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TJs: O escravo fiel e discreto

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Mateus 24.45‑4 7 – Quem é realmente o escravo fiel e discreto a quem eu, o seu anjo, designou sobre os seus domésticos para dar‑lhes o alimento no tempo apropriado? Feliz aquele escravo, se o seu amo, ao chegar, o achar fazendo assim. Deveras eu vos digo: Ele o designará sobre todos os seus bens (Tradução do Novo Mundo).

Este é um texto‑chave para as testemunhas de Jeová. Elas apli­cam uma única interpretação a esta parábola. Ao invés de a enten­derem como uma exortação a cada cristão, desafiando‑o a ser um “escravo” fiel e diligente para Cristo, acreditam que a sua organi­zação representa o escravo fiel e discreto, ungido por Deus para prover “alimento espiritual” para os domésticos da fé. Esta inter­pretação dá à sede da Torre de Vigia uma tremenda autoridade e poder aos olhos das testemunhas de Jeová.

Por exemplo, note como A Sentinela, de l° de dezembro de 1981, eleva a organização acima da Bíblia e cria um contingente daqueles que ganham a vida eterna seguindo a Sociedade Torre de Vigia:

O Deus Jeová também nos deu sua organização visível, seu “escravo fiel e discreto”, formado por aqueles que são ungidos pelo espírito para ajudar cris­tãos em todas as nações a compreender e aplicar a Bíblia de maneira apro­priada em suas vidas. A menos que estejamos em contato com este canal de comunicação que Deus está usando, nós não alcançaremos progresso na estra­da para a vida, não importa o quanto leiamos a Bíblia (p.27).

Bem‑aventurados, na verdade, são aqueles que servem lealmente ao lado desta organização que é o “Escravo fiel e discreto”, o agente visível de comunicação usado por Deus! Sua escolha é sábia, porque o seu caminho leva ao objetivo precioso da vida eterna… (p. 31).

Talvez eu deva mencionar aqui, como um comentário pessoal, que a declaração acima, especialmente a da página 27, que eleva a organização acima da Biblia, se tornou a “última gota” ‑ a gota que fez transbordar o copo ‑ no meu relacionamento com a Sociedade Torre de Vigia. Foi depois de ler esta declaração que eu levantei a minha voz, questionando os argumentos da organização, publicamente, em encontros nos Salões do Reino e secretamente publicando meu boletim, Comments from the Friends (Comentá­rios dos Amigos), cuja primeira edição trata do texto mencionado acima. (Veja o capitulo 7, “O Testemunho do Autor”, para mais detalhes.) Infelizmente, a vasta maioria das testemunhas de Jeová continua condicionada a tal ponto que aplaude este tipo de decla­ração e, cegamente, segue a Sociedade para onde quer que a conduza.

Originalmente, foi Charles Russell, o fundador e primeiro pre­sidente da Sociedade Torre de Vigia, quem foi visto pessoal e individualmente como “o servo sábio e fiel” de Mateus 24:45. Depois de sua morte houve uma grande divisão dentro da organiza­ção, com adeptos do novo presidente, Joseph F. Rutherford, assumindo controle completo, e os membros fiéis ao Pastor Russell saindo para formar outras seitas,  algumas  das  quais  existem  até  hoje. Esses grupos russelitas modernos continuam a imprimir os livros do pastor, respeitando‑o como o mensageiro especial de Deus para a igreja. Os seguidores de Rutherford insistem que Russell nunca alegou ser o “servo sábio e fiel”, mas que a Sociedade Torre de Vigia como um todo era o instrumento escolhido de Deus.

É muito difícil dissuadir as testemunhas de Jeová de sua crença. Aceitam qualquer coisa que a Sociedade diga porque a Sociedade é o canal de comunicação de Deus, que, por sua vez, elas acreditam ser a única organização religiosa em toda a terra que ensina a verdade ‑ uma conclusão que defendem porque acreditam em qualquer coisa dita pela Sociedade. Embora este seja um argu­mento circular, ele descreve a maneira de pensar das testemunhas ­de Jeová. Em algum momento depois do chamado “estudo da Biblia”, ou programa doutrinário, que originalmente traz o indi­víduo para a organização, seus argumentos são torcidos e conec­tados de ponta a ponta, de modo que a testemunha de Jeová pensa em círculos, não numa seqüência linear. Esta é a razão pela qual você pode ir e vir com uma testemunha de Jeová e não chegar a lugar algum. Também poderíamos chamar este processo de lavagem cerebral.

A chave para se quebrar este circulo vicioso é dar ao individuo alguma informação que abale seus pensamentos o suficiente para tirar da sua cabeça as marcas que o fazem andar e pensar desta maneira. Este processo pode ser lento e demorado. Mas pode ser feito.

Fonte de pesquisa: “As Testemunhas de Jeová refutadas versículo por versículo”, David A. Reed; trad. de Marcelus Virgílius Oliveira e Valéria Oliveira. ‑ 2. ed. Rio de janeiro: JUERP, 1990.

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