NOTÍCIA

Sem perdão para os réus

Em Belém, as famílias comemoraram a condenação de dois dos acusados de mutilar e assassinar meninos em rituais de magia negra. Os crimes foram em Altamira entre os anos de 1989 e 1993. O julgamento começou na quarta-feira e só terminou na noite de ontem.

Foram três horas de espera até que os jurados voltassem da sala secreta com a decisão. Os parentes dos meninos mutilados, mortos e desaparecidos de Altamira estavam de mãos dadas.

O Ministério pediu a condenação dos réus: Amailton Gomes a 57 de prisão e o ex-PM Carlos Alberto dos Santos a 35 anos de cadeia.

Muito emocionados, os familiares das vítimas quase não conseguiu falar. Foram 13 anos de espera por justiça.

Os réus deixaram, sob vaias, a sala do júri e foram direto para a cadeia. Os advogados de defesa anunciaram que vão recorrer. Na próxima semana, sentam no banco dos réus dois médicos e a vidente Valentina de Andrade, acusados de participação numa seita que usava os órgãos sexuais das crianças em rituais de magia negra.

Segundo uma testemunha, os rituais era feitos na chácara do médico Anysio Ferreira de Souza. O cirurgião Césio Brandão foi visto perto do local onde o corpo de uma criança foi encontrado mutilado.

A vidente Valentina de Andrade é apontada como a líder da seita que usavam os órgãos sexuais das crianças em rituais de magia negra. Ela também será investigada pelo desaparecimento de menores em outros Estados.

“Há informações de que há a atuação dessa seita no Maranhão e no Paraná. Nesses Estados, até hoje não foi feito uma apuração concreta das atividades dessa seita” – disse o observador do Ministério da Justiça Douglas Martins.

O sexto acusado de participar dos rituais de magia negra e assassinatos de crianças em Altamira, o policial Aldenor Ferreira de Souza, está foragido.

Jornal Hoje - On Line 30/8/03

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