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Suspeito de Boston venera islã

por Artigo compilado - sex abr 19, 6:30 pm

O suspeito pelo atentado a bomba em Boston Dzhokhar Tsarnaev, 19, postou links para sites islâmicos e outros que defendem a independência tchetchena, no que parece ser sua página em uma rede social em russo.

Comentários ofensivos em russo e em inglês foram publicados na página de Tsarnaev no VK, um site de relacionamento em língua russa, nesta sexta-feira, após ele ter sido identificado como um dos suspeitos no atentado da Maratona de Boston. O ataque, na última segunda (15), deixou três mortos e 176 feridos.

A polícia lançou uma caçada humana a Tsarnaev, de 19 anos, depois de matar seu irmão mais velho, Tamerlan Tsarnaev, 26, em uma troca de tiros durante a noite num subúrbio de Boston.

No site, o irmão mais jovem se identifica como graduando de 2011 em uma escola pública de Cambridge, no Massachusetts.

A página diz que ele cursou a escola primária em Makhachkala, capital do Daguestão, uma província russa que faz fronteira com a Tchetchênia, e lista seus idiomas como inglês, russo e tchetcheno.

Sua “visão de mundo” é listada como “islã” e sua “prioridade pessoal” é “carreira e dinheiro”.

Ele postou links para vídeos de combatentes na guerra civil da Síria e para sites islâmicos, e também para páginas que defendem a independência da Tchetchênia, uma região da Rússia que foi derrotada em sua luta pela independência em duas guerras na década de 1990.

A página do suspeito também revela um senso de humor em torno de sua própria identidade como membro de uma minoria rebelde do Cáucaso, área no sul da Rússia que inclui a Tchetchênia, o Daguestão, a Inguchétia e outras regiões predominantemente muçulmanas que vive há duas décadas sob clima de conflito, desde a queda da União Soviética.

Ele postou a seguinte piada: “Um carro passa com um cara da Tchetchênia, um do Daguestão e outro da Inguchétia dentro. Pergunta: Quem está dirigindo?”

Resposta: a polícia.

Além disso, uma conta no Youtube em nome de Tsarnaev Tamerlane continha, segundo a polícia, conteúdo considerado suspeito. A conta, criada em agosto de 2012, mostra que seu proprietário compartilhava vídeos relacionados ao islamismo, que foram bloqueados. Outros, como os intitulados “Islã” e “Os jovens russos convertidos ao Islã”, mostravam discursos de líderes islâmicos.

Extraído do site da Folha em 19/04/2012


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

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