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TJs: “Jesus era um com seu Pai em objetivo”

por Prof. Paulo Cristiano da Silva - qua fev 25, 9:35 am

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“EU E O PAI SOMOS UM” (Jo 10.30)

Argumento das Testemunhas de Jeová: ” Jesus quis dizer que ele era um com seu Pai em mentalidade e em objetivo.” Citam João 17:21,22 e perguntam: “Orava Jesus para que todos os seus discípulos se tornassem uma só pessoa?” ( A Sentinela 01/06/1988 pág.16)

COMO REFUTAR

“Eu o Pai somos um” (João 10:30). A objeção comum à frase “Eu e o Pai somos um” é a de que isso não significa que Jesus tenha a mesma natureza que o Pai, que ambos sejam de fato um, mas que Jesus apenas frisava sua unidade de propósito e pensamento com o Pai. A base bíblica apresentada é a de João 17:11, 21, 22, onde Jesus em oração pede que todos os seus discípulos sejam um, assim como ele e o Pai são um. Argumentam que isso não significa que os discípulos serão a mesma pessoa ou que possuirão a natureza divina. Mais uma fez enfatizamos que a idéia de serem os dois, Pai e Filho, a mesma pessoa, jamais estará em questão. Quanto à idéia de unidade de propósito e pensamento, dizemos que esta está presente em ambas as passagens. Todavia, segundo o contexto de João 10:30, há muito mais incluído do que simplesmente “unidade de propósito e pensamento”. Raciocinemos!…

— Nesse capítulo, Jesus fala diversas vezes de suas ovelhas. No versículo 28 ele diz que dá a essas ovelhas a “vida eterna” e que elas jamais seriam destruídas (ou pereceriam). Pergunta-se: Poderia uma criatura, por mais importante que fosse , conceder a outras criaturas a vida eterna e a indestrutibilidade? Não é somente Deus, o Eterno, a fonte da vida? (Salmo 36:9; Atos 17:27, 28). Contudo, Jesus disse de si mesmo: “Eu sou a ressurreição e a vida” (João 11:25). Disse mais: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6). Seria pedantismo demais para um arcanjo, uma criatura, mesmo que fosse “o segundo maior personagem do universo”, afirmar tudo isso; porém, não o seria para aquele que, junto com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Portanto, pelos versículos precedentes a João 10:30, fica claro que, se o Pai e o Filho são fontes da vida, então Jesus foi além da “unidade de propósito e pensamento” ao dizer “Eu e o Pai somos um”. Vale a pena lembrar que, por mais que nos esforcemos, jamais conseguiremos ser a ressurreição, a verdade e a vida. Assim, devemos nos contentar com nossa “unidade de propósito e pensamento” para com Deus. Já Jesus Cristo, além do que temos (e num grau mais elevado e incomparável), também possui “toda a plenitude da Divindade” (Colossenses 2:9).

— Diante da frase “Eu e o Pai somos um”, a reação dos judeus foi imediata: acusaram a Jesus de blasfêmia, pois, sendo homem, fazia-se Deus a si mesmo (João 10:33). Eles entenderam exatamente o que Jesus queria dizer com aquele “um”. Não faria sentido acusá-lo de blasfêmia pelo simples fato de expressar com a palavra “um” uma “unidade de propósito e pensamento”. Na Tradução do Novo Mundo, João 10:33 é vertido assim: “Nós te apedrejamos, não por uma obra excelente, mas por blasfêmia, sim, porque tu, embora sejas um homem, te fazes um deus”. A frase mal traduzida “te fazes um deus” tenta suavizar a força das palavras de Jesus, que evidentemente igualou-se ao Pai. Ademais, a acusação de blasfêmia só faria sentido para os judeus se Jesus se fizesse igual a Deus, o Pai, e não a “um deus”, termo mais do que genérico nessa péssima tradução. É importante ressaltar que numa outra ocasião Jesus falou aos judeus dizendo: “Meu Pai tem estado trabalhando até agora e eu estou trabalhando” (João 5:17 – TNM). Diante disso, alguns dos judeus queriam matá-lo, e uma das razões apresentadas foi a de que ele chamava Deus de Pai, “fazendo-se igual a Deus” (João 5:18 – TNM). Percebe-se, portanto, que em ambas as passagens (João 10:29-33 e 5:17, 18) as declarações de Jesus sempre são entendidas como afirmações de igualdade com o Pai, ou seja, ele afirma fazer aquilo do qual somente o Ser Supremo é capaz (compare com Marcos 2:5-11). Assim, se Jesus não fosse tudo aquilo que afirmou ser, direta ou indiretamente, não passaria de um impostor, mentiroso e megalomaníaco.


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