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TJs: o estado depois da morte e o estado eterno

por Pr. Natanael Rinaldi - ter abr 07, 11:55 pm

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I – ACUSAÇÕES GRATUITAS

Dizem as TJs que nosso ensino sobre a natureza e o estado final do homem é resultado do entendimento pagão grego e romano:

“Alguns clérigos da cristandade, para apoiarem o ensino babilônico pagão, e o estado grego pagão, que a alma humana é imortal e não morre com o corpo humano, citam as palavras: ‘Não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma.’ Param aí em vez de citar todas as palavras de Jesus, porque o versículo (Mateus 10.28) prossegue dizendo: “Temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno (Geena) a alma (psique) e o corpo” (Coisas Em Que é Impossível Que Deus Minta”, p. 145).

O que não dizem as TJs é que a negação da sobrevivência da alma, e da existência do inferno de tormento eterno, é consequência do ensino do seu líder fundador Charles Taze Russell, considerado na ocasião “o escravo fiel e discreto” (Mt. 24.45 TNM):

“Com menos de vinte anos de idade Charles Taze Russell, o redator, tinha sido membro da Igreja Congregacional e crente fervoroso na doutrina da tortura eterna das almas condenadas num inferno de fogo e enxofre literais. Mas ao tratar de converter ao cristianismo um conhecido descrente, ele próprio foi derrotado na sua posição sectária e impelido ao ceticismo. Avidamente começou a investigar as religiões pagãs, em busca da verdade sobre o propósito de Deus e o destino do homem. Provando que todas essas não eram satisfatórias, e antes de deixar por completo a investigação religiosa, ele empreendeu a pesquisa nas Escrituras Sagradas do ponto de vista cético, então livre das falsas doutrinas religiosas dos sistemas sectários da cristandade” (A Sentinela de Março de 1953, p. 39).

 

II – A NATUREZA DO HOMEM

2.1. O homem foi formado de duas naturezas – Gn. 2.7

  1. a) A natureza material – do pó da terra – Gn 2.7
  2. b) A natureza imaterial – alma e espírito – 1Ts. 5.23

2.2. A terminologia empregada pela Bíblia –      2Co 4.16 a 5.1-9

O Homem exterior                                          O Homem interior

– Se corrompe                                                  – Se renova

– Passa por leve e momentânea tribulação     – Peso eterno de glória

– Coisas que se vêem                                       – Coisas que não se vêem

– Temporais                                                      – Eternas

– Casa terrestre                                                – Casa nao feita por mãos e eterna

– Estando vestidos                                            – Não formos achados nus

– Despidos                                                         – Revestidos

– Mortal                                                            – Absorvidos pela vida

– Enquanto estamos no corpo                          – Vivemos ausentes do Senhor

– Andamos por fé                                             – E não por vista

– Deixar este corpo                                          – Habitar com o Senhor

– Quer presentes                                              – Quer ausentes

 

III – O SIGNIFICADO DA PALAVRA MORTE

3.1. A morte espiritual

As TJs também admitem a morte espiritual:

“Adão e Eva, por comerem o fruto proibido, abandonaram sua sujeição ao governo de Deus. Passaram a fazer suas próprias decisões quanto ao que é bom e o que é mau… Passaram a agir por conta própria, fazendo o que é ‘bom’ ou ‘mau’ segundo suas próprias inclinações” (Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra p. 101).

 

3.2. O sentido da palavra morte ‘thanatos’ na Bíblia:

  1. a) A separação da alma (a parte espiritual do homem) do corpo (a parte material) e posteriormente à cessação das funções vitais, volta ao pó o corpo (Jo. 11.13; Hb. 2.15; 5.7; 7.23);
  2. b) A separação do homem de Deus. Adão morreu no dia em que desobedeceu a Deus (Gn 2.17) e desde então toda a humanidade tem nascido em pecado ou morte espiritual (Rm. 5.12,14,17,21). Desta condição é tirada a pessoa que aceita a Cristo como Senhor e Salvador (Jo. 5.24; Ef. 2.1-5; 1Jo. 3.14). Morte é oposto à vida e nunca significa inexistência. Assim como vida espiritual é uma vida consciente da comunhão com Deus (1Jo. 5.11-13), da mesma forma a morte espiritual é a existência consciente da separação de Deus (Mt. 8.22; Lc. 15.24; Ef. 2.5; 1Tm. 5.6; 1Jo. 3.14).

 

IV – O SIGNIFICADO DAS PALAVRAS ‘ESPÍRITO’ E ‘ALMA’

4.1. O que dizem as TJS:

  1. a) Sobre Deus:

“O que nos conta a própria Bíblia sobre Deus? Ela nos diz que “Deus é Espírito” (João 4.24). Um espírito não se compõe de carne e sangue, nem de outras substâncias materiais que possamos ver ou sentir por meio de sensos humanos” (A Verdade Que Conduz à Vida Eterna, p. 195).

  1. b) Sobre o Espírito:

“O espírito é simplesmente a força de vida que faz que esta pessoa viva. O espírito não tem personalidade, nem pode fazer o que a pessoa faz. Não pode pensar, falar, ouvir, ver ou sentir. Neste sentido, pode ser compara­do à corrente elétrica da bateria de um automóvel” (Ibidem, p. 39)

  1. c) Conclusão:

Se Deus é Espírito, se o Espírito não tem personalidade, nem pode fazer o que qualquer pessoa pode – pensar, falar, ouvir, ver ou sentir – então o Deus das TJs não é o Deus da Bíblia, pois Deus é um Espírito que não pode fazer nem aquilo que uma humilde pessoa pode.

4.2. O que diz a Bíblia:

  1. a) Que Deus é Espírito (Jo. 4.24);
  2. b) Que Deus é Pai dos espíritos (Hb. 12.9);
  3. c) Que o homem foi criado à imagem de Deus (Gn. 1.26-27) possuindo atributos que lhe dão essa imagem:

▪ Na sua natureza moral: o senso do certo ou errado;

▪ Na sua natureza estética: o amor à beleza;

▪ Na sua natureza espiritual: o desejo de adorar e a capacidade de ter comunhão com Deus (Sl. 42.6; 43.5; Mt. 4.4);

▪ Na sua natureza criadora: o desejo de melhorar o ambiente que o cerca, construindo barragens, arranha-céus, inventando máquinas etc.

Observação A propósito, as TJs afirmam: “O homem foi criado com uma medida dos atributos de Deus” (Certificai-vos de Todas as Coisas, p. 102).

  1. d) O espírito do homem tem consciência e inteligência (Jó 32.8; 1Co. 2.11);
  2. e) Teste para substitutir a palavra espírito por ‘força de vida’ nos seguintes textos: Mt. 26.41; Lc. 23.46; Rm 1.9; 8.16; 1Co. 5.5; Jo. 4.24; 2Co. 7.1; Hb. 12.23; Ap. 1.10-11.

 

4.3. Os vários significados da palavra alma

  1. a) A palavra alma na Bíblia tem vários sentidos, da mesma forma que a palavra leite:

▪ Leite, com o sentido de líquido branco, alimento – Gn. 18.8;

▪ Leite, com o sentido de bênção material – Nm. 14.8;

▪ Leite, com o sentido de alimento espiritual – 1Pe. 2.2.

  1. b) Os vários sentidos da palavra alma:

▪ Alma como a própria pessoa – Gn. 46.27; Ex. 1.5; At. 27.37.

Observação: Limita a Bíblia a palavra alma com o sentido de pessoa? Teste as referências de Gn. 1.20-24; Ap. 16.3 substituindo a palavra alma por pessoa.

▪ Alma como a própria vida – Gn. 19.17; Lv. 22.3.

Observação: Limita a Bíblia a palavra alma com o sentido de vida? Teste as referências indicadas, para constatar que as palavras ‘alma’ e ‘vida’ são distintas: Sl. 88.3; Jo.33.18,22.

▪ Alma como o sangue – Lv. 17.14; Dt. 12.23.

Observação: Limita a Bíblia a palavra alma ao sentido de sangue? Teste as referências 1Rs. 17.21-22.

▪ Alma com o sentido literal, como entidade consciente e inteligente, sobrevivendo à morte do corpo (Mt. 10.28).

  • ao morrer o corpo, a alma se separa – Gn 35.18;
  • ao ressuscitar o corpo, a alma retorna – 1Rs. 17.21-22;
  • a alma sobrevive à morte do corpo – Lc 12.4-5;
  • a alma do cristão vai estar com Cristo – Ap 6.9-11; 20.4.

▪ A alma, embora distinta, não se separa do espírito – Hb. 4.12.

▪ O cristão já possui vida eterna (zoen aionios) Jo 5.24; 6.47; 1Jo. 5.12-13.

 

V – PALAVRAS HEBRAICAS E GREGAS QUE SIGNIFICAM O ESTADO DO HOMEM DEPOIS DA MORTE FÍSICA.

5.1 – A palavra hebraica seol:

  1. a) O que ensinam as TJs:

Dizem que a palavra ocorre 66 vezes no Antigo Testamento: Gn. 37.35; 42.38; 44.29; Nm. 16.30-33; Dt. 32.22; 1Sm. 2.6; 2Sm. 22.6 etc. e aplicam com o sentido de ‘sepultura comum da humanidade’ (Apêndice da TNM, p. 1514).

 

5.2 – A palavra grega Hades:

Dizem que a palavra grega aparece 10 vezes no Novo Testamento: Mt. 11.23; 16.18; Lc. 10.15; 16.23; At. 2.27-31 etc. Aplicam com o sentido de ‘o lugar não visto’ (Ibidem, p.1514).

5.3 – Também ensinam que as duas palavras são sinônimas e indicam o mesmo lugar: ‘a sepultura comum da humanidade’ onde o homem se acha inconsciente. Logo, concluem “INFERNO, LUGAR DE DESCANSO EM ESPERANÇA” (Seja Deus Verdadeiro, p. 67).

5.4 – As palavras hebraicas e gregas para sepultura, sepulcros e túmulos segundo as próprias TJs, são:

  1. a) Keber (hebraico) lugar de sepultura ou sepultura – Gn. 23.4; Ex. 14.11; Nm. 19.16; Jz. 16.31.
  2. b) K’boorah (hebraico), sepultura, lugar de sepultura ou sepulcro – Gn. 35.20; Gn. 47.30; Dt. 34.6; 1Sm. 10.2.
  3. c) Ga-dish (hebraico) túmulo – Jó. 21.32. (Certificai-vos de Todas as Coisas, edição 1960, p. 190).
  4. d) Mnema (grego) túmulo – Mc. 5.2-3; Lc. 23.53; At. 2.29, 7.16; Ap 11.9 (Ibidem, p. 191).

5.5 – Razões que indicam não ser seol e hades a sepultura, mas um lugar intermediário entre a morte e a ressurreição do corpo em estado consciente.

DISTINÇÕES ENTRE O LUGAR DO CORPO E O LUGAR DO ESPÍRITO E DA ALMA

O LUGAR DO CORPO – IS. 14.19O LUGAR DA ALMA – IS. 14.9
a) O lugar do corpo é chamado sepultura.b) Na LXX mnema é traduzida por sepultura (o lugar do corpo).c) Keber é contrastada com od) A sepultura é lugar visto (do corpo).

 

e) Sepultura – lugar de inconsciência.

 

f) Sepultura, no plural como vários lugares (Ex. 14.11).

g) Pode-se ornamentar uma sepultura (Gn. 35.20).

h) Pode-se tocar numa sepultura e ficar contaminado (Nm. 19.16).

i) Não se pode reunir-se com parentes.

a) O lugar da alma é chamado Seol.b) O lugar da alma é chamado Hades.c) Seol, o lugar da alma.

d) Seol/Hades um lugar não visto ou o invisível, lugar da alma.

e) Lugar de consciência – 2Sm. 22.6; Sl. 116.3; Is. 14.9-10; Ez. 32.21; Jn. 2.2.

f) Seol/Hades aparece sempre no singular, um único lugar.

g) Não se pode ornamentar o seol/hades.

 

h) Não se pode tocar num seol/hades.

 

i) Pode-se reunir com parentes mortos (Gn. 15.15; 25.8; 35.29; 37.35; 49.33; Nm. 20.24,28; 31.2; Dt. 32.50).

 

5.6 – SEOL, HADES

A região dos espíritos dos perdidos, incluindo Seio de Abraão; o lugar dos espíritos dos justos mortos antes da ressurreição de Jesus (Lc. 16.19-31). Depois da ascenção de Cristo, os mortos em Cristo estão no paraíso celestial (comparar At. 14.19 com 2Co. 12.2-4); At. 7.59-60; 2Co. 5.6-8; Ef. 4.8-9; Fp. 1.21-23; Ap. 6.9-11.

5.7 – A palavra grega GEENA

  1. a) O que dizem as TJs:

“Geena, símbolo da destruição total, significa ‘vale de Hinom’ e ocorre 12 vezes: Mt. 5.22,29,30; 10.28; 18.9; 23.15,33; Mc. 9.43,45,47; Lc. 12.5; Tg. 3.6” (Apêndice da TNM, p. 1544/45).

  1. b) Origem da palavra

O nome geena no grego é o Vale dos Filhos de Hinom, onde os judeus apóstatas sacrificavam seus filhos ao deus Moloque. Eram sacrifícios vivos, onde crianças eram jogadas num braseiro aceso (2Cr. 33.6; Jr. 7.32). O rei Josias tornou o lugar desprezível e posteriormente se tornou depósito de lixo. Ficou indicado por Jesus como símbolo do lago de fogo, lugar de perdição eterna (Mc. 9.43-45). Note-se a semelhança dessa descrição com 2Cr. 28.3; 33.6. Os demônios temiam esse lugar e não queriam ir para lá antes do tempo (Mt. 8.29; Lc. 8.31).

5.8 – A palavra grega APOLLUMI

A ideia transmitida não é aniquilamento, mas perdição, inservível, ruína. Exemplos:

  • Odres estragados, inservíveis (Lc. 5.37);
  • A ovelha perdida, mas depois achada (Lc. 15.4);
  • A dracma perdida e posteriormente achada (Lc. 15.8);
  • O filho pródigo perdido, mas restaurado (Lc. 15.24)
  • A comida que se estraga, perece (Jo. 6.27);
  • A alma perdida, longe de Deus, na geena (Mt. 10.28);

5.9 – A palavra grega OLETHROS

É a palavra própria para descrever o castigo dos ímpios:

  • ‘eterna perdição! (olethron aioonion) 2Ts. 1.9;
  • ‘repentina destruição’ (aiphnidios olethros) 1Ts. 5.3;
  • ‘destruição da carne’ (olethros) para que o espírito seja salvo no dia do Senhor Jesus (1Co. 5.5);
  • ‘perdição’ (olethron) e ‘ruína’ (apooleian, derivada de apollumi) 1Tm. 6.9)

5.10 – A palavra grega KOLASIS

Esta palavra ocorre em cinco vezes e é empregada como lugar de castigo:

  • 25.46 – tormento eterno (kolasin aioonion) e vida eterna (zooeen aioonion);
  • Mc 14.65 – o castigo que recebeu Jesus (kolaziso);
  • 4.10 – o castigo sofrido pelos apóstolos;
  • 2Co 12.7 – aflições de Paulo decorrentes do seu ‘espinho na carne’
  • 4.18 – o temor exerce uma restrição (kolasin echei);

5.11 – A palavra grega AIONIOS

Usualmente traduzida por ‘eterno’ ou ‘para sempre’, essa palavra aparece em:

  • 10.28 – dou-lhes a vida eterna (zooeen aioonion);
  • 16.26 – Deus eterno (tou aiooniou Theou);
  • 4.17 – peso eterno de glória para os remidos;
  • 2.10 – glória eterna para os remidos;
  • 9.5 – promessa de herança eterna para os chamados em Cristo.
  • 4.9 – ao que vive para sempre (eis tous aioonas toon aioonoon);

5.12 – A palavra BAZANIZÓ

A palavra é traduzida por ‘tormento consciente’. É encontrada em:

  • Mt 8.6 – para indicar o tormento do paralítico;
  • Mt 8.29 – para indicar o tormento dos espíritos imundos;
  • Mc 5.7 – passagem paralela de Mt 8.29, o mesmo tormento;
  • Lc 8.28 – a mesma situação de Mt 8.29;
  • Ap 14.10 – os adoradores da besta são atormentados para todo o sempre;
  • Ap 20.10 – o tormento eterno do Diabo, seus anjos, a besta e o falso profeta.

Observação: As TJs concordam que a palavra Bazanizo significa tormento consciente, dizendo: “No grego original, a palavra traduzida ‘serão atormentados’ é o tempo futuro da palavra grega bazanizo. Significa tormento” (A Sentinela, 01/02/1968, p.88).

 

VI – A DOUTRINA DO INFERNO NEGADA POR QUATRO RAZÕES PELAS TJs:

6.1 – O que dizem as TJs

“A doutrina dum inferno ardente onde os iniquos depois da morte são torturados para sempre não pode ser verdadeira, principalmente por quatro razões:

  1. Porque está inteiramente fora das Escrituras;
  2. Porque é irracional;
  3. Porque é contrária ao amor de Deus; e
  4. Porque é repugnante à justiça” (“Seja Deus Verdadeiro”, p. 78).

6.2 – Refutação aos argumentos apresentados

‘Porque está inteiramente fora das Escrituras’ – Refutação: Só concorda quem lê a Bíblia com a ‘ajuda’ das publicações da Torre de Vigia. Basta ler Mt. 25.41-46. O que dizem as TJs: “Os demônios aguardam com terror a perspectiva de irem para o Lago de Fogo” (Certificaivos de Todas as Coisas, p. 197). Outras referências bíblicas sobre o inferno: Mt. 10.28; 13.42,50; 18.8; Mc. 9.43-45; 2Pe. 2.4,9; Ap. 14.10; 20.10-15; 21.8.

‘Porque é irracional’ – Refutação: Desde quando a razão de qualquer pessoa tem maior valor do que as afirmações bíblicas? É preciso que algo seja racional para que seja verdadeiro? A nossa razão poderia ditar que o homem seja o seu próprio juiz, e apontar a penalidade para o seu pecado? Por que a desobediência de Adão trouxe, como consequência, o mal sobre toda a humanidade (Rm. 5.12)? Por que a morte de um só – Jesus Cristo – trouxe salvação a todos (Rm. 5.8)?

‘Porque é contrário ao amor de Deus’ – Refutação: Não é contrário ao amor de Deus, porque Deus não é só amor. É também justiça (Rm. 2.4-9). Como se explica que os cananeus foram mortos, inclusive as crianças, por ordem de Deus? (Dt. 7.2; Js. 10.40; 1Jo 4.8).

Observação: As TJs afirmam quanto à ordem de Deus para destruir os cananeus e seus pequenos: “Então, o que podemos aprender disso? Indica a narrativa, de algum modo, que Jeová não é Deus de amor e alguém que ‘ama a justiça’, conforme se declara em outra parte da Bíblia? – Salmo 37.28; 1João 4.8. Não, antes, ensina um princípio vital: que o amor de Deus à justiça tem por parte correspondente o ódio à iniquidade” (É a Bíblia Realmente a Palavra de Deus?, p. 94). Não é contrário ao amor de Deus, Ele destruir todas as pessoas que não sejam TJs no Armagedom?

‘Porque é repugnante à justiça’ – Refutação: Se castigar corretamente um crime é repugnante à justiça, então as TJs estão certas. Mas somente Deus sabe como deve castigar corretamente o pecado.

Observação: Dizem as TJs:”Se a pessoa considerar os assuntos do ponto de vista da mentalidade humana imperfeita, a apresentação bíblica das ações de Deus, em alguns casos, poderá parecer estranha e até mesmo incoerente. Mas, se a Bíblia se harmonizasse com o nosso próprio conceito humano limitado, provaria isso que ela é de Deus? Como podemos ser beneficiados ou ajudados por ela, se não procurarmos outra coisa a não ser a confirmação de conceitos que já adotamos?” (É a Bíblia Realmente a Palavra de Deus, p. 92).

Lembremos que o juiz de toda a terra fará a justiça (Gn. 18.25; Mt. 22.13; 24.50-51; 25.30; Lc 6.23-25; Lc. 12.46-48; Lc 12.4-5; 13.27-28).

 

VII – A TEORIA DO PURGATÓRIO MILENIAL

7.1 – O que dizem as TJs

“Mas, quem são as pessoas que Jesus disse ‘que praticaram coisas vis’ e que são trazidas de volta ‘para uma ressurreição de juízo’? …Estas pessoas serão trazidas de volta à terra paradísica. Serão instruídas na verdade. …Se não obedecerem às ordens de Deus, passarão para a morte eterna, assim como aconteceu com Adão depois de ele ter desobedecido deliberadamente a Deus” (Do Paraíso Perdido Ao Paraíso Recuperado, p. 229).

Como base para essa posição apontam Jo. 5.29. Jesus apontou condenação em Jo. 3.18-21 usando coisas vis.

 

7.2 – Palavras que denotam juízo, julgamento

  1. a) Krisis e Krima são palavras gregas que indicam juízo de condenação e não de teste, prova ou oportunidade (Rm. 2.2-3; 3.8; 5.16; 1Co. 11.29; Gl. 5.10; Hb. 6.2; Hb 9.27; Hb 10.27; Tg. 3.1).
  2. b) Dokime e Peraimos são as palavras gregas que significam prova, oportunidade, teste (2Co. 8.2; Tg. 1.3; 1Pe. 1.7).
  3. c) Jesus apontou condenação- Mt. 11.22-24; 12.36; Hb. 10.29-30.

 

VIII – EXAME DAS PRINCIPAIS REFERÊNCIAS BÍBLICAS USADAS

8.1 – Eclesiastes 9.5-10

Problema: Dizem as TJs que “em termos simples, a morte é o contrário da vida, logo morte significa inexistência” (Poderá Viver… p. 77).

Solução: Se é certo que o texto diz “os mortos não sabem coisa nenhuma” e isto deve ser entendido em sentido absoluto, então é necessário também interpretar que os mortos “não tem mais recompensa”. Sendo assim, não deve haver ressurreição dos justos para receberem recompensa. E como ficam Mt. 16.27 e Ap. 22.10, onde Jesus promete trazer o seu galardão para dar a cada um segundo as suas obras? Qual a interpretação correta de Ec. 9.5-10? Os mortos não sabem nada do que ocorre ‘debaixo do sol’ (Ec. 9.6), mas sabem o que ocorre em torno deles no ceú onde estão (Ap. 6.9-11). Até as próprias TJs ensinam que os mortos ungidos a partir de 1918 estão conscientes transmitindo ‘verdades’ para o Corpo Governante aqui na terra! (Revelação Seu Grandioso Climax Está Próximo, p. 125). “Isto sugere que os ressuscitados do grupo dos 24 anciãos (os ungidos) talvez estejam envolvidos em transmitir verdades divinas hoje em dia”.

 

8.2 – Salmo 146.3-4

Problema: Repetindo o exemplo anterior, as TJs interpretam que os mortos não podem fazer nada e sentir nada e seus pensamentos pereceram (Poderá Viver… p. 77).

Solução: No hebraico a palavra ‘pensamento’ é estonath, que tem o sentido de ‘propósito’, ‘designio’. No dia que morre o homem seus desígnios caem por terra, da mesma forma seus propósitos (Lc. 12.16-20). Se ‘perecem os seus pensamentos’ significa inconsciência, então como fica Is. 55.7, onde Deus recomenda que o ímpio deixe seus pensamentos e se converta?

 

8.3 – Eclesiastes 3.19-20

Problema: Dizem as TJs que no estado morto os humanos, como os animais, estão na mesma condição de inconsciência total (Poderá Viver… p. 77).

Solução: Salomão está apenas afirmando que a morte traz para os corpos – tanto de homens como de animais – a ida para um único lugar – a sepultura (v.20). No v. 21 fala da parte do homem que sobrevive à morte do corpo, como aponta Ec. 12.7. Em Lc. 23.46 Jesus entregou seu espírito ao Pai e em At. 7.59. Estevão entregou seu espírito a Jesus. Para provar que o espírito do homem tem consciência, basta trocar a palavra espírito por ‘força de vida’ como querem as TJs, e veja o resultado em Mt. 26.41; Rm. 1.9; 8.16; 1Co. 5.5; 2Co. 7.1; Hb. 12.23; Ap. 1.10.

 

8.4 – Romanos 6.7

Problema: Dizem as TJs que após a morte a pessoa está absolvida do pecado. (Raciocínios à Base das Escrituras, p. 196). Logo, não há inferno de castigo eterno.

Solução: Com isto querem dizer as TJs que o castigo pelos pecados cometidos durante a vida ficam cancelados totalmente com a morte física. O texto se relaciona com as pessoas que em vida recebem a Cristo como Salvador e deixam a vida de pecado na qual viviam, isto é, morreram para o pecado e estão justificadas pela morte de Cristo em seu favor (Rm 6.3-6).

Observação: Como acontece costumeiramente, as TJs são as pessoas mais contraditórias em suas afirmações, pois o mesmo texto foi interpretado da seguinte maneira anteriormente: “Ao mesmo tempo, tais vivos passam a estar ‘mortos’ para o pecado. Lemos “Considerai-vos deveras mortos no que se refere ao pecado, mas vivos no que se refere a Deus, por Cristo Jesus” – Romanos 6.11.” (É Esta Vida Tudo O que Há?, p. 103).

 

8.5 – Lucas 23.43

Problema: Dizem as TJs que o ladrão ainda não entrou no paraíso, e que Jesus só prometeu que o ladrão estaria com Ele, sem dizer quando, na sua TNM, que diz: “E ele lhe disse: ‘Deveras, eu te digo hoje: ‘Estarás comigo no Paraíso’” (Lc 23.43).

Solução: Como vimos, as TJs ajustaram o texto para sustentar sua posição doutrinária que afirma a inconsciência depois da morte. Com isso, o texto é mudado para significar que Jesus só prometeu ao ladrão naquele dia que futuramente estaria com Ele no paraíso. É deveras significativa a declaração que fazem constar no rodapé da Bíblia, comentando a referida passagem: “Lc 23.43 – ‘Hoje’. Embora WH coloque uma vírgula no texto grego antes da palavra ‘hoje’, nos mss. unciais gr. não se usavam vírgulas. Em harmonia com o contexto, omitimos a vírgula antes de ‘hoje’.” (TNM, p. 1228).

Como se vê, para harmonizar sua doutrina da inconsciência da alma depois da morte, deliberadamente mudaram a pontuação, muito embora reconheçam que o próprio texto grego adotado, Westcott e Horst coloquem a vírgula antes de hoje. Isso é torcer propositadamente a Bíblia (2Pe. 3.16) com segundas intenções. Afirmando a inconsciência da alma depois da morte, ficam num dilema quando ensinam que a classe dos ungidos, a partir de 1918 (para Rutherford) e 1878 (para Russell) não dormem na morte, mas passam a reinar conscientemente com Cristo no céu:

“Mas existem cristãos, que vivem agora durante a presença invisível de Cristo, que têm esta mesma esperança de governar no céu com Cristo. São os remanescentes, um restante dos 144.000. Quando são ressuscitados? Não há necessidade de que durmam na morte, mas, ao morrerem, ressuscitam imediatamente” (Poderá Viver…, p. 173).


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