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TJs refutadas sobre a Divindade de Jesus

por Prof. Paulo Cristiano da Silva - ter dez 08, 10:48 am

AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ REFUTADAS VERSÍCULO POR VERSÍCULO SOBRE A DIVINDADE DE CRISTO

RESUMO HISTÓRICO

O fundador das Testemunhas de Jeová foi um jovem de 20 anos chamado Charles Taze Russell. Nasceu em 1852 na cidade de allegheny Pensilvânia, EUA. Era filho de pais presbiterianos, mas optou por seguir por algum tempo a igreja  Congregacional, passando depois pelo movimento do Advento (Adventismo) ao qual se inspirou para formar sua própria seita, tendo pelo seu principal líder, Guilherme Miller, grande admiração. Russell vivia perturbado pela doutrina do inferno de fogo e sentia verdadeiro ódio pelas igrejas evangélicas a qual denominava de “A Grande Prostituta do Apocalipse”.

Casou-se em 1879, mas várias vezes compareceu aos tribunais, inclusive por ações movidas pela própria esposa que não suportava seus maus tratos, à qual o deixou em 1897 e  acabou divorciando-se dele em 1913 (A Sentinela 01/10/1991 pág. 12)

COMO SURGIU A SEITA

Russell possuía pontos de vistas diferentes em relação à algumas doutrinas adventistas, e não demorou muito  houve divergência entre ele e os líderes adventistas. Mesmo não tendo sido ordenado por nenhuma denominação religiosa e não possuindo nenhum curso formal de teologia intitulou-se “pastor” e começou sozinho estudos bíblicos com outros cristãos, vindo mais tarde fundar sua seita que a princípio recebeu vários nomes tais como: “Estudantes da Bíblia”, “Aurora do Milênio” entre outros, até apelidos como Russelitas e finalmente em 1931 sob a presidência de Rutherford: “Testemunhas de Jeová”, nome atual. Foi nessa época que surgiu a revista “A Torre de Vigia de Sião e Arauto da Presença de Cristo” conhecida hoje em dia como “A Sentinela”. Charles Russell preservou várias doutrinas Adventistas em sua seita tais como: A alegação da inexistência do inferno, o sono da alma ou aniquilação, uma classe especial para 144.000 cristãos, alimentação dietética e principalmente marcar a volta de Cristo para 1914, etc…

CHEGADA AO BRASIL

Após terem feito contato com alguns marinheiros brasileiros em Nova York, (A Sentinela 15/05/1988 pág. 19) as TJs enviaram em 1922 o seu primeiro missionário ao Brasil e a primeira reunião foi realizada no Automóvel Clube do Rio de Janeiro. Atualmente a sede da seita no Brasil fica no interior do estado de São Paulo na cidade de Cesário Lange.

SUAS CRENÇAS

Como expressou certo escritor: “O bloco doutrinário das Testemunhas  de Jeová é muito mais um sistema de negação das doutrinas evangélicas do que um sistema doutrinário próprio”. Leiamos o que ela tem a dizer quanto a isto:

“Este grupo passou a entender que a doutrina da trindade não é’ bíblica, mas que Jeová é o Deus e criador todo-poderoso; que Jesus Cristo é sua primeira criação e seu filho unigênito e que o espírito santo não é uma pessoa, mas a força ativa invisível de Deus”.

Este grupo chegou a compreender que a alma não é imortal, mas mortal; que a esperança dos mortos está na ressurreição; e que a punição pela iniqüidade impenitente não é o tormento eterno mas o aniquilamento ““.

(As Testemunhas de Jeová Unidas em Fazer Mundialmente a Vontade de Deus pág. 8 – 1986)

QUEM É JESUS PARA AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ?

É o Primogênito de Jeová (sua primeira criação). É seu Unigênito (o único criado diretamente por ele). Sendo “Filho de Deus” é submisso e inferior ao Pai. Recebeu o nome de Miguel e o título de Arcanjo (= anjo principal). É “um deus”, assim como Satanás, no sentido de ser poderoso. É “Deus Poderoso”, mas nunca “Deus Todo-poderoso”, como Jeová. Morreu numa “estaca” (não numa cruz). Ressuscitou em espírito (não fisicamente). “Voltou” invisivelmente em 1914. Somente as TJ o viram com os “olhos do entendimento”. Através do Corpo Governante, ele exerce sua chefia sobre a organização.

“…o único filho produzido só por Jeová…ele é o segundo maior personagem do universo”. (Raciocínios à Base das Escrituras pág 210)

“Portanto, a evidência indica que o filho de Deus, antes de vir `a terra, era conhecido como Miguel, e também é conhecido por esse nome desde que retornou ao céu…”. ( ibdem pág 219)

Com toda certeza este não é o Jesus que as escrituras apresentam, só pode ser um outro Jesus II Coríntios 11:4, oriundo de um outro evangelho Gálatas 1:8.

QUEM É JESUS?

O Jesus que a Bíblia apresenta é bem diferente, pois Ele é :

Deus……………………………… Isaías 9:6           João 1:1 ;20:28
Criador de tudo………………João 1:3             Colossenses 1:16,18
Todo-poderoso………………..Mateus 28:18    Filipenses 3:21
Recebe adoração……………..Hebreus 1:6      Apocalipse 5:14 

Mesmo a despeito de todos estes testemunhos a STV tenta desesperadamente provar que Cristo não é Deus, e para isso não economizam argumentos capciosos, fraudulentos e distorcidos capturando assim a atenção dos incautos e menos avisada que se tornam presas fáceis nas mãos dessa seita. O sofisma é sua marca registrada,  contudo o apóstolo nos alerta para destruirmos os sofismas II Coríntios 10:5 e isto é o que pretendemos fazer nesta apostila.

Daremos a seguir os principais versículos que as TJs usam para tentar neutralizar a divindade de Cristo e a seguir mostraremos como refutá-los à luz da palavra de Deus.

PRINCIPAIS TEXTOS

FALSO:  “O próprio Jeová me produziu como princípio do seu caminho…” (Provérbios 8:22)

 “Similarmente, a Palavra deve ter sido o amado” mestre-de-obras “, descrito em Provérbios 8:22-31 como a sabedoria personificada, que trabalhou ao lado de Jeová na criação de todas as coisas. Depois de Jeová tê-lo traduzida `a existência…” (Conhecimento que Conduz a Vida Eterna pág. 39) 

Com este versículo elas querem provar que Jesus neste texto tido como a sabedoria foi criado por Jeová e por isso não pode ser Deus.

VERDADEIRO:  Essa interpretação além de forçada é totalmente desprovida de apoio etimológica pois ninguém pode assegurar pela Bíblia que a sabedoria de Provérbios capítulo 8  era Jesus. Essa interpretação começou a ser dada na época dos pais da igreja por alguns dentre eles. Vejamos:

A) Se Jesus realmente era a sabedoria de Provérbios, que foi criada por Deus, então a conclusão lógica a que chegamos é que houve um tempo em que Deus ficou sem sabedoria ? Isso é ridículo !

B) Se aplicarmos a interpretação alegórica de que Jesus é a sabedoria, quem seria então a prudência com a qual ela diz que reside no verso 22 ? Teria ela da mesma maneira de ser uma pessoa se seguirmos a mesma linha de raciocínio e sermos coerentes.

C) Este argumento cai por terra de uma vez quando analisamos o original hebraico, pois a palavra no idioma hebraico para criar é “bara” que significa criar do nada. A palavra para “possuir” seria “Qanah”. A problemática toda está no fato de que a tradução grega do V.T chamada de Septuaginta traduziu erroneamente por criar e não por possuir como está no original. Este erro pode ser visto até hoje nas Bíblias que são traduzidas da septuaginta e não diretamente do original hebraico; compare por exemplo a “Bíblia na Linguagem de Hoje” com a  versão da “Revista e Corrigida” de João Ferreira de Almeida.

FALSO:  “Ó meu Deus, meu Santo, tu não morres”. (Habacuque 1:12 TNM)

Dizem elas :  “Depois de morrer, Jesus ficou no túmulo por parte de três dias. Se ele fosse Deus, Habacuque 1:12 estaria errado…Mas a Bíblia diz que Jesus deveras morreu e ficou inconsciente no túmulo”.  (Deve-se Crer na Trindade ? pág 18)

VERDADEIRO:  Tirar textos fora do contexto é rotina nas publicações jeovistas. Elas só citaram parte do versículo acima pois a outra diz : “Não és tu desde outrora (eternidade), ó Jeová?”  (parêntese nosso). O versículo está falando da eternidade de Deus, pois Ele é imortal, é de eternidade a eternidade Salmo 90:2 assim como Jesus  Apocalipse 22:13.

O que elas não entendem ou não querem entender é que Jesus sendo Deus se fez homem  João 1:14 Filipenses 2:7  e como homem tinha de morrer como todo ser humano. Como homem morreu e seu corpo foi `a sepultura Lucas 23:52, mas seu espírito continuou vivo I Pedro   3:18,19  isso entra em choque com sua crença de morte inconsciente, alem disso a tradução  “tu não morres” não se adapta muito bem ao contexto e por isso há muitas divergências sobre essa tradução; muitas Bíblias traduzem “nós não morreremos”.

FALSO:  “Jesus foi então conduzido pelo espírito ao ermo, para ser tentado pelo Diabo” (Mateus 4:1 TNM)

Concluem desse versículo que se Jesus fosse Deus ele não poderia ter sido tentado pois Tiago 1:13 diz que Deus não pode ser tentado, sendo que Jesus foi tentado, então Ele não é Deus.

VERDADEIRO: Há um abismo muito grande da tentação da qual Tiago fala e a que está registrada em Mateus. Tiago está falando ali da tentação da natureza pecaminosa que habita em cada ser humano e que foi herdada de Adão. Deus não poderia ser tentado desta maneira pois nele não há pecado. Jesus igualmente não tinha  pecado veja I João 3:5 Hebreus 7:26 por isso não foi tentado daquela maneira. Afirmar na base deste raciocínio pueril que Jesus não é Deus por que foi tentado é torcer barbaramente as escrituras. Se este argumento fosse verdadeiro então nem Jeová o Pai, poderia ser Deus, pois Moisés diz que Deus foi tentado Números 14:22 Deuteronômio 6:16 e o livro de Jó relatam que Satanás tentou a Deus para que tocasse em Jó para provar a lealdade deste Jó 2:2,7. De fato quando Jesus disse em Mateus 4:7  “não tentarás o Senhor teu Deus” fica claro que Deus pode ser tentado. Não podemos esquecer também que Jesus estava em forma humana e como homem foi tentado.

FALSO: “Foi-me dada toda autoridade no céu e na terra”. (Mateus 28:18 TNM)

Lançando mão deste texto elas argumentam da seguinte maneira :

1) Jesus recebeu autoridade (na Bíblia das TJs é traduzido por autoridade) e não poder, pois só Jeová é o Deus todo-poderoso.

2) Mesmo que tenha recebido poder, note que este foi dado a ele por Jeová. Seria desnecessário receber poder de outro se ele mesmo fosse esse Deus.    

VERDADEIRO: O primeiro argumento é facilmente esfacelado consultando o original grego ou até mesmo um simples dicionário, pois a palavra poder e autoridade significam a mesma coisa.

A alegação da expressão: “foi-me dado” não desabona de maneira alguma a divindade de Cristo. Observe que o poder não foi dado ao verbo de Deus, mas ao Jesus ressuscitado, ao homem-Deus. Note que antes de Jesus vir a terra Ele era Deus João 1:1, era onipotente juntamente com o Pai, mas esse verbo se fez carne Hebreus 10:5 e conseqüentemente se esvaziou daquela glória e poder que possuía Filipenses 2:6,7 no entanto antes de sua morte, Ele fez menção e anelou aquela mesma glória que compreende todo o poder e majestade plena do Deus todo-poderoso João17:5. Depois que Jesus se encarnou Ele recebeu uma outra natureza – a humana. Foi nessa condição de Deus-homem, que Ele foi exaltado e recebeu todo o poder Colossenses 2:9.  Reafirmamos que o poder não foi dado ao verbo de Deus mas ao Deus-homem em conexão com a igreja que é o seu corpo, porque tudo que Jesus fez e conquistou não foi para Ele mesmo pois não precisava de nada pois era o dono de tudo, foi sim, para a igreja que a fez sentar com Ele em lugar de destaque Efésios 1:20 – 23 ; 2:6 . Portanto Jesus é Deus pois só Deus é todo-poderoso e Jesus tem TODO o poder no céu e na terra o que subentende que Ele é todo-poderoso. Somente  alguém que fosse Todo poderoso é que poderia se esvaziar de seu próprio poder e novamente retomá-lo. Jesus tinha o poder de se esvaziar até mesmo de sua própria glória.

FALSO “Acerca daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o filho, senão o Pai”. (Marcos 13:32 TNM)

Dizem as Testemunhas de Jeová:  “Como Jesus pode ser Deus se tinha certas coisas as quais ele não sabia sendo que Deus sabe todas as coisas ?”

VERDADEIRO:  Ao dialogar com uma TJ a respeito deste texto tente mostrar a ela que Jesus estava em condição humana e seu conhecimento por assim dizer era limitado. Ele falava ali como o filho do homem e por isso não sabia, mas agora que Ele retomou a sua glória Ele sabe tudo Mateus 28:18. Note bem que em Atos 1:7 quando foi interrogado pelos seus discípulos Ele não disse que não sabia mas que não competia aos discípulos saber daquilo naquele momento. Tempos depois de Cristo ter reassumido a glória que tinha com o Pai, o apóstolo Paulo ensina aos crentes que todo o saber ou conhecimento, está oculto em Jesus Colossenses 2:3. Este argumento fraudulento usado largamente por elas pode ser perigoso pois seguindo este ponto de vista diríamos que Jeová também não poderia ser Deus, pois tinha coisas que Ele não sabia. Vejamos:

No Éden quando Adão pecou e se escondeu, Deus disse:  “Onde estás ?” Gênesis 3:8,9. Será que isso pressupõe uma falta de conhecimento da parte de Deus ? Ou talvez ainda a passagem quando Jeová aparece a Abraão e pergunta:  “Onde está Sara tua mulher ?” e os versos seguintes demonstram menos onisciência ainda da parte de Jeová pois diz a Abraão:

“Estou de todo resolvido a descer para ver se de fato agem segundo o clamor sobre isso que tem chegado a mim, e se não for assim, ficarei sabendo disso” . (Gênesis 18:21 TNM)

Ponha a TJ para raciocinar: Será que Jeová, que dizem ser todo-poderoso, não sabia onde estava Sara e também precisaria enviar dois anjos a Sodoma para ficar sabendo oque se passava por lá ? Será que Ele não sabia nada disso de antemão ? É claro que Ele sabia ! Isaías 46:10 Assim  também Jesus depois de ter reassumido sua posição que tinha antes com o Pai sabe de tudo. Sim, agora Ele sabe o dia da sua vinda!

Mas  não se dando por vencidas, as TJ tentam sair desta com o argumento de que o Espírito Santo não sabe.Vejam só!

 “E se conforme alguns sugerem, o filho estivesse impedido de saber, em razão de sua natureza humana, surge à pergunta : Por que é que o espírito santo não sabe ?” (Raciocínios à Base das escrituras pág 402)

É próprio de uma teologia que está às raias do desespero! Quem disse que o Espírito Santo não sabe? É Só ler I Coríntios 2:10,11, este texto esmiúça por completo tal argumento.

À primeira vista a expressão “ninguém” pode parecer um bom argumento e para as TJs é uma prova incontestável de que Jesus não pode ser Deus. Mas pondere no que diz Apocalipse 19:12

“….e tinha um nome escrito que ninguém sabia  senão ele mesmo”.

Sendo que o texto em lida fala de Jesus, perguntaríamos então: Será que o Pai não sabe também, aquele nome? Sim, pois ali aparece à mesma expressão “ninguém” e o versículo  afirmam que somente o filho sabe o seu nome.Veja que este texto derruba por terra toda a sofisma erigida pela Torre de Vigia.        

FALSO:    Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. (Marcos 1:1)

“Jesus não disse que ele era ‘Deus, o filho’ mas sim que era” Filho de Deus “” (A Sentinela 01/06/1988 pág. 11)

VERDADEIRO: Filho de Deus — Esse termo geralmente é usado para indicar a inferioridade do Filho em relação ao Pai, pois um filho não pode ser igual ou maior que seu pai. Ora, isso não faz o menor sentido, pois Jesus é chamado de “filho de Maria” (Marcos 6:3); “Filho de Davi” (Marcos 10:48); e “Filho do Homem” (Mateus 25:31), e nem por isso, ele poderia ser considerado inferior a Maria, Davi ou ao homem. A primeira expressão “filho de Maria” tem o significado de “filho” no sentido comum da palavra, ou seja, ele era filho de Maria em sentido biológico. Ser chamado de Filho de Davi pode significar não somente que ele é seu descendente, mas também participante da linhagem real de Davi. Já o título “Filho do Homem” aponta para a humanidade assumida por Cristo, ou seja, ele participou de nossa natureza humana, contudo, sem pecado. E, finalmente, Jesus também é chamado de “Filho de Deus”, não porque seja inferior, mas porque é participante da mesma natureza divina da qual o Pai também participa. Aqui cabe bem o velho ditado: “Tal pai, tal filho”.

FALSO“… Deus meu, Deus meu, porque me abandonaste ?”   (Marcos 15:34 TNM)

“A quem clamava Jesus? A si mesmo, ou a uma parte de si mesmo ? Certamente o brado” Deus meu, Deus meu, “não partiria de alguém que considerava a si mesmo como sendo Deus”. (Deve-se Crer na Trindade pág. 18)

VERDADEIRO:  Essa pergunta pode complicar os modalistas que creem que as três pessoas da trindade são uma só, mas não os trinitaristas. Jesus realmente clamou a Deus sem contudo, deixar de ser Deus. Ele era da mesma essência e natureza do Pai, sem, contudo, ser o próprio Pai. O prólogo do evangelho de João deixa bem claro quando diz :  “e o verbo estava (distinção) com Deus, e o verbo era (igualdade) Deus”. Mas a STV não quer fazer essa distinção e tenta confundir a definição que damos a santíssima Trindade para enganar os menos avisados.

FALSO: “O espírito de Jeová está sobre mim, porque me ungiu para declarar boas novas aos pobres…” (Lucas 4:18 TNM)

 “Ungir é o ato de conferir autoridade, ou incumbência, da parte de um superior a alguém que ainda não tenha tal autoridade. Aqui Deus é claramente o superior, pois ungiu a Jesus, dando-lhe autoridade que este não tinha antes”. (Deve-se Crer na Trindade ? pág. 18)

VERDADEIRO: Esta interpretação é absurda por vários motivos. Vejamos:

1) Não encontramos na Bíblia apoio para tal argumento, é uma distorção e má interpretação das escrituras. As TJs tentam forçar a Bíblia dizer o que ela não diz. O ato de ungir a Cristo estava de pleno acordo com sua missão, pois o nome “Messias” deriva da palavra “ungir” e significa “O Ungido” ou  “O Cristo” .Jesus estava como o filho do homem e por isso tinha que ser ungido por seu Pai para cumprir as profecias e a sua tarefa como o Messias de Israel, mas nem por isso significa que Jesus não era igual ao Pai, pois em essência e natureza eram iguais, ao passo que em função (por ter se humilhado tomando forma de servo) era menor que este. De fato Davi quando foi ungido por Samuel, era inferior a este em cargo, ofício ou função, mas não em natureza, pois os dois eram igualmente da mesma natureza humana, assim como Jesus era da mesma natureza Divina que o Pai.

2) Nem sempre ungir é o ato de conferir autoridade a alguém. É bom lembrarmos que havia vários tipos de unções.

a) Ungir a cabeça de um hospede era sinal de hospitalidade Lucas 7:46

b) Ungir também era sinal de luto Deuteronômio 28:4 ou para prestar homenagem a um morto Mateus 26:12

c) Ungir o escudo para a guerra Isaías 21:5

d) Ungir para a cura Tiago 5:14

e) Moisés ungiu o tabernáculo e seus utensílios 30:26 – 40:9

 Outrossim, se as TJ acreditam realmente que a sabedoria de Provérbios é Jesus então Ele foi ungido bem antes, veja Provérbios 8:23 na verdade, desde toda a eternidade e isto seria uma contradição.

Jesus como homem precisava buscar o poder de Deus em oração Lucas 5:16 e em jejum Mateus 4:2 e também ser cheio do Espírito Santo Atos 10:38 para realizar seu ministério.

O ato de ungir Jesus não o torna inferior como o ato de Ele ter sido batizado por João Batista, não o torna   pecador, pois o batismo de João a qual Jesus se submeteu era para o arrependimento de pecados. Veja Mateus 3:6 ao 15, mas Jesus não tinha pecados II Coríntios 5:21 contudo era para que se se cumpri –se segundo os ditames da lei e das profecias concernentes a Ele. Assim também aconteceu em relação a sua unção por Deus o Pai.

FALSO:   “Por que me chamas de bom ? Ninguém é bom a não ser um só, Deus.”   (Lucas 18:19)

A STV quer negar a divindade de Cristo com esse texto pois, segundo elas, Jesus mesmo  afirmou que só Jeová era bom. Sendo assim, concluem que Ele não pode ser Deus.

Sob o título:  “Foi Jesus Cristo simplesmente um homem bom?” Elas especulam da seguinte maneira:

“É interessante que Jesus censurou certo homem que se dirigiu a Ele pelo título de” Bom Instrutor “, pois Jesus reconhecia, não a si mesmo, mas a seu Pai como padrão da bondade. (Marcos 10:17,18)”

Mas para  amenizar a  declaração acima para não parecer um insulto, saem com o seguinte disparate :

 “Entretanto, para estar `a altura do que as pessoas em geral querem dizer quando afirmam que alguém é bom, Jesus certamente DEVE TER SIDO veraz”. (Raciocínios à Base das Escrituras pág. 211  –  ênfase e  sublinhado nosso)

Esse conceito absurdo ainda aparece em A Sentinela 15/08/1990 na página 31.

VERDADEIRO: Vejam só a expressão usada por elas: “deve ter sido”, nem ao menos acreditam na bondade essencial de Jesus! Geralmente este texto é pouco usado pelas TJ, pois por si mesmo já demonstra a falácia dos argumentos levantados pela STV.

Ora, a Bíblia demonstra que Jesus era realmente bom,  João 7:12 II Coríntios 10:1 e Atos 10:38 , o Pai é bom  Salmo 86:5 108:4 e o Espírito Santo é bom, Neemias 9:20  Salmos 143:10. Portanto o que Jesus queria dizer é que Deus (Trindade), era realmente bom e certamente não excluía a si mesmo. Há ainda um versículo que identifica claramente Jesus com o Jeová do A.T. Mas é bom rememorar que  todas as vezes que aparece o nome “KYRIOS” que traduzido é  “SENHOR” no N.T, a STV verteu-o por Jeová. Elas se acham no direito de fazerem isso por que alegam, que pelo fato dos apóstolos usarem versículos do A.T que apareciam o tetragrama “YHWH” que por uma junção das vogais de “ADONAY” veio a formar o nome híbrido “Jeová”. (adquire a minha apostila : “As Testemunhas de Jeová’ e o Nome de Deus” onde trato com detalhes a questão do nome Jeová)  esse mesmo nome deveria ser vertido no N.T também por Jeová e não por “SENHOR”. Mas elas mesmas admitem que colocaram arbitrariamente o nome Jeová 210 vezes no N.T quando dizem que : “…nenhum antigo manuscrito grego,dos livros de Mateus a Revelação (Apocalipse) hoje disponível contém o nome de Deus por extenso”.  (O Nome Divino que Durará para Sempre pág.23 – o sublinhado é nosso).

Mesmo colocando o nome Jeová em textos que claramente falam de Jesus como por exemplo Romanos 10:13 que no original grego traz “SENHOR” referindo-se a Cristo elas esqueceram de verter exatamente o texto de I Pedro 2:3 onde diz que o “SENHOR” que ali é Jesus, por Jeová, pois Pedro tirou esse texto do Salmo 34:8 que na Bíblia das Testemunhas de Jeová chamada de  “Tradução do Novo Mundo”  traz : “Saboreai e vede que Jeová é bom..” e que no N.T elas traduziram por :  “desde que provaste que o Senhor é benigno” .

Veja que esse texto demonstra que o “SENHOR” é Jesus, pois caso contrário elas teriam vertido-o por Jeová como arbitrariamente fizeram com os outros, mas no Salmo já citado o escritor diz que Jeová é que é bom. Isso derruba por terra o argumento de que “Jesus reconhecia, não a si mesmo, mas a seu Pai como o Padrão da bondade”  pois o versículo identifica não só Jesus com Jeová mas também diz que Ele é bom.

Não podendo contradizer esta verdade, elas tentam diminuir o impacto dela com  raciocínios sofismáticos. Comentando o versículo supra citado dizem: “Às vezes, um texto nas Escrituras Hebraicas refere-se a Jeová, mas por Ele delegar poder e autoridade, cumpre-se em Jesus Cristo” após admitirem isto, saem com o argumento de que “A aplicação feita por Pedro não torna o Soberano Senhor Jeová e Jesus Cristo a mesma pessoa…”  

Onde esta a falácia deste raciocínio ? Elas tentam de qualquer maneira passar uma imagem destorcida da fé trinitária aos seus adeptos.        Os trinitaristas de maneira alguma crêem que o Pai e Jesus sejam a mesma pessoa sem, contudo ambos deixarem de ser Deus. Então Pedro corretamente poderia como de fato o fez, aplicar o Salmo 34:8 onde aparece o nome Jeová a Jesus Cristo que está ali como “Senhor”, pois este realmente é Deus, caso contrário, não teria sentido essa aplicação de Pedro.

Quando um texto resvala com seu modo de crença a STV tenta anulá-lo com argumentos fraudulentos ou pelo menos diminuir o impacto que este tem. Não conseguem obedecer e acreditar no que está escrito apenas, se acham no direito de passarem por cima das escrituras. Elas criaram para si um outro evangelho e um outro Jesus.

FALSO: “Nenhum homem jamais viu a Deus…” (João 1:18 TNM)

 “Como Jesus pode ser Deus, sendo que ele foi visto pelos homens e o versículo diz que Deus nunca foi visto por ninguém ?” 

VERDADEIRO:  Longe de ser um argumento contra a divindade de Jesus este tipo de raciocínio é na verdade uma contradição do que elas ensinam de que:  “Desde sua ascensão ao céu, Jesus Cristo” mora em luz inacessível, a quem nenhum dos homens tem visto nem pode ver “. (1 Timóteo 6:16)”  e concluem  “Assim, olhos humanos literais jamais o verão de novo…Pode-se vê-lo apenas em sentido figurado”

(A Sentinela 15/10/1988 pág. 4)

Se Jesus não pode ser visto por ninguém, então quem foi que João viu em apocalipse 1:12-18 ? Certamente o apóstolo não estava vendo em sentido figurado, demais disso, João 1:18 fala de Deus e não de Jesus, mas elas precisam sustentar que esse texto se aplica a Jesus para preservar o ensino herético da presença invisível Dele em 1914.   

Pois bem, Deus não pode ser visto por ninguém em sua intimidade em sua essência como Ele é, pois disse a Moisés que ninguém viria a sua face e viveria Êxodo 33:20. Entretanto a Bíblia afirma que homens viram a Deus, confira Êxodo 24:10 e Isaías 6: 1 mas não em sua essência. Jesus também nunca foi visto em sua essência como Deus unicamente, mas o viram como homem e depois de ressuscitado  ainda assim muitos o viram Atos 7:55,56. Portanto, esse versículo não serve como base para neutralizar a doutrina bíblica da sua deidade pois Jesus mesmo depois de sua ressurreição continua sendo 100% Deus e 100% homem I Timóteo 2:5 e João 20:28.

FALSO:   “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito…” (João 3:16 TNM)

 “Os trinitaristas dizem que, visto que Deus é eterno, o filho de Deus também é eterno. Mas, como uma pessoa pode ser filho e ao mesmo tempo ter a mesma idade de seu pai ?” (Deve-se Crer na Trindade ? págs. 15 e 16)

 “De modo que a vida de Jesus, o unigênito teve um início. E o Deus todo-poderoso pode ser corretamente chamado de seu genitor, ou pai, no mesmo sentido que um pai terrestre, como Abraão, gera um filho”. (ibdem)

 “Assim quando a Bíblia fala de Deus como ‘Pai” de Jesus, significa exatamente o que diz – que são dois personagens distintos. Deus é o superior. Jesus o inferior – em tempo de existência, cargo, poder e conhecimento “. (ibdem)

VERDADEIRO:  As TJ interpretam “unigênito” no sentido de “o único gerado”  e conclui: “Jesus foi chamado de  ‘filho unigênito’ de Deus porque Jeová o criou diretamente” (Conhecimento que Conduz a Vida Eterna pág. 39)

A palavra grega para “unigênito” é monogenes que significa “único do tipo” e não do apoio algum `a interpretação de o “único gerado diretamente por Jeová” esta é uma interpretação particular e distorcida que a STV inventou.

A palavra não se aplica como único gerado, mas como único da espécie, pois se não fosse assim, não teria sentido em aplicar esse termo, como fez a STV, a Isaque e Abraão como diz a brochura: “A palavra grega básica para” unigênito “usada para Jesus e Isaque é monogenia, de monos que significa” único “e ginomai, um radical que significa” gerar ““ tornar-se “(vir `a existência)  (Deve-se Crer na Trindade ? pág 16)”.

Todos sabem que Isaque não foi o filho “único” de Abraão, ele teve outro filho sendo Ismael o seu primogênito. Assim sendo, “unigênito” nesse caso  significa o único da espécie e traz a ideia de natureza, caráter e não de geração como quer a STV.

A STV lança o argumento:  “Mas, como pode uma pessoa ser filho e ao mesmo tempo ter a mesma idade de seu pai? e indagam” Soa-lhe lógico isso ? Pode um homem ser pai de um filho sem tê-lo gerado?”(éden)”.

A brochura tenta arrastar o argumento para a comparação de pai e filhos humanos, algo que é muito perigoso em certo aspecto, porque se levarmos a questão para a área humana a palavra gerar para pai invoca necessária e automaticamente uma mãe, o que seria um absurdo no caso de Jesus, pois para que haja uma geração no sentido físico-humano é necessária a participação do Pai e da mãe, mas no caso de Jesus Maria apenas emprestou seu ventre para que Ele fosse gerado como ser humano e nada mais que isso .

Quando Jesus foi gerado como filho de Deus?

  1. a) Certamente que não foi quando Jeová o “criou” porque Ele é o pai da eternidade, sendo assim, é eterno Isaías 9:6
  2. b) Ele não foi gerado na eternidade como afirmam os teólogos católicos pois Ele sempre existiu Miquéias 5:2

Note o que o Salmo 2:7 diz :

 “Tu és meu filho eu hoje te gerei…”.

Quando foi este:  “hoje”, do qual fala o versículo? Creio que Mateus nos dá a resposta.

“…porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo”  (Mateus 1: 20)

E Lucas relata as palavras do anjo que afirmou:

 “Descera’ sobre ti o Espírito Santo…Por isso o ente santo que de ti há de nascer, será chamado filho de Deus“. (Lucas 1:32,35)

E isto concorda plenamente com o que está registrado em Hebreus 1:4,5,6

“Assim ele se tornou tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que o deles.

Quando isto se deu, quando Ele herdou este nome? Leiamos o que diz o evangelho de Mateus:

 “Ela dará a luz um filho e lhe porás o nome de Jesus…” (Mateus 1:21)

O escritor de Hebreus prossegue dizendo:

 “Pois qual dos anjos disse jamais: Tu és meu filho, eu hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho ?” 

“E novamente ao introduzir o primogênito no mundo diz…”

Por estes textos se percebe que Cristo foi gerado como filho de Deus em sua encarnação.  As expressões “Pai” e “Filho” denotam um arranjo puramente funcional e temporal feito por Deus. Antes de Jesus vir `a terra ele era o eterno verbo de Deus e não o filho eterno, na verdade nunca encontramos a expressão “Filho eterno” na Bíblia, significando que Jesus antes de sua encarnação era o filho de Deus. De fato, quando Jesus se encarnou, tomou a natureza humana permanecendo 100% Deus e 100% homem, Ele se tornou o Filho de Deus.Veja a expressão clara de Hebreus em relação aos dois: “SEREI” por Pai e por sua vez Jesus: “SERÁ” por Filho. Sim, todas as evidências apontam para o fato de que Jesus foi gerado por Deus na sua encarnação, pois ali ele tomaria uma outra natureza, nascendo como o Deus- homem.

Portanto, o argumento em torno da palavra “gerado” para derrubar a divindade de Cristo, cai por terra, quando sabemos pelas escrituras que Ele foi gerado quando Deus o introduziu neste mundo como seu filho amado Mateus 3:17 e este são o sentido correto de monogenes (unigênito), pois Ele foi o único gerado por Deus desta maneira. Sim, o único da espécie.

FALSO:  “Jesus é o Filho de Deus e não o próprio Deus” 

VERDADEIRO:    Longe de uma negação de ser Deus, a expressão “Filho de Deus”,confirma mais ainda este fato.Jesus não se declarava apenas como “um filho de Deus” e nem “filho de Deus” mas como “O Filho de Deus” e está implícitos o fato de igualdade em natureza, essência, substância, poder e eternidade, tudo que Deus Pai é, Cristo é, tudo que Deus Pai faz, Cristo o faz igualmente, e os judeus compreenderam isso porque pegaram em pedras para o matar e finalmente Ele foi julgado por causa dessa declaração, Marcos 14:61 a 64.

O erro das TJ é pensar que quando chamamos Jesus de Deus, estamos afirmando (na concepção delas) que Ele é o Pai, coisa absurda e incoerente do ponto de vista bíblico.

Em nenhum lugar descobrimos que Jesus proclamou ser Ele mesmo o Filho de Deus de um modo que desse a entender uma simples relação religiosa e ética para com Deus,a qual outros poderiam possuir também. É verdade que a expressão “filhos de Deus” é empregada para homens (Oséias 1:10) e para anjos (Jó 1:6). Mas no NT, o título “Filho de Deus” é empregado por Jesus com um sentido bem diferente. Em cada ocasião a frase deixa explícito que Ele é co-igual e co-eterno com o Pai.

Jesus sempre ao se referir a Deus como seu Pai, Ele usa a expressão “Meu Pai” mas quando se refere aos discípulos Ele diz: “vosso Pai” e não “NOSSO PAI”. Ele nunca se associa aos discípulos e às pessoas pela maneira normal “nosso Pai”. Mesmo naquelas ocasiões quando Jesus se une aos discípulos e que deveria de se esperar a expressão “nosso Pai” Ele usa “Meu Pai” conferir, Mateus 25:34 ; 26:29 – Lucas 24:49 pela mentalidade judaica dos discípulos e dos inimigos de Jesus,eles entendiam claramente  que a expressão “Filho de Deus” era Divindade.

É digno de nota também, o fato de Jesus usar a palavra “Aba“, para se relacionar com Deus, pois nenhum judeu usava essa palavra.        Quando algum judeu falava Pai ele usava a palavra “Abhinu, uma forma de tratamento que era mais um apelo pela misericórdia de Deus. Mas “aba” é a palavra de uso familiar que expressa a mais íntima comunhão com Deus o Pai e somente Jesus a usava por isso freqüentemente era acusado de blasfêmia.

Assim como um filho recebe a natureza de seu pai humano, Jesus também possuía a natureza de seu Pai celestial, em essência Jesus era igual a Deus, embora que na condição de homem, sujeito a Este.

Os judeus entenderam claramente que a expressão “Filho de Deus” como foi empregada por Jesus, dizia explicitamente que Ele  fazia se passar por Deus, sendo igual a Deus (em natureza).

O que Jesus rejeitou foi à idéia (bem parecida a das TJs) de que Ele era Deus Pai, pois os judeus não entendiam a trindade, a qual foi veementemente rejeitada com a afirmação de “Filho de Deus” e não o próprio Deus Pai; então Ele passa a mostrar que sendo igual a Deus Ele pode fazer só o que Deus (Pai) faz, nem mais nem menos.

“…porque tudo quanto Ele faz, o filho o faz igualmente”.João 5:19

Isso porque: “Eu e o Pai somos um” João 10:30

porque: “…quem me vê a mim, vê o Pai” João 14:9

Para que: “todos honrem o filho como honram o Pai” João 5:23

Agora… “Aquele que me aborrece, aborrece também a meu Pai.”

A propósito, no livro de Revelação na pág. 36 está escrito o seguinte:

No cancioneiro publicado pelo povo de Jeová em 1905, havia duas vezes mais cânticos louvando a Jesus do que havia em louvor a Jeová Deus…1928, o número de cânticos que exaltavam a Jesus era mais o menos o mesmo que os que exaltavam a Jeová. Mas…1984, Jeová é honrado com quatro vezes mais cânticos do que Jesus…O amor a Jeová precisa sobressair

Mas Jesus deixou bem claro: “Para que todos honrem o filho,como (da mesma maneira,do mesmo modo que)  honram o Pai”

A Organização sempre procura inferiorizar o filho em detrimento de JEOVÁ, contudo, ledo engano.

Frequentemente o título: “Deus” é mais empregado em relação ao Pai do que ao filho, mas nem por isso o filho deixa de ser Deus.Vejamos uma analogia fictícia: Eu me chamo Paulo Cristiano e meu filho também têm o mesmo nome , em uma ocasião alguém poderia dizer assim: “Aqui está o Paulo Cristiano e seu filho” mas não é porque só eu fui chamado pelo nome pessoal e meu filho pelo nome de Filho que ele não se chamaria também Paulo Cristiano. Assim também acontece com Deus Pai e seu filho Jesus Cristo, apesar do nome “Deus” ser aplicado mais ao Pai do que ao filho, outras partes das escrituras porém, deixam bem claro que Jesus é Deus.

FALSO:   “O Filho não pode fazer nem uma única coisa de sua própria iniciativa, mas somente o que ele observa o Pai fazer” .

(João 5:19 TNM)

As TJs gostam de tirar este texto fora do contexto para tentar provar que Jesus é inferior ao seu Pai, mas o resto do verso diz claramente : “Porque as coisas que este faz, estas o Filho também faz da mesma maneira” .

VERDADEIRO: Jesus estava admitindo que Ele e o Pai eram um só (João 10:30) quem via Ele via o Pai (João 14:9) a mesma fé que depositassem em Deus (Pai) tinham que depositar nele também, tudo quanto Deus faz Jesus faz igualmente (João 5:19), quem não honra o filho não honra o Pai (v.23). Sua identidade com o Pai é tão íntima que o Filho não pode fazer nada além doque o Pai faz (v.19) por causa do amor entre ambos (v.20) e por causa deste amor divino, Ele só busca a vontade do Pai (v.30). Pode às vezes até parecer que o Filho é inferior ao Pai, mas é porque Ele estava como o Filho do homem (João 5:27) em forma de servo (Filipenses 2:7,8).

Portanto, este texto não compromete em nada a Deidade de Cristo, ao contrário, corrobora-a.

FALSO: “O Pai  é maior do que eu”  (João 14:28 TNM)

 “O próprio Jesus reconheceu” O Pai é maior do que eu “…Assim, não cremos que Jesus seja igual ao Pai, como ensina a doutrina da Trindade. Em vez disso, cremos que Ele foi criado por Deus e que lhe está subordinado”. ( extraído do folheto: Em que crêem as Testemunhas de Jeová págs. 2,3) 

VERDADEIRO: As TJs costumam catalogar todos os textos que falam da natureza humana de Jesus para tentar prejudicar sua plena Divindade, mas isto é patético pelo fato claro de que as escrituras apontam em Jesus duas naturezas: A Divina e a humana, sem contudo confundi-las. Os textos que provam a humanidade de Jesus não prejudicam a sua Divindade, assim como os que provam a sua Divindade não prejudicam a sua humanidade.

Esse versículo é o preferido das TJ quando estão tentando “provar”que Jesus não é Deus. Dizem que existiu certa vez um café tão fraquinho que nem  conseguia  sair  do bule de tão fraco que era, assim são os argumentos da STV baseados neste versículo.

Primeiramente devemos nos lembrar de que Jesus era o verbo de Deus e também ao mesmo tempo Deus, mas note que aquele Verbo que era Deus se fez CARNE e veio morar com os homens João 1:1,14, Ele se humilhou tomando forma de servo.

“Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo,fazendo-se semelhante aos homens”.

“E achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo…”. (Filipenses 2:7,8)

“…mas corpo me preparaste”.(Hebreus 10:5)

Na forma humana, com a natureza humana, dentro das limitações humanas, Jesus é lógico se fez menor que Deus o Pai, neste sentido e por isso, Ele poderia falar que o Pai era maior do que Ele.

Se a expressão “O Pai é maior do que eu”, proferida por Cristo, fosse um ensino que negasse a sua Divindade, seríamos obrigados também a aceitar Jesus como inferior até mesmo aos anjos, porque Hebreus diz:

“…mas observamos a Jesus que havia sido feito um pouco menor que os anjos…” (Hb 2:9)

A expressão acima, de maneira alguma compromete a sua Divindade. Jesus tornou-se homem como já vimos, e durante toda a sua vida terrestre se submeteu ao Pai, a obediência ao Pai era um dos requisitos para a sua missão aqui na terra. Ainda outro texto nos diz que Jesus era sujeito aos seus pais:

“…e continuo a estar-lhes sujeito”.(Lucas 2:51)

Significa isto que Jesus era inferior a José e Maria? De modo algum!

Quando a Bíblia fala de Jesus sujeito ao Pai, está claro, nítido e mais que provado que a “inferioridade” é em termos de funções e não de natureza. Ora, todos sabemos que Deus colocou o homem como cabeça da mulher e ela tem que estar sujeita ao marido (Efésios 5:22), mas nem por isso ela é inferior ao seu marido; sua natureza não é menos humana do que a dele, todo este relacionamento de sujeição, esta é claro, baseado no amor, foi um arranjo feito por Deus dentro da família,mas nem por isso, um, é superior ao outro, leia I Coríntios 11:11,12

Há outro fator que não podemos perder de vista e que tem a ver com as palavras no original.Vamos comparar dois textos o de João 14:28 e o de Hebreus 1:4.

“O Pai é maior do que eu”.

e

“Tendo se tornado tão superior aos anjos”

A palavra usada para o primeiro (maior) no original grego é “meizon”que é comparativo de “megas” e significa em termos de quantidade, são as palavras que aparecem nos seguintes versículos : Mc 4.32;5.11;16.4,etc.. e não tem nada a ver com qualidade ou natureza.

A palavra usada para o segundo (superior) é “kreitton” que também pode significar maior, entretanto somente em sentido de qualidade,neste caso nossas Bíblias traduzem por “melhor”, “superior” e algumas vezes como maior, é a palavra usada em Hebreus 7:7.

“…o menor é abençoado pelo maior”. a palavra ai é “kreitton” que significa superior. Ainda essa mesma palavra aparece em Hebreus 7:22;9:23 etc…  

Em João 14:28 a comparação é de função e não de natureza, já em Hebreus 1:4 a comparação é de natureza e qualidade. Assim sendo, Cristo é qualitativamente (maior) superior aos anjos, enquanto que quantitativamente falando, Ele era menor (função) que o Pai, pois estava na condição do qual fala Filipenses 2:6,7,8.              

Precisamos reconhecer também que, se em João 14:28 o Senhor tivesse dito que o Pai era “maior”(superior, melhor em termos de natureza e qualidade) do que Ele, certamente que a a palavra ali empregada seria “kreitton” e não “meizon”.Jesus definitivamente estava falando ali não como o verbo eterno, a segunda pessoa da Santíssima Trindade, mas como o servo, o homem, Jesus de Nazaré.

FALSO:   “Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo”. (João 17:3 TNM)

Dizem elas:  “Observe que Jesus não pode ser Deus pois faz distinção entre Ele e Deus e chama-o de o único Deus verdadeiro, desta maneira está provado que Jesus não é Deus, por que só existe um único Deus verdadeiro e este é Jeová” 

VERDADEIRO: Este texto é um dos mais usados por elas para atrair alguém para sua seita (A Sentinela 01/10/2.000 pág. 23). Creio que este tipo de raciocínio não é muito ou nada válido, pois colocaria as TJs em grande desconforto, principalmente se o peso do argumento recai sobre a palavra “único”que em grego é “monos”.

Essa mesma palavra aparece em vários textos do NT referindo-se a Jesus. Vejamos:

Jesus é chamado de “nosso ÚNICO dono e Senhor” (Judas 1:4)

Jesus também é nosso “ÚNICO Poderoso Senhor” como o ÚNICO que possui imortalidade” (I Timóteo 6:15,16) É útil esclarecermos que esse texto é interpretado por elas como se estivesse  referindo-se a Cristo.

Certamente  quando os apóstolos se referiam a Cristo como ÚNICO: “dono, Senhor, poderoso e que possui imortalidade” eles não excluíam de modo algum  o Pai. Isto seria ir contra o claro ensinamento das escrituras de que  o Pai possui igualmente tais atributos, como de fato poderá ser verificado facilmente  apenas folheando as páginas da Bíblia. Da  mesma maneira se dá em relação a Cristo quando diz que seu Pai é o único Deus verdadeiro pois em outro lugar o próprio João chama Jesus de “O VERDADEIRO DEUS” I João 5:20.

É como diz o vulgo popular:  “O FEITIÇO VIRA CONTRA O FEITICEIRO!”  Este raciocÍnio usado por elas as deixam em total embaraço, simplesmente porque tal argumento é um verdadeiro sofisma. O que é um sofisma? Em toscas palavras poderá ser conceituado de: mentira maquiada de verdade.   Não se pode negar a Divindade de Cristo (lê-se:negar que Cristo é verdadeiramente Deus) na base do adjetivo “único” pois em outras partes das escrituras encontramos declarações explícitas de que Ele é Deus.

FALSO:  “Eu ascendo para junto de meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” . (João 20:17 TNM)

Dizem elas: “Que estranho, Jesus chama Jeová de ‘meu Deus’! “

VERDADEIRO: Pode ser estranho quando o “estudante” da Bíblia não leva em consideração todo o contexto cristológico envolvido. Pode parecer estranho, se de fato  acreditarmos que Jesus é o seu próprio Pai. Mas não é assim!

A Bíblia revela que o Verbo se fez carne, e que este mesmo verbo se humilhou tomando forma de servo (natureza humana) nessa condição de humano, é lógico que Cristo tinha um Deus e poderia como de fato o fez, chamar o Pai de “seu Deus”. O texto citado refere-se ao Pai como Deus, não porque Jesus Cristo seja menos que Deus (estou falando de natureza, substância, essência, onipotência, onipresença e onisciência) mas simplesmente porque o nome  “Deus”  era normalmente usado para o Pai.

Seja qual for o relacionamento que Jesus tinha com o  Pai como seu Deus,Ele deixou bem claro que o Pai era seu Deus de maneira exclusiva, por comparação da maneira do Pai ser o nosso Deus.

                “Eu ascendo para junto de MEU Pai e VOSSO Pai, MEU Deus e VOSSO Deus”.

Jesus nunca se referiu ao Pai usando o pronome “NOSSO” não se incluía junto com os seus discípulos. Jesus tomava o máximo de cuidado de distinguir entre os dois relacionamentos, Ele é o Filho de Deus por natureza e nós por adoção. Semelhantemente, o Pai era o Deus de Jesus por que Ele se humilhou para se tornar homem, ao passo que o Pai é o nosso Deus porque somos “criaturas” por natureza. Mesmo depois de ressuscitado Jesus continua sendo homem (I Timóteo 2:5-Atos 17:21)  e Deus (João 20:28 – Rom.9:5 – Tito 2:13 – I João 5:20 e outros…) simplesmente porque nele habita CORPORALMENTE (sumatikos) TODA a PLENITUDE (pleroma) da Divindade (theotetos) (Colossenses 2:9)

obs: Todos estes versículos, estão adulterados na TNM, sendo vertidos de maneira errônea pela STV, não condiz com a gramática grega, e muito menos com o seu significado.

O raciocínio de que Jesus não pode ser Deus porque chamou o Pai de seu Deus é perigoso. Se invertêssemos a questão, o engodo jeovista cairia por terra, por exemplo, existem versículos que o Pai chama o Filho de Deus.

“Mas do Filho diz: Ó Deus(filho), o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos…”

“…por isso Deus(filho), o teu Deus(pai) te ungiu com óleo de alegria…”

“E (o pai falando): Tu Senhor(filho), no princípio fundaste a terra…”(Hebreus 1:8,9,10)

Será que o Pai deixa de ser Deus só porque também chamou seu filho de Deus? Claro que não! Jesus igualmente não deixa de ser Deus por que chamou seu Pai de Deus.

FALSO:    “Para nós há realmente um só Deus, o pai, de quem procedem todas as coisas e nós para ele, e há um só senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem são todas as coisas…” ( I Coríntios 8:6  TNM )

 “A Bíblia afirma que existe um só Deus, sendo assim Jesus não pode ser Deus.” 

VERDADEIRO: Este versículo ao contrário do que dizem as TJs não esta contrariando de maneira alguma a divindade de Jesus Cristo por dizer que existe “um só Deus” pois caso contrário teríamos de admitir, para sermos coerente, que o Pai não pode ser “Senhor” pois o versículo diz que existe “um só senhor” e este é Jesus veja ainda Judas 4. Se excluirmos Jesus da divindade, teremos que excluir igualmente o Pai do senhorio.

FALSO:  “…por sua vez a cabeça do Cristo é Deus”. (I Coríntios 11:3 TNM)

As TJs alegam que Cristo não pode ser Deus pois é inferior a este, sendo Deus a cabeça do Cristo. Mas será correto este raciocínio? O que realmente o texto acima quer dizer?

VERDADEIRO: O referido versículo está dentro de um contexto onde o apóstolo está tratando de uma questão de liderança na área funcional entre marido e mulher e não tem nada que ver com  natureza ou essência entre eles, vejamos:

1) No versículo 3 o homem é citado como sendo o cabeça da mulher, mas note que nos versos 11 e 12 Paulo iguala a ambos. O que está implícito nisto é que a mulher é sujeita ao homem em termos de função e liderança e mesmo assim uma sujeição que se baseia inteiramente no amor Efésios 5:33, quanto mais o homem devota amor à sua esposa mais ela sente impelida a lhe sujeitar devido a este amor. Ninguém diz que a mulher é inferior ao homem em termos de natureza, ambos possuem a mesma natureza – a humana. Ambos dependem um do outro, o homem é apenas o cabeça do lar, ficou com ele a tarefa de controlar e liderar o lar mas, nem por isso afirmamos que a mulher é inferior ao seu marido.

2) O arranjo que Deus (Trindade) fez foi apenas em questão temporal e funcional. Deus o pai planejou a salvação, o Filho executou, e o Espírito Santo administra-a. Veja um notável exemplo disso em Gálatas onde cita os três apóstolos, Tiago, Cefas e João que eram reputados como colunas da igreja, ou seja, eram os que lideravam a igreja mãe de Jerusalém, mas nem por isso eles eram superiores aos demais apóstolos, não eram mais apóstolos e nem mais humanos do que os outros. Temos que Ter em mente que Jesus possui a natureza humana em si, mesmo depois de ter ressuscitado, e por isso Ele ainda continua sendo sujeito ao seu pai, mas nem por isso inferior a este. Lembremos também que Jesus se tornou “O Filho de Deus” apenas quando entrou no mundo, então sua natureza de filho que está nele é sempre sujeita a natureza do  Pai. Este foi o arranjo que a Santíssima Trindade fez para si. Portanto, Deus é o cabeça de Cristo em termos de função e não de divindade.

FALSO:     “Mas, quando todas as coisas lhe tiverem sido sujeitas, então o próprio Filho também se sujeitará Àquele que lhe sujeitou todas as coisas, para que Deus seja todas as coisas para com todos”. ( I Coríntios 15:28 TNM )

Na concepção jeovista este versículo é prova evidente de que Jesus não pode ser Deus pois diz o versículo que Ele se sujeitará ao Pai.

VERDADEIRO: Este versículo está dentro de um contexto escatológico onde trata da ressurreição, arrebatamento e consumação dos séculos. Jesus conquistou todas as coisas como Deus-homem e no final Ele as entregará ao Pai, pois em sua natureza humana Ele continua de certo modo sujeito a Deus Pai. Note que a sujeição neste caso aí é de função e serviço e não de natureza divina, veja os versos 24 e 25. Assim como Jesus era sujeito a seus pais terrenos sem deixar de ser inferior a estes Lucas 2:51, Ele também é sujeito ao seu Pai celestial sem, contudo ser inferior. E tudo isso para que no final Deus (Trindade) ser “tudo em todos” e note que em Colossenses 3:11 Jesus será tudo em todos, prova evidente que este Deus do qual fala o versículo só pode ser os três juntos novamente.

FALSO: “Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação”. (Colossenses 1:15 TNM)

“Jesus é o primogênito no sentido de ser o primeiro ser criado que Jeová fez e usou para criar todas as outras coisas. Primogênito significa sempre o primeiro”

VERDADEIRO:  O argumento esposado pelas TJs não procede pelo fato de que, se o apostolo quisesse ensinar que Jesus foi o primogênito no sentido de ser o primeiro ser criado, ele teria logicamente usado a palavra “Protoxtíoti”, que quer dizer, “primeiro-criado” e não “Prototókos”, que significa “primogênito”. A Bíblia usa a palavra primogênita no sentido de ter preeminência, primazia. Se primogênito nesta passagem significa o primeiro criado, então para sermos coerentes, teríamos que aplicar o mesmo sentido no verso 18 onde diz que Jesus é o “primogênito dos mortos” significando que Jesus foi o primeiro homem a morrer, mas sabemos que isto não é verdade.

Outro ponto importante é que esse texto de Colossenses é uma aplicação do Salmo 89:27, que é messiânico. Originalmente foi aplicado ao rei Davi, que era o caçula de sua família (Salmo 89:20); no entanto, segundo esse salmo, Deus o colocaria como “primogênito”, e explica o porquê: “O mais excelso dos reis da terra”, que equivale ao título “rei dos reis” (Apocalipse 17:14). Que a idéia de soberania está implícita, basta conferir 1º Samuel 10:1, onde Samuel diz a Davi que Deus o ungiu para ser o líder ou chefe de Israel. Assim, o termo primogênito fala da posição soberana de Cristo sobre tudo e todos, e não que ele seja o primeiro de um série. Jesus é o primogênito no sentido de Ter preeminência em tudo, tudo veio por meio Dele e sem Ele nada do que foi feito se fez João 1:3. Ora, se houve algo que o filho não fez (criou) no caso Ele mesmo, este versículo estaria errado mas a Bíblia é bem clara em dizer que sem Ele nada foi criado.

FALSO: “Revelação de Jesus Cristo que Deus lhe deu, para mostrar aos seus escravos as coisas que tem de ocorrer em breve…”. (apocalipse 1:1 TNM )

 “Se o próprio Jesus fosse parte duma divindade, teria sido necessário dar-lhe uma revelação oriunda de outra parte da divindade-Deus? Por certo ele teria sabido tudo a respeito dessa revelação, pois Deus sabia. Mas Jesus não sabia, pois não era Deus”. ( Deve-se Crer na Trindade ? pág. 19)

VERDADEIRO: A interpretação correta deste versículo é que Deus reservou o tempo apropriado para que Jesus revelasse os acontecimentos proféticos que Ele mesmo já sabia ao apóstolo João.

Se Jesus não soubesse destas profecias como insinuam as TJs, é claro que o livro do apocalipse 19:10 não o chamaria de “o espírito de profecia” e nem tão pouco todo o saber estaria escondido nele como diz Colossenses 2:3.

]Seria otimismo demais  esperar de uma Organização como esta   acreditar que Jesus é onisciente, sendo que negam esta capacidade até mesmo ao próprio Jeová o qual alegam que é todo-poderoso. Na “Tradução do Novo Mundo” na pág. 1522 sob o subtítulo “Atributos de Deus”, só aparece o atributo de onipotência; o que fizeram com a onisciência e a onipresença Dele? Não seria nenhuma novidade se elas negassem onisciência ao filho sendo que a negaram até mesmo ao Pai. Vejamos o que elas tem a dizer:

“…Jeová tem a capacidade de predizer eventos, mas a Bíblia mostra que ele faz uso seletivo e com discrição dessa capacidade que tem, com a devida consideração pelo livre arbítrio com que dotou suas criaturas humanas”. ( Raciocínios à Base das Escrituras pág 116)

Que Deus é este que as TJs adoram, que dizem ser onipotente e onisciente(A Sentinela 15/03/1988 pág. 11) mas precisa fazer uso seletivo para saber as coisas? Isso seria onipotência? Seguindo esta linha de raciocínio, será que Jesus também não fez uso seletivo desta capacidade? E pasmem com esta declaração:

 “O verdadeiro Deus não é onipresente, porque se fala dele como tendo localização”. ( Estudo Perspicaz das Escrituras pág. 69 vol.1)

Não é onisciente, muito menos onipresente e sua onipotência deixa muito a desejar! Eis aí o Deus que as TJs adoram!

FALSO : “Estas coisas diz o amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus”. ( apocalipse 3:14 TNM)

Com este versículo a “Torre de Vigia” tenta provar que Jesus não é Deus por Ele ser chamado de ‘o princípio da criação’. Argumentam, portanto que se Jesus foi o “princípio”, Ele foi o primeiro criado por Jeová.

VERDADEIRO: A palavra para princípio no grego é “Arkhé” e tem significado diversos como : “primeiro de uma série”, “magistrado”, “governador”, “soberano” etc…

O significado menos provável seria o de “primeiro de uma série”, mas a STV retruca dizendo:

“… não pode ser corretamente interpretado para significar que Jesus era o “principiador” da criação de Deus. Em seus escritos bíblicos, João usa diversas vezes a forma da palavra grega “Arkhé” mais de 20 vezes, e estas sempre tem o significado comum de princípio. Sim Jesus foi criado por Deus como o princípio das criações invisíveis deste”. ( Deve-se Crer na Trindade? pág. 14 )    

Ao contrário do que alegam as TJs a Bíblia é unânime e enfática ao dizer que “sem Ele nada do que foi feito se fez”. Se Jesus fosse criatura o versículo estaria errado pois existiria algo que Ele não criou, ou seja, Ele mesmo.

A STV alega que a palavra “Arkhé”  significa sempre em apocalipse “princípio” como sendo o primeiro criado. Agora o que elas fazem quando Jeová diz que é o “princípio e o fim” em apocalipse 21:6 sendo que a mesma palavra grega “Arkhé” é usada? Será que Jeová também é um ser criado? É lógico que elas nunca iriam admitir isso, mas então porque o fazem em relação a Jesus? As TJs teem em sua teologia dois pesos e duas medidas!

A palavra “Arquiteto” em português vem da raiz grega “Arkhé” e significa entre outras coisas “Aquele que constrói”. É digno de nota que a epístola que Paulo escreveu aos Colossenses foi lida em Laudicéia veja Colossenses 4:16 e apocalipse 3:14,15, ali o apóstolo explica aos Colossenses que Jesus era o criador de todas as coisas Colossenses 1:15 a 20 e não uma criação. Este ensino está de acordo com o resto do contexto bíblico como João 1:3,  Hebreus 1:2 etc… Ele é o arquiteto divino o que construiu tudo que existe.

A STV sabendo disso tenta deturpar a Bíblia inserindo por conta própria entre colchetes em Colossenses 1:16 a palavra “outras”, insinuado que Jesus foi criado por Jeová e depois este o usou para criar as demais coisas. Mas isto é uma vergonhosa deturpação do texto original grego, pois no original não aparece de modo algum a palavra “outras” e isto é admitido no prefácio da TNM quando dizem que “os colchetes encerram palavras inseridas para completar o sentido em português…” 

Portanto como o leitor pôde observar, a palavra “outras”, foi inserida para completar o sentido que a STV quer dar à sua doutrina espúria de que Jesus foi um ser criado. Comentando o versículo acima a A Sentinela de 15/03/1990 na página 05, inseriu desavergonhadamente a palavra “outras” até mesmo sem o colchete, para reforçar ainda mais esse argumento inescrupuloso, ludibriando assim,  os menos avisados.    Cuidado com a Bíblia das Tjs!!!

O OUTRO LADO DA MOEDA

Apresentamos até agora os principais textos usados pelas TJs para tentar desacreditar a doutrina da divindade absoluta de Jesus Cristo e conseqüentemente a doutrina da Trindade. Passaremos agora aos principais textos usados pelos evangélicos e como são refutados pelas TJs, aprendendo como contra-argumentá-los à luz da Palavra de Deus.

Geralmente quando um cristão usa um versículo qualquer das Escrituras para provar a divindade de Cristo as TJ’s se defendem com argumentos para rebater este verso. Por exemplo, quando se usa  Isaías 9.6

E será chamado pelo nome de Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai eterno, Príncipe da Paz”.

Elas costumam usar o seguinte argumento:

ARGUMENTOS

“Mas, não indica “Deus Poderoso”, com iniciais maiúsculas, que Jesus é em algum sentido igual a Jeová Deus ? De modo algum. Isaías meramente profetizou que esse seria um dos quatro nomes pelos quais Jesus seria chamado, e na língua portuguesa tais nomes são escritos com iniciais maiúsculas. Ainda assim, embora Jesus fosse chamado de “Poderoso”, pode haver apenas um só “Todo-poderoso”.      (Pode-se Crer na Trindade ? pág. 28)

Agora iremos aprender como refutá-las à luz da Palavra de Deus.

COMO REFUTAR

Como o leitor pode ler, na concepção jeovista existem dois deuses: um Todo-poderoso e outro apenas Poderoso. Chamar Jesus de “Deus Poderoso” não implicaria em Ele ser o Deus verdadeiro. Ele teria que ser “Todo-poderoso”, mas essa posição o “Jeová” delas não abre mão.

Nenhuma TJ que conversei até hoje soube dar uma definição do que venha a ser “Todo-poderoso”. Já vimos que o Deus das TJs não é assim tão Todo-poderoso como elas alardeiam, pois tem coisas que Ele não pode fazer tais como: Estar em vários lugares ao mesmo tempo ou saber de todas as coisas sem precisar fazer uma seleção dessa capacidade.

O que muitas TJs não sabem é que a Organização à qual pertencem e dizem ser a única verdadeira, já ensinou que Cristo é Todo-poderoso, vejamos então:

“ TODO PODEROSO, capaz de fazer todas as coisas; UM ATRIBUTO DA Deidade; também aplicado ao glorificado Jesus…”

( Emphatic Diaglott pag. 872)

E no livro, O Mistério Consumado na pág. 15 edição de 1917 declaram em relação a Jesus:

“… é somente a partir de então (da ressurreição) que Ele poderia ser chamado o Todo-poderoso.” (parêntese e sublinhado nosso)

Veja que antes elas acreditavam ou melhor, o “Corpo Governante” acreditava (pois as TJs só acreditam no que a cúpula da seita ensina) que Jesus Cristo era Todo-poderoso como de fato O é. Mas com o passar dos anos elas receberam “novas luzes” como dizem, pois este se tornou o slogan para justificar todas as suas mudanças doutrinárias, só que a fonte dessa luz se acha em II Coríntios 11:14, e agora não crêem mais que Jesus seja  Todo-poderoso.

É fraudulenta a afirmação de que em Isaías 9:6 “Deus” com letra maiúscula não prova que Jesus seja o Deus verdadeiro, pois, segundo elas, seria este apenas um dos nomes pelos quais Ele seria chamado.          Este argumento é apenas para despistar os menos avisados do verdadeiro sentido do versículo, ou seja, que Jesus é verdadeiramente Deus em essência.

Se tal argumento fosse realmente verdade então porque elas não traduziram no Novo Testamento “Deus” com letra maiúsculas todas as vezes que se referem a Jesus ? Não seria o nome pelo qual seria chamado? Confira na TNM João 1:1,18. Porque então todas as suas publicações trazem “deus” com minúscula todas as vezes que se referem à Jesus ?  

Seria Jesus inferior a Jeová por ser chamado de “Poderoso” ? Não, pois um capítulo à frente Jeová é chamado igualmente de Poderoso Isaias 10:20,21,22 e Jeremias 32:18. Em Jó Ele é chamado 31 vezes de Todo-poderoso mas as vezes apenas de Poderoso Jó 9:19 e Salmos 24:8, mesmo no Novo Testamento acontece isto Lucas 1:49. No entanto se defendem dizendo:

” Isaías referiu-se profeticamente a Jesus, o Messias, como “Deus Poderoso”. (Isaías 9:6) Em Isaías 10:21, o mesmo profeta falou de Jeová como “Deus Poderoso”. Há quem use essa similaridade de fraseologia para provar que Jesus é Deus. Mas precisamos usar de cautela no que diz respeito a deduzir desses versículos o que estes não dizem. A expressão hebraica traduzida “Deus Poderoso” não se limita a Jeová, como acontece no caso da expressão ” Deus Todo-poderoso”…É reconhecido que existe uma diferença entre ser poderoso e ser todo-poderoso, isto é, não ter superior.”       

( A Sentinela 15/01/1992 pág. 22 )

Mais uma vez se contradizem, pois antes chamavam Jesus de Todo-poderoso, então possuíam dois todo poderosos deuses: Jesus e Jeová; sem falar da falta de definição para a expressão “TODO-PODEROSO”, é a primeira opção, poder fazer qualquer coisa ou seria a segunda que é não ter superior ? Veja que nem ao menos sabem definir o que significa a “expressão Todo-poderoso”!

Entretanto Jesus é chamado na Bíblia de Todo-poderoso veja Mateus 28: 18, ali o texto diz que Jesus tem “TODO O PODER” no céu e na terra, o que significa que Ele é Todo-poderoso, ainda em Efésios 1:21 diz que Eles está acima de “todo o poder”. As TJs para diminuir o impacto dessa verdade verteram na TNM  a palavra grega “exousia” por autoridade, mas consultando o original grego, constatamos que  essa mesma palavra se refere a um “poder absoluto”, portanto “exousia” significa tanto autoridade como poder.

Concluímos então que Jeová é chamado de Todo-poderoso e também de  apenas Poderoso. Não há base para descartar Jesus da divindade classificando-o como inferior só porque em Isaías Ele é chamado de Poderoso, pois em outras partes, como já vimos, Ele é chamado também de Todo-poderoso.

NO PRINCÍPIO ERA O VERBO, E O VERBO ESTAVA COM DEUS, E O VERBO ERA DEUS.”  João 1;1

ARGUMENTOS

” Ademais, este versículo da Bíblia diz que “a Palavra” estava “com” Deus. É razoável concluir que isto significa que ele não é esse mesmo Deus” ( A Sentinela 01/11/1991 pág. 23)

“ ‘Mas não é Jesus chamado de deus na Bíblia’ ? poderá perguntar alguém. Isto é verdade. Contudo Satanás também é chamado de deus. (2 Coríntios 4:4)”

( Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra pág. 40 )

São vários os argumentos levantados para contradizer o prólogo de João que reza literalmente que “o verbo (Jesus) era Deus”. Vejamos:

1) Dizem que algumas traduções inclusive a deles traduzem “deus” com letra minúscula e não “Deus” com maiúscula, portanto isso significa que Jesus não é o Deus “Todo-poderoso”.

2) Dizem que outros seres são similarmente chamados na Bíblia de “deus”. São chamados de deuses poderosos os juízes, anjos, Satanás e finalmente Jesus.

3) Dizem que Jesus é chamado de “um deus” portanto diferente de Jeová que é o verdadeiro Deus.

  • Dizem que no original grego “Theós”, Deus em português, referindo-se ao Pai, vem precedido do artigo definido “o” enquanto que Theós referindo-se a Jesus vem sem o artigo, portanto se sentem justificados em acrescentarem o artigo indefinido “um” em relação a Jesus. Com isso insinuam que Jesus não é Deus mas um ser meio divino, que apenas possui as qualidades deste.

5) Dizem que Alguém que está “com” outra pessoa não pode ao mesmo tempo ser aquela outra pessoa”.

“ Portanto, o texto não diz que a palavra (Jesus) era o mesmo que o Deus com quem estava, mas, antes, que o verbo (a palavra) era semelhante a um deus, era divino, era um deus.”

( Raciocínios à Base das Escrituras pág. 213 )

COMO REFUTAR

Antigamente as TJs tinham muita dificuldade em empurrar nas pessoas a idéia herética de que Jesus não era Deus pois a Bíblia que elas usavam: a versão “King James” em inglês, traduzia clara e corretamente que “o verbo era Deus” Mas esse problema acabou quando fabricaram a sua própria versão da Bíblia onde contrabandeou para dentro dela todas as idéias heréticas do seu fundador e primeiro presidente Charles T. Russell. É claro que João 1:1 tinha que ser reinterpretado ao gosto russelita, pois tal versículo complicava e muito a teologia da seita,  então resolveram tirar Jesus da posição de Deus verdadeiro e reduzi-lo a um mero deuzinho, subordinado a Javé e igual a Satanás. Tentando arrumar isto elas comentam :

 ” Em muitas traduções esta expressão reza simplesmente: “O Verbo [a palavra] era Deus” e é usada para apoiar a doutrina da Trindade. Não surpreenda que os trinitaristas não gostem da versão apresentada na Tradução do Novo Mundo.” e acabam  entregando-se quando dizem: ” Mas João 1:1 não foi falsificado a fim de provar que Jesus não é o Deus Todo-poderoso. As Testemunhas de Jeová, entre muitos outros, já objetavam a usar “deus” com letra maiúscula muito antes de surgir a Tradução do Novo Mundo, que se empenha em traduzir com exatidão a língua original.” ( A Sentinela 01/03/1991 pág. 28 )     

QUÃO CONFIÁVEIS SÃO ESSAS  VERSÕES ?

As traduções que as Tjs alegam ter similaridade com a delas são na maioria traduções de teólogos liberais que nem ao menos crê em toda a Bíblia, de membros de seitas que  negavam a divindade de Cristo ou traduções delas mesmas. Das milhares de línguas e dialetos em que a Bíblia está traduzida atualmente a STV conseguiu catalogar (na brochura Deve-se crer na Trindade ?) apenas nove para tentar inculcar na mente dos incautos de que sua tradução é a mais correta. Ainda na mesma página da revista citada acima apresentam mais cinco traduções espúrias como a deles. Essas traduções aparecem em parte em A Sentinela 01/06/1988 página 17 e na brochura Deve-se Crer na Trindade ? página 27.

” De modo similar, cinco tradutores da Bíblia, alemães, usam a expressão “um deus” naquele versículo. Pelo menos 13 outros usaram expressões tais como “da espécie divina” ou “da sorte semelhante a deus”  Essas traduções concordam com outros trechos da Bíblia para mostrar que Jesus no céu, é sim um deus, no sentido de ser divino”

EM QUE SE BASEIA A TNM ?

No livro, “Raciocínios à Base das Escrituras” na página 394 asseguram que para a tradução do N.T, chamado na TNM  de Escrituras Gregas Cristãs, usou-se o texto dos eruditos ingleses, Westcort e Hort, para basearem sua tradução e também no livro ” Toda Escritura é Inspirada por Deus e proveitosa ” na página 310 acrescentam ainda que usaram este texto para assegurarem “a máxima exatidão possível“. Acontece porém, que o texto grego de Westcort e Hort não concorda com essa pernicisa tradução feita pelas TJs. Veja a opinião do próprio Westcort sobre João 1:1.

” O predicado (Deus) encontra-se na posição inicial enfaticamente, como em João 4:24. É necessariamente sem o artigo…Nenhuma idéia de inferioridade de natureza é sugerida por essa forma de expressão, que simplesmente afirma a verdadeira deidade da palavra…na terceira cláusula declara-se que ‘a palavra’ é ‘Deus’, e assim incluida na unidade da divindade”  

Veja o leitor que quando o texto grego do qual se basearam para traduzir João 1:1 não concordava com suas crenças, eles imediatamente abandonaram-no e saíram a procura de subtraduções que concordassem com o pensamento herético deles. Neste caso, Westcort e Hort, já não assegurava tanta exatidão!

Vamos analisar agora algumas versões citadas na brochura “Deve-se Crer na Trindade ?” página 27.

a) ” 1808: “e a palavra era um deus” The New Testament in an Improved Version, Upon the Basis of Archbishop Newcom’es New Translation: with a Corrected Text.”

Esta versão foi feita por um unitarista. O Unitarismo é uma seita que nega veementemente a doutrina da Trindade e consequentemente a Divindade de Cristo. É suspeitadíssima sua erudição.

b) “1864: “e um deus era a palavra”. The Emphatic Diaglott, versão interlinear, de Benjamin Wilson.”

Esta versão é largamente usada pela STV, entretanto elas escondem que Benjamin Wilson era Cristadelfiano. Essa seita também negava a divindade de Cristo. A propósito, em : “A Sentinela” de 01/11/1990 na pagina 6 sob o tópico “O Diabo das Escrituras” diz : ” Alguns contudo, negam a existência dum Satanás qual pessoa, preferindo dizer: “A natureza humana, com sua propensão ao pecado, é o diabo das escrituras.”*

Contudo no rodapé da referida página elas acusam os que professam tal doutrina taxando-os de seita: “Declaraçao oficial da crença do cristadelfianismo, uma das seitas da cristandade.”   

Querem colocar o cristadelfianismo como parte da cristandade ou seja tentar confundi-la com as igrejas evangélicas, protestantes e católicas sendo que eles é que usam fartamente as idéias dos cristadelfianos através da versão de Benjamin Wilson. Mas o pior de tudo é que neste tópico, elas tentam provar que Satanás é uma pessoa e não uma influência do mal, o pecado, ou uma força, ao passo que em suas publicações fazem ao contrário em relação ao Espírito Santo, chamando-O de “a força ativa de Jeová” (Isaías 5:20) dizem: “O Uso que a Bíblia faz de “espírito santo” indica que se trata duma força ativa controlada que Jeová Deus usa para realizar uma variedade de propósitos. Até certo ponto pode ser comparada com a eletricidade, uma força que pode ser adaptada para realizar grande variedade de operações.” e concluem: “Não, o espírito santo não é uma pessoa…” (Deve-se Crer na Trindade ? págs. 20 e 23). São os apologistas do Diabo!

c) “1935: “e a palavra era divina” The Bible –An American Translation, de J. M. P. Smith e E. J. Goodspeed.”

Esta foi feita por um teólogo liberal que nem ao menos cria em toda a Bíblia.

d) “1950: “e a palavra era [um] deus.” Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs.”

Esta última foi fabricada pelas próprias Tjs, portanto totalmente corrompida e tendenciosa.

Das nove traduções exibidas na brochura, essas cinco são logo de cara, suspeitíssimas pelos vários motivos expostos acima. Ademais nenhum perito da língua grega apóia esta tradução deturpada e blasfema.

EXISTEM OUTROS DEUSES ?

Podemos dizer sem sobra de dúvidas que as Tjs são politeístas. Porquê ? Simplesmente por que a declaração clara das escrituras de que Jesus é plenamente Deus choca-se com as idéias deturpadas delas a respeito da identidade de Deus e da pessoa de Jesus Cristo, mas por não se verem complicadas em refutar satisfatoriamente a Trindade inventaram para si um outro sentido para o termo Deus quando aplicado a Jesus, criaram assim outros deuses e encontraram dessa maneira um lugar nesse panteão para o Filho de Deus. Na teologia das TJs as coisas funcionam mais ou menos assim: No topo da lista aparece Jeová como o Deus Todo-poderoso, mais em baixo se encontra Jesus se contentando em ser somente um deus menor, apenas poderoso, depois Dele encontram-se vários deuses igualmente poderosos como Satanás, anjos e humanos. Alegam que o termo “Poderoso” não se aplica só a Jeová, mas também a anjos e humanos. Perguntamos então: Onde a Bíblia aplica o termo “Poderoso” a anjos e homens ? Insistimos ainda. Onde encontraremos nas escrituras Deus Chamando anjos e homens de “deuses poderosos”? Veja que elas fazem isso baseando-se apenas em especulações, e isso para dar respaldo ao seu argumento de que o fato de Jesus ser chamado de Poderoso não o faz igual a Jeová, pois outros na Bíblia, segundo elas, são também chamados de poderosos, mesmo não havendo base para tal.

“Antes de vir à terra, Jesus era “um deus”…” Além disso, a designação “deus” tem ainda outro sentido. Os juízes em Israel eram chamados de “deuses”…”  ( Profecias de Isaías pág. 131)

As TJs tentam entender a Trindade pelo raciocínio humano, mas por esse meio ninguém conseguirá entender a Deus, pois somente conseguiremos saber algo dele a partir da revelação que Ele faz de si mesmo em sua palavra, e esta mesma palavra revelada diz que Jesus é Deus, mas como as TJs andam não por fé, mas pelo raciocínio humano, não conseguem entender a palavra, então inventam meios alternativos para tentarem se livrar de João 1:1 e explicar de outros modos sua divindade.

A declaração de que existem outros deuses além do verdadeiro Deus é falsa pois a Bíblia é específica e o mandamento é claríssimo quando diz:

“Não deves ter quaisquer outros deuses em oposição a minha pessoa” Êxodo 20:3

Antes de mim, não foi formado nenhum Deus e depois de mim continuou a não haver nenhum.” Isaías 43:10

” Acaso existe outro Deus além de mim ? Não, não há nenhuma rocha.” Isaías 44:8

Segundo os versículos acima a ideia de que existem outros deuses é herética, há somente um único Deus, e além dele não há outro. Os demais são deuses falsos, são falsificações do verdadeiro Deus como Satanás sempre quis ser e induziu os nossos primeiros pais a serem também Isaías 14:14 Gênesis 3:5. A própria STV declara que: “Existe apenas um Deus todo-poderoso, embora existam muitos deuses de fabricação humana e falsos” ( 15/03/1988 pág. 6)

OS JUÍZES SÃO DEUSES ?

As TJs argumentam sua tese de que existem outros deuses, baseando-se no episódio de João 10:34,35 onde Jesus diz:

” Jesus respondeu-lhes: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Vós sois deuses ?…Se ele chamou deuses…”

Será que Jesus estava acatando a ideia de que aqueles homens eram deuses Poderosos como afirmam as Tjs ? Não, não estava. Para começo de conversa a Bíblia proíbe seres humanos de se igualarem a Deus Isaías 31:3 Ezequiel 28:2. O contexto mais uma vez torna claro o assunto. Jesus se referiu ao Salmo 82:6, onde aparece a palavra “Elôhîm” que significa “deuses”. O Deus verdadeiro estava repreendendo os juízes por suas iniquidades e não chamando-os de deuses no sentido literal desta palavra pois nos versos 7 e 8 diz: “Decerto morrereis como os homens; E caireis como qualquer um dos príncipes!” (TNM)     

Estes eram chamados de deuses mas apenas como zombaria, pois a eles tinham sido dada a missão de julgar em Israel no lugar de Jeová, sendo assim poderiam de algum modo serem chamados de deuses, mas apenas em sentido representativo, não em sentido qualitativo, pois não passavam de homens mortais e como tais morreriam; em outras palavras, eram deuses falsos e isto fica evidente no versículo primeiro deste Salmo quando diz : “Deus (Elohim) se põe de pé na assembléia do divino; julga no meio dos deuses (Elohim)”(TNM) temos aqui portanto dois “Elohins”, é lógico que um só é o “Eloim” verdadeiro e os outros falsos!. Então Jesus argumenta em João 10: 35,36 que se àqueles eram chamados representativamente de deuses, quanto mais Ele poderia ser chamado de Filho de Deus. Além disso a revista A Sentinela de 01/01/1992 página 4 insinua que o Diabo patrocina muitos tipos de deidades nos seguintes termos: “Satanás…promove até a adoração de deuses humanos, tais como governantes poderosos…” (grifo e sublinhado nosso). Sim, Jesus era o único que tinha qualitativamente a condição de ser chamado de “O Filho de Deus” e também ser Deus.

ANJOS E SATANÁS SÃO DEUSES?

O argumento acima também cabe aqui, pois como já explicamos, há somente um Deus verdadeiro e o resto são deuses que os homens fizeram ou que eles mesmos se fizeram deuses por conta própria como Satanás. Dizem as TJs :

“ ‘Mas não é Jesus chamado de deus na Bíblia’ ? poderá perguntar alguém. Isto é verdade. Contudo Satanás também é chamado de deus. (2 Coríntios 4:4)”

( Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra pág. 40 )

É fácil responder a esta objeção apenas perguntando se Satanás é um deus falso ou verdadeiro. Elas responderão que é um deus falso conforme aparece em A Sentinela 01/01/1992 página 4 “Jeová Deus tem o propósito de limpar seu nome de todo o vitupério que o falso deus Satanás tem lançado sobre ele.”(grifo nosso), neste caso estão igualando Jesus com Satanás e chamando-O indiretamente de falso. Mas se pelo contrário, Jesus for um deus verdadeiro, então elas possuem dois deuses verdadeiro ? Elas acabam caindo na própria armadilha que criaram. Estas perguntas as deixam em grande embaraço !

Certa vez fui abordado por um TJ que no decorrer da conversação citou-me o versículo acima e fez a seguinte pergunta : ” Você sabe qual a diferença entre o deus falso e o Deus verdadeiro ? ” Perguntei qual era.  Então ele passou a me explicar que o Deus verdadeiro aparece na Bíblia com letra maiúscula (Deus) e o deus falso com letra minúscula ( deus). Neste momento puxei a TNM de suas mãos e abri em João 1:1 onde deveria aparecer Deus com letra maiúscula aparece com minúscula “[um] deus”, rebaixando Jesus a um mero deuzinho, e perguntei-lhe se Jesus era um deus falso, pois na TNM estava com letra minúscula, o qual me respondeu que não era. Repliquei então : Se ele for o Deus verdadeiro  nesse caso vocês possuem dois Deuses verdadeiro e isto é politeísmo!?. O rapaz me olhou meio envergonhado e confuso e confessou que nunca havia pensado nisso apesar de ser TJ já há oito anos.

Argumentos como estes demonstra o perfil de pessoas que não entendem o que falam e falam somente o que lhes é indicado pela seita, pois se caso contrário, dispensassem algumas horas em estudo particular sem os olhos autoritativo do “Corpo Governante” iriam descobrir que os manuscritos bíblicos foram escritos originalmente com letras maiúsculas,as chamadas letras “unciais” e só depois no século X é que começaram a fazer cópias dos manuscritos em minúsculas chamadas de estilo cursivo. Portanto, quando aparecia a palavra “DEUS”  se era em estilo uncial era escrito com maiúscula se em estilo cursivo era com minúscula independente de quem se referisse, se ao Pai ou ao Filho, mas isto a STV não revela aos seus adeptos.

As TJs são privadas de exercerem senso crítico nos Salões do Reino aos quais frequentam. Não podem de maneira alguma discordar de seus dirigentes, elas se ufanam de pesquisarem, aliás, esta palavra você ouvirá sempre que estiver dialogando com uma TJ, mas as “pesquisas” da qual falam, é apenas nas literaturas da própria seita como as revistas : “A Sentinela” e “Despertai” que a cúpula chamada de “Corpo Governante” permitem que leiam, as quais descaradamente chamam de “alimento”.

JESUS NÃO É DEUS?

As TJs argumentam que no original grego o termo “Theós” (Deus) referindo-se ao Pai, vem precedido do artigo definido “ton” (o) e referindo-se ao filho não vem precedido por artigo definido, então se acham no direito de acrescentarem o artigo indefinido (um) que não existia no grego original do N.T. Se justificam dizendo :

” O artigo definido (o) aparece na frente da primeira ocorrência de the.ós (Deus), mas não na frente da segunda ocorrência. A construção articular (quando o artigo aparece) do nome indica identidade, personalidade, ao passo que um nome predicativo no singular, sem artigo e anteposto ao verbo, ( com está construída a sentença no grego) indica qualidade de uma pessoa. Portanto o texto não diz que a palavra ( Jesus) era o mesmo que o Deus com quem estava, mas, antes, que o verbo (a palavra) era semelhante a um deus…”

( Raciocínios à Base das Escrituras pág. 213)

” A língua grega coiné tinha artigo definido (“o”), mas não tinha artigo indefinido (“um”). Assim, quando um substantivo predicativo não é precedido por artigo definido, pode ser indefinido, dependendo do contexto.” 

( Deve-se Crer na Trindade ? pág. 27 )

À primeira vista parece até convincente os argumentos exposados pela STV, haja vista fartas citações de obras teológicas e comentários de peritos na língua grega que são citados em suas publicações, entretanto quase sempre tirados fora do contexto ou distorcidos para se adaptarem à crença da seita de que Jesus é “um deus”.O texto original reza da seguinte maneira :

” En arché en ó lógos, kaí ó lógos en prós tón Theón, kaí Theós en ó lógos.”

TRADUÇÃO LITERAL

“Em princípio era o Verbo, e o Verbo estava com o Deus, e Deus era o verbo.”

Já há tempos que a STV vem modificando o texto de João 1:1 em suas Bíblias, compare por exemplo a tradução de 1967 (capa verde) onde o artigo indefinido (um) não aparecia : ” e a palavra era deus “. Já a versão de 1983 traz o artigo indefinido “e a palavra era [um] deus”. Nas revisões mais recentes elas mudaram novamente, conservando o artigo indefinido e acrescentando o artigo definido (o) antes de “Deus”, ” …estava com o Deus”

Estes são os malabarismos que a seita faz quando uma verdade bíblica entra em confronto com a teologia profana que elas professam.

JOÃO NÃO CRIA EM JESUS COMO DEUS ?

Será porque o apóstolo João não introduziu o artigo definido (o) em relação ao segundo “Theós” ? Será que mesmo a expressão “um deus” desabona a deidade absoluta (lê-se que Cristo é verdadeiramente Deus) ? Longe disso, João foi o apóstolo que mais identificou Jesus como Deus em seus escritos, portanto inspirado divinamente, foi capaz de escrever o que ele queria realmente escrever, pois fora guiado pelo Espírito Santo.

Qualquer estudante do grego bíblico percebe logo de início que se João tivesse acrescentado o artigo definido (o) antes do segundo “Theós”, certamente ele estava demonstrando que não acreditava na plena divindade de Cristo e com certeza não cria na Trindade. Porquê ? Por que ele estaria dizendo que o verbo (Jesus) era a mesma pessoa do primeiro “Theós” ou seja, que Jesus era o Pai. Mas ao diferenciar com um artigo definido o primeiro “Theós”, ele diferenciava as pessoas ao passo que igualava a natureza, e isto é trinitarismo clássico, é o que diz a doutrina da trindade, ou seja : Jesus é Deus mas não é o Pai, são iguais na natureza e substância mas diferentes quanto às pessoas. Isto prova que o argumento usado por elas de que : “Alguém que está “com” outra pessoa não pode ser ao mesmo tempo aquela outra pessoa” não procede. De duas, uma : Ou as TJs não entendem (ou não querem entender) a Trindade, ou fazem isso para confundir e enganar seus adeptos e os mais simples. De qualquer modo este argumento fraudulento eregido por elas não resiste à um estudo mais profundo sobre este versículo de João 1:1. Veja o que dizem alguns estudiosos:

“Se João 1:1 quisesse dizer “a palavra era um deus” o apóstolo teria usado no grego a palavra Theios, que significa “um deus”, um ser meio divino, em vez de Theós…” ( Dr. Julios R. Mantey)

 ” O verbete sobre Theós (Deus), usado no léxico Arnolt and Gin Grich Greek Lexicon, afirma  : “usado muitas vezes para indicar o verdadeiro Deus algumas vezes com o artigo, e de outras vezes sem o artigo”

Para serem coerentes teriam que traduzir também João 1:18; 3:2; 13:3 por “um Deus” pois ali não aparece o artigo definido, mas não fazem isto pois se não teriam que admitir também que Jeová não é “o Deus” verdadeiro e isto complicaria e muito os seus argumentos.

Ainda que Jesus seja chamado de “um deus”, mesmo assim não complicaria sua deidade pelo fato de que o Pai também é chamado de “um Deus” na TNM, confira em Êxodo 20:5 ; Daniel 2:28 e Naum 1:2 e “um Deus” até mesmo com letra minúscula. Considere este trecho abaixo extraída de uma de suas publicações

” Jeová descreve a si próprio como “um deus que exige devoção exclusiva”. ( Êxodo 20:5, nota, NM com Referências; Deuteronômio 4:24; 5:9; 6:15)”

( A Sentinela 01/07/1998 pág. 29)

Depois de longos debates (via on-line) com um senhor que dizia ter sido ancião das TJs, eu o desafiei a comentar esse prólogo de João, queria que ele refutasse como estava ali. Mas para minha surpresa ele não respondeu e isto já faz vários meses. Nunca achei uma TJ que explicasse satisfatoriamente sua fé antitinitrária em cima deste versículo.

João 1:1 é  modo mais belo da Bíblia dizer que Jesus é plenamente Deus.

Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus”.

ARGUMENTOS

“Mas, quem disse que Jesus estava fazendo-se igual a Deus ? Não foi Jesus. Ele se defendeu contra…acusações falsas de judeus que, como os trinitaristas, estavam tirando falsas conclusões!”

(Deve-se Crer na Trindade ? pág. 24,25) 

COMO REFUTAR

A STV talvez ao apresentar um argumento tão descabido como esse não levou em conta que não foi os judeus que afirmava que Jesus era Deus mas foi o próprio apóstolo João quem o chamou de tal. Esse trecho é uma narrativa interpretativa do apóstolo e não uma declaração direta da boca dos judeus, era João narrando e interpretando ao mesmo tempo, está mais que evidente na estrutura da sentença. Ele só diz que os judeus procuravam matá-lo, mas o PORQUE, de o matá-lo é o próprio apóstolo que interpreta e narra. E ele afirma sem sombra de dúvidas a divindade de Jesus chamando-O de Deus.

Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou”.

 Então pegaram em pedras para lhe atirarem; mas Jesus ocultou-se, e saiu do templo.” João 8:58,59

ARGUMENTOS

“A expressão em João 8:58 é muito diferente daquela usada em Êxodo 3:14. Jesus não a usou como nome ou título, mas sim como maneira de explicar a sua existência  pré-humana.”

(Deve-se Crer na Trindade ? pág. 26)

COMO REFUTAR

Neste texto percebe-se claramente que Jesus se identifica com o grande “EU SOU” de Êxodo 3:14, mas as TJs não pensam assim, antes raciocinam da seguinte maneira:

1) Ele estava referindo-se apenas à sua idade, nada mais.

2) A frase de Êxodo 3:14 e João 8:58 não tem nenhuma conexão gramatical pela qual possa se apoiar os trinitaristas.Será mesmo?!

Segue abaixo o diálogo que tive com um líder das TJ’s via internet sobre João 8:58.

REFUTAÇÃO

EGO EIMI:

De início, somos obrigados pelo contexto a descartar a interpretação de que Cristo estava apenas referindo-se à sua idade.   Na verdade, toda discussão entre Jesus e os Judeus recaem sobre a pergunta do versículo 53: “… quem  te fazes tu ser ?” “…quem afirmas ser ?” (TNM), em outras palavras QUEM é você ? Então Jesus responde: “antes que Abraão existisse, EU SOU” ( EGO EMI).

Urge por rememorar que todos os criminosos eram e são julgados pelos crimes que cometiam, FIZERAM, praticaram,  e não pelo que eles ERAM, no entanto, Jesus sempre fora perseguido pelo fato de QUEM ele dizia SER   “Respondeu-lhes Jesus: tenho vos mostrado muito obras boas, procedentes de meu Pai; por qual destas obras me apedrejais ?”  –  João 10.32.   Versículo 33: “Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, TE FAZES DEUS A TI MESMO”.

Aquela expressão EU SOU, era bem conhecida dos judeus: em Êxodo 3.14, JEOVA se apresenta a Moisés como o eterno EU SOU “EU SOU O QUE SOU… EU SOU me enviou a vós.  Ainda, Isaías 43.13 diz: “Ainda que houvesse dia, EU SOU…”

Os judeus pois entenderam perfeitamente que Jesus estava se reportando à mesma expressão usada por JEOVA, no seu sentido pleno e absoluto de divindade eterna – Ex. 3.14, pois, como vemos, eles imediatamente quiseram apedreja-lo.

Na Lei Mosaica havia apenas cinco motivos para o apedrejamento:

  1. A) invocação de mortos;
  2. B) blasfêmia;
  3. C) falsos profetas;
  4. D) filhos rebeldes e,
  5. E) adultério.

O único motivo que se enquadra nesse caso e que dava condições legais para o apedrejamento era o item “B”- blasfêmia.   Observe-se que todas as vezes que os judeus acusavam Jesus de blasfêmia está implícito o fato de Jesus dizer-se DEUS, e não deus, ou um deus. MC. 14.61-64; LC 5.21 e JO. 10.33.   Assim, em nenhum lugar das escrituras encontramos alguém sendo acusado de blasfêmia sob pena  de  apedrejamento, só porque afirmou ter mais idade do que a outra pessoa. No mínimo isto seria motivo de risos e jamais apedrejamento.Não, os judeus compreenderam perfeitamente que Jesus queria dizer: “ EU SOU Jeová’’

OBS: Quando Jesus mencionou a existência de Abraão  nas seguintes palavras: “ Antes que Abraão EXISTISSE EU SOU’’ ele usou a palavra  “ GENOMAI ” que no original grego significa uma existência criada ,que teve um inicio,mas quando menciona a sua própria existência , ele usa o verbo EIMI “ EU SOU “ , APONTANDO PARA UMA EXISTENCIA  ETERNA,atemporal,de igualdade com Deus conforme Êxodo 3:14 .

Outrossim ha mais um texto que não deixa duvidas quanto a Jesus ser o “ EU SOU ”ou seja : Jeová.

“ DESDE AGORA VO-LO DIGO,ANTES QUE ACONTECA,PARA QUE, QUANDO

ACONTECER,ACREDITEIS QUE EU SOU  ”  João 13;19

Jesus menciona alguns fatos aos discípulos mesmo antes deles acontecerem para que quando se cumprissem eles crescem que, EGO EIMI (EU SOU).De fato Jeová e o único ser para quem o futuro e o presente Isaias 44:7,8 .

Jesus estava-lhes dizendo certas coisas antecipadamente para que quando ocorressem no futuro eles soubessem que, EU SOU, isto é, que ele é Jeová.

Há, entretanto outro fator importantíssimo nesse episodio que lança mais luz na questão.

Jesus afirmou categoricamente que Abraão “ VIU ’’ o seu dia  v.56 .

Quando isso se deu?

Antes de examinarmos essa incógnita, precisamos entender primeiramente que:

A) Deus (Pai) nunca foi visto por ninguém.

Textos como os que  seguem provam essa verdade: Êxodo 33:20 – João 1:18; 6:46 -I Timóteo 6:16  entre outros.

B) Entretanto a Bíblia diz que Abraão “ VIU ” Jeová.

O texto prova é Gênesis cap. 18.

JEOVA apareceu-lhe posteriormente entre as árvores grandes de Manre. (v.1)

Disse então: JEOVA,se eu tiver agora achado favor aos teus olhos…(v.3)

JEOVA disse então a Abraão…(v.13)

Há alguma coisa (que seja)extraordinária demais para JEOVA? (V.14)

…mas quanto a JEOVA ainda estava parado diante de Abraão.(v.22)

Então, acabando de falar com Abraão,JEOVA seguiu caminho e Abraão retornou ao seu lugar. (v.33)

E bom recordarmos que na passagem de JOAO 8:56,58,Jesus não só estava declarando que ele era “ EU SOU ” (Jeová),MAS TAMBEM QUE TINHA APARECIDO A ABRAAO .

Apesar da TNM querer distorcer estes fatos traduzindo Êxodo 3:14  por “ Mostrarei Ser o Que Eu mostrar Ser  ” assim como João 8:58 por: “ eu tenho sido ’’, não dando nenhum sentido lógico aos dois textos quando comparados ;a edição da TNM com referencias,de 1984,na nota de rodapé em Êxodo 3:14 admite que o hebraico é traduzido em grego como “ EGO EIMI ’’ – EU SOU,e a Tradução Interlinear do Reino das Escrituras Gregas de 1985 na nota de rodapé de João 8:58 confirma deveras este fato.

RECAPITULAÇÃO:

1- Toda discussão girava em torno de quem ERA Jesus  v.53

2- Então Jesus afirma ser o Grande EU SOU

3- Os judeus, pois entenderam que ele se fazia passar por Jeová.

4- Por isso procuraram apedreja-lo sob acusação de blasfêmia

5- Jesus não procurou retratar-se sob o pretexto de que eles o entenderam mal

6- Jesus afirma que Abraão VIU-O

7- Deus (Pai) nunca foi visto por ninguém João 6:46

8- JEOVA (EU SOU) aparece a Abraão  Gen. 18:1

9- Quem era esse Jeová que Abraão VIU  sendo que Deus (Pai) nunca foi visto ?

10- A Bíblia diz que Isaias viu a gloria de JEOVA, mas João diz que aquela gloria que Isaias viu era de Jesus  –  Isaias 6:1 a 10   com    João 12:37 a 41.

RESPOSTA DO LÍDER TJ

O senhor conhece as traduções do 4º século Siríaco – Edição: A translations of the Sinaitic Palimpsest, de Agnes Lewis, Londres, 1984?

Edição Siríaco curetoniano de F. Crawford, 1904?

Peshitta siríaca – James Murdok 1896?

Georgiano de Robert P. Blake e Maurice Brière 1950?

Etiópico de Thomas Pell Platt, Alemanha, 1899?

TODOS estes traduzem este versículo como: “antes de Abraão nascer eu era.” – Portanto, não são só as TJs que traduziram este versículo como Jesus respondendo sobre ter visto Abraão. Ele respondia sobre sua idade sim!”

REFUTAÇÃO

Se qualquer TJ tomasse a iniciativa de estudar os originais, hebraico e grego sem preconceitos e de mente aberta, garanto que todos os salões do reino ficariam vazios dentro de pouco tempo, pois a mentira só permanece enquanto a verdade não chega; e sabemos que a verdade traz libertação.  Mas quando os originais contrariam a posição da STV então se rejeita o que está nos originais e mantém a posição da STV!

Nada está correto, somente o ponto de vista da STV, o que prevalece é a última palavra do Corpo Governante, se ele afirmar que: 2 + 2 = 5  quem poderá desmentir o todo-poderoso “Escravo Fiel e Discreto”? E, diga-se de passagem, que de fiel, não tem nada!

Você me perguntou se eu conheço as traduções siríacas do quarto século. Sim. O bastante para saber que suas pressuposições estão erradas. Entretanto, é preciso explicar que “siríaco” é o nome geralmente dado ao aramaico cristão.O aramaico dos judeus da Palestina e da Babilônia era do tipo Ocidental, e se escrevia nas mesmas letras quadráticas hebraicas que foram empregadas para a Bíblia hebraica. Mas os cristãos de fala aramaica adotaram um alfabeto próprio, bem diferente, com algumas semelhanças superficiais à escrita árabe. Existe algumas palavras nestas línguas que não tem o seu correspondente no vernáculo original (grego e hebraico) e vise-versa. Por isso é erro crasso catalogar menos que meia dúzia de sub traduções para dar apoio a TNM sendo que existe dezena de antigas traduções do Novo Testamento que trazem literalmente a expressão “Eu Sou”, nesse caso a TNM estaria com 1% a favor e 99% contra.

Como o senhor deve entender bem de versões, não ignora que:

a) Taciano um cristão assírio, cerca do ano 170, fez o “Diatessaron”, uma compilação em grego dos quatro evangelhos e que continha o “Ego Eimi” literalmente “Eu Sou” e esta versão foi por muitos séculos a versão autorizada dos cristãos siríacos após ter sido revertida para o dialeto siríaco, vindo mais tarde a ser suplantada pela “Pechita” que significa “simples”. Portanto os cristãos de fala siríaca entendiam muito bem o que Cristo queria dizer quando afirmou que Ele era o “Ego Eimi”.

b) O senhor não deve ignorar também, que paralelamente a esta versão, existiram também outras versões (siríacas) tão ou mais importantes do que estas citadas por você; são elas:

1- Filoxênia preparada por Policarpo para o bispo Filoxeno em 508 A . D.

2- Arcleiana feita em 616 A.D por Thomas Harkel.

E trazem todas não “eu era”, mas “eu sou”.

Fora às versões siríacas, existem ainda as:

Etiópica

Eslavônica

Armênia

Copta

Árabe

Versão Velha Latina

Anglo-Saxônico

Gótica

Sogdiano

Medo-Persa

Frâncico

Núbia, e outras menos importantes, sem falar nas inúmeras traduções feitas a partir delas e que por sinal não concorda com a TNM.

O senhor percebeu que a tradução siríaca traz a expressão “Eu Era” e não “eu tenho sido” como está na TNM?

A conjugação “era” do verbo “ser” no original grego é o imperfeito do verbo “Eimi” que  expressa uma existência contínua e intemporal e é a mesma palavra que é usada em João 1:1, No princípio era”. Somente se referindo ao Deus verdadeiro é que se pode usar esse verbo.

Sendo assim, nem mesmo estas recentes versões apontadas acima, daria amparo para a TNM. Esse artifício de catalogar esporadicamente algumas traduções existentes é de praxe na Organização, lembre-se que ela fez a mesma coisa com respeito a João 1:1, ou seja, das mais de 2.000 línguas e dialetos em que a Bíblia está atualmente traduzida, a STV conseguiu catalogar apenas nove (9) traduções que estão de acordo com sua crença de que o verbo era “um deus”.Mesmo destas nove traduções (que não estão de acordo com o texto original grego), duas são da própria STV, são elas:

Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas” e “The Emphatic Diaglott” de Benjamin Wilson que era Cristadelfiano membro de uma falsa seita; outras são de Unitaristas e teólogos liberais que também tem como doutrina negar a divindade de Cristo e também até mesmo a autenticidade das escrituras; isto o Corpo Governante não revela aos seus adeptos, pois complicaria e muito os malabarismos teológicos da STV.

Caro amigo! Todas as traduções SÉRIAS da Bíblia levam como padrão o texto original dos manuscritos do Novo Testamento, ou seja: o grego, e não sub traduções de outras línguas que nem ao menos sequer são fiéis ao texto original. Isto é típico da STV, justificar os seus erros com uma coletânea de outros erros, e sabemos que um abismo chama outro abismo Salmo 42:7.

Os principais eruditos do mundo nas línguas originais sabem as manobras teológicas da TNM, e por isso não a recomenda; Quando uma palavra do texto original não se enquadra nas aberrações doutrinárias da STV ela imediatamente abandona os originais e sai à procura de outras traduções que dão apoio à sua crença, eis alguns exemplos:

EM QUE SE BASEIA A TRADUÇÃO DO NOVO MUNDO?

A STV responde a esta pergunta nestes termos:

“Usou-se como base para a tradução das escrituras hebraicas o texto da bíblia hebraica, de Rudolf Kittel… teve o benefício da atualização, em harmonia com a Bíblia Hebraica Stuttgartensia de 1977… os rolos do mar morto, e numerosas traduções antigas em outras línguas foram consultados. Para as escrituras Gregas Cristãs, usou-se primariamente o texto grego mestre de 1881, preparado por Westcott e Hort..outros textos mestres foram consultados…numerosas versões antigas em outros idiomas”. (Raciocínios à Base das Escrituras página 394)

Essa afirmação não é verdadeira, pois o tetragrama não aparece em Westcott e Hort e em nenhum manuscrito grego do Novo Testamento. Ela também rejeitou a Bíblia Hebraica Stuttgartensia que ao invés de Jeová aparece o nome Adonay como também os rolos do mar morto. Para o Novo Testamento até mesmo o The Emphatic Diaglott não traz o tetragrama. Ela foi arrancá-los de outros lugares, mas não dos textos padrões que afirma ter servido de base para fazer a tradução.

QUEM SÃO OS TRADUTORES DA TNM?

Veja as afirmações nesta mesma obra citada:

… ela pediu que seus membros permanecessem no anonimato”.E mais “Não usamos o nome de nenhum erudito para referência ou recomendações…”.

Uma pergunta que precisa ser feita é: porque esse anonimato?  Será porque a comissão a qual traduziu a TNM não tinham conhecimentos para tal tarefa?

Mais adiante o autor do livro se entrega e diz: “Visto que os tradutores preferiram ficar no anonimato, a pergunta não pode ser respondida aqui em termos de formatura cultural deles” (ibidem).

O que o livro não quer revelar explicitamente é que NINGUÉM entre a comissão que traduziu a TNM sabia as línguas originais e, portanto não poderiam fazer tal tradução; e mais que isso, a STV não revela que Russell foi processado em 1912 após ter movido um processo contra um pastor batista por este ter publicado em um panfleto, que Russel ignorava o grego. No tribunal o reverendo foi absolvido ficando provado que Russell desconhecia completamente o original grego, pois a última pergunta feita pelo advogado do pastor foi: P: O senhor conhece a língua grega? R: NÃO. Não podemos nos esquecer de que Russell foi quem publicou os seis volumes de que fala o prefácio da TNM edição de 1961(capa verde) da qual ela surgiu.Um outro que foi processado por não saber os originais era nada mais nada menos que o quarto presidente da STV, “Frederic W Franz” pois não soube traduzir Gênesis 2:4 perante o tribunal sendo que no começo do interrogatório ele afirmara ser conhecedor do hebraico. O processo se deu no dia 24/11/1954 numa quarta feira.O Sr.William Cetnar, ex-TJ e que trabalhou na sede mundial em Nova Iorque, como assistente do Corpo Governante, confirma que Franz foi um dos membros da comissão que traduziu a TNM, isto é confirmado também pelo sobrinho de Franz: Raymond Franz que foi membro do Corpo Governante durante nove (9) anos e pediu para ser desassociado após descobrir as trapaças e malogros do Corpo Governante vindo a se converter a Jesus Cristo mais tarde; mas tudo isso é abafado pela STV para que seus seis milhões de adeptos não venha conhecer a verdade.

O pior de tudo é que a STV quer passar uma imagem de erudição que a TNM não possui.Veja a versão em português, que ao invés de ser traduzida diretamente dos originais como são as demais versões, foi traduzida diretamente do inglês.Que horror!!

Esta é, pois a tradução das Tjs, com “consultas constantes nos originais” como ela mesma se ufana.O tempo não nos permite expor neste e-mail, todos os erros e aberrações que possui a TNM, da qual tanto as TJ se orgulham.É uma tradução de fundo de quintal, é na verdade uma (per) versão.                              Antes de retornarmos a questão das versões siríacas, devo avisá-lo que em pesquisas realizadas tomei o parecer de um amigo que possui a “Pechita” siríaca (adquirida em Jerusalém-Israel) que é bacharel em língua e literatura hebraica pela FFLCH , mestre em hebraico pela Universidade de São Paulo , professor de línguas hebraico/grega e licenciado em letras orientais;e foi por isso que demorei responde-lo pois queria dar uma resposta robusta ao senhor, no tocante a este tema, para que também possa pesquisar por conta própria e se ver livre de uma vez por todas das algemas da Organização. Aqui senhor Walter,temos um compromisso com a verdade!

Portanto como ficou demonstrada, a versão siríacas não são bases para a TNM, pelos vários motivos expostos acima.

RESPOSTAS DO TJ

“Com respeito a Abraão ter visto o dia de Cristo, é interessante que ele viu sim! Aquele sacrifício que ele iria oferecer de seu próprio filho não prefigurou nada?”

REFUTAÇÃO

Acho muito bonita essa comparação que o senhor fez, mas infelizmente não procede, pelos seguintes motivos:

1) – Em nenhum lugar das escrituras neotestamentária nós encontramos a analogia exposta acima, nenhum apóstolo a citou em suas epístolas, nem os evangelistas, ninguém.Ela carece de base escriturística bíblica.

2) – A única vez que o NT descreve o sacrifício de Isaque é em Hebreus 11:17 e mesmo ali o escritor não faz nenhuma comparação entre Jesus e Isaque sendo sacrificado, se existe um livro em que deveria registrar essa suposta prefiguração, seria justamente este, o livro de Hebreus, que por sinal é o livro magno das pré-figurações; mas não o fez simplesmente porque “o dia visto”, não tem nada que ver com o sacrifício de Isaque.

3) – Não podemos deixar passar despercebido a palavra “ver” no original grego, “eidon” que é a mesma palavra usada no versículo logo abaixo.

“E passando Jesus”, VIU “(eidon) um homem cego de nascença”.(João 9:1)

Certamente Jesus não estava prefigurando ou apenas vendo de forma espiritual àquele homem, mas Ele o “VIU” no sentido mais literal da palavra. Este é o sentido de “ver” no versículo 56 do cap. 8.

Portanto este argumento não cabe como resposta.

RESPOSTA DO TJ

“Em II Timóteo 6:16, faz-se uma referência à Cristo Jesus. Quando Paulo escreveu esta carta Jesus já tinha vindo, visto pelos homens e etc. Mas note o que Paulo falou. Este é para o argumento de que Deus nunca foi visto por ninguém. Se Jesus era o mesmo Jeová, quem foi que as pessoas viram? Também será que o “caráter teológico” não percebe que quando anjos apareceram a Abraão e chegaram até a comer, Abraão chamava falava com estes anjos como se estivesse falando com Jeová? Leia Gênesis 18:1-5,13,16.”

REFUTAÇÃO

Creio que o senhor realmente não entendeu o que eu quis dizer naquele estudo. Não consegue entender o que crêem os trinitaristas, nem tampouco o que ensina as Escrituras.

O nome Jeová semelhantemente a Deus, também é uma polissemia, é aplicado tanto ao Pai quanto ao Filho.Tudo o que é aplicado ao Pai como Jeová é aplicado ao Filho como Jeová. Algumas comparações seriam úteis aqui.

Jeová é “Eu Sou”  Êxodo 3:14………………………………………. Jesus é “Eu Sou” João 8:58

Jeová é a rocha     Isaías 44:8………………………………………… Jesus é a Rocha   I Coríntios 10:4

Jeová é o Senhor  Isaías 45:5,6……………………………………… Jesus é o Senhor Filipenses 2:11

Jeová é a paz        Juízes 6:24……………………………………….. Jesus é nossa paz Efésios 2:14

Jeová é o Pastor   Salmos 23:1………………………………………. Jesus é o Pastor João 10:11 Hebreus 13:20

Jeová; Senhor dos senhores Deut.10:17………………………….. Jesus é o Senhor dos senhores Apoc 17:14

Jeová é o único Salvador Isaías 43:11…………………………….. Jesus é o único Salvador Atos 4:12

Jeová é o Primeiro e o Último Isaías 44:6………………………… Jesus é o Primeiro e o Último Apoc. 1:17

Devemos lembrar que Isaías viu a glória de Jeová, mas o apóstolo João diz que a glória que Isaías viu era de Jesus Isaías 6:3,4 com João 12:37 a 41 ,também não podemos esquecer que Jeová falou no plural: “… quem irá por nós?”.

Subentende-se mais de uma pessoa, por essa razão os Serafins proclamaram Jeová exatamente três vezes Santo. E para confirmar tudo isto Lucas, o evangelista, afirma que o Espírito Santo falou ao profeta Isaías Atos 28:25,27 mas consultando o livro do profeta, descobrimos que quem falou exatamente essas palavras é chamado de Jeová Isaías 6:9. Então concluímos que os três são chamados de Jeová como também os três são chamados de Deus no entanto só há um Jeová e um só Deus, é a trindade na unidade e a unidade na trindade Isaías 45:5,8. as Pessoas são três, mas a Divindade é Uma só.

Senhor Walter tem que acreditar no que está escrito na Bíblia e também como está escrito, se João afirma que Deus não foi visto por ninguém, é porque não foi visto mesmo! Caso contrário, estaríamos numa tremenda confusão.Quando Ela diz “sim”realmente quer dizer sim, e quando diz “não”realmente quer dizer não (Mateus 5:37). Nenhum homem jamais viu a Deus…”.(TNM)

“Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o fez conhecer”.

Analisando o referido versículo, constatamos que ele fala de duas pessoas, de Deus o Pai, e de seu Filho Jesus Cristo que na TNM é chamado de “deus unigênito”. O que fica claro e tão claro como o sol do meio dia, é que Deus o Pai é o que não foi visto, somente Deus o Pai!…

Todas as “Theofanias” (manifestações de Deus) no AT eram manifestações (visíveis) de Cristo.Vejamos:

No AT ele se apresenta como um anjo “O Anjo de Jeová” não que Ele seja um anjo criado, mas sua theofania é percebida como se fosse um anjo. Este “anjo” é diferente dos demais por vários motivos:

1) Ele fala na primeira pessoa

2) As pessoas após verem-no, diz ter visto o próprio Jeová Deus Gênesis 18:1 – 32:24 a 30; Êxodo 3:2 a 4:17 especialmente 3:6 /Juízes 13:3,6,13 a 23 especialmente o verso 22

3) Este anjo é onipresente, atributo que só a Deus pertence, Salmo 34:7. “Ele acampa-se ao redor dos que o temem”, todos que temem a Deus tem a proteção deste anjo, então se estiver uma multidão diversificada temente a Deus Ele está com cada um; é idêntica à promessa feita por  Jesus em Mateus 28:20

MALAQUIAS 3:1

“Eis que envio o meu mensageiro e ele terá de desobstruir o caminho diante de mim. E repentinamente virá ao seu templo o [verdadeiro] Senhor, a quem vós procurais, e o mensageiro do pacto, a quem vos agradais”.(TNM)

Neste versículo fica bem claro que Jeová é aquele que virá, e, por conseguinte terá um mensageiro para preparar seu caminho, mas todos sabemos que quem veio foi Jesus e não o Pai, pois Ele é aquele Jeová que viria e teria um mensageiro para desobstruir seu caminho.Vejamos então: “Mas, quanto a ti menino, serás chamado profeta do Altíssimo,pois irás de antemão na frente de Jeová para aprontar os seus caminhos”.(Lucas 1:76 TNM)

Jesus certa feita falando de João Batista disse: “Este é aquele a respeito de quem se escreveu: ‘Eis que eu envio o meu mensageiro diante da tua face,o qual preparará o teu caminho adiante de ti!’.”(Lucas 7:27 TNM)

E João Batista conclui afirmando que viria diante da face de Jesus,

“Vós mesmos me dais testemunho de que eu disse: Eu não sou o Cristo, mas, fui enviado na frente deste.(João 3:28)

Portanto o Jeová que viria era o próprio [verdadeiro]Senhor Jesus Cristo,Ele é Jeová. Contudo elas especulam dizendo:

” Isaías predisse a preparação do caminho diante de Jeová. (Isaías 40:3) Contudo, os Evangelhos aplicam essa profecia ao que João Batista fez em preparação para o caminho de Jesus Cristo. Os inspirados escritores das Escrituras Gregas Cristãs fizeram essa aplicação porque Jesus representava seu Pai e veio em nome de seu Pai.” (sublinhado nossoProfecias de Isaías pág. 400 ; rodapé).

Onde alguém já leu que as passagens que falam de Jeová,  foram aplicadas a Jesus simplesmente por que ele representava seu Pai? Em lugar nenhum. Está mais que claro que esta interpretação é de patente exclusiva da STV, e é uma tentativa de separar Jesus de Jeová, é uma distorção dos fatos!

Em Isaías 45:23 está escrito que todo joelho se dobrará diante de Jeová e toda a língua jurará, mas Paulo afirma que é pra Jesus que todo joelho há de se dobrar Filipenses 2:10 ,então é mais do que óbvio, que àquele Jeová, que toda língua confessará, é Jesus.

Quando o senhor me citou I Timóteo 6:15,16 como refutação,fiquei realmente surpreso (sempre interpretei-o  como se referindo a Deus Pai) pois este versículo apresenta “JESUS”(?) de modo a não deixar dúvidas de que Ele é Deus.Veja o senhor que Ele é chamado de:

  1. a) O ÚNICO que possui imortalidade (athanasia)
  2. b) Senhor Poderoso
  3. c) Rei dos reis e Senhor dos senhores
  4. d) habita em luz inacessível

e)quem ninguém nunca viu  nem pode ver

  1. F) Digno de

Muito bem, só que este não é o único versículo que fala de “Cristo”(?) assim, veja o que diz outra passagem do mesmo livro:

“ Ora,ao Rei deternidade,incorruptível(athanasia)invisível,[o]ÚNICO DEUS, seja honra e glória para todo o sempre”.(I Timóteo 1:17 TNM)

Para sermos coerente senhor Walter, temos que também chamá-lo de [o] “único Deus”e não “um deus”,pois o apóstolo Paulo não faz nada mais do que repeti-lo em 6:15,16;veja que os atributos empregados são os mesmos em ambos os versículos.

COMO SE ESTIVESSE FALANDO COM JEOVÁ ?

Fiquei estupefato quando li este seu argumento, cá entre nós,o senhor leu realmente todo o texto? Se não, procure fazer uma leitura/estudo, mais profunda do assunto. A Bíblia é bem clara ao afirmar que Abraão falou com Jeová realmente. O que o senhor deu a entender é que Abraão falou com os anjos, mas não falando com os anjos.Que confusão!

“Jeová apareceu-lhe posteriormente…”(v.1) O texto é claríssimo “APARECEU-LHE”

“…mas quanto a Jeová,ainda estava parado diante de Abraão. Abraão aproximou-se então…”.(v.22,23). Perceba que neste instante apenas dois dos homens desce, mas o terceiro fica diante de Abraão e ele o chama de Jeová mais de dez vezes!

“Então acabando de falar com Abraão, Jeová seguiu caminho e Abraão retornou ao seu lugar”.(v.33) Tudo indica que Jeová andou no chão (seguiu caminho) somente um daqueles homens foi quem ficou com Abraão e depois seguiu caminho.

Novamente pergunto: Se Deus Pai nunca foi visto por ninguém (João 6:46), quem foi o Jeová que Abraão viu? Só há uma resposta coerente: JESUS.

Para finalizar, temos o testemunho de duas fontes judaica, o “ Midrash Tehillim ”comentário sobre os Salmos, escrito entre 200 a 500 A.D,diz o seguinte sobre o Salmo 21:1: “ Deus chama o Rei Messias pelo seu próprio nome. E qual é o seu nome? Resposta: JEOVÁ é um homem de guerra” (Exodo 15:3).

“Echa Rabbathi” 200 a 500 A.D.(Grande Comentário sobre o Pentateuco e Cinco Rolos),em comentário sobre Proverbios 30:4 diz: “ Qual é o nome do Messias? O rabino aba ben Cahana (200-300 A.D)disse: JEOVA é o seu nome, e isso se prova com a afirmação ‘este será’o seu nome”’(Isaias 9:6)

RESPOSTA DO TJ

“ Sua citacao de Exodo 3:14 comparando-a com joão 8:58 é  interessante. Em Êxodo Deus citou

(‘eh.yeh.’Assher ‘Eh.yeh) como uma pessoa entendida no assunto percebe que (Eh.yeh) está no imperfeito, na primeira pessoa do singular significando “ virei a ser ”. Esta referencia não é a auto existência de Deus ,mas ao que pretende tornar-se para com outros. Não se pode compara-las `as palavras de João 8:58.Também é bom lembrar que uma expressão idêntica `a que vocês querem usar foi usada por um homem. Leia 1 Crônicas 21:17.(expressão equivalente ao ego-in-mi) Leia por favor e compare com os originais!”

REFUTAÇÃO:

Não sei de onde o Senhor tirou esta explicação, mas ela está, além de incompleta, totalmente sem base bíblica, equivoca. Realmente o nome “Yahweh” vem do verbo hebraico (hayah) que significa “ser, estar, existir, tornar-se e acontecer”.Esse verbo aparece ligado a esse nome em Êxodo 3:14: “ EU SOU O QUE SOU ”,que no texto hebraico encontramos : (Ehyeh Asher Ehyeh),que está no imperfeito, e no binyan hiph’il,uma das sete construções do verbo hebraico, e tem força causativa, por isso revela uma existência contínua.

O significado desse verbo, em Êxodo 3:14, é que Deus é o que tem existência própria, existe por si mesmo. É o imutável, o que causa todas as coisas, é auto-existente, aquele que é, que era e o que há de vir, o Eterno (Gn. 21:33 – Sl 90:1,2 – Ml 3:6),e até hoje os judeus preferem chamá-lo de “O Eterno” como se encontra na Bíblia na Linguagem de Hoje. Moisés pergunta a Deus qual era o seu nome, e Ele então responde: “EU SOU”.O contraste é nítido, enquanto Moisés afirma que não é nada (Êxodo 3:11) Deus o encoraja dizendo que é aquele que sempre estará com ele por toda a eternidade de geração após geração (v.15) o grande “EU SOU” o “Eterno”.

Portanto este nome revela que Deus é aquele que sempre será, ou seja, o Eterno, indicando sua auto-existência.Tanto é que a Septuaginta traduz Êxodo  3:14 por “ Eu sou aquele que é “ (ego eimi ho on) ,este detalhe é de suma importância no contexto de nosso assunto, pois foi esta tradução que Jesus citou para os judeus que por sua vez estavam familiarizados com ela, assim como os leitores do evangelho de João.

EGO EIMI

“eipen autois Iesous, Amen amen lego hymin, prin Abraam genesthai ego eimi.”

Esta é a frase que está no original grego. Principiando com um duplo amem Jesus deixa bem claro que Ele se identifica com o “EU SOU” de Êxodo 3:14.

“EU SOU” no texto grego aqui é (como o senhor pode conferir), “Ego Eimi” e não permiti em hipótese alguma a tradução “eu tenho sido”, a própria ordem sequencial da expressão já revela a farsa da STV ego=eu (e não “tenho” como principia na TNM) eimi=sou (e não sido).Essa tradução da TNM é uma violação inescrupulosa da gramática, da etimológica e uma distorção do que a Bíblia ensina. O verbo grego eimi “sou”, no infinitivo einai “ser”, é defectivo (inconjugável) e não tem perfeito e nem aoristo. Esses “tempos” verbais (aspectos verbais) vem suprimidos pelo perfeito e aoristo do verbo ginomai e se a expressão “ eu tenho sido “ fosse autentica aqui, nessa passagem o verbo seria GEGONA e não eimi. Além do mais, o verbo “ser” está desprovido de tempo, não encerrando, portanto a idéia de tempo, aliás, este verbo não pode ser conjugado em hipótese alguma no passado, mas somente no presente.Com isso, Jesus está dizendo que é eterno. A idéia de tempo aqui, nessa passagem, recai sobre a palavra prin “antes”, e o acentuado contraste entre os verbos gregos “existisse” ginomai e “sou” eimi mostra que mesmo antes de Abraão existir Jesus já existia eternamente.Com isso, Jesus se identificou com o grande “Eu Sou”, e os judeus o entenderam perfeitamente, pois pegaram em pedras para lhe atirar.

A expressão “ ego eimi” aparecem a toda parte no evangelho de João, e sempre (ao serem faladas por Jesus) com a maior relevância, sendo sempre traduzidas (até mesmo na TNM) por “Eu Sou” (João 4:26 ;6:35,48,51 ; 8:12,24,28,58 ; 10:7,11,14 ; 11:25 ; 14:6 ; 15:1,5 ; 18:5,6,8).

Senhor Walter, tente trocar “eu sou” por “eu tenho sido” e verás que não apresenta nenhum sentido.Um exemplo apenas:

“Eu tenho sido a porta” ou “A quem procurais? Responderam-lhe: A Jesus, o Nazareno” Disse-lhes ele: “eu tenho sido” (João 10:7 ; 18:5,6 TNM). Percebe? Não há sentido algum traduzir todos esses versículos onde aparece ego eimi por “eu tenho sido”, não há conexão! Agora uma pergunta que não podemos deixar de fazer: Porque será que a STV traduziu corretamente todos esses versículos onde aparecem ego eimi por “eu sou” e somente em João 8:58 por “eu tenho sido” se no original grego é a mesma palavra ou seja “EGO EIMI”?

Só há uma explicação válida: A STV entendeu perfeitamente que Jesus estava se identificando, ali em João 8:58, como Jeová o grande “EU SOU” e por isso traduziu apenas aquele versículo como “eu tenho sido” e os outros traduziu corretamente como “eu sou” para despistar as suas vitimas de chegarem ao conhecimento da verdade de que Jesus é o grande “EU SOU” do AT. Como já afirmei anteriormente, quando as pressuposições e crenças da STV colidem com os originais, ela usa de artifícios inescrupulosos, mente, trapaceai e sae a procura de outras sub traduções igualmente erradas para dar fundamento ao seu próprio erro. É, parece que para a STV, “ os fins justificam os meios” ( Maquiavel)!!

Imperioso rememorar: Satanás sempre procurou ofuscar a gloria de Cristo, o faz também por intermédio de seitas tal qual a das Testemunhas de Jeová.

Esses ditos com “Eu Sou” obviamente existem em mútuo relacionamento deliberado, e essa conexão seria perdida se ego eimi em João 8:58 for traduzido por “eu tenho sido”.Portanto, a tradução “Eu Sou” que se acha na maioria das versões é correta, e não as formas do tempo passado dos verbos que aparecem em algumas versões (erradas propositadamente como a TNM).

Há outro fator importante que devemos ressaltar, é que a TNM, perde a conexão entre João 8:58 e as declarações de Jeová, na forma de “Eu Sou” no livro de Isaías. A maioria dos estudiosos da Bíblia, que têm escrito exaustivamente sobre este assunto, concorda entre si que essa declaração – “EU SOU” em Isaías é ainda mais relevante para João 8:58 do que as palavras de Deus em Êxodo 3:14. A TNM traduz essas declarações como “Eu Sou o mesmo”, que esconde ainda mais o paralelo. Em hebraico literalmente é “Eu Sou ele” e na Septuaginta foram traduzidas por ego eimi (Isaias 41:4 ; 43:10 ; 46:4 ; 45:18 ; 52:6)

A alegação de que Jesus estava se reportando apenas sobre sua idade não procede, não se encaixa no contexto. É verdade que os judeus ressaltaram que Ele ainda não tinha cinqüenta anos. Não se tratava, porém, de uma pergunta a respeito de sua idade, pois nenhum ser humano do século 1 teria a mínima possibilidade de ter vivido nos dias de Abraão. A questão realmente em debate em todo o capitulo oito é a identidade de Jesus (João 8:12,19,24,25,28,53). A pergunta então tratava-se realmente de quem Jesus pensava ser, sendo Ele mero homem (na concepção de seus algozes) para alegar que tinha visto Abraão. Nesse contexto, Jesus não declara meramente ser Ele mais velho que Abraão. A mesma coisa poderia ter sido reivindicada por qualquer um dos anjos, bons ou maus. Podemos realmente acreditar que, por exemplo, Gabriel ou até mesmo Satanás poderia ter dito: “Antes que Abraão existisse – EU SOU?”. Não. A verdade é que essa reivindicação era uma prova de ser Ele Eterno, sem começo, por contraste com Abraão, que teve um começo. Harmoniza-se com a linguagem que foi empregada, e que contrasta veio a existir com “SOU”.Esse mesmo contraste que emprega até mesmo as palavras idênticas, acha-se na tradução na Septuaginta do Salmo 90:2,que diz a Jeová:

“Antes de os montes serem levados a existência… de eternidade a eternidade Tu és Deus”.

Posto que as TJ reconhecem que no Salmo 90:2 a linguagem indica que Jeová é eterno, assim também devem reconhecer que a linguagem de Jesus em João 8:58 indica a mesma coisa a respeito dele mesmo. Ali a existência dos montes (a existência) contrasta com a de Jeová (Tu és) deixando claro que eles (os montes) tiveram um inicio, mas Jeová, não.

Novamente devo lembrar-lhe que se Jesus estivesse apenas declarando que era mais velho que Abraão, no mínimo o que eles poderiam fazer era rir e escarnecê-lo, mas eles entenderam muito bem, que Ele estava reivindicando ser o “EU SOU” ou seja, Jeová. Caso contrário, não haveria necessidade deles terem pegado em pedras para apedreja-lo, acusando-o de blasfêmia. Para mais detalhes – leia atentamente este mesmo estudo no meu ultimo e-mail.

Agora quanto a 1 Cronicas 21:17, onde Davi supostamente usou (segundo o senhor!) a mesma expressão ego eimi, creio que o amigo não foi muito feliz em citar justamente esse texto pelos seguintes fatos:

1) A construção da estrutura da sentença não é a mesma.Observe que o verbo “ser” (sou) não faz parte do original, se o senhor tiver (acredito que a tenha) a bíblia edição revista e corrigida de João Ferreira de Almeida perceberá que “sou” está em itálico, indicando que não faz parte do original, mas está apenas como complemento.

Prova disso é que a TNM traduziu por “fui”, mas existem outras expressões que trazem “eu sou” na boca de outras pessoas como em Êxodo 3:11.

2) O senhor não levou em consideração o contexto bíblico em geral. Pois bem, onde está a falácia de todo este argumento? Está em comparar apenas uma expressão de um homem normal com a de Jeová, o que não se dá com Jesus (obs: Sabia que em Israel os judeus não pronunciam esta expressão “eu sou?” Porque eles acreditam que esta frase é exclusivamente de Jeová. Ao invés de falarem “eu sou um homem bom” eles apenas dizem: “eu um homem bom”, excluindo o “eu sou” da frase).Vejamos como seu  argumento se mostra fraudulento:

Será que Davi, Moisés ou qualquer ser humano, poderia dizer estas mesmas frases abaixo?

“Eu (Davi) e o Pai somos um?”.

“Tudo o que o Pai faz eu (Davi) o faço igualmente?”

“Quem não honra a mim (Davi) não honra o Pai?” 

“Eu (Davi) sou o caminho a verdade e a vida?”.

O senhor já leu uma frase mais ou menos parecida com esta a respeito de Davi, Moisés ou qualquer personagem bíblico?

 “Senhor meu, e Deus meu”

“No principio era Davi e Davi estava com Deus e Davi era Deus”

“E todos os anjos de Deus o adorem (Davi)”

Não é meramente a palavra “eu sou” que identificaram Jesus com Jeová em João 8:58, mas todo o contexto a respeito de quem era Jesus, suas palavras e seus atos o denunciavam, Ele reivindicava Deidade o tempo todo, logicamente que Ele não usou toda uma terminologia pedagógica formal dizendo: Ei pessoal, eu sou Deus mesmo e fim de papo! Não, pois simplesmente seus atos falavam mais alto do que uma multidão de palavras.

Lembremos que só existe um que pode perdoar pecados, e este, é Deus. Jesus, no entanto perdoou pecado.Talvez o senhor esteja pensando: “Espera um pouco ai! Eu também posso perdoar pecados e nem por isso sou Deus!” Parece lógico! Mas…

Eu só posso perdoar pecados que foram cometidos contra a minha pessoa, mas de modo algum posso perdoar pecados que foram cometidos contra o próprio Deus, isto cabe exclusivamente a Ele. Mas como veremos Jesus perdoou os pecados cometidos contra Deus, prova evidente de que Ele é Deus.

“Por que fala esse homem dessa maneira? Ele está blasfemando. Quem pode perdoar pecados se não um só, Deus?” (Marcos 2:6,7 TNM)

Note que em João 8:57,58 os Judeus  pegaram em pedras somente apos ouvirem a expressão “ Eu Sou” dos lábios de Cristo, antes não. Se Jesus tivesse balbuciado a esmo essa expressão, não teria havido tentativa de apedrejamento com acusação de blasfêmia, pois seria algo sem sentido.Observe, porém que Jesus havia dito que vira Abraão, que Deus era seu Pai de modo exclusivo, que Ele tinha domínio sobre a morte, e finalmente culminou-se com a expressão – “Eu Sou”, resposta para a indagação de sua identidade (v.53), essa foi à gota d’água para seus inimigos. Eles, pois entenderam perfeitamente onde Cristo queria chegar com aquela expressão.

Pois bem, senhor Walter o seu argumento acima não prevalece, pois como vimos qualquer um poderia dizer “eu sou” em determinada situação, mas nem por isso poderia identificar-se com Jeová, somente Jesus o pode fazer, pois Ele tinha os atributos de Deus e certamente era Deus.Todas as palavras que Ele proferiu eram palavras que só o próprio Deus poderia ter falado, somente Deus poderia ter feito o que Ele fez, então apos tudo isso Ele reivindica para si mesmo o titulo que só caberia a Deus, ou seja “Ego Eimi” – o grande Eu Sou. (até aqui o debate)

“EU E O PAI SOMOS UM”

ARGUMENTOS

” Jesus quis dizer que ele era um com seu Pai em mentalidade e em objetivo.” Citam João 17:21,22 e perguntam: “Orava Jesus para que todos os seus discípulos se tornassem uma só pessoa?”

( A Sentinela 01/06/1988 pág.16)

COMO REFUTAR

“Eu o Pai somos um” (João 10:30). A objeção comum à frase “Eu e o Pai somos um” é a de que isso não significa que Jesus tenha a mesma natureza que o Pai, que ambos sejam de fato um, mas que Jesus apenas frisava sua unidade de propósito e pensamento com o Pai. A base bíblica apresentada é a de João 17:11, 21, 22, onde Jesus em oração pede que todos os seus discípulos sejam um, assim como ele e o Pai são um. Argumentam que isso não significa que os discípulos serão a mesma pessoa ou que possuirão a natureza divina. Mais uma fez enfatizamos que a idéia de serem os dois, Pai e Filho, a mesma pessoa, jamais estará em questão. Quanto à idéia de unidade de propósito e pensamento, dizemos que esta está presente em ambas as passagens. Todavia, segundo o contexto de João 10:30, há muito mais incluído do que simplesmente “unidade de propósito e pensamento”. Raciocinemos!…

— Nesse capítulo, Jesus fala diversas vezes de suas ovelhas. No versículo 28 ele diz que dá a essas ovelhas a “vida eterna” e que elas jamais seriam destruídas (ou pereceriam). Pergunta-se: Poderia uma criatura, por mais importante que fosse , conceder a outras criaturas a vida eterna e a indestrutibilidade? Não é somente Deus, o Eterno, a fonte da vida? (Salmo 36:9; Atos 17:27, 28). Contudo, Jesus disse de si mesmo: “Eu sou a ressurreição e a vida” (João 11:25). Disse mais: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6). Seria pedantismo demais para um arcanjo, uma criatura, mesmo que fosse “o segundo maior personagem do universo”, afirmar tudo isso; porém, não o seria para aquele que, junto com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Portanto, pelos versículos precedentes a João 10:30, fica claro que, se o Pai e o Filho são fontes da vida, então Jesus foi além da “unidade de propósito e pensamento” ao dizer “Eu e o Pai somos um”. Vale a pena lembrar que, por mais que nos esforcemos, jamais conseguiremos ser a ressurreição, a verdade e a vida. Assim, devemos nos contentar com nossa “unidade de propósito e pensamento” para com Deus. Já Jesus Cristo, além do que temos (e num grau mais elevado e incomparável), também possui “toda a plenitude da Divindade” (Colossenses 2:9).

— Diante da frase “Eu e o Pai somos um”, a reação dos judeus foi imediata: acusaram a Jesus de blasfêmia, pois, sendo homem, fazia-se Deus a si mesmo (João 10:33). Eles entenderam exatamente o que Jesus queria dizer com aquele “um”. Não faria sentido acusá-lo de blasfêmia pelo simples fato de expressar com a palavra “um” uma “unidade de propósito e pensamento”. Na Tradução do Novo Mundo, João 10:33 é vertido assim: “Nós te apedrejamos, não por uma obra excelente, mas por blasfêmia, sim, porque tu, embora sejas um homem, te fazes um deus”. A frase mal traduzida “te fazes um deus” tenta suavizar a força das palavras de Jesus, que evidentemente igualou-se ao Pai. Ademais, a acusação de blasfêmia só faria sentido para os judeus se Jesus se fizesse igual a Deus, o Pai, e não a “um deus”, termo mais do que genérico nessa péssima tradução. É importante ressaltar que numa outra ocasião Jesus falou aos judeus dizendo: “Meu Pai tem estado trabalhando até agora e eu estou trabalhando” (João 5:17 – TNM). Diante disso, alguns dos judeus queriam matá-lo, e uma das razões apresentadas foi a de que ele chamava Deus de Pai, “fazendo-se igual a Deus” (João 5:18 – TNM). Percebe-se, portanto, que em ambas as passagens (João 10:29-33 e 5:17, 18) as declarações de Jesus sempre são entendidas como afirmações de igualdade com o Pai, ou seja, ele afirma fazer aquilo do qual somente o Ser Supremo é capaz (compare com Marcos 2:5-11). Assim, se Jesus não fosse tudo aquilo que afirmou ser, direta ou indiretamente, não passaria de um impostor, mentiroso e megalomaníaco.

SENHOR MEU E DEUS MEU!” (JOÃO 20:28)

ARGUMENTOS

“…não há objeção a Tomé referir-se a Jesus como um deus. Isto estaria em harmonia com o fato de que Jesus, em sua existência pré-humana, certamente era um deus, isto é, uma pessoa poderosa, divina…Tomé dizia que Jesus era um deus para ele, um divino, um poderoso. Mas, não dizia que Jesus era Jeová, motivo pelo qual Tomé disse “meu” Deus e não “o” Deus.” ( A Sentinela 01/06/1988 pág. 19)

COMO REFUTAR

O evangelho de João começa e termina com a declaração de dois dos discípulos originais do Senhor de que Ele é Deus (João 1:1 ; 20:28). Tanto João quanto Tomé confirmam sem sombras de dúvidas de que Jesus Cristo é o Deus verdadeiro. A STV tem dificuldades em explicar tanto um quanto o outro, sendo que neste último elas se perdem nos mais variados devaneios.

A declaração de A Sentinela citada acima de que “Mas, não dizia que Jesus era Jeová, motivo pelo qual Tomé disse “meu” Deus e não “o” Deus.” (o sublinhado é nosso) é sem sombra de dúvidas ridícula levando em consideração o texto original grego que diz explicitamente “HO KYRIOS MOU KAI HO THEÓS MOUS”. No texto grego portanto Tomé chamou Jesus de “o Deus” e não “um deus” como quer insinuar a A Sentinela. Esse argumento fraudulento, baseado na mentira prevaleceu por pouco tempo, pois no ano seguinte, ou seja em 1989, quando foi lançada a brochura, “Deve-se Crer na Trindade? “, obra esta, destinada a refutar a doutrina da Trindade, o argumento usado acima nem ao menos aparece, mostrando quão débil e pueril era.

A STV tenta explicar o referido versículo dos seguintes modos:

1) Para Tomé, Jesus naquelas circunstâncias miraculosas era como um deus.

2) Tomé espantado ante tal acontecimento estava apenas exclamando sua surpresa. É como se nós diante de uma notícia chocante exclamássemos “Oh! Meu Deus”.

3) Tomé talvez estivesse se referindo não ao próprio Jesus mas ao Deus deste, pois alguns dias antes Jesus havia dito a Maria Madalena: “Eu ascendo para junto de meu Pai e vosso Pai, e para meu Deus e vosso Deus.” (João 20:17)

“Seja como for, Tomé não pensava que Jesus fosse o Deus Todo-poderoso…” (Deve-se Crer na Trindade? pág. 29)

Veja o leitor que a STV nem ao menos tem certeza dos argumentos que usam, terminando com um inquietante “Seja como for”. Percebe-se claramente que suas pressuposições preconceituosas à respeito da pessoa de Jesus Cristo foi o que determinou a interpretação do versículo. De qualquer modo, para elas, mesmo o versículo mostrando que Tomé chamou Jesus clara e propositalmente de “o Deus” com o artigo definido “o” antes do sujeito e “Deus” mesmo na TNM traduzido com letra maiúscula duas coisas que elas levantam como prova de que Jesus não é o Deus verdadeiro pois em João 1:1 não aparece desta maneira em relação a Jesus, mesmo com todas essas provas, ainda assim elas não aceitam o claro e simples depoimento das escrituras, pois entra em choque com sua crença antibíblica de que Jesus é apenas “um deus”, uma criatura chamada Miguel.

DESTRUINDO SOFISMAS

Se uma TJ parasse para raciocinar à base das escrituras verificaria que o primeiro argumento é desprovido de base escriturística, pois Tomé não se referiu a Jesus como a “um deus” mas chamou-O de ho Theós ou seja “o Deus meu” com letra maiúscula.

O segundo argumento não é menos irracional do que este pois Tomé ao que parece foi o único que inventou a exclamação “o Senhor meu, e o Deus meu!”. estranho essa exclamação não? Você já ouviu alguém proferir uma exclamação como esta hoje em dia? Além do mais, as TJs tentam levar uma expressão moderna do nosso tempo e da nossa cultura para o tempo e cultura daquela época, algo que seria considerado blasfêmia para qualquer judeu piedoso. Portanto Tomé não estava fazendo uma exclamação ao léu, mas sim, uma afirmação, note que o verso 28 diz que isto foi uma RESPOSTA dada a Jesus e não uma exclamação como quer parecer a STV.

O terceiro argumento de que talvez Tomé estivesse referindo-se a Deus e não a Jesus é meio confuso, pois fica parecendo que o apóstolo se dirigiu a Jesus mas não falando a Jesus. Longe disso, como já vimos, o versículo diz que foi em resposta a Jesus que Tomé fez aquela declaração de fé.

A STV tenta diluir o impacto do versículo citando como referencia versículos que na má tradução delas apontam Jesus como “um deus”, mas como já vimos, não existe nenhum Deus além de Jeová.

Como já mencionamos anteriormente o evangelho de João apresenta Jesus do começo ao fim como Deus, esta confissão norteia todo o livro e aparece nos capítulos 1:1,18 5:18 10:33 20:28 como também indiretamente em 8:58 etc…Tomé obviamente havia presenciado muitas coisas em Jesus que somente uma pessoa que realmente fosse Deus poderia realizar, ouvido coisas que somente Deus poderia falar, por exemplo, ele sabia que somente o Deus verdadeiro poderia perdoar pecados Marcos 2:5-10 ressuscitar mortos João 10:18 etc… Jesus fez tudo isso e muito mais provando que Ele e o Pai eram Um João 10:30, em essência e substância, porque tudo o que o Pai fazia, o Filho fazia igualmente João 5:19. Tendo todas essas informações em mente e a prova tangível da ressurreição, só restava a Tomé confessá-lo como “Senhor e Deus”, mesmo porque a expressão “SENHOR MEU e DEUS MEU” fora usada para se referir ao único Deus verdadeiro, veja Salmos 35:23. Se Jesus não fosse esse Deus o próprio Jesus o teria repreendido mas não  fez e logo em seguida no verso 31 João diz a razão do seu evangelho ter sido escrito,“estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.”

Jesus fala daqueles que, mesmo sem  ver, crerão, e João logo depois diz ao leitor que ele registrou os acontecimentos no evangelho para que todos também creiam assim, imitando Tomé na sua confissão de fé, ou seja, todo o evangelho foi escrito para convencer as pessoas a imitar Tomé , que sinceramente chamou Jesus de “Senhor meu e Deus meu”.

“EU SOU O PRIMEIRO E O ÚLTIMO” (apocalipse 1:17)

ARGUMENTOS

“Quando Jesus se apresenta pelo título de “o Primeiro e o Último”, ele não está reivindicando igualdade com Jeová, o Grandioso Criador. Usa um título que lhe foi devidamente dado por Deus. Em Isaías, Jeová fez uma declaração sobre a Sua posição exclusiva de verdadeiro Deus. Ele é o Deus eterno, e além dele, de fato, não há Deus assim. (1 Timóteo 1:17) Em Revelação, Jesus fala sobre o título que lhe foi dado, trazendo à atenção sua extraordinária ressurreição.”

(Revelação Seu Grande Clímax Está Próximo! págs. 27,28)   

COMO REFUTAR

Em Isaías 44:6 está escrito: “Eu sou o primeiro, e eu sou  último, e fora de mim não há Deus.”. Essa declaração é do próprio Jeová Deus. A STV não vê limites em suas trapassas, seja falsificando as traduções, interpolando textos ou torcendo-os descaradamente para seu proveito e com apocalipse 1:17 não é diferente.

Tentando se ver livres da evidencia de que Jesus é o Jeová do A.T, eles inventaram um novo significado para a expressão “o primeiro e o último”. No caso de Jeová significa sua posição como único Deus, já no de Jesus, apenas um título, e mesmo  assim distorcido pois dão um significado totalmente particular como “o primeiro humano a ressuscitar para a vida espiritual imortal…Além disso ele é “o Último” ressuscitado assim pelo próprio Jeová…Ele usufrui a imortalidade”(éden)

Para reforçar ainda mais seu argumento acrescentaram no rodapé do referido livro a seguinte explicação: ” No hebreu original, em Isaías 44:6, não há artigo definido junto às palavras “primeiro” e “último”, ao passo que na descrição que Jesus fez de si mesmo, no grego original, em Revelação 1:17, encontra-se o artigo definido. De modo que, em sentido gramatical, Revelação 1:17 indica um título, ao passo que Isaías 44:6 descreve a Divindade de Jeová.”      

Jesus Cristo se revela no apocalipse sempre como:

Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último

Disse-me ainda: está cumprido: Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede, de graça lhe darei a beber da fonte da água da vida.

Ao anjo da igreja em Esmirna escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto e reviveu

Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim.

As expressões “Alfa e Ômega”, “Princípio e Fim” e “Primeiro e Último(Derradeiro)” significam a mesma coisa, sendo que o alfa é a primeira letra do alfabeto grego e  ômega a última.

A interpretação destorcida de que Jesus é o “Último” no sentido de ser o último “sendo ressuscitado só por Jeová para a vida imortal” é mentirosa. Então o que fazer com a declaração de que 144.000(segundo elas) também estão sendo ressuscitados desde 1918 para a vida imortal no céu para reinar com Cristo? Veja que Jesus então não é o “último” a ser ressuscitado desta maneira como elas alegam. Essa tática de ir além do que está escrito I Corintios 4:6 é de praxe na Organização, não é raro aparecer em suas literaturas  expressões tais como, “no sentido de que” ou “se fizermos valer”, isso mostra o quanto as TJs não respeitam as regras de hermenêutica, essenciais na interpretação da Bíblia. Antes, preferem dar suas próprias interpretações distorcidas para que possa se encaixar no seu modo de crença.

Em apocalipse 1:8 está escrito que o Deus Todo-poderoso está vindo, mas o versículo precedente diz que Ele está vindo com as nuvens. Ora, o único que disse que viria com as nuvens foi Jesus Mateus 24:30 Marcos 14:62 então esse Todo-poderoso que vem só pode ser Jesus. As TJs sabendo disso deu uma nova interpretação para as nuvens ” Jesus vem com as nuvens no sentido de que será tão invisível para o olho nu como o sol é quando está atras de nuvens.” ( Revelação Seu Grande…pág. 20,21) note a expressão “no sentido”, com esta palavrinha mágica elas transformam o verdadeiro sentido do texto em qualquer outra coisa que queiram, para poder se adaptar ao seu ponto de vista. Mas como o texto diz que Ele “VEM” e que todo olho o “VERÁ” também deram uma interpretação toda arranjada para essas expressões. Jesus agora vem, “por voltar sua atenção para a execução dos julgamentos de Jeová nas nações” e todos o verá “no sentido de “discernir”, assim como podemos ver ou discernir as qualidades invisíveis de Deus por meio das suas criações.” (éden) Esse malabarismo todo é apenas para sustentar o dogma herético de que a volta de Jesus foi invisível em 1914 e só as Tjs O viram com os olhos do “entendimento” e de quebra tirar Jesus da divindade pois acreditam que em apocalipse 1:8 – 21:5,8 e 22:12,15 é Jeová quem fala, não Jesus (éden pág.20). Tentam se defender da seguinte maneira:

“Em Revelação 22:13, diz-se também que o Alfa e o Ômega é  “o primeiro e o último”, expressão esta que é aplicada a Jesus em Revelação 1:17,18. Similarmente a expressão “apóstolo” é aplicada tanto a Jesus Cristo como a certos de seus seguidores. Mas será que isso prova que sejam a mesma pessoa ou que sejam de posição igual?…De modo que a evidência leva à conclusão de que o título “Alfa e Ômega” se aplica ao Deus Todo-poderoso, o Pai, não ao Filho.” (Raciocínios à Base das Escrituras pág. 405)  

Veja o leitor que a STV tem dificuldades em distorcer as verdades concernentes à divindade absoluta de Jesus Cristo e acabam caindo nas mais vergonhosas contradições. Vejamos algumas delas:

a) A STV já ensinou que o termo “Alfa e Ômega” se aplicava a Jesus, “ALFA E ÔMEGA, a primeira e a última letras do alfabeto grego; ambas aplicadas a Cristo. Ap 1.8; 21.6.” ( Emphatic Diaglott (the) pág.872) Essa verdade aparecia também no livro “O Mistério Consumado” na pág. 15 edição de 1917.

b) Nenhum cristão, que professa a divindade de Cristo, já mais afirmou que o Pai e o filho são a mesma pessoa. São pessoas distintas unidas em uma só divindade. Outrossim, mesmo a expressão “apóstolo” empregada pela Organização para tentar refutar nosso argumento, não o enfraquece, antes corrabora-o, porque “apóstolo”, significa simplesmente “enviado”, os dois (os apóstolos e Jesus, como filho do homem) eram por assim dizer, iguais, pois ambos foram enviados. Mais uma vez a STV tenta confundir as coisas!

c) Quando se referem a Jesus dizem: “Quando Jesus se apresenta pelo título de “o Primeiro e o Último”, ele não está reivindicando igualdade com Jeová, o Grandioso Criador. Usa um título que lhe foi devidamente dado por Deus… Em Revelação, Jesus fala sobre o título que lhe foi dado, trazendo à atenção sua extraordinária ressurreição.”

(o grifo e sublinhado é nosso)

Contudo quando falam de Jeová dizem: “De modo que a evidência leva à conclusão de que o título “Alfa e Ômega” se aplica ao Deus Todo-poderoso, o Pai, não ao Filho.” (Raciocínios à Base das Escrituras pág. 405)

Partindo da premissa de que “Alfa e Ômega” significa o mesmo que  “Primeiro e Último”, pois como já dissemos, são a primeira e a última letras do alfabeto grego, podemos sem sombra de dúvidas dizer que Jesus é Jeová. Isto é reforçado ainda mais pelo argumento delas de que a expressão “o Primeiro e o Último” é apenas um “título”. Ora, se “Primeiro e Último” e “Alfa e Ômega” são títulos e levando em consideração de que ambas querem dizer a mesma coisa, tais “títulos” só apontam mais do que qualquer coisa a divindade do Senhor Jesus Cristo e desta contradição elas não podem escapar. Veja o leitor que não há nenhuma diferença entre Alfa e Ômega e Primeiro e Último, ambos são igualmente títulos e ambos são aplicados ao Filho. Só resta agora a STV fazer diferença entre os dois títulos com a costumeira palavrinha mágica “no sentido de que…”!

d) Em apocalipse 22:12,13 está escrito “Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra. Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim.”

No verso 12 como podemos constatar está dito que alguém está vindo depressa(TNM), já o verso 13 diz que quem está vindo depressa é o “Alfa e o Ômega” e o “primeiro e o último”. Mas note agora oque está escrito no verso 20, “Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém; VEM, SENHOR JESUS.” Para não restar dúvidas de quem está vindo depressa no livro do apocalipse seja Jesus, veja mais esses seguintes versículos:

16:15 Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua nudez.

3:3 Lembra-te, portanto, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. Pois se não vigiares, virei como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.

22:7 Eis que cedo venho! Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.

22:12 Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra.

2:23 e ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que esquadrinha os rins e os corações; e darei a cada um de vós segundo as suas obras.

Em apocalipse 1:7,8 diz que aquele que vem depressa é o que foi transpassado e depois se revela como o Deus Todo-poderoso. Perguntamos: Quem foi transpassado, o Pai ou o Filho? É lógico que o único que foi transpassado foi Jesus, mas o livro de Zacarias no capítulo 12 verso 10 relata o seguinte sobre Jeová: “…e olharão para mim, a quem transpassaram; e o prantearão como quem pranteia por um unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo  primogênito.”

A TNM tenta ofuscar essa verdade trocando o pronome “Mim” por “Aquele” a quem transpassaram, tentando desesperadamente separar Jesus de Jeová. Entretanto no rodapé da página da TNM com referências diz que a tradução é “Mim”, ficando assim, mais que provado as trapaças da Organização!

e) O argumento de que ” No hebreu original, em Isaías 44:6, não há artigo definido junto às palavras “primeiro” e “último”, ao passo que na descrição que Jesus fez de si mesmo, no grego original, em Revelaçã 1:17, encontra-se o artigo definido. De modo que, em sentido gramatical, Revelação 1:17 indica um título, ao passo que Isaías 44:6 descreve a Divindade de Jeová.” é no mínimo mentiroso.

Antes de passarmos para o desmantelar de tão descabida e infundada exegese, é bom rememorar que as TJ são expert em sofismas, enganos e omissões do verdadeiro significado do assunto. Fazem isto com muita facilidade, pois nenhuma TJ ousaria ir procurar as fontes que são citadas pela STV, seria duvidar do Corpo Governante e isto bastaria à levar uma TJ a ficar sob suspeita na congregação, pois quando é para examinar a religião dos outros elas alardeiam dizendo:

“Precisamos examinar não só o que nós mesmos cremos, mas também o que é ensinado pela organização religiosa com que talvez nos associemos”.(A Verdade que Conduz a Vida Eterna pág.13)

E mais: “Se amarmos a verdade não devemos temer tal exame”(éden)

Mas quando o objeto do exame é a própria Organização e suas crenças, ai o negócio é diferente! Falando sobre literatura apóstata, a STV adverte as TJs a nem ao menos pegar tal literatura.

“ Talvez você até mesmo raciocine: Isso não vai me afetar; sou forte demais na verdade. E, além disso, tendo a verdade não temos nada a temer…Argumentando assim alguns nutriram a mente com raciocínios apostatas…” (A Sentinela 15/03/1986)

Note que quando o exame é de outras religiões as pessoas “não devem temer tal exame” mas quando é a religião das Tjs, aí então o mesmo chavão já não serve e saem com: “Argumentando assim alguns nutriram a mente com raciocínios apóstatas…” A STV tem medo que seus adeptos lêem literaturas cristãs pois descobririam as mentiras de sua Organização e principalmente do “Escravo Fiel e Discreto” bem como de seu porta voz o “Corpo Governante”. A tática que usam para prenderem essas pobres almas é priva-las de exercerem o direito de livre arbítrio e pesquisarem por conta própria. Veja que as TJs não podem ter idéias independentes das da Organização (A Sentinela 15/07/1983) são pessoas desprovidas de senso crítico, elas preferem que a STV pense por elas e por isso são presas fáceis nas mãos do Corpo Governante. Somente o Espírito Santo, que convence o homem do erro, é que pode ajudar essas pobres almas. Muitas delas vivem com medo de sair da Organização.

A QUESTÃO  DA GRAMÁTICA GREGA

Novamente o tiro da STV sai pela culatra. Novamente o ponto de apoio que supostamente alegam usar é o sentido gramatical tomando como base o artigo. As TJs caem numa grande contradição afirmando isso e fazem seu argumento virar contra elas mesmas, pois acontece que em apocalipse 22:13 quando usa a expressão “primeiro e último” (ró prótos kaì eskhatos) que segundo elas, no referido versículo é Jeová quem fala,  também aparece o artigo. Seguindo a mesma linha de raciocínio erigida por elas mesmas, diríamos que tão pouco  Jeová escaparia de perder sua divindade nessa passagem também. Por que, de duas, uma: Ou elas admitem que a expressão “primeiro e último” indica a plena divindade de Jesus ou elas tem que tirá-la também de Jeová, pois como já vimos, nas duas passagens aparecem o artigo, mas isso a STV não revela aos seus adeptos!

JESUS É DEUS, ASSINADO:  BÍBLIA SAGRADA

“…seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz.” Isaías 9:6

EVANGELHO DE JOÃO

1:1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com [Deus], e o Verbo era [Deus]. 

1:18 Ninguém jamais viu a [Deus]. O [Deus] unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer.

5: 18 Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só violava o sábado, mas também dizia que [Deus] era seu próprio Pai, fazendo-se igual a [Deus].

10:33 Responderam-lhe os judeus: Não é por nenhuma obra boa que vamos apedrejar-te, mas por blasfêmia; e porque, sendo tu homem, te fazes [Deus].

20:28 Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu, e [Deus] meu!

ATOS DOS APÓSTOLOS

20:28 Cuidai pois de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de [Deus], que ele adquiriu com seu próprio sangue.

ROMANOS

9:5 de quem são os patriarcas; e de quem descende o Cristo segundo a carne, o qual é sobre todas as coisas, [Deus] bendito eternamente. Amém.

FILIPENSES

2:6 o qual, subsistindo em forma de [Deus], não considerou o ser igual a [Deus] coisa a que se devia aferrar,

TITO

2:13 aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande [Deus] e Salvador Cristo Jesus,

HEBREUS

1:9 Amaste a justiça e odiaste a iniquidade; por isso [Deus], o teu [Deus], te ungiu com óleo de alegria, mais do que a teus companheiros;

II PEDRO

1:1 Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco alcançaram fé igualmente preciosa na justiça do nosso [Deus] e Salvador Jesus Cristo:

I JOÃO

5:20 Sabemos também que já veio o Filho de [Deus], e nos deu entendimento para conhecermos aquele que é verdadeiro; e nós estamos naquele que é verdadeiro, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro [Deus] e a vida eterna.

 APOCALIPSE

1:8 Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor [Deus], aquele que é, e que

era, e há de vir, o Todo-Poderoso.


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