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Perguntas e Respostas Apologéticas
A resposta é sim. Jo 1.1-3 mostra isso: "o verbo estava com Deus...Ele estava no princípio com Deus". Na verdade, Jesus está demonstrando o seu conhecimento superior acerca das coisas celestiais. Ele está dizendo que ninguém subiu ao céu para trazer de volta a mensagem que ele trouxe. De forma nenhuma ele está negando que qualquer pessoa não esteja no céu. (Gn 5.24; 2Rs 2.11). Jesus está dizendo que ninguém na terra foi ao céu e depois retornou com uma mensagem como a que ele lhes dava.
Como Jesus pode ser a raiz de Davi se nas
genealogias apresentadas nos evangelhos é José, seu padrasto, quem aparece como
descendente de Davi?
Adocionismo é um ensino herético a respeito da natureza de Cristo. Está
relacionado ao conhecimento das supostas grandes controvérsias sobre a pessoa de
Cristo na história da Igreja Primitiva. Começou com Paulo de Samosata, bispo de
Antioquia, entre os anos 260 e 272 A. D. Tal ensino não fora propagado
abertamente até que, no século VIII, passou a ser divulgado por Elipandus, o
arcebispo de Toledo, na Espanha, em 785 A D.
O Salmo 37.25 aborda a questão da graça providencial de Deus para aqueles que andam em retidão diante do Senhor (23,24). Davi fala de sua longa experiência de vida referindo-se ao fato de que Deus não abandona aqueles que andam de maneira ordeira. Até mesmo seus filhos são assistidos pela terna providência divina, de modo que não terão de viver na mendicância (Mt 6.25,26). O famoso erudito Adam Clarke parafraseou as palavras desse belo salmo da seguinte maneira: "Agora tenho cabelos encanecidos. Tenho viajado por muitos países e tido muitas oportunidades de observar e de conversar com pessoas religiosas de todas as idades, e, para meu conhecimento, ainda não encontrei uma única instância contrária. Ainda não vi um único homem justo abandonado, nem os seus filhos a pedir pão. Deus honra dessa maneira a todos quantos o temem, e assim cuida deles e de sua prosperidade". Devemos atentar para o fato de que Davi não diz que o justo nunca passa fome. Às vezes, vemos cristãos enfrentando problemas financeiros, ou debaixo de intensa perseguição (principalmente os missionários), passando necessidades, mas Deus os assiste. Em Romanos 3, Paulo está discorrendo sobre a natureza depravada do homem. Na oportunidade, o apóstolo fala sobre a universalidade do pecado, a alienação humana diante de Deus e, por fim, aponta magistralmente para o meio necessário à justificação que é a fé pessoal em Jesus Cristo como Salvador crucificado que ressuscitou (Rm 3.20-29; 4.23-25; 10.8-13). A palavra "justo" é empregada nas Escrituras com vários significados.
Em Mateus 5.48, Jesus nos diz para sermos perfeitos como o nosso Deus. É possível chegarmos a tal nível; ou seja, não cometermos nenhum pecado?
O que é a logosofia?
Se o sol e os demais luminares foram criados no
quarto dia, que luz é aquela que aparece no segundo dia da criação?
O que levou a terça parte dos anjos seguir a Lúcifer? As Escrituras parecem indicar que, em algum momento entre Gênesis 1.31 e Gênesis 3.1, houve uma rebelião no mundo angélico, no qual muitos anjos bons se voltaram contra Deus e se tornaram maus. O teólogo italiano Tomás de Aquino (1225-1274) ensinou que uma vez que os anjos não têm natureza carnal pecaminosa o pecado deles foi espiritual. Eles foram seduzidos pelo diabo, que os envolveu com o orgulho e a inveja contra Deus. Os anjos pecaram voluntariamente (Tomás de Aquino, "Suma Contra os Gentios", 63:1-9). Alguns fazem alusão ao texto de Judas 6 para apoiar esse ponto de vista quanto à queda dos anjos. As táticas de Satanás e dos demônios são a mentira, o engano, o homicídio e toda sorte de malignidade. Fazem isso para afastar as pessoas de Deus e levá-las à destruição (Jo 8.44; Ap 12.9; Sl 106.37). Mas, assim como Satanás e suas hostes foram expulsos do céu, também seu domínio e ação serão extirpados totalmente da face da terra (1Jo 3.8; Lc 9.1, 10.19; At 16.18; Rm 16.20; Ap 20.10).
Lemos em Mateus 24.40-41 a respeito do
arrebatamento da Igreja e em 2 Coríntios 5.10 que todos hão de comparecer ante o
tribunal de Cristo para que sejam julgados segundo as suas obras. Já que a
Igreja será arrebatada, como ela será julgada?
"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque
deles é o reino de céus" (Mt 5.3). Será que o tópico "pobres de espírito" teria
base no texto grego do primeiro século e na tradução latina (a Vulgata) ?
Qual a diferença entre o milênio das
Testemunhas de Jeová e o milênio cristão?
As Leis
de ofertas pelo pecado e pela culpa estão delineadas nos capítulos 4.1- 6.7 do
livro de Levítico. Em Levítico 4.22-26, há instruções para aquele governante que
tenha cometido pecado "por ignorância", ou seja, pecado culposo. O delito de
Davi (adultério seguido de homicídio) não se enquadrava nessa descrição por ser
um pecado "doloso", e os sacrifícios não serviam de base para a expiação desses
pecados. (Números 35.31,32; 15.22-31; 1 Samuel 3.14; Êxodo 21.14; Deuteronômio
1.43; 17.12-13;18.20-22; Salmo 19.13; 2 Pedro 2.10). Durante boa parte da
história de Israel, sempre teve um dia para as cerimônias de expiação. Esse dia
especial afirmava um profundo senso de pecado e a compreensão de que apenas Deus
podia resolvê-lo (Levítico 16.1-34, Números 29.7-11, Ezequiel 45.18-21). Nesse
dia, o sumo sacerdote era o único que tinha permissão para entrar no lugar
santíssimo (santo dos santos) e oferecer sacrifícios por seus próprios pecados e
pelo pecado do povo. O meio de perdão definitivo, entretanto, só veio com o Novo
Pacto estabelecido pelo sangue de Cristo e pelo poder da sua ressurreição.
Lendo Mateus
27.37, Marcos 15.26, Lucas 23.38 e João 19.19, pude observar que cada um desses
evangelhos relata o título escrito por Pilatos sobre a cruz de Jesus de
diferente maneira. Por quê? Será que existe alguma contradição
O que significa o purgatório, conforme ensino da Igreja Católica
Romana?
Ao trair Jesus, Judas fez isso por dinheiro ou para que o Filho de Deus se rebelasse contra Pôncio Pilatos e Herodes? A figura de Judas tem fascinado muitos pensadores, os quais dão várias explicações para seu comportamento. À luz das Escrituras, vemos que a idéia de que Jesus tinha aspirações revolucionárias, intenções reveladas às autoridades mediante a traição de Judas, é inconcebível. Muito antes da semana final Jesus havia-se revelado como o Messias (Lucas 19.28-40; Mateus 26.52-54). A ambição sempre foi um sentimento visível na vida de Judas, vemos isso em João 12.4-6. Essa é a explicação mais plausível! A figura de Judas serve como um lembrete de que o pecado é algo terrível, mas somente a morte de Cristo é o poder de Deus para efetuar a salvação de seu povo.
De acordo com Mateus 19.16-22, temos realmente de vender tudo para que possamos seguir a Cristo? Esse
texto, junto com Atos 2.42-44 e 4.34-35, tem sido usado por muitas seitas (como,
por exemplo, a Igreja de Cristo Internacional, a Igreja da Unificação e os
Meninos de Deus, entre outras) para fazer que a pessoa doe tudo o que possui à
sua organização (à do grupo religioso) e passe a viver como pedinte pelas ruas
dos grandes centros urbanos atrás de donativos, não para ela, mas para o próprio
movimento. Em Mateus aprendemos que aquele jovem era um homem de "posição" e,
logo de início, vemos um problema fundamental. Enquanto Jesus usa o verbo
"receber"
As Escrituras condenam o estudo e uso de mapas das estrelas? Não! Se o estudo for matemático e cientificamente útil, não existe nenhuma restrição bíblica a ele. O estudo da astrologia, enquanto observação não mística dos céus (astronomia) é útil. Podemos ver isso em Gênesis 1.14: E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos. Vemos, na Bíblia, que o estudo do sol, da lua e das estrelas, para sinalizar tempos e marcar épocas, é legítimo. A partir da observação das estações climáticas e das estrelas, temos como planejar pescarias, viagens pelo mar etc. A astrologia só é condenada se o seu estudo envolver superstições, for místico e estiver relacionado com adivinhações ou forças ocultas. Também é preciso entendermos que no mundo antigo não havia essa divisão moderna entre astrologia e astronomia, ou seja, misturava-se quem estudava os astros com fins não místicos com aqueles que atribuíam poderes aos astros. Os adeptos da Nova Era afirmam que a estrela vista pelos magos significa o início da era de Peixes, que, por sua vez, cede lugar, neste milênio, à era de Aquário. Não encontramos indício nas Escrituras de uma era não-cristã, quando algum sistema viesse sufocar e destruir a Igreja. Antes, a Igreja prevalecerá sobre as portas do inferno (Mt 16.18), embora a Bíblia tenha previsto a apostasia parcial (2 Ts 2.3). A estrela vista pelos magos guiou o grupo até o lugar onde estava o menino (Mt 2.9), o que não deixou de ser uma evidência sobrenatural que demonstrava a condição ímpar do nascimento de Jesus. Aos sábios e poderosos foi anunciado as boas novas; ou seja, o evangelho. Contudo, não foram os sábios segundo o mundo que abraçaram a grande salvação (Mt 11.25; 1Co 1.19,26-27). A estrela não evidenciou o destino da pessoa de Jesus, mas o local onde estava o menino. O tempo e o caráter do futuro Rei já estavam exarados nas Escrituras (Dn 9.25-27; Is 53). Até mesmo a região em que Ele nasceria era do conhecimento dos sacerdotes (Mt 2.6; 2 Sm 5.1-2; 1 Sm 17.12). Algumas lições que podemos extrair desse episódio:
Encontramos alguns textos bíblicos que nos dizem que Moisés falou face a face com Deus. Contudo, Deus declarou a Moisés que homem nenhum verá a minha face, e viverá (Êx 33.20). Como conciliar essas duas passagens? O texto tem sido interpretado também para afirmar que Deus tem corpo físico. É necessário saber o que realmente o texto está desejando transmitir. Falar face a face indica que os dois, Deus e o homem, são físicos ou teria outras implicações? A frase face a face denota intimidade, falar a um amigo, diretamente, sem intermediários. É esta a intenção do texto: demonstrar a familiaridade que Moisés tinha com Deus. Tal familiaridade era fundamental para sua liderança ante o povo israelita. Em outras ocasiões, demonstrava a certeza das promessas divinas, como a referência a Jacó, em Gn 32.30 (1) , onde Deus teria falado face a face com Jacó, o que resultou em sua salvação. Contudo, a essência ou plenitude de Deus jamais pode ser vista pelo homem mortal (1 Tm 6.16). Dizer que ninguém viu a Deus expressa a incapacidade de a criatura humana de conhecer a Deus em sua plena natureza divina. O Senhor Deus é um ser espiritual e infinito. Por outro lado, Deus somente pode ser conhecido por intermédio de seu Filho, Jesus Cristo (Jo 1.18). 1 Consulte
a Bíblia Apologética (Gn 32.30) A passagem de Êxodo 21.22,23 significa que um ser que ainda não nasceu tem menos valor do que um ser já adulto? O texto bíblico em referência diz o seguinte: Se alguns homens pelejarem, e um ferir uma mulher grávida, e for causa de que aborte, porém não havendo outro dano, certamente será multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e julgarem os juizes. Mas se houver morte, então darás vida por vida. Não encontramos base nessa passagem para a execução de um aborto, e muito menos para uma comparação depreciativa entre um ser que ainda não nasceu e um ser já formado, adulto. A palavra-chave do texto é yatsa, que significa literalmente sair ou dar à luz – jamais tem o sentido de um aborto voluntário.(1) Outro aspecto a ser considerado é a frase: não havendo outro dano (v. 22). Se além do nascimento prematuro não houver outro dano, isto é, morte, o culpado pagará um multa, apenas. Ao contrário, ocorrerá o que é evidenciado no versículo 23, que diz: mas se houver morte, então darás vida por vida. Quanto a essa questão, o que o texto está realmente dizendo? Poderíamos parafrasear assim: se dois homens discutirem, e isso causar uma briga violenta e eventualmente uma mulher grávida for atingida de maneira que venha a dar à luz prematuramente, contudo, não havendo outro dano, tal agressor será multado. Mas se houver morte, será vida por vida. Qual o motivo da multa? Uma gravidez prematura certamente deixará a mulher num estado precário, exigindo maior cuidado. E a multa servirá de auxílio durante sua recuperação. Não encontramos base nas Escrituras para o aborto voluntário. Quanto mais pesquisamos as Escrituras mais encontramos leis justas que amparam e protegem o feto: Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia (Sl 139.16). 1 Consulte a Bíblia Apologética (Êx 21.22-23)
Não como em nossos dias. Acontecia da seguinte forma: depois ter sido a noiva escolhida, ou pelos pais do pretendente (Gn 24.1-4), ou pelo pretendente (Gn 29.18), ocorria o noivado, período que precedia o casamento. Esse período era muito importante, especialmente nos casos em que os noivos mal se conheciam ou jamais tinham se visto antes. O noivado dos jovens solteiros durava geralmente um ano. Já o noivado de uma viúva, apenas um mês. Enquanto que em nossas leis somente o casamento tem aspecto legal e absoluto de contrato e o rompimento do noivado raramente é considerado um ato passível de ação judicial, a não ser que tenham ocorrido prejuízos reais, na lei israelita não era assim. O noivado e o casamento eram duas condições bem definidas e distintas, cada uma delas, no entanto, tinha sua própria etapa (Dt 20.7). O casamento propriamente dito era, na verdade, a união de dois seres por toda a vida. Vejamos o que disse o anjo a José: não temas receber Maria, tua mulher (Mt 1.20). Embora essas duas condições fossem teoricamente distintas, elas, na verdade, se envolviam. A lei que reconhecia os direitos e as obrigações durante o noivado era a mesma para o casamento. A noiva suspeita de infidelidade ficava sujeita ao apedrejamento, exatamente como acontecia no casamento. Por outro lado, ela tinha a vantagem de alguns direitos legais: não podia ser rejeitada, exceto mediante carta de divórcio; se o jovem morresse, era considerada viúva.
Essa expressão é encontrada cerca de seis vezes nas Escrituras. Veja Provérbios 20.10, que diz: Dois pesos diferentes e duas espécies de medida são abominação ao Senhor, tanto um como outro. Trata-se, portanto, de uma expressão idiomática; ou seja, pertencente aos povos primitivos, e significava usar de critério diferente para o beneficio próprio. O texto deve ser entendido literalmente, pois as pessoas costumavam usar, para vantagens ilícitas, uma medida para compra e outra para venda, adulterando o seu peso. A exatidão nos pesos não se tornou importante apenas para as transações com trigo e outras mercadorias, mas também para fortificar a moeda. E foi dentro desse contexto e com honestidade que Abraão pesou a Efrom, 400 siclos de prata (cada siclo equivale a 11,424 g), para comprar o campo e a caverna onde sua esposa Sara foi sepultada. Pouco a pouco, a prática de pesar dinheiro foi sendo substituída pela moeda cunhada com símbolo ou imagem. Até que as moedas se fortificassem entre o povo, as pessoas continuaram pagando suas dívidas com o peso, forjado com metal precioso. A prática de pesar o dinheiro em vez de contá-lo era muito comum na Palestina dos dias de Jesus, e também em toda a região do Mediterrâneo. E isso paralelamente ao uso do dinheiro cunhado. As balanças serviam, ainda, para comprovar se as moedas eram verdadeiras; ou seja, se não tinham sido cortadas ou limadas. Tal comprovação cabia aos banqueiros e aos cambistas, o que deveria ser uma tarefa difícil, devido à variedade de moedas em uso naquela época, na Palestina. Assim como em nossos dias é comum um vendedor obter certa margem de lucro na transação de compra e venda de moeda (dinheiro), o mesmo acontecia naqueles dias. Algumas pessoas dos tempos bíblico usavam uma medida de peso maior para compra e outra menor para a venda. Com isso, os pobres e necessitados eram os mais prejudicados quando vendiam suas mercadorias. Além do lucro costumeiro, os cambista injustos tinham vantagem na compra e venda desleais. Tal situação fez com que Jesus agisse severamente contra o comércio ilícito no templo e os comerciantes desonestos. O evangelista Mateus, que era cobrador de impostos (Mt 10.3), registrou claramente esse importante detalhe: E disse-lhes (Jesus): Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de ladrões (Mt 21.13). O comércio no templo era ilícito (Lv 5.15; 12.8; 27.25), mas as fraudes nas medidas eram condenadas! A Míshiná fala de uma época em que o preço de dois pombos chegou a ser de uma medida de ouro equivalente a dois dias de trabalho.
Em Hebreus 10.10 somos informados de que, por meio do sacrifício de Cristo, os crentes são santificados de uma vez por todas (Ver também Hebreus 13.21). Devemos confiar em Deus e seguir a santificação para a qual fomos chamados. Hebreus 12.14 fala do apogeu da comunhão cristã na glorificação, enquanto, aqui na terra, contemplamos a "face de Deus", por meio de Cristo (2 Coríntios 4.6). Mas chegará o dia em que se cumprirá Apocalipse 22.4. O texto de Apocalipse 1.7 fala sobre a vinda de Jesus Cristo em juízo, na Palestina, quando as nações ímpias tiverem conquistado a região, ameaçando aniquilar o povo judeu. Nessa ocasião, haverá a intervenção divina, como aconteceu no Mar Vermelho. E todos hão de ver a Jesus, inclusive aqueles que desdenharam o verdadeiro Cristo e propagaram e defenderam o falso Cristo. Esses ver-se-ão diante da augusta epifanéia (manifestação) do Reis dos reis e tentarão se esconder do juízo divino e de sua glória.
No Salmo 51.7 Davi pede:
"Purifica-me com hissope, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que
a neve". A aspersão com água naquela época é a mesma usada pelos católicos hoje,
com água benta? Por que a igreja não faz uso desse cerimonial?
Afinal, os mortos estão no céu conscientes ou não, conforme Ec
9.5-10? O livro de Eclesiastes é realmente arcaico e imperfeito? Gostaria de
obter uma explicação sobre esse assunto?
Por que o povo de Israel não
podia comer pão com fermento durante a Páscoa?
O fato em questão encontra-se em Mateus 8.28-34 (comparar Marcos 5.1-20 e Lucas 8.26-39). A distinção dos relatos dos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas é que Mateus fala de dois endemoninhados, enquanto Lucas e Marcos apenas de um. Mas, afinal, eram dois ou um? A explicação, neste caso, é que Mateus foi mais detalhista em seu escrito, como aconteceu também no relato que ele fez a respeito da cura de dois cegos (Ver Mt 20.30). Quanto a Marcos e Lucas, eles se ocuparam apenas em focalizar o endemoninhado proeminente. O que devemos levar em consideração no relato desses evangelistas é o propósito de suas narrativas. Ou seja, seu ponto principal: houve ou não o milagre da libertação? Os autores têm a mesma posição quanto ao poder de Cristo? São unânimes ao demonstrar evidências de que Jesus era de fato o Messias ou vacilam nas credenciais messiânicas? Podemos perceber, no Novo Testamento, que todos os evangelistas procuram apresentar evidências conclusivas sobre a vida, ministério, sacrifício, morte e ressurreição de Jesus. E não apenas os evangelistas, mas os inimigos de Cristo (as classes religiosas de sua época e os historiadores céticos) também registram essas evidências. Quanto aos pormenores, cada um escreveu segundo sua própria perspectiva. E faziam isso de acordo como os detalhes lhes saltavam aos olhos: "O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida (Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada); o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo. Estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra" (1 Jo 1.1-4). Existe algum indício de matança de crianças na Judéia? Por que José temeu Arquelau?
A Bíblia e os historiadores
não informam quantas crianças foram vítimas da atrocidade cometida por Herodes.
Mas o relato dessa atrocidade é fidedigno e os indícios dela podem ser visto no
caráter de Herodes, em cuja biografia de sua vida há muitas crueldades. Werner
Keller, autor do E a Bíblia Tinha Razão, tece o seguinte comentário sobre o
reinado de Herodes: Em trinta e seis anos (do seu reinado) quase não se passou
um dia sem execução. Herodes não poupou até mesmo sua família. Em sua lista de
assassinatos contam-se dois cunhados, uma esposa e dois filhos. Herodes mandou
matar também diversas famílias nobres e alguns sábios e líderes. No leito de
morte, mandou assassinar um terceiro filho. Quando Arquelau assumiu a realeza,
houve outras dezenas de rebeliões, o que motivou José, padrasto de Jesus, a não
voltar para a Judéia, mas ir para as partes da Galiléia, mais especificamente
Nazaré.
Como o sol e a lua pararam se é a terra que
gira em torno do sol?
Gênesis 6.5 fala da tristeza de Deus quanto à má índole do homem. É uma figura de linguagem chamada antropopática para facilitar o entendimento humano. O que o texto está indicando é que Deus se contristou pela desobediência do homem, e não que Ele, o Senhor, tivesse se arrependido de sua criação, ou, então, que houvesse cometido algum erro. Em Números 23.19, vemos que a palavra de Deus é fiel e, ao contrário da dos homens, se cumpre. Numa terceira passagem, Jeremias 18.7-10, lemos: "se a tal nação... se converter da sua maldade, também eu me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe". Não se trata, obviamente, do caso de Deus se arrepender de algum erro que tenha cometido, mas da supressão do castigo anunciado por Ele. Deus não erra, logo, seu "arrependimento" não é como o nosso. O soberano e imutável Deus sabe lidar apropriadamente com as mudanças no comportamento humano. Quando os homens pecam e se arrependem de seus pecados, Deus "muda seu pensamento". O Senhor abençoa ou puni o homem, ou, se for o caso, uma nação inteira, de acordo com a nova situação (Êx 32.12,14; 1Sm 15.11; 2 Sm 24.16; Jr 18.11; Am 7.3-6).
A
humanidade do Verbo é fundamental para a execução do plano de Deus. O homem
pecou e esse pecado contaminou toda a humanidade. Lemos em Romanos 5.12, 15:
"Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte,
assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram. ...
se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela
graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos". Somente uma
vida perfeita poderia ser doada em lugar de um pecador, e não apenas um, mas a
todos quantos crêem no seu nome (Jo 1.12).
Jesus teve o seu corpo físico ressuscitado. Primeiramente, devemos considerar o conceito bíblico sobre ressurreição. A ressurreição é a restauração integral do homem. Em todas as ocorrências de ressurreição nas Escrituras está explícita a restauração integral do corpo. Não encontramos ressurreição de um espírito. Paulo tece as relações entre o corpo atual e o corpo ressuscitado em glória, contudo sempre está em foco o corpo. O primeiro corpo de Cristo, isto é, na encarnação, foi terrestre, mortal e natural (Fp 2.7). Segue-se que o corpo de Cristo não viu corrupção (Sl 16.10; At 2.27,31; 13.37). Sua ressurreição foi corporal (Lc 24.39). As Testemunhas de Jeová afirmam que o corpo de Jesus foi desintegrado em gases: Jeová Deus deu fim ao corpo carnal de Jesus do seu próprio modo (possivelmente desintegrando-o nos átomos dos quais fora constituído). 1 Concluem em outro tópico do mesmo livro: Este corpo, porém, não foi preservado para ser usado pelo ressuscitado Jesus.2 . Tais afirmações são contrárias aos ensinos bíblicos. O Senhor Jesus foi claro: Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. E, dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés (Lc 24.39-40). Em Cristo Jesus coexistem a natureza humana e a natureza divina. A expressão espírito vivificante não indica a natureza do corpo, mas o poder da ressurreição. O corpo ressuscitado é chamado espiritual e espírito vivificante, porque pertence ao céu. Além disso, Jesus é vivificante no sentido de trazer vida àqueles que nele exercem fé. 1 Estudo
Perspicaz das Escrituras - p. 450 - vol I. - Sociedade Torre de Vigia de Bíblias
e Tratados. 2 Estudo Perspicaz das Escrituras - p. 392 - vol II - Sociedade
Torre de Vigia de Bíblias e Tratados. Se não era tempo de figos, por que Jesus amaldiçoou uma figueira que não tinha frutos? Não houve intolerância ou crueldade da parte de Jesus. É necessário conhecer as -circunstâncias que o levaram a tomar essa atitude. O exemplo destacado nas Escrituras foi a fé. Em Mateus 11.20-26, o Senhor usou o ocorrido como exemplo do poder da fé. Mas temos outra lição importante a aprender nessa passagem. A figueira daquela região abre seus primeiros botões nos ramos que cresceram na estação -anterior, e isso ocorre quando a árvore ainda tem pouquíssimas folhas. Quando a árvore se enche de folhas, ela já está pronta para produzir frutos maduros. Uma vez que a figueira vista por Jesus tinha folhas extraordinariamente cedo (em inícios de abril), Ele esperava encontrar frutos temporãos, prontos para serem colhidos e comidos. Portanto, a falta de frutos na figueira indicava que sua aparência era enganosa. Isso ilustra como o Senhor praticava o que pregava. Notamos, no decorrer dos evangelhos, como o -Senhor Jesus denunciava a hipocrisia. Visto que a figueira estava mentindo em sua aparência, torna-se claro o motivo da declaração de maldição de Jesus contra ela, que se cumpriu imediatamente.
Entre as sementes utilizadas na palestina, havia a mostarda-negra, conhecida como Brassica nigra ou Sinapis nigra, sendo essa, provavelmente, a semente apresentada por Jesus. A mostarda-negra tem o diâmetro de 1 a 1,6 milímetros. Contudo, a ciência indica outras sementes menores que a semente de mostarda. O professor R. D. Gibbs, no seu compêndio Botânica (publicado em inglês), escreveu: Um simples ovário da orquídea Cynoches contém 3.770.000 sementes e. . . mais de 300.000 pesam apenas 1 grama!. No entanto, Jesus não estava falando a um público que cultivava -orquídeas. Todavia, os judeus da Galiléia, para quem Jesus falava, sabiam que, dentre os diversos tipos de sementes colhidas e plantadas pelos lavradores locais, a de mostarda era a menor. De fato, no talmude judaico a semente de mostarda é usada como figura de retórica para a menor medida. Podemos explicar esse fato com a expressão comum: o sol está se pondo. Na verdade, sabemos que não é o sol, mas, sim, a terra que gira, formando a noite e o dia. Mas dificilmente encontraríamos alguém dizendo que a terra está girando e ocasionando a sombra que chamamos de noite. Assim, quando usamos a expressão o sol se pôs, não significa que a pessoa esteja afirmando que a terra, e não o sol, é que se move. Da mesma forma, a expressão a menor de todas as sementes não quer ser exaustiva, mas considerar que de todas as sementes conhecidas e utilizadas pelos ouvintes, a menor é a de mostarda.
Não seria a lei de talião excessivamente dura? A Lei de Deus dada a Moisés não cometia excessos. Em princípio, se não analisarmos de perto as questões envolvidas, parece que o mandamento é cruel. Lemos em Êxodo 21.23-25: Mas se houver morte, então darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe. Essa lei é conhecida também como pena de talião, ou retaliação, expressão procedente do latim lex talionis. Quando alguém feria seu próximo de forma grave, a retaliação deveria ser equivalente: olho por olho, dente por dente. Contudo, perguntamos: Era a lei mecânica, automática? A lei incentivava a violência, a vingança crua? Não! Em Deuteronômio 19.16-21 encontramos informações que exigem eqüidade nos casos: Quando se levantar testemunha falsa contra alguém, para testificar contra ele acerca de transgressão, então aqueles dois homens, que tiverem a demanda, se apresentarão perante o Senhor, diante dos sacerdotes e dos juízes que houver naqueles dias. E os juízes inquirirão bem; e eis que, sendo a testemunha falsa, que testificou falsamente contra seu irmão, far-lhe-eis como cuidou fazer a seu irmão; e assim tirarás o mal do meio de ti. Nesta passagem, veremos que os sacerdotes e os juízes deveriam inquirir as testemunhas sobre os muitos detalhes da acusação para que chegassem a um veredicto. A lei fazia distinção entre delito culposo e doloso. Ou seja, se o delito cometido acarretasse em morte e o culpado não tivesse a intenção de matar e/ou simplesmente não pôde evitar o acontecimento, a pessoa era poupada (Êx 35.11-25). Até mesmo o homicida intencional tinha o direito de ser ouvido, com testemunhas (Nm 35.30). Por outro lado, devemos perguntar: que critério alguém deveria usar para vingar os maus-tratos de um adversário? Se um olho fosse arrancado, contentaria o vingador em arrancar apenas um olho da outra pessoa ou excederia, talvez, causando a morte do adversário? Quantas vezes lemos nos jornais que, por motivos banais, alguém se vinga matando seu ofensor? O que aprendemos então sobre a Lei? Que a Lei de Deus limitava a vingança ao dano causado. A Lei não permitia que um dano fosse retaliado por outro maior. Realmente, a Lei corrigia e limitava o ódio no coração humano, servia como um moderador dos excessos. A Lei não exigia que o dano fosse retaliado na mesma proporção (pois o perdão era o alvo), mas até o limite da proporção. A Lei também demonstrava a gravidade de se praticar o mal contra o próximo. Esta mesma Lei apontava para Cristo, o único que pagou integralmente todos os pecados daqueles que nele exercem fé. Seu sacrifício perfeito nos reconciliou com Deus (Rm 5.8-12). A Lei trouxe à luz o pecado (Rm 5.20), mas a justiça de Deus se manifestou através de Cristo Jesus (Rm 3.21-22).
Quando dizemos que o dilúvio durou 40 dias estamos apontando para o período de tempo que durou a chuva sobre a terra. Esse conceito é visto em Gênesis 7.4,12,17. E houve chuva sobre a terra quarenta dias e quarenta noites (v.12). Quando dizemos que o dilúvio durou 150 dias estamos nos referindo ao tempo em que as águas predominaram sobre a terra (Gn 7.24). Somente após o quinto mês depois do início da chuva que a arca repousou sobre o monte Ararate (Gn 8.4). E somente onze meses depois do início das chuvas as águas secaram (Gn 7.11; 8.13). Noé e sua família saíram da arca e pisaram em terra seca exatamente um ano e dez dias depois do início do dilúvio. Portanto, esses números referem-se a coisas diferentes. As Escrituras são fidedignas em seus registros.
A serpente de bronze não era um ídolo ou um objeto para culto. O objetivo para a sua confecção era ensinar submissão ao povo de Israel. Precisamos compreender o pano de fundo da ocasião. Embora os israelitas tivessem saído do Egito, se mostravam rebeldes para com Moisés e o Senhor Deus. Diante dessa atitude, Deus envia serpentes venenosas para afligir o povo de Israel. Essas serpentes eram ardentes. O Senhor, portanto, ordena fazer uma serpente semelhante de cobre, que deveria ser pendurada numa haste. Todo aquele que fosse picado pela serpente ardente e olhasse para a serpente de cobre seria imediatamente curado (Nm 21.4-9). Os israelitas precisavam entender que a obediência a Deus significava vida, e que o mesmo Senhor que sustentava a vida poderia puni-los conforme a gravidade de seu erro. Em nenhum momento encontramos que os israelitas deveriam cultuar ou exercer fé naquele objeto para que pudessem alcançar a cura. Era evidente a intenção de Deus: a praga e o remédio eram semelhantes em sua origem, ambos foram ordenados por Deus por causa da desobediência do povo. A serpente de bronze não deveria ser usada como um amuleto, mas, sim, ter a sua origem reconhecida. Além disso, nem todas as figuras são ídolos. Encontramos inúmeras figuras no Tabernáculo e no Templo que jamais foram usadas como amuletos ou ídolos.
Posteriormente, o povo israelita passou a idolatrar a serpente de bronze, mas
isso não ficou impune. Lemos em 2 Rs 18.4 ele (Ezequias) tirou os
altos, quebrou as estátuas, deitou abaixo os bosques, e fez em pedaços a
serpente de metal que Moisés fizera; porquanto até aquele dia os filhos de
Israel lhe queimavam incenso, e lhe chamaram Neustã. A palavra Neustã
significa pedaço de bronze. Não encontramos nas Escrituras Sagradas
nenhum apoio a quaisquer meios supersticiosos ou idólatras. Romanos 8.3 indica que Jesus era apenas semelhante aos homens? Jesus não veio apenas em semelhança de carne humana, como se fosse em aparições fluídicas. Ele veio com um corpo de carne realmente. Foi gerado no ventre de Maria, concebido pelo Espírito Santo (Mt 1.18). Cresceu em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens (Lc 2.52). Ele sentia fome (Mt 4.2), cansaço (Jo 4.6) e dormiu (Mt 8.24) Teve um ministério que repercutiu no império romano e na história humana. Sofreu nas mãos dos judeus e romanos. Padeceu morte de cruz e ressuscitou. Toda doutrina cristã está diretamente relacionada com a pessoa, vida e ressurreição de Jesus. Hoje encontramos diversas seitas que refletem em suas doutrinas as idéias gnósticas do primeiro século. Tais afirmações dizem que o corpo de Jesus era apenas aparente ou fluídico. O apóstolo João escreveu contra tais heresias: Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo (1 Jo 4.2-3). Romanos 8.3 nos diz: Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela lei, Deus, enviando o seu Filho em semelhança de carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne. Jesus não tinha forma humana até sua encarnação. (Jo 1.1-3,14 e Gl 4.4)
Ser
exterminado não significa ser aniquilado, como insistem em explicar aqueles
que ensinam o aniquilamento como um estado final para os ímpios. Em Daniel 9.26,
lemos o relato profético a respeito da morte do Messias. Se a palavra usada para
indicar a sua morte é a mesma no Salmo 37.9,34, então teríamos de entender que o
Messias fora aniquilado quando morreu. Sabemos, portanto, que Cristo não
foi aniquilado, pois Ele ressuscitou no terceiro dia e vive para todo o sempre.
O extermínio é apenas temporal; isto é, aqueles que são exterminados ainda terão
de prestar contas diante do tribunal de Cristo. Os aniquilacionistas afirmam que
todos os ímpios serão aniquilados; ou seja, eles deixarão de existir, e isso
para sempre. Não encontramos esse ensino do aniquilacionismo nas Escrituras.
Todos serão ressuscitados e prestarão contas diante de Deus: E, como aos
homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo (Hb 9.27).
E valeria ainda citar Apocalipse 20.11-15. Qual é o momento em que Jesus cura o cego de Jericó? Temos algumas opções para que possamos esclarecer o texto. Alguns eruditos cristãos comentaram acerca de quatro possibilidades: 1) Alguns afirmam que a cura se deu quando saía de Jericó. Provavelmente o primeiro encontro com o cego ocorreu quando Jesus entrava na cidade e o homem o acompanhou, clamando por toda a cidade. Finalmente, na saída de Jericó, ele foi curado (Lc 18.35). 2) Outra explicação seria o fato de existirem duas cidades com o mesmo nome Jericó: a velha e a nova. Então, o Senhor teria saído de uma delas e entrado na outra. 3) Ainda alguns afirmam que se trata de dois eventos distintos. Enquanto Mateus e Marcos falam da ocasião em que Jesus cura um cego ao sair da cidade (Mt 20.29 e Mc 10.46), Lucas relata um outro milagre, ocorrido quando o Senhor entrava na cidade, e isto em outra ocasião. 4) Temos, ainda, esta última possibilidade. Provavelmente, esses dois eventos ocorreram distinta e simultaneamente. Jesus curou um cego ao entrar na cidade e, após caminhar por ela, ao sair, curou mais dois cegos. Embora
não conheçamos exatamente como a história cronológica se desenvolveu, sabemos,
portanto, que a Palavra de Deus é verdadeira. E o Senhor poderia ter curado um,
dois ou mais enfermos que porventura cruzassem seu caminho, ou mesmo se
estivessem distante de sua presença (Mt 8.5-10). Os profetas predisseram que Jesus seria chamado nazareno, mas tal profecia não é encontrada no Antigo Testamento. Teria Mateus cometido um erro? De fato, não encontramos nenhuma citação direta, no Antigo Testamento, à referência Ele será chamado nazareno. Para alguns, a palavra Nazaré, da raiz hebraica netzer (renovo), seria o cumprimento de uma expressão profética, indicando que o Messias seria o renovo da casa de Davi (veja-se Is 11.1; Jr 23.5, 33.15; Zc 3.8, 6.12). Provavelmente, esta passagem estava na mente de Mateus, para quem Jesus é o descendente real, o broto, o renovo da casa de Davi. Outros comentaristas relacionam o termo nazareno, em sua referência a Cristo, aos indivíduos conhecidos por nazireus (Nm 6.2,13,18-20). Os nazireus eram pessoas consagradas ao Senhor (Nm 6.2) e é por esse motivo que alguns afirmam que Jesus conseguira cumprir todos os requisitos da Lei do Antigo Testamento. Todavia, o vocábulo nazireu, tanto no grego quanto no hebraico, quer dizer diferente. E Jesus, ao que consta, nunca fez esse voto em particular. Ainda outros comentaristas lembram que a cidade de Nazaré, onde Jesus viveu, era um lugar desprezado, e relacionam este fato com as profecias bíblicas de que o Messias seria desprezado e o mais rejeitado dentre os homens (Is 53.3; Sl 22.6; Dn 9.26; Zc 12.10). Vale lembrar que Mateus declara simplesmente: para que se cumprisse o que fora dito pelos profetas (no plural). Esses profetas viveram no Antigo Testamento e predisseram que o Messias seria chamado Nazareno. Neste caso, não encontraremos um versículo falando especificamente a respeito. Trata-se de uma verdade geral difundida pelos diversos profetas sobre as características do Nazareno Jesus.
Betânia ficava numa encosta do lado Leste do Monte das Oliveiras que, por sua vez, está a Leste de Jerusalém.O problema aparente está nos registros de Lc 24.50 e At 1.1, mas as duas passagens foram escritas por Lucas. Evidentemente, Lucas não viu nenhum problema em denominar aquele lugar como Monte das Oliveiras ou Betânia. Não havia, portanto, nenhuma contradição quando se referiu a esses dois nomes como o local das ascensão de Jesus.
Mateus e João disseram que antes que o galo cantasse, Pedro negaria o Senhor três vezes. Marcos, porém, afirma que Pedro negaria Jesus por três vezes antes de o galo cantar duas vezes. São contraditórios os evangelhos? Não! Mateus e João não especificaram quantas vezes o galo cantaria, eles apenas mencionaram o fato. Marcos, portanto, foi mais específico, citando com exatidão o número de vezes.
Ao analisarmos as citações acima, veremos que não há nenhum tipo de contradição no que dizem. Vejamos. No texto de João 10.30, quando Jesus faz a afirmação de que Ele e o Pai são um, e no texto de João 14.28, quando Ele diz que O Pai é maior do que eu, não podemos deixar de observar que o Filho de Deus tem duas naturezas: é verdadeiro Deus (1Jo 5.20) e verdadeiro homem (1Tm 2.5). Jesus e o Pai são um na essência, no caráter e na natureza divina. É justamente isso que o mesmo evangelista fala em outras referências do mesmo evangelho (Jo 1.1; 8.58; 10.30). Quanto à questão de Jesus ser menor que o Pai, devemos lembrar que, como homem, Ele possuía certas limitações em relação ao tempo e ao espaço (Fp 2.8), sendo, inclusive, menor que os anjos (Hb 2.9). Portanto, como homem, Ele é menor que o Pai (Jo 14.28), mas, como Deus, Ele é igual ao Pai (Jo 10.30; 1 Jo 5.20); ou seja, como pessoa, Jesus tem duas naturezas: e o verbo (Deus) se fez carne (homem) e habitou entre nós... (Jo 1.14). (Ver comentário da Bíblia Apologética sobre Jo 14.28 – pp. 1211-1212).
De início, poderíamos achar que existe contradição entre essas duas passagens, contudo precisamos fazer algumas distinções entre o propósito da vinda de Cristo à terra e as decorrências de sua vinda. O propósito de sua vinda foi trazer paz para os incrédulos que passassem a crer nele (Rm 5.1) e, finalmente, a paz de Deus aos crentes (Fp 4.7). Entretanto, a conseqüência imediata da vinda de Cristo foi separar os que eram a seu favor daqueles que eram contra ele. Ou seja, separar os filhos de Deus dos filhos deste mundo. Mas, assim como o objetivo de uma amputação é exterminar com a dor causando ainda, como efeito imediato à cirurgia, mais dor ao paciente, a missão final de Cristo também provoca intensas aflições no mundo e na vida das pessoas que se entregam a ele. Por que isso? Porque, embora Cristo tenha vindo com o propósito de trazer paz ao coração do homem e ao mundo (terra), sua mensagem causa fortes turbulências quando separa aqueles que agora estão no reino de Deus daqueles que pertencem ao reino de Satanás. Essa incisão é dolorida, mas inevitável. Pois Deus quer o melhor para os seus filhos. Ele ama o pecador, mas aborrece o pecado.
O início da revolta de Satanás se deu no lugar em que ele se encontrava: no céu e na presença dos anjos, seres dotados de grande poder, inteligência e livre arbítrio. Jesus disse: Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira (Jo 8.44; 1 Jo 3.8-10). Isto mostra que o diabo estava na verdade, mas a abandonou. Em Ez 28.12-19, há um paralelo entre ele e o rei de Tiro. A rebelião de Satanás, ao que tudo indica, pode ter ocorrido muito tempo antes da criação do homem. Contudo, algumas pessoas afirmam que a rebelião satânica aconteceu ou foi demonstrada no Paraíso. Tiago é categórico ao nos informar, em sua epístola, como se desenvolve um coração perverso: Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte (1.14.15).
A contagem de meses e anos em Gênesis é semelhante ao nosso calendário? Viveu Adão realmente 930 anos? A contagem dos tempos e sua divisão em épocas é essencialmente a mesma nos calendários bíblico, secular primitivo e atual. Uma análise mais minuciosa do texto bíblico demonstra como essa era realizada. Contudo, alguns intérpretes liberais procuram afirmar que a longevidade dos homens, registrada no livro de Gênesis, deve-se à maneira de computar os dias. Segundo afirmam, as semanas e os anos eram contados como meses. Dos calendários existentes, os mais destacados são de origem caldeu, babilônico, assírio, romano, egípcio, grego, judaico (bíblico), islâmico, juliano e gregoriano. Destes, o islâmico e o gregoriano são os mais recentes. O conceito básico do calendário, independente de sua origem, é a composição das quatro estações do ano. O ano solar ou lunar é dividido em meses de trinta dias e semanas de sete dias, geralmente tendo a posição da lua como identificador. Os dias são divididos em vigílias ou horas, verificando a posição do sol. As estrelas também desempenham papel importante na fixação de datas. Encontramos os mesmos parâmetros no texto bíblico? Sim. Vejamos o que a própria Bíblia diz em Gênesis 1.14-18: E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos. E sejam para luminares na expansão dos céus, para iluminar a terra; e assim foi. E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas. E depois os pôs na expansão dos céus para iluminar a terra, e para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas; e viu Deus que era bom (Gn 1.14-18). Os elementos básicos necessários para a elaboração completa de um calendário estão presentes no texto em pauta: sol, lua, estrelas; dias, tempos determinados (isto é, estações), anos (compostos de meses). Alguns afirmam que a citação de Gn 5.5 e foram os dias que Adão viveu novecentos e trinta anos, refere-se aos meses, e não aos anos, pois naquele tempo contava-se um mês como sendo um ano. Segundo essa afirmação, Sete, filho de Adão, teria morrido com cerca de 76 anos; ou seja, 912 anos que, divididos por 12 meses, somariam 76 anos. Mas as implicações são inevitáveis, pois o versículo 6 do mesmo capítulo nos informa que Sete teve um filho chamado Enos aos 105 anos, isso indicaria cerca de 8 anos de vida nos cálculos dos críticos – impossível. As evidências demonstram que a contagem das idades apresentadas nas Escrituras são fidedignas, e estão de acordo com o sistema geral de calendários. Além disso, a longevidade com obediência ao Senhor seria uma grande bênção.
Mateus
relata que Judas se enforcou, enquanto que Lucas menciona, no livro de Atos, que
ele lançou-se num abismo. Analisando detidamente a narrativa, verificamos que
esses registros são complementares. Judas, de fato, enforcou-se, conforme Mateus
afirma, e Lucas acrescenta que Judas caiu, pois obviamente ele havia escolhido
algum lugar relativamente alto. Isso seria óbvio se alguém escolhesse uma árvore
sobre um penhasco de rochas pontudas. A escolha de um galho impróprio poderia
suscitar um rompimento. E ao enforcar-se numa árvore à beira de um penhasco,
logicamente fora precipitado ao abismo.
Por que os discípulos foram à Galiléia se Jesus lhes tinha
ordenado que permanecessem Tudo indica que a ordem para que permanecessem em Jerusalém foi dada depois de os discípulos terem ido à Galiléia. Jerusalém era o lugar em que eles deveriam estar para que pudessem receber o Espírito Santo (Lc 24.49). De lá, começariam a obra de evangelização.
Marcos, em seu evangelho, menciona que Jesus fora crucificado na hora terceira (9 horas?) (Mc 15.25). Contudo, João nos informa que isso aconteceu na hora sexta (12 horas?). Aqui não há nenhuma contradição, pois devemos ter em mente a possibilidade de haver dois tipos de medição do tempo. E certamente os dois escritores fizeram uso diferenciado dos mesmos. O tempo romano era calculado de meia-noite à meia-noite, do mesmo modo como contamos atualmente. O período judaico, portanto, começava às 6 horas da tarde e estendia-se às 6 horas da manhã, quando reiniciava outro período. Assim, quando Marcos afirma que Cristo fora crucificado na terceira hora, esse horário corresponde às 9 horas da manhã do nosso tempo (período judaico). E quando João relata que o julgamento de Cristo foi por volta da hora sexta (período romano), esse horário equivale às 6 da manhã. Não há
nenhuma contradição entre os evangelistas. A diversidade de métodos e de estilo
apenas acentua a liberdade que os escritores sagrados tinham em relatar a
verdade que viram. O que significa a expressão: Deus veio de Temã? Temã é um
outro nome para Edom. Deus vinha de vários lugares para socorrer o seu povo. Em
outros casos, a palavra vinda poderia significar juízo. Não temos
aqui uma idéia que sirva para restringir Deus a uma área de ação ou limitar sua
atuação. Antes, a citação está indicando que o Senhor proverá, e tal
providência poderia originar-se diretamente do céu, por meio de uma
interferência miraculosa na natureza. Ou, então, Ele poderia usar alguma nação
como instrumento para abençoar Israel. O rei de Salém existiu ou não existiu? Sim, Melquisedeque era uma pessoa real. Viveu em Jerusalém. Naquela época a cidade tinha um outro nome, Salém, que significa paz. Melquisedeque é apresentado como um rei que tinha funções e direitos sacerdotais (Gn 14.18). O próprio Abraão lhe prestou homenagem. Isso indica a sua historicidade. O que nos chama mais a atenção é alguns comentários feitos a respeito de sua história. Lemos em Hb 7.3: Sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre. Trata-se evidentemente de uma ilustração a respeito do Filho de Deus. Não significa que Melquisedeque não tivesse pai ou mãe ou não tenha nascido ou morrido, mas sim que a ausência dessas informações visam tipificar a grandiosidade de Jesus Cristo. Pois o Filho de Deus não teve princípio, nem terá fim, não recebeu o sacerdócio por herança humana, pois não descendeu de Levi, mas de Judá. Contudo, por decreto de Deus, é Rei e Sacerdote. Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos (1 Co 10.11).
Sim! Elias e Moisés realmente apareceram e falaram com Jesus. E (Jesus) transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele (Mt 17.2-3). Foi uma experiência de origem divina, uma revelação dada aos apóstolos sobre a glória do reino futuro que terá Jesus como seu Rei. Provavelmente, Moisés representava a autoridade da Lei, e Elias, os profetas. A transfiguração não tem semelhança alguma com as sessões espíritas. Uma sessão espírita é caracterizada pelos seguintes fatores: 1. três pessoas estão envolvidas: o consultante, o médium e o suposto espírito do morto; 2. o médium é intermediário entre os vivos e os mortos; 3. alguma mensagem é transmitida aos vivos. A transfiguração teve um processo completamente diferente: 1. não houve consulta, da parte dos apóstolos, aos mortos; 2. Jesus foi transfigurado e estava em glória, isso implica sua manifestação divina. Como Deus, ele pode falar com seus servos, uma vez que para ele não estão mortos, mas vivem (Lc 20.38); 3. Jesus não foi nenhum médium entre os vivos e os mortos, pois não houve nenhuma mensagem entregue aos apóstolos por parte de Moisés ou Elias; 4. Moisés e Elias conversaram com Jesus, mas não é informação sobre o que foi dito; contudo, assim como Moisés está para a Lei, Elias está para os profetas.
Em Mt 27.9 lemos: Então se realizou o que vaticinara o profeta Jeremias: Tomaram as trinta moedas de prata, preço do que foi avaliado, que certos filhos de Israel avaliaram. Não encontramos essa citação em Jeremias, mas no livro de Zacarias (11.12-13). Alguns têm criticado a exatidão das Escrituras, citando esse lapso por parte de Mateus. Mas a referência feita por Mateus a Jeremias se deve ao fato de que esse profeta aparecia em primeiro lugar entre os livros proféticos. Ele fez a citação sob o nome daquele que figurava em primeiro lugar entre esses livros, ao invés de identificar exatamente o autor dessas palavras.
lias foi transladado ao céu, como nos diz o texto bíblico em 2 Rs 2.11. As Testemunhas de Jeová dizem que Elias não foi para o céu, mas foi lançado em alguma cidade ou outro país. Citam 2 Cr 21.12 afirmando que Jeorão recebeu uma carta de Elias cerca de cinco anos depois (Despertai 22.9.76; p. 28-29). Essa afirmação não tem fundamento pois verificamos em 2 Rs 1.17 que Jeorão, o destinatário da carta de Elias, já estava em seu segundo ano de reinado. Isso seria suficiente para demonstrar o caráter de governo de Jeorão. Outro fator a ser considerado é que sua enfermidade durou mais de dois anos. Se a carta tivesse sido escrita cinco anos depois do arrebatamento de Elias, isso indicaria o sétimo ou oitavo ano do seu reinado. A carta, então, estaria chegando no meio do cumprimento da profecia (2 Cr 2.19). Por outro lado, Elias poderia ter redigido a carta, deixando-a com Eliseu, que a enviaria ao seu destinatário assim que tivesse tempo. Isso seria natural e não precisaria estar registrado nas Escrituras. Do mesmo modo que não temos os nomes de muitos carteiros que entregam as cartas do apóstolo Paulo.
O Espírito Santo é um Ser, dotado de personalidade própria. Não é meramente uma força ativa, ou influência espiritual, ou ainda simples emanação de Deus. No Antigo Testamento ele é visto como uma Pessoa Divina, possuidor de atributos divinos (Gn 1). Ele tem participação na criação (Gn 1.2; Jó 26.13; Sl 104.30). Existem diversos símbolos do Espírito Santo nas Escrituras: azeite (Jo 3.34; Hb 1.9); água (Jo 7.38-39); vento (At 2.2; Jo 3.8); alguns confundem os símbolos do Espírito Santo com a sua natureza. Se os confundem com a Pessoa do Espírito Santo, porque não fazem o mesmo com os símbolos referentes a Jesus Cristo? Jesus é chamado de Cordeiro que foi morto (Ap 5.6); pedra (1 Pe 2.6); pão da vida (Jo 6.48). Se não atribuímos significação literal aos símbolos referentes a Jesus, porque querem alguns fazê-lo em relação ao Espírito Santo? Em
relação à Igreja, o Espírito Santo é visto como o único que pode regenerar uma
alma, mediante seu toque operante e transformador (Jo 3.3-5). A presença do
Espírito Santo, entre os crentes, deve ser contínua e perpétua (Jo 14.6). Essa
presença produz frutos no crente. Vemos a ação de Deus desde a fundação do
mundo. ...Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho (Jo 3.16).
O Filho deu sua própria vida (Jo 15.13). E o Espírito Santo intercede por nós
com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26). Alguns querem que anjos sejam seus mentores
no caminho espiritual. As Escrituras, porém, ensinam que somente Deus pode
conduzir o homem à vida eterna. Sua habitação portanto é pessoal, real,
transformadora. Como podemos entender a expressão O Anjo do Senhor no AT? Nem sempre quando encontramos a expressão o anjo do Senhor, está claro que se refere à Pessoa do Senhor Jesus, pois há ocasiões que um mero anjo é identificado com Deus. Nesses contextos, o propósito é mostrar que o anjo está agindo e falando como representante de Deus. Mas, algumas vezes, o anjo indica a presença imediata de Deus (Êx 23.20-23; 32.34; 33.14,15; Is 63.9). Nesses textos Deus está prometendo andar e orientar o povo de Israel. O anjo mencionado em Êx 32.24 é chamado em Êx 33.14-15 de a minha presença, essa expressão poderia ser traduzida literalmente por a minha face. Em Is 63.9, o anjo da sua presença, no hebraico, significa não somente o anjo que se conserva na presença de Deus, mas também naquele em quem Deus é visto. Theophania, é uma palavra composta pelos vocábulos gregos Theós (Deus), e phainein, (aparecer), significando uma manifestação visível de Deus. Tais teofanias são atribuídas a Segunda Pessoa da Trindade, Jesus Cristo. Elas não têm o objetivo de demonstrar a forma do Senhor, mas visa apenas dar uma mensagem, ao passo que a forma visível atrai meramente e fixa a atenção. O livro de Apocalipse dá uma notável visão de Jesus Cristo ressurrecto e glorificado (1.12-20).
Embora as Escrituras não mencionem detalhadamente as atividades de Jesus entre seus doze e trinta anos, é razoável que Ele tenha permanecido em Nazaré. José segue para Belém, a fim de se registrar como ordenara o Imperador Romano César Augusto. Jesus nasce em Belém e, pouco depois, José, é divinamente orientado a fugir para o Egito. Algum tempo depois, voltou para Israel e novamente, por divina revelação, é orientado a morar na região da Galiléia, mais especificamente em Nazaré. Para que fosse chamado de Nazareno, obviamente é porque viveu muito tempo naquela cidade. O próprio nome nazareno significa natural de Nazaré (Mt 2.23). As Escrituras não relatam nenhuma outra ocasião em que Jesus tivesse que fugir de Israel devido à ira dos governantes. Outra característica da vida de Jesus foi sua profissão. Ele era carpinteiro. Herdou de José essa arte (Mt 13.55). Se houvesse algum outro evento relevante na vida de Jesus, certamente estaria registrado nas Escrituras. Ouvimos muitos comentários exóticos sobre os anos obscuros da vida de Jesus. Alguns dizem que ele esteve na Índia e aprendeu artes mágicas e esotéricas; outros afirmam que esteve em contato com os essênios. Tais comentários pretendem apenas dissimular a real fonte do poder e autoridade moral e espiritual de Cristo. Não foi a sabedoria desse mundo que trouxe a Luz verdadeira, Mas Jesus Cristo, o filho de Deus (Lc 2.40). Fonte: Defesa da Fé
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