DO ADVENTISMO PARA CRISTO
Eu me chamo Wellington, tenho 36 anos, sou militar e
faço o curso de LETRAS. Quando ainda criança, com cerca
de quatro anos, minha mãe se converteu ao adventismo. Meus
pais eram batistas. Meu falecido pai era formado em Teologia pelo
seminário BETEL. Ele, em princípio, não se converteu
ao adventismo. Lembro que eu ia sábado na IASD com a minha
mãe e no domingo ia à igreja batista com meu pai. Poucos
anos depois meu pai se converteu ao adventismo, ao ler o livro Sutilezas
do Erro de Arnaldo Christianini. Mas meu pai nunca foi um adventista
de fato e de direito, pois não concordava com muitas arbitrariedades
daquela igreja, principalmente os livros de EGW. Com exceção
de alguns que ele gostava muito. Tanto é que alguns anos antes
de morrer ele largou o adventismo.
Aos oito anos de idade eu me batizei. Aos quinze anos era líder
JÁ (Jovens Adventistas). Fui desbravador, participei de grupos
de louvores e, com o passar dos anos, fui professor da Escola Sabatina
e, também, fui responsável por uma classe de estudos
bíblicos aos domingos. Sempre fui um questionador e sempre
procurei conhecer mais da Palavra de Deus. Em 1994, afastei-me da
IASD e só retornei em 2000. De onde saí, definitivamente,
em 2003.
Entre 2000 e 2001 conheci o CACP pela internet. Comecei
a fazer estudos com a equipe do CACP em 2000, se não me falha
a memória. Lembro-me de ter trocado vários e-mails com
o pastor João Flávio Martinez e outros. Acreditava,
piamente, que o CACP estava difamando a IASD e sempre procurei defender
suas doutrinas. Contudo, dentro de meu coração, nunca
sosseguei em relação aos escritos de Ellen Gould White.
Perguntava-me: se a bíblia é a única regra de
fé, por que temos esses livros como uma luz menor? Lembro que
um pastor veio em minha casa conversar comigo e eu falei para ele
o seguinte: podemos conversar o que quiser, mas somente com a bíblia
aberta.
Quando encerrei meus estudos com o CACP, achando de
ter cumprido o meu dever, descansei e não mais debati sobre
as doutrinas da IASD. Em 2002 fui rebatizado na IASD, por determinação
deles. Concordei com eles, mesmo sabendo que não há
respaldo bíblico para o rebatismo, pois estava decidido a congregar
naquela igreja. Alguns meses depois, voltei a freqüentar o CACP
e resolvi ler todos os estudos sobre a IASD. A começar por
EGW, juízo investigativo, sono da alma, comidas e finalmente
o sábado. Só pode ter sido o Espírito Santo de
Deus, pois doutrinas que eu não tinha dúvidas transformaram-se
em doutrinas frágeis, sem fundamentação bíblica.
A medida que eu ia estudando esses assuntos, mais claros
eles iam se tornando à luz da Palavra de Deus. Obtive um sentimento
de grande alegria e vontade de falar com todos os meus amigos adventistas.
Foi quando escrevi uma carta nominal, colocando alguns erros doutrinários
ensinados pela IASD e entreguei, pessoalmente, a oito pessoas, mais
chegadas a mim, na igreja adventista que eu comungava. Esperando,
com isso, que alguém viesse conversar comigo. Ninguém
veio. Convidei, então, um amigo meu adventista, grande conhecedor
das doutrinas da IASD, formado em Teologia por outra denominação,
pregador daquela igreja e professor de classe de estudos bíblicos
para vir em minha casa. Ao vir em minha casa, estava comigo, também,
um grande amigo meu, ex-adventista também. Ao estudar com o
adventista sobre as setenta semanas, o juízo investigativo
e o milênio, podemos (eu e meu amigo ex-adventista) perceber
a fragilidade dos ensinos adventistas e a força da Palavra
de Deus, quando o visitante emudecia várias e várias
vezes. Glórias a Deus!
Não me contentei e comecei a entrar em vários sites
adventistas leigos e oficiais. Sempre estudando sobre o juízo
investigativo. Conversei com um produtor da rádio Novo Tempo,
Leandro Soares, que se manifestou muito atencioso, mas depois de algum
tempo, ele sumiu como muitos outros. Tentei contato com mais de dez
sites adventistas, inclusive o adventistas.com, que antes publicava
minhas opiniões, quando eu era adventista, e depois, ao mandar
minha carta, silenciou como vários outros.
Meus amigos adventistas da igreja que eu freqüentava, que é
na minha rua, me vêem, me cumprimentam, mas dar boa razão
de sua fé que é bom, nada. Eles fogem.
Hoje, freqüento a Igreja Cristã Maranata e estou feliz.
Minha mãe continua adventista. Acredito que mais por laços
de amizade formada há longos anos.
A paz do Senhor esteja com você, Paulo Cristiano, e a todos
do CACP. Que Deus continue abençoando esse ministério,
é o meu sincero desejo em nome do SENHOR JESUS CRISTO.
Wellington
Obs.: eis, abaixo, a cópia da carta que mandei
para alguns membros da IASD que eu freqüentei. Muito do teor
dessa carta foi extraído do CACP. Glória a Deus por
isso!
A paz do Senhor, fulano de tal e família.
As linhas, às vezes, falam mais...
Antes de mais nada gostaria de dizer a (nome da pessoa) que o meu
objetivo em escrever estas linhas é, simplesmente, mostrar
que é preciso muita humildade e coragem para desagradar a maioria
e para reconhecermos que podemos estar completamente enganados ou
parcialmente errados naquilo que cremos ser a verdade absoluta ensinada
por nossa igreja. Isso serve para mim também.
Quando fui informado por terceiros de minha exclusão da IASD,
apesar de estar previsto no Manual da Igreja que a IASD teria que
ter me chamado para uma reunião e aí sim, me comunicar
sobre a exclusão, não fiquei triste porque sei que,
por mim mesmo, não voltaria mais a comungar como membro no
seio dessa instituição religiosa puramente por questões
doutrinárias. Acredito que ela teve seus motivos para excluir-me
e não a contesto por isso, mesmo sabendo que não há
um justo sequer.
Fico com a resposta do Mestre: "vá e não peques
mais..."
Sinto-me na obrigação de enviar estas linhas, que por
ora escrevo para meus irmãos, os quais tenho grande e profunda
consideração.
Muitos adventistas afirmam que a IASD é a igreja verdadeira,
o povo remanescente de Deus e que todas as outras igrejas protestantes
fazem parte da Babilônia espiritual.
Uma igreja que se diz verdadeira não pode defender uma doutrina
como a doutrina do juízo investigativo e não pode crer
em uma suposta segunda fonte de inspiração divina.
Ellen G. White afirmou que o apagamento dos pecados só começou
a ser realizado em 1844. Onde está escrito isso na bíblia?
Em Heb. 1:3 é dito que Cristo já fez a purificação
dos pecados; em Isaías é dito que Deus apaga os nossos
pecados e deles não se lembra mais; em Atos é dito que
Deus cancela os nossos pecados. E por entender que essa doutrina surgiu
de um desapontamento, que na verdade foi uma quebra de mandamento,
sim, pois Jesus disse que ninguém sabe o dia e nem a hora de
Sua volta e os pioneiros ousaram saber, pergunto-vos: por que a IASD
não revê sua posição sobre isso? Por que
ela ainda insiste em dizer que só em 1844 começou a
purificação dos nossos pecados? Por que ela oculta o
ensino de que a purificação do santuário no dia
do "YOM KIPPUR" era apenas em prol daqueles que não
tinham oferecido sacrifícios no decorrer do ano? Por que ela
não vê que o sacerdócio levítico era uma
sombra de Cristo e que, na cruz, tudo foi consumado e que no momento
da nossa conversão há festa no céu e nossos pecados
são apagados? Por que a IASD vê uma necessidade absurda
de diferenciar pecados perdoados de pecados cancelados? Por que ela
acredita que heróis da fé como Abrãao, Moisés,
os apóstolos, Paulo e outros precisariam passar pelo tal juízo
investigativo em 1844? Que necessidade eles teriam de passar por isso
se a bíblia, há centenas de anos, já nos confirmava
que eles estavam salvos? Onde está escrito na bíblia
que seres de outros planetas precisavam acompanhar esse juízo?
Ellen G. White afirmou, também, ter visto Enoque num planeta
de sete luas, que os anjos que são comissionados para vir à
Terra precisam apresentar um cartão de ouro quando retornam
ao céu a outro anjo para poderem entrar no céu, disse
ser o sábado o selo de Deus e o domingo o sinal da besta, disse
ter visto um Templo na cidade santa, contradizendo assim Apoc. 21:22
e etc... Onde há respaldo bíblico para tais afirmações?
Os adventistas afirmam que a grande tribulação foi o
período de 538 a 1798 d. C. Por que, então, não
houve os grandes sinais no céu e na terra e não apareceu
no céu o sinal do Filho do homem, que será logo em seguida
à tribulação daqueles dias preditos em Mt. 24.29-31?
Por que ensinam o sono da alma se a bíblia ensina o sono do
corpo (Mt. 27.52)?
Por que crêem que os livros de Ellen G. White têm o mesmo
peso de inspiração da bíblia?
Perguntas como estas são proibidas de serem feitas no seio
adventista e os que se metem em tais questões são perigosos
e apóstatas. Não é verdade? Eu afirmo a vocês
que já fiz estas perguntas acima a vários sites oficiais
da IASD dezenas de vezes e até a irmãos adventistas
que eu conheço e estou esperando até hoje uma resposta
ou, pelo menos, "estamos ocupados e não podemos responder".
Afinal de contas, temos que estar sempre prontos a dar boa razão
de nossa fé àqueles que nos pedirem... Gostaria que
algum adventista comentasse estas perguntas comigo.
Que Deus tenha misericórdia de todos nós.
Wellington