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TJs: a respeito da alma

por Artigo compilado - qui jun 26, 12:43 am

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Enquanto considerávamos o parecer das TJ acerca do Inferno, vimos claramente que elas crêem que a alma humana não sobrevive à morte do corpo. O porquê disso é que as TJ não crêem que o homem “tem” uma alma, e sim, que ele “é” uma alma. Nós, porém, cremos que o homem, além de ser uma alma vivente, o seu verdadeiro “eu”, também (e principalmente) chamado alma, é imortal e que, portanto, sobrevive à morte do corpo.

Esta SEGUNDA PARTE, versando sobre a imortalidade da alma humana, é um complemento do que dissemos no capítulo anterior, a respeito do Inferno. Quando se prova biblicamente que o Seol é um lugar, fica subentendida a imortalidade da alma. Visto que o Seol (ou Hades) seria supérfluo se não existissem almas para ocupá-lo. Por outro lado, quando provamos à luz da Bíblia que a alma é imortal, somos impelidos a crer na existência do Inferno e do Paraíso Celestial. Deste modo, o presente capítulo ratifica o anterior, e a recíproca é verdadeira.

Devido ao exíguo espaço que aqui reservamos para este tema, vamos considerá-lo sucintamente. Dividimos este capítulo em quatro partes, nas quais consideramos, respectivamente, o que disseram a respeito deste assunto, o apóstolo Paulo, o Senhor Jesus, e o Patriarca Jacó. Por último vamos comentar resumidamente alguns dos textos bíblicos distorcidos pelas TJ em seu inglório afã de “provarem” que a imortalidade da alma humana é crença pagã.

I. Que disse o apóstolo Paulo

Aos filipenses:

Em Filipenses 1.21-26, lemos: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, por que isto é ainda muito melhor. Mas julgo mais necessário, por amor de vós, ficar na carne. E, tendo esta confiança, sei que ficarei e permanecerei com todos vós para proveito vosso e gozo da fé, para que a vossa glória abunde por mim em Cristo Jesus, pela minha nova ida a vós”. (ARC – Almeida Revista e Corrigida).

Agora, passemos à interpretação da transcrição acima. No versículo 21 o apóstolo Paulo apresenta o seu conceito acerca da vida. Na opinião dele viver é estar em Cristo. A seguir ele mostra que na sua opinião, a morte, para o salvo, não representa nenhuma derrota, sendo até vantajosa. No versículo 22 ele chama o não morrer de viver na carne, e assegura que se isso lhe concedesse a oportunidade de produzir frutos, isto é, a oportunidade de fazer obra maior em prol do Reino de Deus, ele ficaria sem saber o que escolher. Ora, se o NÃO MORRER, ele chama de VIVER NA CARNE, naturalmente, o morrer é, obrigatoriamente, o contrário disso. E o contrário de VIVER NA CARNE, só pode ser VIVER FORA DA CARNE. O contrário de viver é morrer, mas o contrário de viver dentro duma certa casa, não é morrer, mas sim, viver fora dela. A seguir Paulo diz que estava em aperto de ambos os lados, mas que desejava “partir para estar com Cristo”, por ser isto muito melhor. Depois da opção registrada no versículo 23, ele volta atrás no versículo 24, e decide por “ficar na carne”, o que equivale a dizer: NÃO FICAR FORA DA CARNE, como já vimos. Ora, é fácil vermos que o apóstolo rotula o não morrer de “VIVER NA CARNE” e “FICAR NA CARNE”. E, à morte, ele chama de “PARTIR” e “ESTAR COM CRISTO”. Finalmente ele deixa bem transparente que o que ele chama de PARTIR E ESTAR COM CRISTO, não era uma referência ao arrebatamento da Igreja. Senão vejamos: No versículo 25 ele garante que não ia partir, e sim, ficar e permanecer com os irmãos, para proveito deles e gozo da fé. Porventura daquele que não subir no dia do arrebatamento se poderá dizer que ele ficou para proveito dos irmãos e gozo da fé? Além disso, se Paulo estivesse se referindo ao arrebatamento da Igreja, ele teria mentido, pois já morreu e, portanto não permaneceu conosco. Cadê ele? Se ele não estivesse, neste texto, se referindo à morte e à vida quando disse que não sabia o que escolher entre viver na carne ou partir; bem como a não morrer tão cedo, quando disse que optou por ficar na carne, e que, portanto sabia que ia ficar, ele teria mentido, pois morreu e, portanto, partiu.

As TJ crêem que o apóstolo Paulo ressuscitou em 1.918 e que ele estava falando disso. Porém, isto só estaria certo se ele tivesse vivido até 1.918 e então sido arrebatado ao Céu, sem passar pela morte. A esta conclusão chegarão se  derem-se ao trabalho de raciocinar.

Aqui caem por terra, tanto a opinião dos adventistas que, pregando o que eles chamam de “sono da alma”, negam a existência consciente da alma entre a morte e a ressurreição, quanto a das TJ que, embora negando a imortalidade da alma no Período Intermediário, crêem que Paulo estava aspirando morar no Céu com Cristo, e que isto ocorreu a partir de 1.918.

Depois do que já dissemos a respeito do texto em lide, ainda nos resta considerarmos o versículo 26, no qual Paulo, depois de dizer nos versículos 24 e 25 que julgava mais necessário por amor aos irmãos ficar na carne, e que, por conseguinte, sabia que ia ficar, diz, no versículo 26 o objetivo disto: “Para que vossa glória abunde por mim em Cristo Jesus, pela minha nova ida a vós”.Está claro que o apóstolo Paulo está se referindo aí, a não morrer tão cedo, mas “FICAR” com eles por mais algum tempo, visitá-los novamente e deste modo contribuir para que a glória dos irmãos abundasse por seu intermédio, em Cristo Jesus. Assim o texto transcrito e analisado neste tópico prova cabalmente que Paulo chamou a morte de “partir para estar com Cristo”, o que prova que ele acreditava na realidade duma existência consciente entre a morte e a ressurreição.

Aos coríntios:

Primeira pronunciação: “Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. Pois neste tabernáculo nós gememos, desejando muito ser revestidos da nossa habitação que é do céu, se é que, estando vestidos, não formos achados nus. Porque na verdade nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos oprimidos, porque não queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. Ora, quem para isto mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu como penhor o Espírito Santo. Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos presentes no corpo, estamos ausentes do Senhor (porque andamos por fé, e não por vista); temos bom ânimo, mas desejamos antes estar ausentes deste corpo, para estarmos presentes com o Senhor”. (2Co 5.1-8 – Versão Revisada).

No versículo 1 o apóstolo Paulo chama o nosso corpo de “casa terrestre deste tabernáculo” e assegura que se ele se desfizer, receberemos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos (isto é, não desta criação, ou seja, não feita pelo homem), diz que este edifício é uma casa eterna, e ainda dá o seu endereço: ela está nos Céus. Ora, quando é que a “casa terrestre deste tabernáculo se” desfaz? Porventura não é quando se morre? Paulo não está aqui se referindo ao arrebatamento da Igreja, visto que no dia do arrebatamento os nossos corpos não serão destruídos, já que subiremos ao Céu em corpo, alma e espírito. Os corpos dos cristãos que estiverem vivos quando do arrebatamento da Igreja, não serão destruídos, mas sim, transformados (1 Ts 4.13-17; 1 Co 15.51,52). Sem dúvida alguma, o apóstolo Paulo estava se referindo à morte, quando escreveu ensinando acerca das conseqüências da destruição da “casa terrestre deste tabernáculo”.

Nos versículos 2-5 o apóstolo confessa que nós gememos, desejando muito ser revestidos da nossa habitação que é do Céu, e acrescenta que foi Deus, o qual nos deu o penhor do Espírito Santo, quem nos preparou para isto.

No versículo 6 ele diz que enquanto estamos presentes no corpo, estamos ausentes do Senhor. Daí podemos deduzir que quando não estivermos presentes no corpo, estaremos na presença do Senhor. Perguntamos: Que é estar presente no corpo? Não é o estar vivo? Se sim, quando estivermos ausentes do corpo, ou seja, quando morrermos, estaremos presentes com o Senhor. Isto é óbvio porque se “enquanto estamos presentes no corpo, estamos ausentes do Senhor”, necessariamente, quando não estivermos presentes no corpo, estaremos presentes com o Senhor. Claro como a luz do dia.

No versículo 7 Paulo abre parênteses para explicar o porquê dele haver dito que enquanto estamos presentes no corpo, estamos ausentes do Senhor. O porquê disso é: “andamos por fé e não por vista”. Ora, do fato do apóstolo afirmar que enquanto estivermos presentes no corpo (isto é, enquanto não morrermos como já vimos), estaremos ausentes do Senhor, se subentende que quando estivermos ausentes do corpo, estaremos presentes com o Senhor. E o fato dele haver dito entre parênteses, que o motivo pelo qual ele disse que enquanto estamos no corpo estamos ausentes do Senhor é “porque andamos por fé e não por vista”, revela que quando estivermos ausentes do corpo, deixaremos de andar por fé, e passaremos a andar por vista, ou seja, então veremos as coisas nas quais agora apenas cremos. Isto fala de existência consciente, e que os mortos estão com suas faculdades mentais em perfeito funcionamento. O apóstolo não poderia dizer que quando um cristão morre, deixa de andar por fé e passa a andar por vista, se o nosso verdadeiro “eu” não sobrevivesse à morte do corpo.

Finalmente chegamos ao versículo 8, onde Paulo diz sem rodeios que desejava deixar o corpo para habitar com o Senhor. Ora, o que é “estar ausentes deste corpo”, ou “deixar este corpo”, como o diz a *ARC, “para estar presente com o Senhor?” Já vimos, enquanto estudávamos juntos o versículo 1, que ao arrebatamento, não deixaremos os nossos corpos. Logo o apóstolo estava se referindo à morte, quando diz que desejava deixar o corpo para habitar com o Senhor. É possível raciocinar e chegar a uma conclusão contrária?

Argumentar provando que o apóstolo Paulo não estava fazendo menção do arrebatamento da Igreja, realmente serve para aclarar o texto para as TJ, pois embora diferentemente de nós, os evangélicos, elas crêem que Jesus veio em 1.914 e que quatro anos após Jeová começou a arrebatar a Igreja (que para elas são os 144.000) ao Céu. Elas crêem que todos os que pertenciam aos 144.000 e haviam morrido até 1.918, foram naquele ano, ressuscitados e levados para o Céu. E que os que pertencem a este grupo mas estavam e/ou estão vivos neste mundo, tão logo morrem, são ressuscitados invisivelmente e transportados para o Céu. Assim sendo, elas crêem também num certo tipo de arrebatamento.

Mais uma vez lembramos que os argumentos refutatórios à crença das TJ sobre a alma, serve para os adventistas; pois o ensino esposado por estes, quanto ao estado da alma entre a morte e a ressurreição, só difere do das TJ, no nome. As TJ chamam de morte da alma, o que os adventistas chamam de sono da alma.

Segunda pronunciação:

“Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo não sei, se fora do corpo, não sei: Deus o sabe) foi arrebatado até o terceiro céu. Sim, conheço o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei: Deus o sabe), que foi arrebatado ao paraíso, e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir. Desse tal me gloriarei, mas de mim mesmo não me gloriei, senão nas minhas fraquezas. Pois, se quiser gloriar-me, não serei insensato, porque direi a  verdade; mas abstenho-me, para que ninguém pense de mim além daquilo que em mim vê ou de mim ouve.

E, para que me não exaltasse demais pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de que eu não me exaltasse demais; acerca do qual três vezes roguei ao Senhor que o afastasse de mim” (2 Co 12.2-8 – Versão Revisada).

Explicação: Esta referência (2 Co 12.2-8) é mais que suficiente para provar por si só que o homem possui um espírito e que este pode viver dentro ou fora do corpo. Assim sendo, fica claro que o espírito do homem sobrevive à morte do corpo, pois ele (o espírito) não depende do corpo para existir conscientemente. O que nos leva a fazer esta afirmação, é o fato de o apóstolo Paulo dizer que ele havia sido arrebatado ao Paraíso, mas que ignorava se este arrebatamento havia sido no corpo, ou se fora dele. Ora, o que é ser arrebatado no corpo? E o que é ser arrebatado fora do corpo? Ser arrebatado no corpo significa ter experiências iguais às que tiveram Enoque (Gn 5.24; Hb 11.5), Elias (2 Re 2.1,11), Jesus (At 1.9) e Filipe (At 8.39,40). E ser arrebatado fora do corpo, é ser arrebatado em espírito, e significa ter experiências similares às que tiveram Ezequiel (Ez 8.3) e João (Ap 1.10). Sendo assim, o espírito humano pode sair do corpo, ir a um determinado lugar, retornar ao corpo e ainda conservar lembranças do lugar visitado. Alguém talvez objete, alegando que o arrebatamento no corpo pode ser apenas um estado de êxtase, que permite ao arrebatado ter a impressão de que subiu ao Céu, quando na verdade, não saiu do planeta Terra. Esta objeção é correta, pois realmente existe o “arrebatamento de sentidos”(At 10.10 – ARC). Mas, no que diz respeito ao arrebatamento fora do corpo, sem dúvida se refere ao ato do espírito sair do corpo e voar ao lugar determinado por Deus. Então, embora possamos admitir que ser arrebatado no corpo não seja, necessariamente, ter experiência similar às que tiveram Enoque, Elias, Jesus e Felipe, ser arrebatado fora do corpo implica em que o espírito se separe do corpo. E isto prova que o homem tem seu lado espiritual; e que este constitui o nosso verdadeiro “EU”; e que o mesmo pode existir conscientemente à parte do corpo, não dependendo deste, portanto, para viver, e que, por conseguinte, sobrevive à morte.

Certo senhor TJ, disse-nos que “é errado pregarmos a imortalidade do espírito à luz de 2 Co 12.2-8, porque nesta passagem bíblica, o apóstolo Paulo não diz que ele foi arrebatado ao Paraíso fora do corpo. O que Paulo diz aí”, disse-nos, “é que ele não sabia se tal arrebatamento havia sido ou não fora do corpo. Ora, se Paulo não sabia se o referido arrebatamento se deu ou não no corpo, como dizermos que este texto prova que é possível ser arrebatado fora do corpo?” Respondemos dizendo-lhe que nisto está a maravilha. Se o apóstolo não sabia se tal arrebatamento se deu no corpo ou fora dele, é porque ele admitia ambas as possibilidades. Se ele admitia ambas as possibilidades, então é possível ser arrebatado fora do corpo. E se é possível ser arrebatado fora do corpo, só nos resta sabermos o que é isto. E o que é isto, senão o desprender-se o espírito do corpo e voar?

Embora o trecho bíblico aqui estudado não esteja tratando da imortalidade ou não da alma, é importante que o consideremos, pois o mesmo pelo menos prova que as TJ estão equivocadas por negarem que a alma humana é uma entidade pessoal, que pode existir conscientemente à parte da matéria.

II. Que disse Jesus

“… Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23.43 – Versão Revisada)

Este versículo é a resposta de Jesus ao ladrão penitente que suplicava a misericórdia do Senhor. Esta passagem bíblica deveria ser mais que suficiente para dirimir as dúvidas de um inquiridor sincero, quanto à existência de vida consciente no Período Intermediário, ou seja, entre a morte e a ressurreição. Mas as TJ e os Adventistas questionam esta tradução, alegando que este versículo está mal traduzido. Alegam eles que a tradução correta é: “… Deveras eu te digo hoje: Estarás comigo no Paraíso.” Com este “argumento” querem provar que Jesus não disse que o ladrão arrependido estaria consigo naquele mesmo dia no Paraíso; mas sim, que Ele disse ao salteador que este um dia estará no Paraíso, e ainda informou-lhe na hora em que estava a prometer-lhe o Paraíso que esta promessa lhe estava sendo feita naquele dia. Este argumento, cuja finalidade é escudar-se da acusação dos que pregam a imortalidade da alma, se fundamenta no fato de que a pontuação é um recurso gramatical relativamente moderno, não constando, portanto, dos manuscritos originais da Bíblia. Este fato é inegável e serve para provar que a tradução das TJ é, pelo menos, uma possibilidade. Mas não resolve o problema, já que a nós também assiste o direito de corrermos com a pontuação a bel-prazer. E a esta altura, surge a seguinte pergunta: De que lado estará a razão? Parece-nos que só o contexto bíblico poderá nos ajudar a tomar partido. Na nossa opinião, é louvável a seguinte tradução: “Deveras eu te digo: Hoje estarás comigo no Paraíso”. Mas as TJ acham que a única tradução cabível é: “Deveras eu te digo  hoje: Estarás comigo no Paraíso.” Isto se dá porque as TJ crêem que a alma não sobrevive à morte do corpo. Mas como já vimos e continuaremos a ver, elas estão equivocadas quanto a isto. Logo, a base sobre a qual elas se apóiam, já se desmoronou desde há muito. Deste modo concluímos que a tradução por elas defendida é uma possibilidade gramatical que não resiste a um confronto com o todo das Escrituras, isto é, com o contexto remoto. As TJ precisam saber que a tradução por nós defendida também é uma possibilidade gramatical e que isto nos põe em pé de igualdade com elas. Além disto, saímos vitoriosos quando apelamos para o contexto; pois a menos que o preconceito nos embace a visão, facilmente enxergamos que a imortalidade da alma é doutrina genuinamente bíblica.

III. Que disse o patriarca Jacó

“E levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; ele, porém, recusou ser consolado e disse: Na verdade, com choro hei de descer para meu filho até o Seol. Assim o chorou seu pai”.(Gn 37.35 – Versão Revisada).

A palavra original (hb) transliterada por Seol na Versão Revisada, está traduzida por sepultura na ARC. Claro, é errado traduzir Seol por sepultura. No hebraico, sepultura é QUEBER. Seol significa habitação das almas dos mortos, o mundo dos mortos, abismo. Basta consultar um dicionário hebraico-português para se certificar da autenticidade do que acabamos de afirmar.

Uma das muitas provas que poderíamos dar, de que Seol não é sepultura, é o fato dos tradutores da SEPTUAGINTA não terem traduzido uma única vez QUEBER por HADES e SEOL por MNEMEION. Seol foi invariavelmente traduzido por Hades e QUEBER por MNEMEION.

O FATO DE Jacó dizer que chorando desceria para seu filho até o Seol é, na opinião das TJ, uma prova de que Jacó acreditava que José estava morto e na sepultura (Poderá Viver… capítulo 9, § 5). Mas, segundo Gn 37.33, Jacó não acreditava que José  estava na sepultura, mas sim, no ventre de uma besta fera. Não obstante dizia que ia descer para seu filho ao Seol. Isto prova que Jacó não pensava que o Seol fosse sepultura. Se ele não cria que seu filho estava na sepultura, mas no estômago duma besta fera, como poderia dizer que iria ao sepulcro encontrar-se com ele? Assim fica claro que os patriarcas acreditavam na imortalidade da alma humana.

IV. Textos prediletos das TJ

Eclesiastes 3.18-22: “Disse eu no meu coração: Isso é por causa dos filhos dos homens, para que Deus possa prová-los, e eles possam ver que são em si mesmos como os animais. Pois o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais; uma e a mesma coisa lhes sucede; como morre um, assim morre o outro; todos têm o mesmo fôlego; e o homem não tem vantagem sobre os animais; porque tudo é vaidade. Todos vão para um lugar; todos são pó, e todos ao pó tornarão. Quem sabe se o espírito dos filhos dos homens vai para cima, e se o espírito dos animais desce para a terra? Pelo que tenho visto que não há coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras; porque esse é o seu quinhão; pois quem o fará voltar para ver o que será depois dele?”

É com imenso prazer que informamos às vítimas dos enganos da liderança das TJ que Ec 3.18-22 não diz que o homem é igual aos irracionais, mas sim, que Salomão um dia pensou que o fosse. A frase: “Disse eu no meu coração”, significa: “Eu pensei”. Portanto, Salomão não está dizendo que assim é, mas informando que um dia essa bobagem passou pela cabeça dele, ele pensou isso. Uma prova disso é que o versículo 19 diz que o homem não tem vantagem alguma sobre os animais. Crêem as TJ que elas não terão vantagem alguma sobre os brutos? Se sim, por que são religiosos? Se não, por que não procuram interpretar bem Ec 3.18-22, levando em consideração a frase “Disse eu no meu coração…”, constante do versículo 18? O versículo 22 insinua inclusive que não haverá ressurreição. Crêem nisso as TJ?

Eclesiastes 9.5-6: “Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a sua memória ficou entregue ao esquecimento. Tanto o seu amor como o seu ódio e a sua inveja já pereceram; nem têm eles daí em diante parte para sempre em coisa alguma do que se faz debaixo do sol”.

As TJ citam este texto para “provarem” que a alma humana é mortal, mas elas precisam saber que este trecho bíblico é uma referência ao lado material do homem. Se assim não fosse, estes versículos e seu contexto seriam um libelo à religiosidade, pois dizem que “… o mesmo sucede ao justo e ao ímpio…”(Ec 9.2) e que não haverá recompensa para os mortos (Ec 9.5). Creem nisso as TJ? Pensem nisso os sinceros, e deixemos de lorotas.

Ezequiel 18.4: “… A alma que pecar, essa morrerá”.

As TJ adoram citar esta passagem bíblica para “provarem” que a alma é mortal. Mas a palavra alma tem vários significados na Bíblia. Por exemplo, em Gênesis 1.21, os répteis são chamados de alma vivente. No versículo 30 deste mesmo capítulo, a vida existente nos animais também é chamada de alma, pois se diz lá que neles há alma vivente. Em Dt 12.20 se diz que “a alma tem desejo de comer carne”.Neste caso, “tua alma” significa “tua pessoa”. A expressão “morra a minha alma” em Nm 23.10 significa “morra a minha pessoa” ou “morra eu”. Em Lv 17.14 o sangue é chamado de alma. Neste caso, “alma” tem sentido figurativo e significa “algo de vital importância”. Os versículos 10-12 de Lv 17 ameaça extirpar de Israel a alma que comesse sangue. Neste caso o vocábulo alma também é figurativo e significa pessoa. Com a palavra alma se dá, no idioma original do Antigo Testamento, algo muito parecido com o que se dá com a palavra “manga”, na língua Portuguesa. Na nossa língua, a palavra manga pode significar o fruto da mangueira, abertura do vestuário por onde se enfiam os braços, e o verbo mangar, sinônimo dos verbos zombar, escarnecer, debochar. O que determina então o valor destas palavras é a estrutura da frase na qual elas aparecerem. Na frase “chupei uma manga extremamente doce”, ninguém pensa tratar-se da manga do paletó. Estas são algumas das informações que os líderes das TJ precisam ter, para pararem de citar textos sem contextos que não passam de pretextos, objetivando “provar” a “ortodoxia” de suas “doutrinas”. Além disso, as TJ precisam saber que segundo a Bíblia, quem não tem Deus consigo está morto (1 Tm 5.6) e sairá da morte para a vida (Jo 5.24) quando se converter a Cristo. Logo, este autor já foi uma alma morta, antes de se converter ao Senhor; hoje, porém, é alma viva. Aleluia!

Em Ez 18.4, a palavra “alma” significa pessoa, e pode-se traduzir o texto assim: “… a pessoa que pecar, essa morrerá”.

Uma prova de que estamos certos em nossas conclusões é que além das definições do vocábulo “alma” acima apresentadas, esta palavra aparece em Ap 6.9-11.

Embora saibamos que até o sangue é chamado de alma, na Bíblia, obviamente nesta última referência bíblica a palavra alma não significa sangue. Como dar compridas vestes brancas a uma poça de sangue? E como ordenar ao sangue que se descanse? Assim está provado que neste caso, “alma” não tem sentido figurativo, mas sim, literal.

Salmos 146.3,4 – “Não confies em príncipes, nem em filho de homem, em quem não há auxílio. Sai-lhe o espírito, e ele volta para a terra; naquele dia perecem os seus pensamentos”.(Versão Revisada).

As TJ concluem que estes versículos também provam que não há consciência após a morte, porém, “perecem os seus pensamentos” significa tão-somente que ao morrer, a pessoa fica impossibilitada de concretizar os seus sonhos para esta vida.

Salmos 6.5: “Pois na morte não há lembrança de ti; no Seol, quem te louvará?” (Versão Revisada).

O que este versículo está dizendo é que os corpos daqueles cujas almas jazem no Seol, estão inconscientes, e, portanto, impossibilitados de louvarem a Deus? Alguns teólogos entendem assim. Neste caso o texto seria uma alerta a não desperdiçarmos o nosso tempo, visto que quando nossas almas estiverem do lado de lá, mais nada faremos do lado de cá. Uma das provas de que realmente há teólogos interpretando assim, é o fato dos tradutores da A BÍBLIA VIVA, editada pela Editora Mundo Cristão, terem traduzido o versículo em lide assim: “Se eu morrer, quem vai lembrar os homens da tua existência? Morto, não poderei louvar o teu nome diante dos homens!”

Extraído do livro: Testemunhas de Jeová: Que Seita é Essa?  PASTOR JOEL SANTANA


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