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Ano de 1914 Introdução:
Uma das principais doutrinas da STV, é a que afirma que
Jesus está presente desde 1914. Esta doutrina foi inventada por Charles
Taze Russel, o fundador da seita. Neste estudo, eu não irei comentar sobre
a história desta doutrina (para isto, eu recomendo o livro Testemunhas
de Jeová - Comenário Exegético e Explicativo, vol. II, de Esequias
Soares da Silva, Editora Candeia), mas explicarei como Russel chegou ao
ano de 1914, e por que tal doutrina não está baseada na Bíblia.
Em primeiro lugar, nós não podemos calcular datas. Não nos
cabe saber quando e onde as profecias se cumprirão. A única coisa que
devemos saber, é que se cumprirão. Não podemos saber quando Jesus virá:
Mas quando Ele vier, todos ficaremos sabendo:
E neste momento, os mortos se levanarão dos túmulos, e os
que ficarem serão arrebatados:
Agora eu pergunto a STV: Os mortos ressucitaram em 1914?
Creio que a resposta não se faz necessária... Como
Russel Chegou a 1914:
Mesmo com tantos textos, Russel fez cálculos surpreendentes.
Vendo estes cálculos, nós percebemos que ninguém no mundo é capaz de se
tornar Testemunha de Jeová somente lendo a Bíblia. É preciso fazer uma
lavagem cerebral com as publicações da seita para assimilar o credo da
STV.
Para chegar a 1914, Russel usou o texto de Daniel 4:10-17.
O texto fala sobre um sonho do rei Nabucodonosor:
Este texto, que não tem nada a ver com a vinda de Jesus,
mas se referia ao próprio rei (leia os capítulos seguintes de Daniel),
Russel usou para basear suas heresias. Veja como ele interpretou o texto:
Vamos agora analisar o que Russel concluiu. Em seus cálculos
sobre esse acontecimento, os sete anos durante os quais o rei Nabucodonosor
esteve fora de si, indicam os 2520 anos em que "o diabo dominaria
o mundo" (Do Paraíso perdido ao Paraíso Recuperado p. 171), e a recuperação
da saúde do rei significa a recuperação do reino teocrático, isto é, o
reino de Deus reinicia em 1914. Regra
Divina?
Há um grande problema nas afirmações de Russel. Ele diz
que "um dia por um ano" é uma regra divina. Isto é mentira!
Somente três vezes Deus indicou que um dia fosse contado por um ano. A
primeira vez o fez quando os espias, que durante quarenta dias estiveram
na terra de Canaã, desanimaram (exceto Josué e Calebe) o povo de Israel.
Quando não creram que para Deus fosse possível vencer os gigantes dos
quais os espias falaram, o povo de Israel teve de permanecer 40 anos no
deserto, correspondendo aos 40 dias em que espiaram a terra prometida
(Nm 14:34).
A segunda vez foi quando o profeta Ezequiel realizou uma
demonstração durante 40 dias a respeito da educação que o povo de Israel
deveria passar e que duraria 40 anos. Cada dia da demonstração significava
para os israelitas um ano de sofrimento. (Ez 4:6). A terceira vez foi
quando o profeta Daniel queria saber de Deus se a escola severa pela qual
seu povo teria que passar terminaria com 70 anos de cativeiro. A resposta
divina foi que não seriam somente 70 anos, mas sim 70 semanas. O contexto
nos diz que cada dia dessas semanas correspondia a um ano.
Esses três acontecimentos referem-se somente à educação
ao povo de Israel. Nas demais passagens, quando a Bíblia fala de dias,
isso de maneira nenhuma tem de significar anos, e quando deve ser compreendido
assim, é explicado. Sendo assim, Russel erra dizendo que é regra divina
contar um dia por um ano. Se fosse assim, segundo a lei judaica, nós teríamos
que trabalhar seis anos, e descansar no sétimo (Dt 5:13-14). Se um dia
por um ano é regra divina, Jesus levou três anos para ressucitar. Assim
nós verificamos uma das muitas falhas desta doutrina. A
Doutrina é Baseada em Material Extra-bíblico
Mas o maior problema do mito de 1914, e o que provavelmente
as TJ não se dão conta, é que toda a doutrina está baseada em uma data:
607 aC. Não se pode chegar a esta data pela Bíblia. A STV baseia-se em
material pagão e extra-bíblico para dizer que Jerusalem foi destruida
nesta data. Pode-se pensar que é somente uma data. Mas esta data é que
sustenta todo o mito de 1914. E o pior de tudo é que nada indica que Jerusalém
tenha sido destruída em 607 aC, mas sim em 587 aC. Todas as obras de História,
enciclopédias entre outras apontam para 587 aC e não 607 aC. É só conferir.
A datação da destruição de Jerusalém está baseada em dados
contidos em uma tábua de escrita cuneiforme chamada de VAT 4956, e o ano
de 539 aC. que é fornecido por um sacerdote caldeu chamado Beroso, que
traça as linhagens dinásticas do império neobabilônico; e em Cláudio Ptolomeu(70-161
dC), um astrônomo e historiador grego, no Cânon de Ptolomeu. Dispondo
das informações contidas nestas fontes, podemos datar eventos com exatidão.
Só há um problema: se fundamentarmos uma doutrina nesses dados, estaremos
nos baseando algo extra-bíblico, e é isso que a STV faz!
Se precisássemos de uma data para fundamentar uma doutrina,
ela estaria na Bíblia. Não se pode chegar a 1914 usando somente a Bíblia.
Isto prova que a STV não baseia suas crenças somente na Bíblia. Observe
a seguinte afirmação:
Isto é verdade? Creio que a resposta não se faz necessária. Se você quiser saber mais sobre as Testemunhas de Jeová e o ano de 1914, você encontrará um material muito bom e completo no link http://www.geocities.com/Athens/Agora/4618/cronologia.htm.
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