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Yoga e meditação oriental

por Artigo compilado - qui jul 26, 5:35 pm

A vida acelerada e estressante talvez seja a característica mais marcante deste início de século. A humanidade rompeu a aurora do século 21 vivendo ou sobrevivendo com a adrenalina a mil por hora. As pessoas têm uma vida de qualidade precária – como consequência do corre-corre das obrigações que as cercam, do estresse da vida moderna e eletrizante, dos traumas físicos e psicológicos, de decisões importantes e constantes a serem tomadas, da angústia e da ansiedade com o dia de amanhã, da instabilidade no emprego, do desemprego alarmante e das frequentes crises de depressão. Está pronto o palco perfeito para a meditação oriental (mística ou esotérica) entrar em cena, disfarçada de uma super técnica milenar capaz de devolver a harmonia e a alegria de viver.

Lemos na Bíblia: “Não se aparte da tua boca o livro desta lei; medita nele dia e noite,para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo o que nele está escrito. Então farás prosperar o teu caminho, e serás bem-sucedido” (Josué 1.8). Além disso as palavras ‘medita’ ou ‘meditarei’ ou ‘meditação’ aparecem dezessete vezes na Bíblia. Alguns então dirão: “a Bíblia endossa e incentiva a meditação. O que há de tão diferente entre a meditação das religiões orientais e a meditação cristã? Por que os cristãos são contra a meditação esotérica?” Diferenciar esses dois tipos de meditação (oriental e cristã) impede que o cristão caia nesse laço espiritual e o deixa prevenido contra a febre crescente da meditação oriental.

 

MEDITAÇÃO ORIENTAL (MÍSTICA, ESOTÉRICA, TRANSCENDENTAL ETC.)

É a meditação oriunda do Oriente, que espiritualmente não orienta, mas sim desorienta. Ela faz parte do tripé do ocultismo (meditação – iluminação – reencarnação).

Da Índia, cujo povo vive em profunda miséria e trevas espirituais, procedem as supostas “soluções” para a vida, adotadas avidamente pelo mundo ocidental!

As metodologias e os tipos de meditações místicas são as mais diversas. O processo geralmente exige: uma postura correta, às vezes jejum de algumas horas, longos períodos de silêncio, relaxar o pensamento (inicialmente o praticante tem de esvaziar a mente), em seguida realiza uma visualização, imaginar estar em uma floresta, às margens de uma cachoeira, nas nuvens ou em qualquer local que transmita tranquilidade), muitas vezes recitação de mantras (sons aparentemente sem qualquer significado, mas que quase sempre são nomes de divindades hindus ou budistas), taquipnéia (respiração acelerada) forçada, e, por fim, tentar comunicar-se com um “ser” dentro do próprio Eu, chamado “Eu Superior”.

Sintetizando, a meditação oriental tem dois passos: o primeiro é esvaziar a mente da pessoa, e o segundo é direcionar essa mente vazia e desprotegida para uma busca de um suposto “Eu Superior” introvertido. Trata-se da busca de uma suposta deidade interior. É o ser humano supostamente sentindo-se “um com deus“.

A meditação mística se apresenta como uma técnica para relaxar e se “auto-conhecer” (realização de uma gnose). No entanto, na verdade, esse tipo de meditação coloca o praticante na boca do lobo espiritual, tornando-o presa fácil para o predador Satanás. Ela equivale colocar um pé nas profundidade das trevas, cair em terreno movediço. Vejamos as características dos três tipos de meditação oriental mais praticadas no Ocidente.

  • Meditação Dinâmica

Quem inventou esse tipo de meditação foi o guru indiano Bhagwan Shree Rajneesh (1932-1990), também conhecido como “Osho”, que que estabeleceu sua comunidade espiritual no estado de Oregon/EUA. Reivindicou ser Deus, angariou fortunas e precipitou um escândalo internacional com suas cerimônias tântricas. Foi deportado dos EUA para a Índia, onde morreu.

Osho dividia sua meditação em quatro partes, de aproximadamente trinta minutos cada uma. Na primeira sessão, os participantes eram conduzidos a uma taquipnéia forçada, realizando incursões respiratórias rápidas e profundas. Essa hiperventilação era supostamente para despertar a força kundalini localizada na base da coluna do praticante. Na segunda sessão, eram levados a extravasarem todos os seus sentimentos gritando (alguns alunos chegavam a se debater no chão), contorcendo-se, despenteando-se e rolando pelo chão. A terceira sessão era semelhante à primeira: voltavam a apresentar à taquipnéia forçada acompanhada do som “uh-uh-uh-uh…” pulando sem parar e tornavam-se “um com a energia”. Na quarta sessão, alguém gritava “pare!”, e todos ficavam totalmente imóveis (catatônicos), geralmente de olhos fechados durante vários minutos de silêncio (“a mente pára”). Alguns ex-praticantes da meditação dinâmica afirmam que chega um momento em que a pessoa deixa de pensar, pára de raciocinar, parece que todos os pensamentos fogem e os problemas se vão. A mente torna-se vazia e a pessoa aparentemente se isola do mundo exterior.

Há quem afirme que essa meditação é uma lavagem cerebral, que propicia um estado temporário de paz na consciência. Os problemas em vez de serem solucionados são protelados e às vezes até esquecidos. A pessoa fica cativa à prática da meditação para que sua mente continue “anestesiada” e as dificuldades do cotidiano sejam amordaçadas e não a pertubem.

  • Meditação Transcendental Com Entoação de Mantra

A Meditação Transcendental é uma das formas mais popularizadas da yoga. Foi o guru indiano Maharishi Mahesh Yogi que introduziu a MT no mundo ocidental.

A MT é um tipo de yoga mântrica. A palavra “mantra”, em sânscrito, significa “libertação da mente”. São sílabas originárias de uma seita esotérica chinesa chamada Mi Tsung. Para alguns praticantes desinformados, os mantras são apenas “sons” sem significado aparente, mas, na verdade, são nomes de deidades hindus e/ou budistas com intensos poderes ocultos.

Acreditamos que uma boa maneira de percebermos o mundo tenebroso por trás desse tipo de meditação é lermos os testemunhos de dois ex-instrutores de MT (Joan e Craig), relatados no livro Occult Invasion, de Dave Hunt:

Joan: “A iniciação que cada um tem de passar é uma cerimônia de louvor hindu em honra a deuses hindus e mestres ascendidos. Como professora de MT, fui instruída a mentir… dizer-lhes (aos iniciantes) que o mantra que nós tínhamos dado a eles era um som sem significado, a repetição do mantra os ajudaria a relaxar – no entanto, na verdade, era o nome de uma deidade hindu com poderes ocultos tremendos. Para aqueles que realmente se envolveram com isso, a MT era como ter tomado uma espaçonave para outro estado de consciência… Eles eventualmente acreditariam… que poderiam se tornar Deus”.

Craig: “Eu estava profundamente envolvido em MT por vários anos antes, de começar a reconhecer que tinha me associado a uma seita hindu. Aquela altura, no entanto, já estava muito comprometido… para retroceder… Centenas de pessoas, de várias partes do mundo, estudaram por um mês com Maharishi na Europa para se tornarem professores de MT… e o efeito que isso teve foi às vezes muito tenebroso. Alguns viram espíritos grotescos sentados junto deles enquanto meditavam. Alguns foram atacados peles espíritos. Outros [foram]… tomados por uma fúria cega, até com o impulso raro para cometer assassinato… Maharishi explicou que carmas ruins de vidas passadas estavam sendo trabalhados. Finalmente eu alcancei a Consciência da Unidade… No entanto, o sentimento eufórico inicial de que eu “tinha conseguido” em breve deu lugar ao pânico. Eu tinha perdido a habilidade de decidir o que era “real” e o que não era. Maharishi me disse para parar meditar. Gradualmente retornei à aparência de aparência de normalidade — mas sofria lapsos frequentes de retorno à Consciência da Unidade, muito parecidos com um lampejo de LSD. Depois de retornar para os Estados Unidos, trabalhei na Universidade Internacional de Maharishi. Meu companheiro de quarto cometeu suicídio e eu fui confinado a uma instituição psiquiátrica”.

  • IOGA

A palavra ioga vem do indiano (antigo sânscrito) e literalmente significa “união com Brahma”. Brahma é o deus do Hinduísmo, caracterizado como uma força em energética, impessoal, que habita toda e qualquer criatura viva.

O exercício de ioga é praticado há quase cinco mil anos na Índia e não existe uma pessoa específica que possa ser identificada como sendo seu criador. O adepto da ioga deve se deitar no chão, cruzar as pernas e colocar os ombros para trás (conhecida como a “posição da flor de lótus”), embora existam também outras posturas para se praticar a ioga. Em seguida, o praticante deve iniciar uma meditação cujo objetivo é libertar a “consciência de divindade” que existe dentro dele.

A ioga é saudada por muitos desavisados como a solução para a mente e para o espírito humano nos áridos desertos criados pelo racionalismo, pelo materialismo e pelo ateísmo. Entretanto, a ioga tem sua origem na Índia com raízes no hinduísmo. Não se trata, portanto, de uma ideia isolada e invariável; pode-se mesmo dizer que suas manifestações apresentam uma paleta multicolorida de métodos, exercícios e disciplinas. Inclui, ainda, objetivos psicoreligiosos. Os que praticam a ioga formam um grupo igualmente distinto: socialites, médicos, advogados, artistas, intelectuais… enfim, pessoas que fazem parte da chamada “elite”. E isso constitui um grande atrativo.

A ioga, em suas diferentes formas, se preparou para conquistar os variados círculos cristãos. Na Índia, onde nasceu, ela desempenha hoje um papel secundário. Lá as pessoas já perceberam que a ioga não pode dar-lhes o que buscam em seus anseios. O fato do ensino da ioga estar ganhando tanto terreno nas nações cristãs do ocidente, onde a apostasia e a rebelião contra Jesus Cristo estão disseminadas, evidencia de forma bastante clara como seu ensino é anticristão.

 

O QUE É A IOGA?

A ioga no Hinduísmo é uma coleção de métodos destinados a libertar a alma humana de tudo o que é terreno com o auxílio do ascetismo, exercícios físicos, técnicas respiratórias e meditação. Essa pretendida liberação tem duplo significado e envolve mais do que a vida presente do indivíduo que pratica a ioga. A ênfase principal é dada ao ciclo do renascimento (reencarnação), também chamado transmigração da alma. De acordo com a antiga doutrina hindu, a alma não purificada do homem é forçada, por causa de suas ações passadas (carma), a entrar de novo num ventre materno e renascer. Somente quando consegue purificar-se por seus próprios esforços atinge a libertação, ficando, assim, livre de posteriores reencarnações. Ao mesmo tempo, essa libertação implica na verificação de que a alma individual, o ego real do homem (atmã) é, basicamente, idêntico ao espírito universal (Brahma). Consequentemente, a ioga indiana baseia-se na teoria de que cada alma é, em sua natureza e substância, essencialmente unida com o divino.

“Nisto consiste a sutil fascinação da ioga: ela ensina a deificação do homem”. Segundo a ioga, o homem não é um ser decaído, uma distorção da imagem de Deus. Ao contrário, a ioga afirma que o homem é o próprio Deus.

 

AS ESCOLAS IOGUES

As várias escolas de ioga diferem uma das outras, principalmente na escolha dos exercícios. “A hatha ioga, por exemplo, dá grande importância às técnicas físicas, ou seja, a purificação dos intestinos, certas posturas (asanas) e controle da respiração (pranaiama). O objetivo principal desta última técnica é fazer que a respiração seja deliberadamente tornada vagarosa”. É sabido que tal exercício leva a um retardamento do raciocínio e um auto induzido esvaziamento da mente.

“Outras escolas dão maior ênfase às técnicas meditativas, como, por exemplo, o mantra ioga, com sua alta, branda ou silenciosa repetição de mantras”. Em muitos casos, os mantras são fórmulas mágicas sem significado linguístico ou gramatical, como o om, por exemplo.

Para os praticantes da ioga essas fórmulas representam forças divinas ou cósmicas, como os deuses Vishnu e Siva ou o espírito universal Brahma. Os hindus acreditam que, através da contínua repetição de tais fórmulas, podem identificar-se com os poderes que elas representam. Assim, o homem não mais se aproxima de seu Criador com humildade, mas por meio dos mantras tenta ele próprio positivar sua oculta identidade com Deus, ou melhor, com uma divindade pagã.

A maioria das escolas de ioga no ocidente é influenciada pela hatha ioga. Os exercícios ensinados têm, acima de tudo, a intenção de fortalecer o corpo, manter os membros ágeis, remover resíduos e impurezas dos órgãos e acalmar os nervos, ajudando o indivíduo a viver uma vida harmoniosa, de modo a estar melhor equipado para enfrentar a luta pela existência. Em muitos casos, até mesmo crianças são levadas a fazer tais cursos de ioga.

Nas escolas ocidentais de ioga faz-se pouca menção da liberação da alma através do ciclo de reencarnação. A ênfase principal é posta no sucesso na presente vida. Como resultado dessa nova interpretação, no ocidente a ioga é erroneamente considerada uma forma de esporte ou ginástica. Algumas vezes o principiante experimenta, de início, certos efeitos benéficos, sentindo-se à vontade e mais capaz para enfrentar situações de tensão extrema. Aparentemente positiva, a ioga ocidental tem envolvido muitas pessoas em seus ensinos. Não são poucos os enganados e presos nessa armadilha.

“Esses exercícios físicos, entretanto, não podem ser separados de um processo mental”. A mente humana é inevitavelmente envolvida. Os iniciadores atuais dos cursos de ioga são os iogues. Os iogues são treinados na ioga do hinduísmo indiano até serem conduzidos à ioga indiana. Segue-se, portanto, que os exercícios físicos externos, a respiração e o relaxamento conduzem a novos exercícios, até que o indivíduo atinja o conhecimento de si mesmo e a técnica de controlar a mente e a alma. O autoconhecimento e o controle são adquiridos por meio de um tipo de “ascetismo e da disciplina ética, que em última análise termina na religião pagã do hinduísmo”.

O que está sendo praticado nas nações ocidentais não é meramente um exercício benéfico à saúde, e todos que assim pensam estão grandemente enganados”. Ao contrário  do que muitos afirmam, os exercícios de ioga não podem ser separados da filosofia especial do hinduísmo e dos conceitos ocultos por trás dela. Os defensores do hinduísmo abertamente reconhecem esse fato.

Rabi R. Maharaj, um ex-guru hindu convertido ao Senhor Jesus, afirma: “Não existe hinduísmo sem ioga e não existe ioga sem hinduísmo”. Ele afirma, também, que nas suas viagens pela Índia encontrou vários ocidentais que mergulharam na religião hindu como resultado de uma simples iniciação em uma aula de yoga.

Junto com os exercícios físicos, ensinados durante os cursos de ginástica, a aparentemente inofensiva e não-religiosa hatha ioga, que se concentra puramente na elevação do conhecimento dos poderes físicos, é, na realidade, uma preparação para a “estrada real, a raja ioga”. Certos aspectos do modo de pensar hindu têm aceitação na hatha ioga. “O que parece ser apenas exercícios de ginástica foi preparado com motivos ocultos e produzem efeitos na mente”. Isto é óbvio quando apreciamos títulos como “a postura perfeita, a postura do herói e a postura lótus”. Não se trata apenas da estimulação de certas partes do corpo, mas de alguns órgãos internos, glândulas e centros nervosos.

 

A MEDITAÇÃO NA IOGA

Pedro Kupfer, um dos principais formadores de professores de ioga no Brasil, disse à revista Super Interessante que a “ioga sem meditação não é ioga”. A que tipo de meditação se refere Kupter? Pesquisando a vasta literatura dedicada à difusão da ioga encontramos que essa meditação significa liberar o “ego divino” aprisionado dentro do homem, permitindo que poderes fluam para sua pessoa. Ao permitir tais poderes (em última análise, vindos de baixo), a pessoa tornar-se-á inteiramente prisioneira do pecado. Portanto, um cristão que assim procede deveria se envergonhar ao colocar-se debaixo da influência desses poderes. Com respeito à ioga, um cristão, hoje, só pode escolher entre Cristo e Belial, porquanto a possibilidade de combinar a ioga com a fé cristã não existe. As Santas Escrituras mostram, em numerosos exemplos, que o povo de Deus do Antigo Testamento incorreu em sua ira e recebeu o mais severo castigo quando procurou servir tanto a Deus como aos ídolos, isto é, aos demônios de outras religiões. Tais combinações constituem sincretismo. Este foi usualmente o pecado de Israel.

Dizem que um Deus justo não pode excluir da salvação eterna um budista, um hinduísta ou um seguidor de qualquer religião, quando ele, honestamente, procura salvação. Mas, em nenhuma circunstância, este argumento pode ser apresentado como desculpa para que sigamos tal caminho, como muitas vezes é usado em favor da ioga. O equívoco deste argumento é que, embora a graça de Deus seja ilimitada, há uma grande diferença entre aqueles que uma vez receberam a revelação de Jesus, o Filho de Deus, e aqueles que jamais ouviram a verdade. “Em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (At. 4.12). Isto é constrangedor para nós como cristãos. Para nós, a ioga é uma forma de apostasia, que conduz à destruição. Para os pagãos é um caminho errado, mas o Senhor pode reconduzi-los ainda ao verdadeiro caminho de Jesus Cristo.

Deus está nos admoestando, a nós, o seu povo do Novo Testamento, provavelmente até com maior urgência do que fez com o seu povo do Antigo Testamento, porque fomos redimidos pelo sacrifício de Jesus e pelo precioso sangue do Cordeiro. Ele está nos perguntando: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos?” (lRs. 18.21). Quando pensamos que podemos servir a Jesus, e ao mesmo tempo ir após outros deuses, ídolos pagãos, trazidos a nós no ensino dos iogues e gurus, estamos, na verdade, incorrendo em sério julgamento, visto que fomos resgatados por um grande preço.

Hoje, em vista dessas grandes mistificações, no começo dos últimos tempos, Jesus nos convida: “Vinde a mim!” (Mt. 11.28). “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo. 14.6). Na verdade, só nele podemos encontrar a verdadeira salvação e a redenção do pecado que é a nossa ruína e miséria. Um dia Jesus nos receberá na glória dos céus e nos outorgará o privilégio de habitar em seu reino para sempre.

 

QUAIS SÃO OS OBJETIVOS DA IOGA?

As diferentes escolas de ioga têm seus ensinamentos específicos, mas “o interesse primário da ioga clássica é descobrir o ego da pessoa”. Em outras palavras, redescobrir a natureza pura e divina da pessoa, ou seja, Deus no homem. De acordo com o ensinamento básico da ioga “a natureza – especialmente a natureza humana – é essencialmente boa e digna. Todos os iogues creem em si mesmos como deuses ou como partes da divindade”. Os gurus, líderes que transmitem esses ensinamentos, são considerados divindades personificadas e fazem uso de tal autoridade. Isso explica sua extraordinária influência, também evidente no mundo ocidental, onde as pessoas chegam a prostrar-se diante de um rapaz de dezessete anos.

De que maneira as pessoas, através da ioga, podem achar deus em si mesmas e libertar seu verdadeiro ego, o divino homem? “O meio é a pessoa esvaziar-se de si mesma de maneira a receber as forças do universo”, sendo que os exercícios físicos também servem para esse fim. O homem, então, será capaz de unir-se com a força viva do universo que a tudo permeia – presente, por exemplo, no ar, na água e no alimento. Desse modo, o homem pode transformar-se em um “deus”, isto é, com capacidade para elevar-se até alcançar de novo o estado original, perfeito, inocente – uma pessoa sobre humana. Com isso, atinge, como se anuncia, a meta desejada: alegria, harmonia completa e consciência absoluta. Um estado de “deus-consciência”.

Dessa forma, “a ioga, em sua própria natureza, é auto-redenção! Mas, na tentativa de libertar a alma individual de uma suposta prisão, e cuidar dela como se ela fosse alguma coisa boa a ioga, na realidade, lisonjeia o ego pecaminoso e, desse modo, fomenta o egoísmo”. Como resultado, o iogue está constantemente preocupado consigo mesmo. Move-se ao redor do seu ego e se torna cada vez mais insociável. Assim, a alegada autoredenção não passa de um equívoco. Supondo-se que as forças atuantes do universo realizem esta autoredenção, há um ponto importante que deve ser lembrado: não existem forças neutras. “Atrás de todo poder atuante há um ser sobrenatural, uma divindade”. Surge, porém, uma questão: qual delas? Jesus declara que Ele veio de cima, mas há um adversário de Deus (um poderoso antideus) que procede de baixo: “E dizia-lhes: Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo” (Jo. 8.23). Esse, que veio de baixo, pode, inclusive, infundir seus poderes nas pessoas e conferir-lhes habilidades especiais: “E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz” (IICo. 11.14).

 

A TÉCNICA IOGUE

Ainda hoje o homem se deixa seduzir pela voz sutil da serpente que diz: “Sereis… como Deus” (Gn. 3.5). O iogue assume que tem em si uma força adormecida e que deve despertá-la. As posturas sustentadas por uma concentração mental apropriada, produzirão efeito sobre o funcionamento do corpo e da psique. Segundo a tradição hindu, uma força chamada ‘cundalini’ repousa na base da coluna vertebral. A prática da ioga tem por finalidade despertar esta força e fazê-la subir ao longo da coluna vertebral. Segundo essa tradição, existem nesse percurso centros de força denominados chacras (chacra significa roda), que devem ser postos em funcionamento pela passagem da força cundalini e isto até o último chacra. Cada vez que um centro é despertado, comunica ao iogue uma força nova que lhe permite ir ainda mais longe, até uma espécie de iluminação interior, produzida quando a alma se desliga do corpo e encontra, enfim, o poder de elevar-se até as esferas onde não há mais dualismo. É a ‘não vida’, a ‘não existência’, o ‘não sofrimento’. Este estado é denominado ‘nirvana’.

 

O ESTADO DE NIRVANA

O iogue é envolvido por um ambiente vibratório de sons e fórmulas rituais produzidos pela sua própria boca. Ele então perde completamente consciência daquilo que o rodeia, de sua existência e do que acontece em si mesmo. Durante esse tempo, essa força cundalini se desenvolve, tornando o iogue escravo do bem estar aparente que ela lhe proporciona. Esta prática está em evidente oposição ao caminho de Deus. Deus não criou o homem para que fosse um ser passivo, ligado a qualquer coisa que agisse sobre ele independentemente da sua vontade e do seu conhecimento. A ioga vai ainda mais longe: desprezando as leis divinas para o corpo humano, procura modificar o próprio metabolismo do indivíduo. Todas essas posturas exercem influência sob os órgãos internos do corpo humano, precisamente sobre os órgãos motores vitais como coração, pulmões, glândulas, vísceras e órgãos sexuais. O iogue recebe diversos poderes: de cura, de influenciar as pessoas pelo pensamento, adivinhação, comunicar-se com espíritos de mortos, visualizar certos fenômenos etc.

Alguém poderia dizer: “mas isso ultrapassa a ioga que eu conheço, quero apenas relaxar, produzir um vazio interior”, mas saiba que esse vazio mental abre a porta aos espíritos demoníacos. O homem ocidental moderno tem sido atraído por tudo que o Oriente propõe. O diabo tem multiplicado seus artifícios e suas imitações fraudulentas, atraindo para si os homens cansados do materialismo e da angústia interior. Assim como fez com Jesus, Satanás mostra ao homem todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe diz: “Tudo isto te darei, se prostado me adorares” (Mt. 4.9).

 

RELACIONAMENTOS ESPIRITUAIS IOGUES

De onde vêm os poderes que atuam no iogue? Com o que ele se une, quando ele atinge o objetivo dos exercícios da ioga e se torna um semideus, um ser sobre humano? Como já ficou demonstrado, os poderes recebidos na ioga vêm, em última análise, do espírito universal hindu, o Brahma”. De um lado, os praticantes de ioga creem em si mesmos como sendo deuses; mas, do outro, também encarnam divindades pessoais como Krishna e Siva. Visto que o iogue deve entrar em contato com esses deuses, segue-se logicamente que deve aceitá-los. Entretanto, isso significa que os adeptos dessa filosofia estabelecem relacionamento com o mundo demoníaco, justamente como escreveu Paulo com referência ao sacrifício idolátra: “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios” (ICo. 10.20).

Considerando que os pontos básicos da ioga permanecem ocultos, os que a praticam sem dúvida se colocam cada vez mais sob a influência de Satanás, embora isso ocorra de forma imperceptível. Através da atuação das forças cósmicas, uma pessoa se expõe ao perigo de ficar sob a influência dos poderes de baixo, ainda que pense estar praticando a “ioga cristã”. Diante de tal fato, o iogue se transfere do reino de Jesus – o reino da luz – para o reino das trevas, embora normalmente ele não se dê conta disso até ser demasiado tarde. A verdade é que essa desastrosa transferência do reino de Jesus para o domínio dos demônios, cujas consequências serão sentidas na eternidade, ocorrerá, necessariamente, como resultado das fontes sobrenaturais da ioga.

 

PODE HAVER “IOGA CRISTÔ?

A ioga está associada com poderes ocultos e mágicos desde sua origem na Índia antiga, o que é evidente. E podemos constatar isso ao examinarmos os tradicionais manuais de ioga, que prometem ao praticante poderes sobrenaturais (siddhis) quando ele progride nesse caminho. Mircea Eliade, autoridade em ioga, escreve: “Na Índia um iogue foi sempre tido como mahsiddha, uma pessoa que possui poderes ocultos, um bruxo. Entre essas capacidades está o poder de alcançar qualquer objeto a qualquer distância, uma vontade irresistível, poder sobre os elementos e a realização de suas vontades”. Com tais capacidades, o iogue consegue também realizar os chamados “milagres”. Por exemplo, em setembro de 1974 os jornais noticiaram que, numa colônia, um iogue e seus seguidores correram, descalços, sobre um braseiro, cuja temperatura era de 1000 graus centígrados, e, após o feito, não foi achado qualquer sinal de queimadura em seus pés. Esse iogue fez também seu coração parar completamente por oito segundos.

Afinal, se é aos poderes das trevas que o iogue se entrega, tais poderes, porém, jamais poderão lhe proporcionar libertação e harmonia, como essa filosofia promete. Satanás é o destruidor de toda felicidade e harmonia, e de tudo que é bom. É ele quem está por trás de todos os ídolos e deuses, e também dos ensinos místicos hindus. Ele procura, por tais meios, conservar os homens em seus pecados e mantê-los debaixo de seu poder, de maneira que possa destruí-los. Desse modo, o cristão tem apenas uma escolha: lutar com Jesus contra os elementos ocultos e de ação demoníaca, que nos ameaçam por meio da ioga. Jesus Cristo veio para destruir as obras do diabo e os poderes das trevas (IJo. 3.8). Ele é Senhor e Príncipe da vitória sobre Satanás, os demônios, os poderes espirituais e os principados debaixo do céu.

 

IOGA DENTRO DA IGREJA

É claro e óbvio, pela própria natureza do assunto, que não pode haver “ioga cristã” mas, apesar de toda evidência, não tem sido pouco os seminários teológicos, e até mesmo igrejas, se deixando levar pelos encantos diabólicos do hinduísmo e pela prática da ioga. Tomemos como exemplo o caso do Pastor Rodney R. Romney, da Primeira Igreja Batista de Seatle, autor do livro “Jornada ao Espaço Interior Encontrando Deus em Nós” (Abingdon, 1980), onde afirma que “compreender Deus é experimentar a própria divindade.” Mas esse ‘experimentar’ só é possível, no ponto de vista de Romney, por meio da ioga zen, do sufismo e da meditação transcendental. É chocante saber que Romney e seus ensinos não são um caso isolado. Muitos, dentro do Cristianismo, têm abraçado essas mesmas ideias. Tanto é que alguns cristãos “inocentes” estão praticando a ioga sob a forma cristã. Por exemplo, substituem os mantras por palavras e orações como a “Oração do Pai Nosso”, participam de “retiros espirituais” a fim de praticarem a “ioga cristianizada”, e alegam ser este um modo de revigorar sua estagnada vida de oração. A ioga, declaram, é uma técnica neutra que pode ser usada com objetivos cristãos. Entretanto, é óbvio que a origem, os métodos e o objetivo da ioga e os da fé cristã são mutuamente exclusivos.

A meditação cristã tem como conteúdo a Palavra de Deus, e não a própria consciência. Além disso, o Cristo vivo, com seu chamado divino, está em oposição aos ensinos panteístas, às práticas e aos objetivos dessa ioga que, afinal de contas, está ligada ao ocultismo. Embora o perigo maior proceda de sua fonte demoníaca “o ensino de autoredenção como tal está em completa contradição com a nossa fé cristã”. Sendo seres pecaminosos, jamais teremos poder para nos redimir por meio de exercícios físicos e mentais, através dos quais possamos elevar-nos mais e mais, a ponto de chegarmos à posição de “homens-deuses”. Todo aquele que é da verdade sabe que não tem um bom “ego real” aprisionado dentro de si; ao contrário, sabe que é, por natureza, um prisioneiro de seu pecado e de Satanás, e que precisa ser liberto de tal prisão. Nunca precisará descobrir seu “ego divino” para que alcance redenção, porque já reconheceu seu próprio ego na verdade e verificou ser ele mau (Gn. 8.21). Ele está ciente da realidade do pecado e da culpa, bem como de sua necessidade de um Salvador – e tem um Salvador em Jesus Cristo.

 

O REDENTOR DO EGO CRISTÃO É JESUS CRISTO

Na verdade, Jesus se fez homem e morreu na cruz por nós para nos redimir de nosso “ego real”, o ego decaído, que é a sede de todo mal, orgulho, egoísmo e de todas as inclinações pecaminosas. Através de seu sangue derramado, e de seu ato a de redenção, ao exclamar “está consumado” Cristo derrotou o pecado e Satanás. Aquele que crê em sua redenção, e entrega seu velho homem para ser crucificado com Cristo, levantar-se-á como um novo homem, um ser redimido. Somente Jesus, o Filho de Deus, tem o poder de realizar isso em nós. Um verdadeiro cristão move-se ao redor de Jesus e acha nele sua mais profunda realização. Jesus é tudo para ele. Vive com Jesus e o segue; sua meta única é estar com Ele para sempre em seu reino.

Todo aquele que verdadeiramente ama Jesus, o Cordeiro de Deus, como seu Salvador, e tem um relacionamento pessoal com Ele, não pode participar de exercícios que trazem em si, de forma oculta, ensinamentos místicos e fórmulas mágicas. Nunca dará atenção a desconhecidas forças elementares do universo, nem a deuses estranhos, através de exercícios de ioga, com a discutível intenção de aprender a arte de esvaziar a mente. Sua mente está fixada em Jesus Cristo e, em suas horas tranquilas, seus pensamentos se concentram em Jesus e na Palavra de Deus. Não precisa, por meio da ioga, praticar a suspensão de todas as funções da alma, porque sua alma precisa estar viva e amar a Jesus e, através dele, os seus irmãos humanos, bem como tudo o que Deus criou, embora a prioridade seja Jesus.

 

CONCLUSÃO

A ioga penetra em todos os meios. Pode ser praticada em casa, na escola, nas academias, em qualquer estágio de formação. Mas qual o modo correto de aproximar-se de Jeus? Ele disse: “Em verdade, em verdade te digo, que se alguém não nascer de novo não pode ver o reino de Deus”. E Jesus acrescentou: “O que é nascido da carne, é carne” (Jo. 3.6). Isto que dizer que a natureza humana é carnal, ela não pode ser outra coisa e nunca o será. Tudo que o homem procurar fazer para se transformar não conduzirá a nada, nem pode, simplesmente porque não é o caminho de Deus. Alguém pode praticar horas de ioga por dia, ir à Índia trabalhar com monges, realizar a libertação cundalini, sair do corpo e ir ao astral comunicar-se com os mortos, adquirir os poderes ocultos concedidos pelos espíritos demoníacos, mas nada disso tem valor algum e não transforma a natureza humana. O homem nasceu carne, continua sendo carne, e seu coração não muda. É unicamente através de uma intervenção de Deus que o homem pode receber a verdadeira vida. Para Deus o homem está morto desde a queda, porém por meio de Jesus Cristo ele pode reviver. Por isso depois de ter dito: “O que é nascido da carne, é carne” Jesus acrescentou: “O que é nascido do Espírito é Espírito” (Jo. 3.6). Bendito seja Deus, que providenciou a salvação para todos os homens, por Jesus, seu Filho, que veio “buscar e salvar o perdido” (Lc. 19.20). E Paulo declara: “Esta é uma palavra fiel e digna de toda aceitação, que Cristo veio ao mundo salvar os pecadores, dos quais, eu sou o principal”. Sim, Jesus recebe a todos. Depositemos nossa angústia aos pés de Jesus.

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Texto compilado e adaptado por Maria Candida Alves, jun/2018.

Fontes bibliográficas:

A Ioga Diante da Bíblia, artigo do Pr. Natanael Rinaldi.

Ioga, Me. Basilea Schlink (apologista cristã alemã), artigo publicado na revista Defesa da Fé, ago/2001.

Seduzidos Pela Meditação, artigo publicado na revista Chamada da Meia-Noite, julho de 2000.

 


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