|
As Testemunhas de Jeová, a fim de dizerem que a crença na Trindade foi um desviu doutrinário do terceiro século, dizem que os primeiros cristãos não a ensinavam. Mas neste documento, nós veremos as opiniões de alguns pais da igreja sobre este assunto, e verificaremos a falta de embasamento na verdade da parte daquela que se diz "organização de Deus".
Justino Martir (100-165 aD): Justino afirmava que muitas vezes se referiam a Jesus como um anjo, mas isto se devia ao fato de de Cristo ser Deus, e muitas vezes assumir a aparência de um anjo. Justino também afirmava que "o Pai tem um Filho, e Ele, sendo o primogênito Verbo de Deus, é o próprio Deus. Nos tempos antigos, Ele apareceu na forma de fogo e na semelhança de um anjo a Moisés e aos demais profetas."(1) Em outro trecho, Justino afirma que Jesus é "tanto Deus como o Senhor dos Exércitos"(2). Justino acreditava também em uma forma rudimentar na "trindade". Declarou que os cristãos adoravam ao Pai, "ao Filho (que veio da parte dEle...) e ao Espírito profético" (3). Que o Filho e o Espirito são Deus, fica subentendido, pois "somente a Deus se deve adorar e prestar culto"(4).
Irineu (125-202aD): Irineu defendia um conceito do Pai, do Filho e do Espírito Santo que era implicitamente trinitariano. Desta maneira, declara que a Igreja tem sua fé "em um só Deus, o Pai Onipotente, Criador do Céu e da Terra, do mar e de tudo o que neles há; e em um só Cristo Jesus, o Filho de Deus que se encarnou para a nossa salvação; e no Espírito Santo, que proclamou mediante os profetas as dispensações de Deus", e no mesmo contexto, fala de "Cristo Jesus, nosso Senhor, e Deus, e Salvador, e Rei"(5). Irineu escreve a respeito de "Cristo Jesus, o Filho de Deus: que por causa do Seu amor incomparável a Sua criação, condescendeu em ser nascido da virgem, sendo que Ele mesmo uniu em Si a humanidade com Deus..."(6). Desta forma, Irineu defendia a "trindade na unidade", e também defendia que Jesus é tanto Deus como homem.
Clemene de Alexandria (150-215 aD): Clemente sustentava que Cristo é "realmente a Deidade plenamente manifesta, sendo Ele feito igual ao Senhor do universo; porque Ele era o Seu Filho,"(7). e o mesmíssimo Deus que o Pai (8). Clemente chamou Cristo explicitamente de "o Filho eterno"(9) e negou que o Pai tenha existido nalgum tempo sem o Filho (10).
Notas: |