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Ser Mórmon é ser cristão?

por Artigo compilado - seg abr 27, 2:52 pm

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Que queremos dizer por “cristão”?

Pergunte-se na rua ao homem médio e ele dirá: “Todo o que não é judeu nem ateu é cristão”. Os mórmons vêm lutando há anos para serem reconhecidos como denominação cristã. Até uns dez anos atrás, essa pretensão era rejeitada até mesmo pelos grupos mais liberais de professos cristãos. Ultimamente, porém, com o rebaixamento geral dos padrões cristãos de pensamento, e com seu notável esforço através da imprensa e do rádio, os mórmons conseguiram sua meta no pensamento do público em geral.

Seriam, porém, cristãos os mórmons?

Se o termo abrange todos os que empregam o nome de Cristo em seus títulos. ou em seus ensinos, teremos de admitir a pretensão dos mórmons. Com eles teríamos, nesse caso, que incluir as Testemunhas de Jeová, a chamada Ciência Cristã e a maior parte das demais seitas metafisicistas, bem como os unitarianos, os universalistas, os bahaistas e uma multidão de assim chamados aderentes liberais das várias denominações cristãs, que primitivamente eram de todo ortodoxas.

Todos esses fazem referência frequente a Jesus Cristo, e usam citações da Bíblia em apoio de suas doutrinas, porém, em comum com os mórmons, negam o que nós temos por dogmas indispensáveis do Cristianismo verdadeiro, histórico e ortodoxo. No atual estudo examinaremos as doutrinas do mormonismo em confronto com as seguintes doutrinas bíblicas:

  1. Que a divindade é triúna;
  2. Que Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo são co-iguais e co-eternos;
  3. Que Jesus Cristo é o eterno Filho de Deus e que se manifestou em carne a fim de realizar a redenção mediante sua morte sacrificial no Calvário;
  4. Que o homem é pecador, tanto por natureza como pela sua prática;
  5. Que o homem pode tornar-se filho de Deus unicamente valendo-se da obra da redenção realizada pela morte de Cristo;
  6. Que a salvação é eterna e que é alcançada exclusivamente como dom da graça de Deus, independentemente do esforço próprio;
  7. Que as boas obras são o resultado da vida regenerada e não um meio de se adquirir ou perpetuar a salvação;
  8. Que a salvação está à disposição de “quem quiser,” sejam quais forem as profundezas a que o pecador tenha descido em seu abandono da justiça;
  9. Que a Bíblia é a Palavra inerrante de Deus;
  10. Que a Bíblia foi escrita por homens inspirados pelo Espírito Santo de Deus e que ela contém tudo que nos é necessário saber no tocante: à Pessoa e à obra da Divindade; à origem, à natureza e ao destino do homem; à natureza e às consequências do pecado; aos meios de progresso na vida espiritual do crente; ao procedimento dos cristãos em suas comunidades mútuas na qualidade de Igreja testificadora.

Antes de prosseguir neste estudo, devemos abrir um parêntese para esclarecer que existem seis entidades religiosas distintas que circulam dentro da órbita do Livro de Mórmon e da liderança profética de Joseph Smith. A título informativo passamos a registrar a designação desses grupos:

  1. “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”, com sede em Salt Lake City (Cidade do Lago Salgado), Estado de Utah, Estados Unidos da América do Norte. Esses são conhecidos por mórmons “brighamistas”, pelo fato de considerarem Brigham Young como sucessor credenciado de Joseph Smith;
  2. “A Igreja Reorganizada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”, com sede em Independence, Estado de Missouri. Esse grupo, que é o segundo em número de adeptos, é conhecido por “Igreja Josephista”, pelo fato de insistir em que a sucessão do ofício profético há de descender na linhagem direta de Joseph Smith. Esse grupo constitui-se daqueles que rejeitaram a liderança de Brigham Young e tomaram o partido de Emma Smith, primeira esposa de Joseph, o Profeta.
  3. “A Igreja de Cristo, Lote do Templo Hidrickista”, com sede em Independence, Missouri. Esse grupo, embora pequeno, é bastante vigoroso e pretende ser a única igreja verdadeira em virtude do fato de estar de posse do lote designado em 1831 por Joseph Smith para local do Templo de Sião. Apontam com orgulho os marcos de pedra inscritos e colocados por Joseph Smith marcando o sítio do templo.
  4. “A Igreja de Jesus Cristo Bickertonista”. Esse grupo teve a adesão e apoio de Sidney Rigdon, ex-batista, ex-cambelista que se tornou o teólogo de Joseph Smith nos primeiros tempos do mormonismo. Rigdon se opunha às ideias polígamas de Joseph Smith e foi expulso da igreja em Nauvoo, Estado de Illinois, por insubordinação. Alega-se que seu ato final de rebeldia foi sua recusa de dar sua filha, Nancy, a Smith como esposa adicional.
  5. “A Igreja de Jesus Cristo Cutlerista”, acompanhou Alpheus Cutler que afirmava ter tido uma visão que lhe assegurava a sucessão de Joseph Smith. Esse grupo tinha adeptos em Iowa do Norte e Wisconsin. Está agora bastante reduzido.
  6. “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias Strangista”, seguiu a liderança de James J. Strang, que ingressou mais tarde nas fileiras do mormonismo em Nauvoo. Strang era uma personalidade forte que afirmava ser o sucessor do profeta, tanto à base de visões que tivera, como de ter recebido uma carta de Smith com data de dez dias antes do assassinato do profeta. Strang foi desalojado da igreja pelo partido de Brigham Young e a carta foi repudiada, embora existam fortes evidências de que a carta de fato existiu. Strang fomentava a poligamia e estava criando uma organização forte no Michigan do Norte. Instalou-se como rei, mas seu reino morreu e seus seguidores debandaram quando Strang foi alvejado de tocaia por seguidores ultrajados. Os strangistas acham-se agora quase extintos.

A título de justiça devemos acrescentar que todos esses grupos, com exceção dos brighamistas e dos strangistas, renegaram a poligamia, recuaram da ideia extremada Deus-Adão dos brighamistas e, com algumas reservas, da doutrina do batismo pelos mortos. Não fora sua adesão ao Livro de Mórmon como Palavra de DEUS, e seu reconhecimento do ofício profético de Joseph Smith, passariam por igrejas cristãs desde que não fossem examinados muito de perto.

Não temos dúvidas da integridade moral desses grupos que não seguiram Strang ou Brigham Young. O que pomos em dúvida são seus métodos para evitarem todo o alcance do mormonismo. Enquanto esses grupos retiverem Joseph Smith como seu profeta, e seus escritos como palavra inspirada de Deus, não poderão deixar de estar implicados nas doutrinas falsas que foram declaradas em seus escritos e em seus discursos.

É com essas doutrinas não-bíblicas, plenamente desenvolvidas pela Igreja do Lago do Sal, que nos ocupamos no presente estudo. Se alguma seta resvalar do alvo principal e ferir algum dos outros grupos, será porque eles se colocam diretamente na linha de seu curso.

Nosso objetivo único neste estudo é o de alertar cristãos marginais ou os que desconhecem o verdadeiro caráter das doutrinas dos mórmons. Acréscimos à Igreja dos Mórmons (e estes estão se incrementando rapidamente) são derivados quase invariavelmente das fileiras de grupos cristãos estabelecidos, e quase sempre daqueles que não estão seguros quanto à doutrina da salvação e outras verdades bíblicas.

Os missionários dos mórmons são bem treinados em seus métodos, e quem é crente só de nome é presa fácil para seus argumentos. Ainda não vimos, entretanto, uma pessoa inteligente e renascida, conhecedora da Bíblia e suas doutrinas, cair no mormonismo.

Os missionários dos mórmons que batem às portas são moços educados e bem apessoados. Apresentam-se como “missionários cristãos” ou usam algum outro termo inócuo. Uma equipe, que voltara recentemente de Honduras, anunciava-se como membros da Missão da América Central. Outra equipe recentemente encontrada limitava-se a pedir licença para “entrar e ter uma palavra a respeito do Cristianismo”. Evitam identificar-se como mórmons ou “santos dos últimos dias” a não ser depois de conseguirem audiência.

Esses jovens missionários recebem instrução cuidadosa, tanto nos pontos delicados da arte de vender como nos melhores métodos de interessar membros das várias denominações. Faz parte de seu treinamento assistirem aos cultos nas várias igrejas, para ficar informados em matéria de fraseologia e doutrina.

Devemos fazer questão de que visitantes desse tipo se identifiquem. Quando verificamos que são “santos dos últimos dias” ou “mórmons”, o único caminho seguro a seguir é negar-lhes entrada no lar. Isso está de acordo com a instrução dada pelo apóstolo João à “senhora eleita”:

“Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina (de Cristo), não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas; porquanto aquele que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras más” (II João 10.11).

Continua…

Por Gordon H. Fraser

Tradução de W. J.Goldsmith


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

3 Comentários

Comentários 1 - 3 de 3Primeira« AnteriorPróxima »Última
  1. CACP, sugestão: troquem esse sistema de comentário, há pessoas usando nick de outras e fica uma verdadeira confusão. Indico o uso do próprio Facebook, ou se utilizam o WordPress, tem o Disqus, que também é muito bom. Um fraterno abraço a equipe.

    1. Discordo. Não gostaria de comenta nesse site usando do próprio Facebook, ou se utilizam o WordPress, tem o Disqus.prefiro o comentario direto.como esta é bem mais facil e simples.

  2. Os Ensinos dos Mormons São Contrarios aos Ensinos da Bíblia e por isso Não são Cristãos Ortodoxos Evangelicos.

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