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COMO DISCIPULAR EX-ADEPTOS DE SEITAS Por Wagner S. Cunha Desilusão, angustia, perda da confiança
em si mesmo, medo de voltar ao estilo de vida anterior ao do envolvimento
com a seita, tensão, incerteza, crise de identidade, falta de
rumo, etc. Estas são as companhias constantes de quem abandona
uma seita herética. Muitos se descrevem como "arrasados,
mutilados"; outros dez anos após terem deixado o grupo ainda
permanecem nesse estado. Alguns partem para novas experiências
religiosas em busca da "única igreja verdadeira", vão
de igreja em igreja, decepção seguida de decepção.
Ainda há aqueles que tentam recuperar o tempo perdido e passam
a dispensar maior atenção as relações familiares,
ao emprego, aos estudos, enquanto deixam Deus de fora de suas vidas.
A Dra. Margaret Thater Singer, como resultado de uma pesquisa intensa
feita com 3000 mil ex-sectáristas observou entre eles: "casos
significantes de depressão, solidão, ansiedade, baixa
auto-estima, superdependência, confusão, inabilidade para
se concentrar, psicoses"(1) . O CONTROLE EMOCIONAL A chave deste controle esta no temor e na culpa, também
chamado de "inculcação" de fobias . O membro
da seita desenvolve a paranóia de que Satanás esta a espreita
para caçar-lhe se em qualquer momento questionar a organização
religiosa ou por alguma razão, a abandone, ...Ele e sua família
morreriam de forma horrível se afastarem. O CONTROLE DE PENSAMENTO Emprega-se uma linguagem carregada de termos peculiares
do grupo, tais como: novo sistema, teocrático, organização
de Deus, a verdade, apostatas. Tudo é branco ou negro; a entidade
é boa e todas as demais são do Diabo. O CONTROLE DE INFORMAÇÃO Aos membros é proibido qualquer acesso a informação
critica sobre o movimento. O membro sempre esta ocupado lendo suas próprias
literaturas e assistindo a reuniões. Dentro da estrutura piramidal
do movimento existem diversos níveis de conhecimento. Também
são escondidas informações dos que estão
fora, de maneira que eles tenham publicamente uma imagem benigna. Muitos
por desconhecerem estes aspecto das seitas acham que os ex-sectaristas
sofrem inteiramente de problemas espirituais e nada mais. Pessoas que
fizeram parte de uma seita têm problemas e necessidades especiais.
Umas das dificuldades é que encontram má compreensão
e invariavelmente estigma, na comunidade evangélica. Os apologistas
Ronald M. Enroth e J. Gordon Melton, lançaram um grande desafio
em um de seus excelentes livros: "Nós desafiamos os cristãos
para estenderem companheirismo e amizade para esta nova minoria os ex-sectaristas"(3)
. "Acompanhamento: Freqüentemente, os que abandonam
uma seita religiosa são muito desconfiados e assustados. Eles
precisam de muito de segurança e de compreensão. Ele precisa
ser abordado com gentileza amor e respeito. O anterior grupo e seus
líderes não devem serem escarnecidos ou atacados. Isso
provocaria uma atitude defensiva. É essencial descobrir por que
ele (ou ela) se uniram ao grupo. Pode haver muitas razões. Estimule-o
a falar sobre isso. O calor e a aceitação pessoal, por
um lado e o espírito de oração no intuito de triunfar
no conflito espiritual, por outro lado são os fatores chaves.
São mais importante que a lógica e a argumentação(5).
Pode-se levar meses ou até anos para a recuperação total de um ex-sectarista. Porém, é extremamente gratificante ver cada dia o progresso deles na fé e a cada momento conhecendo mais da amabilidade, misericórdia e fidelidade de Deus em suas vidas. (Êxodo 34:6), entendendo assim que a Graça de Deus é suficiente para a cura de feridas e traumas passados. NOTAS 1 - "Coming Out the Cults", Psychology Today,
Aug.1984, p.27. Gostou desta matéria?
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