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Venezuela debocha de ataque a senadores brasileiros

por Artigo compilado - sex jun 19, 10:23 am

Governo da Venezuela debocha de ataque a senadores brasileiros

‘Se os senadores estão aqui, é porque não têm muito trabalho por lá [no Brasil]’, escreveu o vice-presidente venezuelano à Lilian Tintori, mulher do preso político Leopoldo LópezSenadores brasileiros durante visita em apoio aos líderes oposicionistas da Venezuela

17Senadores brasileiros durante visita em apoio aos líderes oposicionistas da Venezuela (Foto: Reprodução/Twitter)

O vice-presidente da Venezuela, Jorge Arreaza, debochou nesta quinta-feira da viagem dos senadores brasileiros à Caracas para visitar os presos políticos. Segundo jornal Folha de S. Paulo, Arreaza enviou uma mensagem irônica ao celular de Lilian Tintori, mulher do político oposicionista preso Leopoldo López. “Se os senadores estão aqui, é porque não têm muito trabalho por lá [no Brasil]. Assim, umas horas a mais ou a menos, dá no mesmo”, diz o texto enviado a Lilian, que acompanhava a comitiva brasileira e estava presa no trânsito, impedida de chegar à prisão militar de Ramo Verde.

O texto debochado só reforça a percepção de que o bloqueio da estrada foi, como suspeitam os senadores e a ex-deputada opositora venezuelana Maria Corina Machado, iniciativa do governo. “Se alguma dúvida ainda existia em relação à escalada autoritária da Venezuela, nós voltamos de lá sem dúvida alguma”, declarou o senador Aécio Neves (PSDB). Além do tucano, o grupo era formado pelos senadores Aloysio Nunes (PSDB), Ronaldo Caiado (DEM), Cássio Cunha Lima (PSDB), José Medeiros (PPS), Agripino Maia (DEM), Ricardo Ferraço (PMDB) e Sérgio Petecão (PSD).

Bloqueios e protestos – Na primeira tentativa de chegar à prisão, o veículo em que viajavam os políticos brasileiros ficou preso no trânsito engarrafado devido, segundo a versão das autoridades, a “obras de manutenção” que o governo venezuelano resolveu fazer justamente nesta quinta. Manifestantes chavistas aproveitaram a oportunidade para cercar o micro-ônibus e intimidar os senadores entoando gritos de guerra como “Chávez não morreu, se multiplicou” e “Fora, fora”. Segundo Caiado e Ferraço, o veículo foi apedrejado por partidários do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Quando finalmente conseguiram retornar ao aeroporto, os políticos foram impedidos de entrar no local onde estava o avião da FAB que os aguardava porque o terminal havia sido fechado.

Os senadores tentaram por uma segunda vez ir até o presídio, mas o túnel de acesso na estrada continuava fechado. As autoridades justificaram o bloqueio dizendo que a passagem estava sendo “lavada”, disse Aloysio Nunes. “Esse episódio vai gerar profundos desdobramentos na relação Brasil e Venezuela”, declarou Caiado. Em vista dos incidentes, a Câmara aprovou uma moção de repúdio contra os protestos que bloquearam a passagem da delegação brasileira.

Em nota, o governo brasileiro lamentou os incidentes que impediram a visita dos senadores de oposição aos presos políticos venezuelanos e classificou de “inaceitáveis atos hostis” os protestos que bloquearam o avanço do micro-ônibus da comitiva. A nota emitida pelo ministério das Relações Exteriores afirma que Brasília solicitará explicações do presidente Maduro.

Extraído da Revista Veja em 19/06/2015


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

2 Comentários

Comentários 1 - 2 de 2Primeira« AnteriorPróxima »Última
  1. Será que os nossos SENADORES não têm nada há fazer por aqui? Os nossos problemas são tão fáceis de serem resolvidos que, com o nosso dinheiro, estão envolvendo-se com os problemas Venezuelanos?

    Não é novidade p/ ninguém: Venezuela sofreu golpe politico!

  2. Que isto sirva de lição para o Aécio Neves, pois foi criado politicamente pelo seu avô Tancredo que era Socialista, e que agora veja com mais clareza quem são esses comunistas latinos, um bando de celerados ignorantes e perigosos. E se um dia for presidente, fique longe dessa gentalha.

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