Senhor’ é
mencionado como sendo o domingo 51 vezes somente nas primeiras 160 páginas do
livro.”
E o
prezado amigo sabe quem foi o tradutor desse livro. Porventura não tinha
consciência do que traduzia? Pergunte ao Azenilto.
Quanto
às palavras gregas mian ton sabaton, traduzidas por “No primeiro dia da semana”
é assim consignada nos evangelhos:
“... ao
findar do sábado... (Mt 28.1)
(ou
então, conforme o trecho pode ser ainda melhor traduzido:
“Depois
ao sábado...”
O
evangelho de Marcos diz,
“Passado
o sábado... (Mc 16.1)
E o
evangelho de Lucas estabelece,
“...no
primeiro dia da semana... (Lc 24.1)
Todos os
três sinópticos ajuntam frases adicionais, a saber:
“...
alta madrugada...”(em Lucas)
“...
muito cedo...”(em Marcos) e
“... ao
entrar o primeiro dia da semana...”(em Mateus)
Tudo
isso mostra-nos que quando chegou o raiar do dia do primeiro dia da semana, ou
domingo, o Senhor Jesus já havia ressuscitado dentre os mortos.
10o.
Por que quando é feita referência ao Novo Concerto, o autor de Hebreus não diz
que Deus escreve a "lei de Cristo", ou "lei da graça", ou "lei da fé", ou "lei
do Espírito" nos corações e mentes dos que aceitam os seus termos (o Israel
espiritual, de judeus e gentios), e sim as "Minhas leis"--as mesmas de Jeremias
31:31-33--e nada diz que houve qualquer alteração quanto ao dia de repouso (ver
Hebreus 8:6-10 e 10:16)?
Resposta:
Sua
pergunta é meio infantil. Pergunto: se é, como você diz, que a expressão “Minhas
leis” de Hb 8.10 e 10.16 são as mesmas de Jr 31.31-33 por que, então, se chama
Novo Concerto? Afinal, o que era novo? A mudança de lugar das tábuas de pedras
para tábuas de carne do coração ou a mudança das leis (2 Co 3.6-11)? Por que
em Jr 31.32 se declara, “Não conforme o concerto que fiz com seus
pais...” Se o Novo Concerto não é conforme o Antigo concerto, obviamente
que é diferente.
O que
significa a expressão, (HB 8:7) "Porque, se aquela primeira fora
irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para a segunda." O Antigo
Concerto ou Antiga Aliança tinha defeitos e se fosse irrepreensível não
se teria buscado lugar para o Novo Concerto (Mt 26.26-28)
Logo, a
expressão de Hb 8.10 está falando da lei de Cristo (1 Co 9.21); ou lei da fé (Rm
3.27) ou lei da graça (Rm 6.14). Quanto aos preceitos cerimoniais da lei,
inclusive o sábado semanal, foram cravados na cruz (Cl 2.16).
SÁBADO
SEMANAL: PRECEITO MORAL OU CERIMONIAL?
Pode
provar Sr. Azenilto que o sábado semanal seja um preceito moral?
1.Seria
a guarda do sábado um preceito moral quando o próprio Deus declarou ser a sua
guarda abominável aos seus olhos?
Base bíblica:
Isaias ,1.13: “Não continueis a trazer ofertas
vãs; o incenso é para mim abominação e as luas novas, e os sábados,
e a convocação das assembléias; não posso suportar iniquidade, nem mesmo a
reunião solene.”
2. Seria a guarda do sábado um preceito moral
quando a sua guarda ficava subordinada à circuncisão? A lei de Moisés
estabelecia que a circuncisão ocorresse no oitavo dia do nascimento da criança
do sexo masculino (Lv 12.3). Se esse oitavo dia caísse num sábado, o sábado
podia ser violado, para que a circuncisão fosse realizada. Como podia um
preceito moral, segundo os sabatistas, ficar subordinado a um preceito
cerimonial ou ritual?
Base bíblica:
João 7.22-23: “Pelo motivo de que Moisés vos
deu a circuncisão (não que fosse de Moisés, mas dos pais), no sábado
circuncidais um homem. Se o homem recebe a circuncisão no sábado, para que a lei
de Moisés não seja quebrantada, indignais-vos contra mim, porque no sábado
curei de todo um homem?”
3.
Seria a guarda do sábado um preceito moral considerando que os sacerdotes no
templo violavam o sábado para celebrar holocaustos e sacrifícios exigidos pela
lei, ficando sem culpa?
Base bíblica:
Mateus 12.5: “Ou não tendes lido na lei que,
aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e ficam sem culpa?”
4. Seria a guarda do sábado um preceito moral
quando sua guarda era comparada à violação de um preceito ritual como o caso de
Davi que comeu os pães da proposição reservados exclusivamente aos sacerdotes?
Base bíblica:
Mateus 12.4-5: “Não tendes lido o que fez Davi,
quando teve fome, ele os que com ele estavam? Como entrou na casa de Deus, e
comeu os pães da proposição, que não lhe era lícito comer, nem aos que com ele
estavam, mas só aos sacerdotes.”
5. Seria a guarda do sábado um preceito moral
quando os judeus, para quem o sábado foi dado, não retrucaram a Jesus quando
estabeleceu o paralelo entre a acusação dos judeus de que os discípulos de Jesus
estavam colhendo espigas e comendo-as o que, segundo eles, não era lícito fazer
no sábado, com o exemplo de Davi que comeu os pães da proposição? Poderia um
preceito moral ficar subordinado a um preceito cerimonial ou ritual (comer os
pães da proposição)?
Base bíblica:
Mateus 12.1-3: “Naquele tempo passou Jesus
pelas searas, em um Sábado; e os seus discípulos, tendo fome, começaram a colher
espigas, e a comer. E os fariseus, vendo disseram-lhe: Eis que os teus
discípulos fazem o que não é lícito fazer num sábado”?
6. Seria a guarda do sábado um preceito moral
considerando que Jesus curou o paralítico postado à beira do tanque de Betesda e
ordenou que ele carregasse a sua cama num dia de sábado?
Base bíblica:
Jo 5.8-11 “Jesus disse-lhe: Levanta-te, toma o
teu leito, e anda. Logo aquele homem ficou são; e tomou o seu leito, e andava.
E aquele dia era sábado. Então os judeus disseram àquele que tinha sido curado:
É sábado, não te é lícito levar o leito. Ele respondeu-lhes: Aquele que me
curou, ele próprio disse: Toma o teu leito, e anda.”
7. Seria a guarda do sábado
um preceito moral quando Paulo compara a guarda do sábado como algo que
implicava na perda salvação?
Base bíblica:
Gl 4.9-11: “Mas agora, conhecendo a Deus, ou,
antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos
fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias, e
meses, e tempos, e anos. Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para
convosco.”
8. Seria a guarda do sábado um preceito moral
considerando que Paulo anunciou todo o conselho de Deus e não deixou nada do que
fosse útil ensinar aos cristãos e nunca mandou guardar o sábado?
Base bíblica;
“Como nada, que útil seja, deixei de vos
anunciar, e ensinar publicamente e pelas casas.” “Porque nunca deixei de vos
anunciar todo o conselho de Deus.” (At 20.20,27)
9. Seria a guarda do sábado um preceito moral
quando Paulo afirma que não faz diferença se alguém guarda um dia e se outro
guarda outro pois tudo isso é coisa indiferente?
Base bíblica:
“Um faz diferença entre dia e dia, mas outro
julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria
mente.” Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do
dia para o Senhor o não faz. “(Rm 14.5-6)
10. Seria a guarda do sábado um preceito moral
considerando que Paulo declarou que as coisas passageiras da lei, como a guarda
do sábado semanal, deveriam ser abandonadas pelos cristãos? Base bíblica:
“Havendo riscado a cédula que era contra nós
nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do
meio de nós cravando-a na cruz. Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo
beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados.
Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo.”
11. Seria a guarda do sábado um preceito moral
considerando que em razão da desobediência Deus, ele anuncia a fim de todos os
sábados prescritos na lei, inclusive o sábado semanal? Base bíblica:
Oséias 2.11: “E farei cessar todo o seu gozo,
as suas festas, as suas luas novas, e os seus sábados, e todas as suas
festividades.”
2. Seria a guarda do sábado um preceito moral
considerando que Deus poria em esquecimento a guarda desse dia – o sábado
semanal – em decorrência da desobediência do povo de Israel? Um preceito moral
poderia ser posto em esquecimento?
Base bíblica:
Lamentações 2.6: “E arrancou o seu tabernáculo
com violência, como se fosse a de uma horta; destruiu o lugar da sua
congregação; o SENHOR, em Sião, pôs em esquecimento a festa solene e
o sábado...”
A denominada Lei Cerimonial contém preceitos
morais: Poderiam os adventistas negar isso? Os exemplos abaixo mostram o acerto
de tal declaração.
Ex 22.21-22: “O
estrangeiro não afligirás, nem o oprimirás; pois estrangeiros fostes na terra do
Egito. A nenhuma viúva nem órfão afligireis.”
Seria um preceito cerimonial por constar do
livro da lei escrito por Moisés e colocado ao lado da arca?
Ex 23.2: Não seguirás a multidão para fazeres o
mal; nem numa demanda falarás, tomando parte com a maioria para torcer o
direito.”
Seria um preceito cerimonial por constar do
livro da lei escrito por Moisés e colocado ao lado da arca?
Lv 19.16,18: “Não andarás como mexeriqueiro
entre o teu povo; não te porás contra o sangue do teu próximo. Eu sou o SENHOR.
”Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o
teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR.”
Seria um preceito cerimonial por constar do
livro da lei escrito por Moisés e colocado ao lado da arca?
Dt 16.19: “Não torcerás o juízo, não farás
acepção de pessoas, nem receberás peitas, porquanto a peita cega os olhos dos
sábios, e perverte as palavras dos justos.”
Seria um preceito cerimonial por constar do
livro da lei escrito por Moisés e colocado ao lado da arca?
Dt 18.13: “Perfeito serás, como o SENHOR teu
Deus.”
Seria um preceito cerimonial por constar do
livro da lei escrito por Moisés e colocado ao lado da arca?
CENTRO APOLOGÉTICO CRISTÃO DE PESQUISAS
©
Copyright CACP 2003
Pr. João Flávio & Presb. Paulo Cristiano
RESPOSTA ÁS DEZ PERGUNTAS
Foi necessário esse
argumento para mostrar ao judeu, que se gloriava no seu sábado, que o cristão
tem um descanso melhor e superior ao sábado do povo de Israel (Ap 1.10; Sl
118.22-24).
Gl 4.9-11 em confronto com Rm 14.5-6
Somos perfeitos em Cristo
Ordenanças Cravadas na Cruz
Ninguém vos julgue
PRECEITOS
MORAIS NA LEI CERIMONIAL